Mudanças
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Gustavo encontrava-se no escritório, já leu tanto que as letras saltavam fora da página. Estava exausto. Acreditava que a essa altura Cecília já estava dormindo, já que a muito tempo colocará Dulce para dormir. Ou chegaria no quarto, e encontraria as duas na cama dormindo. O que o deixaria satisfeito da mesma forma.
Cecília colocava Dulce para dormir, já havia bastante tempo. Colocará a camisa de botões de Gustavo e deitou na cama para continuar a leitura do seu livro, finalmente estava empolgando.
Gustavo entrou no quarto, e no mesmo segundo toda a sua exaustão deu lugar a uma outra coisa, deu lugar a excitação.
Cecília estava deitada na cama, não dormia mas lia em total concentração, tanto que sequer notou quando o mesmo entrou.
— Você pode levar essa camisa pra você, serviu bem melhor em você do que em mim.
Cecília levou um susto!
— Porque você entrou de fininho?
— Não entrei de fininho... Você que está muito concentrada no livro. O livro tá muito bom ou você quer namorar um pouquinho?
Cecília suspirou, ele a olhou daquele jeito. Sorriu para ela daquela forma. Daquela forma, que lhe tirava o fôlego.
Ela colocou o livro de lado e o esperou na cama.
Gustavo, sorrio e foi até a namorada. A beijou no pescoço, ele amava o cheiro dela. Cecília estava deixando ser conduzida, sabia que os beijos e as pequenas carícias não seriam e nem eram mais suficientes. Ela precisava de mais.
Cecília estava absorta nos beijos, nas carícias e não foi com surpresa, quando Gustavo começou a abrir os botões da sua camisa. Por um momento ele parou e a admirou, toda a admiração e excitação que Cecília viu em seus olhos, a deixaram tímida. Fechou ou olhos.
— Amor olha pra mim.
Cecília abriu os olhos mais uma vez. Gustavo sorriu para ela e voltou a beija-la. Não com pressa, mas com amor. Ele queria passar tudo o que sentia por ela naquele momento. Que ela soubesse e se sentisse amada.
Eles estavam entregues um ao outro. Não havia barreiras nem mesmo de roupas. Gustavo gostaria de parar e perguntar se isso era o que Cecília realmente queria mas mesma não estava disposta a isso. O beijava onde sua boca conseguia alcançar, e ele também não ficava para trás.
Ah os barulhos, contidos mas ainda assim, não era difícil de ouvir seus suspiros e gemidos. E Gustavo sentia-se poderoso. Ele a fazia sentir-se assim.
Cecília enlaçou suas pernas na cintura do namorado, precisa de atrito. E Gustavo poderia fazer isso, poderia muito mais. Ele a olhou, como se fizesse uma pergunta, a mesma voltou a procurar pelo contato mais íntimo e parecia que era o que ele esperava.
Gustavo foi carinhoso todo o momento, e a sensação de finalmente está conectado a Cecília... Sentindo-se um e movimentando-se em um sincronismo perfeito. Foi perfeito.
Cecília sonhara e tinha fantasias de como seria, mas nunca imaginou que fosse assim, que em sua primeira vez, ela pudesse sentir-se da forma que se sentiu. E no momento, estava deitada no peito do namorado e com as pernas enlaçadas. Ela queria dizer o quanto o amava, o quanto foi especial. Mas seus olhos não a obedeciam. Ela dormiu aninhada nos braços do homem que amava.
Gustavo estava extasiado, cansado e como a muito tempo não se sentia, sentia-se amado. Olhou para a mulher que ele sabia que era a da sua vida, dormindo e aninhada nos seus braços, lhe deu suma sensação de paz. E assim dormiu.
Cecília acordou com muito calor, por mais que o quarto estivesse frio, ela estava muito quente. E logo viu o porquê, ela é Gustavo eram um emaranhado de corpos. Seu cabelo grudava nas costas e nos seios. Ela precisava de um banho. Com muito custo desvencilhou-se de Gustavo e foi para o banheiro. Antes claro, precisou recolher a camisa que usaria de pijama e a calcinha que estava jogada em um canto da cama.
Gustavo acordou sem o peso de Cecília em seu peito, olhou para o banheiro e viu a luz acesa. Ficou esperando por ela.
— Posso saber o que o que você faz acordada e vestida?
Cecília saiu do banho com o coque no cabelo, ele adorava aquele coque.
— Primeiramente eu estava com calor... Você estava dormindo praticamente por cima de mim! E segunda-feira é mais importante ainda, nós temos uma criança de seis anos na casa... Que pode acordar e decidir vir até aqui. Cê acha que ela vai bater ou entrar com tudo? Sem traumas para a minha filha. Por favor!
— Ela não entraria sem bater... Ou...
Gustavo não esperou por uma resposta, levantou-se também é foi ao banheiro, fez sua higiene pessoal e voltou muito comportado vestindo um pijama.
— Você deveria ter me acordado pra gente tomar banho juntos. Economia de água, você nunca ouviu falar em recursos esgotáveis?
— Aham... Muito tocante toda essa sua preocupação com os nossos problemas hídricos! Mas eu acho melhor o nosso banho, ficar para parte da manhã.
Eles deitaram-se e ficaram de frente um para outro.
Gustavo olhou sério para Cecília.
