Mudando de Vida
23 Capítulo 23 – Acabou pra você, Molly.
Notas iniciais
- o que está dizendo? – Molly riu tentando disfarçar.
- ih! Chega! Pode tirar esse sorrisinho do rosto, garota. Eu já sei de tudo.
- tudo o que? Do que está falando?
- quer mesmo que eu diga? Ou quer que eu fale quando o Gerard aparecer e assim ele participa também da nossa conversa. – Molly levantou-se nervosa e se aproximou dele.
- o que você está tentando insinuar?
- você sabe do que estou falando. Você não é surda, Molly.
- por que está me chamando assim? – já era. Mas mesmo assim Molly achava que podia voltar a enganá-lo. Mikey ficou imóvel como se quisesse ouvir alguma coisa.
- depois a gente conversa. – disse ele e nesse instante Gerard voltou pro lado de fora.
- minha mãe queria que eu ajudasse com a louça. – Molly balançou a cabeça em positivo e permaneceu com ela baixa. Mikey se retirou voltando pra dentro de casa. – aconteceu alguma coisa?
- nada. – respondeu Molly com os olhos cheios de lagrimas.
- tem certeza? – e ela assentiu.
- vem, minha mãe preparou brigadeiro pra gente. – ele puxou-a pela mão e os dois entraram na casa dele.
...
Julie andava de um lado a outro do quarto enquanto era seguida pelos olhos aflitos de sua filha Alex que estava sentada na ponta da cama.
- que absurdo Alex. Que absurdo! – repetia ela nervosa. – você não pensou no que acabou de fazer? Você pôs minha vida em risco. A vida da sua própria mãe! – gritou ela parando na frente da filha. – não sabemos quem é a garota e o que ela quer...Pode ser uma assassina e meu Deus! Eu nem quero saber o que poderia acontecer se eu não tivesse vindo aqui e descoberto antes.
- eu só queria me divertir.
- se divertir? E precisava armar uma loucura dessas, em? Não te deram educação não?
- não. – sussurrou ela.
- Alex eu não estou de brincadeira! – gritou Julie.
- nem eu. – Julie olhou brava pra filha e depois voltou a andar de um lado a outro até parar novamente.
- me mostre onde ela mora. Temos que conversar com o pai dela imediatamente.
- mas mãe...
- sem nenhum “mas”. Me leve até lá AGORA! – exigiu Julie.
...
- eu acho melhor voltar agora. Eu preciso trocar de roupa, de um banho...
- eu sei. Eu te levo em casa. Apesar de que está sendo ótimo passar o dia com você. – Molly sorriu e recebeu um beijo de Gerard. – vamos?
- vamos. – os dois levantaram-se da mesa e foram de mãos dadas até a sala.
– mãe, to indo na casa da Alex! – gritou ele antes de irem.
Molly relaxou em casa com um bom banho e depois se deitou na cama fechando os olhos e tentando cochilar um pouco. Foi quando seu descanso foi interrompido pela batida da porta de seu quarto. Ela abriu os olhos assustada junto com um pulo da cama e se assustou ainda mais vendo quem era.
- como entrou aqui?
- a empregada.
- o que essa empregada tem na cabeça deixando qualquer um entrar nessa casa?
- não sou qualquer um, sou seu “cunhadinho”. – disse cínico. – ou melhor, “cunhadinho” da Alex.
- Mikey eu não sei o que você está querendo, mas eu não estou entendendo esse seu jeito. Por que está me tratando assim?
- cansei desse seu jeitinho bobinha que não sabe de nada. Você sabe, Molly. Sabe do que estou falando. – Molly deu-se por vencida.
- como descobriu?
- eu não tive que fazer muito esforço. Eu apenas reparei em como você estava diferente, primeiro seu jeito de tratar meu irmão, depois na altura, no rosto, no corpo, jeito de se vestir, falar, andar, agir, gesticular, tudo.
- está mesmo obcecado pela Alex. – ironizou Molly. – por acaso você é o grande amor dela?
- vai continuar sem saber dessa informação. – fez cara de superior. – por fim, meu computador pifou esses dias e eu mexi no do Gerard e lá estava os dados da Alex gravados no computador dele. Eu achei uma mensagem muito interessante na caixa de e-mail dela falando sobre um tal de diário e referindo a si mesma como Molly. Eu não entendia, até hoje ouvir por acaso você dizer que se chamava assim. Eu confesso que fiquei bastante confuso com essas informações, mas então eu pensei “é claro! Elas só podem ser irmãs gêmeas”. Como a Alex nunca foi de contar as coisas pro Gerard por que é uma grande mentirosa, então nunca contou sobre ter uma irmã idêntica.
- enganou-se.
- o que? Vai tentar dizer que é mentira?
- não. Você está certo. Descobriu tudo. Eu realmente não sou a Alex que você conhece e meu nome é Molly, mas não somos irmãs gêmeas.
- impossível.
- também achava até esbarrar com a Alex pela rua. Fiquei tão chocada quanto você está agora. É estranho não é? Imagine você encontrar um outro “Mikey” por aí?
- eu não sei se acredito nessa historia de “clones” espalhados por aí, mas o que importa é que eu descobri a verdade. – e fez novamente cara de superior.
— pois bem senhor gênio nerd, você descobriu tudo. Agora, o que pensa em fazer? Vai espalhar tudo por aí? Vai contar pro seu irmão toda a verdade? – perguntou irritada. No fundo estava com mais medo do que tudo, mas preferia se manter firme.
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