Mudanças

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Demorou mas aqui estou... Tô escrevendo até nos intervalos das aulas! Aproveitem!

Gustavo estava praticamente enterrado em meio aos papéis que estavam em sua mesa. Já estava cansado, e nem era hora do almoço ainda. Pensou em esticar as pernas e ver Cecília, até que lembrou que a mesma estava em uma reunião fora. Os contratos já foram assinados, era uma mera formalidade, ela tinha ido. Confiava nela pra isso e muito mais.

O celular de Gustavo começou a tocar, não fazia ideia de onde estava. Provavelmente perdido no meio de tantos papéis. Encontrou, nunca vira aquele número.
— Alô? Sim é ele!
Gustavo achou estranho que a Diretora da escola de Dulce o estava ligando. Já imaginou o que a menina tinha aprontado.
— Claro diretora, pode falar.
— Senhor Gustavo, Dulce pediu que eu o ligasse para que o senhor pudesse vir buscá-la. Eu tentei falar com a mãe dela mas ela não atende.
— Diretora a senhora poderia me dizer o motivo da Dulce sair mais cedo?! O que ela aprontou dessa vez?
A Diretora Maristela riu ao telefone. Como se já esperasse por essa pergunta.
— Na verdade nada senhor Gustavo! A professora responsável pela turma dela teve uma emergência familiar e precisou sair. Foi apenas isso.
— Tudo bem! Fico aliviado! Eu chego aí em minutos! Obrigado.
Gustavo estava pegando tudo o que precisava. Avisou a Silvania que iria sair e pediu que ela ligasse para Cecília e pedisse que a mesma esperasse no restaurante por ele. Seria uma grande surpresa!
Chegou no colégio e para a sua surpresa Dulce já o esperava nos jardins da frente. A menina correu assim que o viu.
— Gustavo!
— Tá pronta pra ir? Nós vamos nos encontrar com a mamãe no restaurante, mas é surpresa!
Pisquei pra ela. A menina olhou ao redor, como se procurasse alguém.
— Tá tudo bem Dulce?
— Tá sim! Só que umas meninas chatas já foram! Eu queria que elas vissem você, porque ficaram me chamando de mentirosa.
— Porque elas te chamaram de mentirosa?
— Porque eu falei que o meu pai vinha me buscar.
Ela falou de uma forma tão simples e natural. Gustavo não sabia o que dizer. Mas teve uma idéia.
— Já que elas não estão aqui... Que tal amanhã eu te trazer pra escola? O que você acha?
— Iuuupee! Vem você e a mamãe!
Dulce deu a mão para Gustavo e saíram em direção ao carro.
Enquanto ele dirigia, seu celular tocou. Ele pediu que Dulce atendesse.
— Alô?!
— Amor?
— Mamãe você sabia que era eu?!
Gustavo riu... Não Dulce, não eh só mais você o amor da vida dela, por mais que ela sempre fosse a prioridade.
Gustavo pediu que Dulce colocasse no viva voz.
— Senhor Lários posso saber o que a minha filha faz no seu carro?!
— Fui buscá-la na escola... Mas calma, que ela não aprontou nada! Ela só largou mais cedo. E como não conseguiram falar com você, eu fui solicitado a buscá-la.
— Tudo bem! Mas porque eu preciso ficar aqui no restaurante?
— Estamos indo até aí! Vamos almoçar todos juntos! E depois Dulce volta conosco pro escritório!
— Iuuupee!
— Tudo bem! Beijos para meus amores!
Mandaram beijos. Dulce queria ir ao restaurante que ela apelidou de restaurante do macarrão... Mas iriam ao um mais próximo do escritório. Gustavo gostava daquele restaurante, afinal, ali ele e Cecília se acertaram. Ou começaram.

