Mudando o destino

5 Aula com a professora Monique


Notas iniciais
Um pouco de aula com a professora e uma participação especial minha

Colégio do Limoeiro, aula da professora Monique, Terça-feira, 5 dias para o início do apocalipse zumbot.

–Muito bem, como ninguém nesta escola, incluindo alunos, Outros Alunos, professores e funcionários, sabe que prek de matéria eu tenho que ensinar, vocês vão aprender hoje a teoria dos futuros alternativos. Alguma pergunta? — diz Monique

–O que é prek? — pergunta Mônica

–Melhor não saber, outra pergunta? — então todos levantam a mão.- Não, eu vou explicar o que é prek.

–Futuros alternativos? — diz Cascão com entusiasmo — Tipo um apocalipse zumbi? Ou, ou um apocalipse robótico? Ou...

–Que tal um apocalipse zumbi-robótico? — diz da janela um cara alto de óculos, cabelo grande e jaqueta preta.

–É uma boa teoria Kedu, agora cai fora daqui. — diz Monique, e ele cai mesmo (literalmente) — Esses Outros Alunos estão cada vez mais folgados.

–Agora que você falou professora — diz Magali — hoje vieram mais Outros Alunos do que a alguns meses.

–Alguns estão voltando de Nova Esperança desde ontem.

–Chega de falar d'Os Outros Alunos, quero saber dos futuros alternativos, vai ser o quê? Zumbis controlados por uma inteligência artificial que se rebelou contra a raça humana? — se empolga de novo Cascão

–Talvez isso aconteça. — diz Monique — Mas falando sério, alguém pode me dizer o que são futuros alternativos?

–São tipo universos paralelos do futuro. — diz Marina — Tipo, quando estamos prestes a fazer uma decisão, dois ou mais futuros automaticamente são criados.

–Como sabe tanta coisa disso? — se impressionou Monique

–Meu namorado tem experiências com viagem no tempo.

–Você deve a Marina, depois da aula vou querer falar com você. A resposta da Marina já diz tudo, mas eu prefiro ver esses futuros como resultados de decisões feitas por nós. Algumas delas meio que são manipuladas, e os resultados poucas vezes são positivos, querem um exemplo de decisão manipulada? Perguntem a minha mãe que achou que meu pai era melhor companhia pra ela do que o cara que ela realmente amava.

–Como assim? — pergunta Mônica

–Outro dia eu conto. Mas o que eu quero dizer é que, se você se meter numa decisão, não importa quão boas sejam suas intensões, dificilmente o resultado será bom. Talvez, talvez tenha uma pequena chance de haver um apocalipse zumbi-robótico. Mas se vocês tiverem feito uma decisão sem terem sido manipulados ou pressionados os resultados geralmente são bem satisfatórios, talvez até tenha um casamento dos sonhos. Mas mudando de assunto, 6ª feira teremos uma excursão no Museu do Limoeiro onde tem...

–De novo? — falam todos em uníssono

–Onde tem um aparelho que pode ver futuros alternativos. — termina de falar Monique

–A máquina do Franja? — diz Cascão — Mas nós já vimos aquele treco.

–E viram apenas o passado, mas não o futuro. Depois de vocês verem o resultado de suas decisões, vou selecionar alguns alunos para um teste psicológico no sábado.

Então toda a turma começou a reclamar sobre ir a escola no sábado.

–Eu odeio fazer isso. — resmunga Monique pra sala, então logo em seguida seu olho bom olha bem no fundo de cada olho que tinha naquela sala, deixando todos com medo. — VOCÊS VÃO FAZER O TESTE NO SÁBADO SE EU MANDAR QUE VENHAM!!

E todos concordaram, e Mônica comenta que o olhar da professora é mais assustador que o da Penha.

–Eu já falei que odeio fazer isso? — diz Monique aborrecida — amanhã não terei aula com vocês, mas 5ª feira teremos uma excursão especial. Estão liberados. Menos você Marina, porque eu quero ter uma conversa com você.

E no momento em que todos saem da sala, Monique repara que o Cebola não tinha vindo, e tinha a sensação de que talvez nunca mais viria.

Notas finais
Próximo capítulo a adrenalina vai voltar pra vida dessa turma sem falar de uma grande revelação