— Você tá bem?
— Me sentindo muito bem, obrigada! Você não precisa se preocupar com nada! Foi tudo maravilhoso. Melhor do que eu imaginei, eu te amo!
— Eu me preocupo com você... Você sabe disso. Me desculpa, se em algum momento eu fui...
— Eu já disse que eu estou bem!
— Eu te amo. Você entrou na minha vida e a iluminou.
Eles beijaram-se com amor. E dormiram.
Depois do que pareceram minutos acordaram com batidas na porta, é uma voizinha perguntando se podia entrar.
— Eu falei que ela iria bater...
— Melhor prevenir do que remediar!
— Entra amor!
Dulce entrou e já começou a pular na cama! Perguntou o que eles iriam fazer, porque disse que se recusava a ficar em casa, mesma a casa do Gustavo sendo tão grande!
—O que você quer fazer amor?
Gustavo perguntou olhando para Dulce.
— Amor eu ou a mamãe?
— Amor você, porque eu também te amo. Você sabe disso!
— Eu imaginava! Eu também te amo!
Aquelas frases fizeram o coração de Cecília transbordar de amor.
— Eu quero ir pra piscina! Pro parque e comer fora! Passar o dia fora de casa!
— Cê não acha que tá exagerando não mocinha?
— Não mamãe... Pode dizer a ela que tá tudo certo Gustavo!
— É tá tudo certo!
Gustavo e Dulce piscaram um para o outro cúmplices.
— Tem alguma coisa que ela te peça e você não faça?
— Até agora não!
— Tudo bem mocinha, eu vou te ajudar no banho pra gente ir agilizando ou não saímos de casa!
Dulce Maria pulou da cama.
— Na verdade nem precisa mamãe, a Fran já vai me ajudar e me ensinar a sambar! Tum! Tum! Eu só queria acordar vocês!
E ela saiu do quarto. Parecia um pequeno furacão.
E aquela era a desculpa que Gustavo esperava, no mesmo instante levantou-se também da cama e pegou na mão da namorada a levando para o banheiro. Precisavam economizar água e tempo.... Mas o tempo não foi economizado.
Quando desceram Dulce já estava na mesa e comendo, reclamou pra quem quisesse ouvir que os dois demoraram muito, o que deixou Cecília vermelha, e então a filha decidiu saber o porquê da mãe está vermelha... Parecia um ciclo vicioso de vermelhidão para Cecília.
Gustavo ria de toda a situação, o que fez com que Cecília o olhasse de cara feia... Como se ela conseguisse. Ele deu a idéia de todos irem ao clube, porque lá eles poderiam fazer toda a programação que a Dulce tinha sugerido. Ou exigido.
O lugar era maravilhoso, Dulce não perdeu tempo, pediu que a mãe a levasse para trocar de roupas e foi correndo aproveitar a piscina. Todos forma na verdade. O sábado passou voando. Dulce no final do dia estava caindo de sono, e por mais que gostasse da casa do Gustavo pediu para ir para sua casa. Queria sua cama.
Gustavo entrou carregando a Dulce, a colocou na cama e beijou a sua testa. Sabia que quando ela acordasse estaria ativa.
Cecília já o esperava, e ele esperava poder passar mais uma noite com ela. Mas ela lhe disse que queria conversar com Dulce antes. Para Dulce foi normal dormirem na casa do Gustavo, mas não sabia como a filha se sentiria com ele dormindo lá. Gustavo entendia e respeitava a situação. Sempre soube que seria assim, o bem estar da Dulce em primeiro lugar.
Eles se despediram, Cecília pediu que ele avisasse quando chegasse em casa. Para que ela soubesse que ele estava bem.
Combinaram de almoçar juntos amanhã. Mas na casa de Cecília mesmo. Era Domingo e a mesma já queria se preparar para a semana que como sempre seria puxada.
Dulce Maria acordou horas depois. Cecília achou estranho porque a filha disse que ainda estava cansada. Olhou a temperatura mas estava tudo normal, perguntou de alguma dor e a mesma lhe disse que estava sentindo-se bem.
O dia parecia que tinha mesmo esgotado Dulce.
— Mamãe cadê o Gustavo?
— Ele foi pra casa dele! Porque?
— Achei que ele ainda ia estar aqui... Mamãe?
— Oi amor...
— A gente vai morar na casa dele?
Cecília sabia o quão esperta e especial a filha era, mas para uma coisa dessas... Ainda levaria tempo.
— Não amor, não vamos... Talvez a gente durma lá de vez em quando. Mas eu tenho uma pergunta pra você também. Como você se sentiria do Gustavo dormir aqui na nossa casa?
— Ele vai ter que usar os meu quarto?
Cecília riu.
— Não amor, ele ficaria junto com a mamãe, como a mamãe fica quando dormimos todos na mesma casa. O que você acha?
— Eu acho normal. Já falei, papais e mamães dormem juntos.
— Tudo bem. Você quer ver um filme? Eu faço pipoquinha pra gente!
— Uhummm pipoquinha! Com certeza!
Não demorou muito e Dulce voltou a dormir. Cecília pensou em tudo, em cada detalhe do dia.
Ela estava feliz. Sabia que Gustavo também estava e o mais importante de tudo isso, a sua filha estava bem e feliz.
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