Assim que chegaram, Dulce correu para encontrar a mãe, por esse restaurante ser mais executivo, seu primeiro comentário foi que era chique. Logo depois bombardeou a mãe contanto tudo sobre a suspensão das aulas, e que ficou nervosa quando não conseguiram falar com a mãe dela, achou que ficaria trancada sozinha no colégio. Então ela pensou no Gustavo, e sabia que ele ia buscar ela.
Cecilia olhou para o namorado que estava conversando com Dulce sobre que suco deveriam tomar com total seriedade. Pediram o almoço, a conversa continuou e Dulce perguntou se poderiam ir mais cedo pra casa, ela queria ir ao cinema... Em plena segunda-feira, o que era ótimo, já que estaria mais vazio. Gustavo prometeu que fariam o possível para irem. Mas caso não conseguissem iriam no fim de semana, a mesma reclamou que estava longe. Mas aceitou, pois como a mesma disse, não tinha jeito é seu de ombros.

Dulce ficou na sala da mãe, na cadeira de rodinhas enquanto fazia a lição de casa. Queria muito ir ao cinema. Tinha visto o comercial do filme dos heróis, e agora queria muito ver. Mas tudo dependia dos pais conseguirem sair mais cedo. Ela esperava muito que conseguissem!
Gustavo estava com Cecília em uma outra sala, fazendo uma teleconferência, era isso e eles poderiam levar sua menina ao cinema. Conseguiram começar a entrar em um acordo, acordo esse que pra sair, ainda seria necessárias muitas reuniões mas a de hoje estava encerrada.

Dulce Maria já tinha feito a lição, e agora estava muito entediada, girava na cadeira e já sentia a cabeça começar a girar junto! Ela parou quando ouviu que os pais estavam voltando. Sabia que era cedo, se levantou e já foi pegando a mochila, literalmente se arrumando para sair. Quando eles entraram na sala, já deram de frente com ela.
— E então? Podemos ir?
— Alguém está com pressa hein? Você precisa esperar mais cinco minutos, afinal, eu preciso pegar minha bolsa.
Dulce mostrava a bolsa para mãe.
— Você tá pronto não é Gustavo? Você é um homem masculino e não precisa de muito para sair.
Gustavo riu. Amava aquela menina.
— Sim Dulce. Eu só vou pegar algumas coisas, e nós podemos ir!
Ele pegou a carteira e a bolsa. Não seria uma viagem curta até o shopping mais próximo, mas Dulce estava tão ansiosa para isso, que valeria a pena.
Depois de quase uma hora de viagem, chegaram ao shopping, foram direto comprar os ingressos... E quem disse que era filme de princesa, Dulce surpreendeu os pais com a escolha do filme. Cecília vetou que o jantar fosse pipoca, comeram na praça de alimentação mesmo. Quem os visse de longe, viam país amorosos e uma criança feliz.
O filme foi empolgante, a família se divertiu, Dulce saiu tão empolgada que assim que viu um casaco dos heróis pedido um. Gustavo não teve como negar, mesmo com as objeções da Cecília.
Dulce já chegou em casa dormindo, foi acordada para tomar banho e já voltou a dormir.

Agora eles poderiam conversar, Cecília notou que Gustavo estava com um olhar mais distante, pensativo demais.
— E então Gustavo, o que você tem pra me dizer.
Ela falou enquanto acariciava o rosto dele.
— Tá tão na cara assim?
— Tá sim! O que houve?
Gustavo suspirou e pegou na mão da namorada. Ele esperava que o fato da Dulce, ter se referido a ele como pai, não fosse causar qualquer problema.
— Hoje a Dulce queria mostrar as amiguinhas da escola que o pai dela foi buscar. Mas elas já tinham ido. Cecília, ela me tem como pai. É isso me emociona de uma forma que eu jamais vou poder descrever.
Cecília sorriu para o namorado. Ela sabia sobre isso, pelo menos a parte da Dulce o ver como pai.
— Eu já imaginava isso... Afinal, ela vem falando papais o tempo todo. Não vai ser surpresa quando ela soltar um papai pra você. Eu sei que você jamais vai ferir os sentimentos dela.
— Eu a amo Cecília. Me sinto ligado a ela.
— Eu fico feliz em ouvir isso, porque assim, eu sei que independente do que acontecer entre a gente, você sempre vai estar na vida dela.
Gustavo beijou a namorada, encostou a testa na dela.
— Tenha certeza disso! Eu amo vocês!

Notas finais
E então gente... Um capítulo levinho! Tá indo tudo de vento em poupa! Tudo branco com bolinhas azuis... E vai continuar assim um pouco mais... ♥ Me digam o que acharam... Ótimo sábado pra todos!