Mudanças

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Todos segurem suas respirações... Momentos de tensão!

Cecilia estava cansada, chegou ao hospital com Dulce, deu todas as informações e ficou aguardando.

– Querida a dor de estômago melhorou?
– Não mamãe... Tá doendo muito!
Foi ela falando isso, e vomitando tudo o que tinha comido. Cecilia olhou para a recepcionista, a mesma lhe disse que o médico já iria chamar.
O que ela queria também era ligar para o Gustavo, contar o que estava acontecendo mas ficou com receio de o acordar. Afinal, Dulce era sua filha. Mas estava nervosa.

Finalmente, o nome de Dulce foi chamado ao consultório dois. Cecilia foi com a filha no colo. Entrou no consultório.

Doutor André estava de costas para a porta, e quando se virou, não acreditou em quem viu com uma criança no colo. Cecilia Santos, sua ex-namorada da faculdade. Ele não acreditou.

– Cecilia? Minha nossa! Quanto tempo!
– André? Aah minha nossa... Olha, ela tá com dor de estômago. Já fiz tudo que podia em casa mas nada funciona! Eu já estou desesperada!
André só a ficava olhando, não prestava muita atenção ao que ela falava. Balançou a cabeça.

– Coloca ela na cama, que eu vou dar uma olhada nela.
Cecilia colocou a filha na cama.

– Meu amor, o doutor vai dar uma olhadinha na sua barriga tá bom? Vai passar rapidinho.
– Segura minha mão mamãe.
– Claro, eu tô aqui do seu lado.

André fez a anamnese da menina, ficou sabendo que seu nome era Dulce, e que ela tinha seis anos. A menina parecia com Cecilia.

– Dulce eu vou aqui fora conversar com a sua mãe e nós já voltamos tá bom?
– Tá bom.
Cecilia chegou bem pertinho da filha, deu um beijo no seu rosto e disse que num instante voltava.

– André ela tá bem? É grave? Pelo o amor de Deus fala!
– Ela está com uma infecção estomacal. Nada grave mas vai ficar aqui essa noite pra tomar medicação e na parte da manhã, eu dou alta. Você teve uma filha.
– Então é uma infecção... Graças a Deus, eu já não sabia mais o que pensar!
Cecilia colocava a mão no peito. Mas já sorria de alivio.
– Você tem uma filha.
André voltou a repetir, olhando profundamente para Cecilia.
– Sim eu tenho.
Cecilia falou isso, e já foi voltando para o consultório. Foram levadas para um quarto, onde a medicação foi administrada na Dulce.
Cecilia não ia esperar o dia clarear, iria ligar para o Gustavo, explicar o que estava acontecendo e que não poderia ir trabalhar. Ele demorou a atender, afinal, era de madrugada.

LIGAÇÃO ON

– Gustavo, desculpa tá te acordando...
Ele a interrompeu.
– Cecilia o que aconteceu? Porque você tá me ligando uma hora dessas?
– Calma, eu vou te explicar. Eu estou com a Dulce no hospital, ela levantou de madrugada reclamando de dor de estômago, fiz tudo que pude em casa, como não deu certo. Eu a trouxe no hospital. Foi isso.
– Tudo bem, eu tô indo até ai! Beijo!
Ele desligou. Não deu tempo que ela falasse mais nada. Ela ficou aliviada de que ele estava indo até lá.

LIGAÇÃO OFF

Gustavo estava preocupado. Dulce no hospital, repassou em sua mente, o dia que tiveram, não tinham comido nada de anormal. Nada que justificasse essa dor de estômago.
Colocou uma roupa qualquer, e saiu de casa.

Não demorou muito e Gustavo chegou ao hospital. Chegando na recepção perguntou por Dulce, e foi informado de que ela já estava em um quarto. Ele foi até lá.

Dulce Maria estava dormindo e Cecilia sentada em uma cadeira ao lado da cama. Ela olhou pra cima e o viu.
Eles foram para fora do quarto.

– Gustavo.
Ela suspirou enquanto o abraçava.
– Você devia ter me ligado, eu teria ido buscar vocês em casa ou encontraria com vocês aqui, o que fosse melhor. Afinal, o que ela tem?
– Infecção estomacal. Mas nós comemos o mesmo que ela, tudo. E estamos bem! Eu estava desesperada em casa, já não sabia mais o que fazer por ela!
Cecilia estava chorando. Gustavo a abraçou.
– Calma, ela tá medicada não está?! Então, ela vai ficar bem. Você precisa de alguma coisa?
Gustavo virou-se bruscamente, quando o nome de Cecilia foi chamado.

Um médico vinha na direção deles, parou um pouco quando viu que Cecilia estava com Gustavo.

Cecilia olhou pra frente e lá vinha André. Não era por nada, mas nesse momento, ele estava sendo um tanto quanto inconveniente. Inclusive, a chamou para um café. Ela estava na emergência de um hospital com a filha, e ele a convidando para um café.

– Os exames da Dulce saíram?
Ela falou, mas não saiu do abraço do Gustavo.
– Sim. É uma infecção mesmo, como eu já tinha te informado.
André olhou na direção de Gustavo.
– Esse aqui é...
Nem deu tempo dela falar, já que Gustavo mesmo se apresentou.
– Gustavo Lários, prazer.
Estendi a mão, não estava gostando daquele médico. Olhos muito compridos para Cecilia.
– André. Doutor André, eu sou o médico que está atendendo a Dulce. Ela vai passar a noite, e pela manhã eu dou alta pra ela. Cecilia eu posso te oferecer alguma coisa?
Ouvi quando Cecilia soltou um suspiro.
– Não André, eu estou bem, obrigada.

Cecilia e Gustavo continuaram abraçados. Gustavo achou que tinha algo de estranho com o médico. Muito intimo, nada de senhora Santos, e Cecilia tão pouco o chamou de Doutor.

– Esse médico parece que te conhece... Conhece?
– Ele é meu ex-namorado.
Cecilia falou sem rodeios, não precisava mentir ou algo desse tipo.

– Não tinha um outro médico por aqui que pudesse atender a Dulce?
Cecilia virou a cabeça e sorriu. Gustavo não via onde estava a graça da situação.

– Então, eu deveria ter recusado o atendimento da Dulce, porque quem iria atender era meu ex-namorado?
– Não... Eu, tô falando...
– O que era pra eu ter feito? Esperar mais tempo pelo atendimento da minha filha, que estava passando mal devido a dores no estômago... Gustavo é melhor você ir pra sua casa. E eu não vou poder trabalhar amanhã, não vou deixar a Dulce sozinha.

Gustavo queria dizer outras coisas, falar que não iria embora. Mas a forma como ela colocou as coisas. Ela não podia recusar o atendimento a filha.

– Tudo bem, você fique em casa os dias que precisar. Não se preocupe com isso. Você me avisa quando chegarem em casa amanhã, por favor?
– Claro.
– Dá um beijo na Dulce por mim, por favor.

Fui até ela, e beijei sua bochecha. Ela estava triste comigo, dava pra ver em seus olhos, não queria forçar a situação. Depois que isso passasse, eu iria me explicar pra ela.

Cecilia estava cansada e preocupada com a filha, não poderia lidar com ciumes nesse momento. Dulce sempre seria sua prioridade.
Onde já se viu, procurar outro médico porque o que iria atender a Dulce seria seu ex. Era demais isso. O melhor era o Gustavo ir pra casa. Ela não precisava brigar com ele. Amanhã quando estivesse em casa, falaria com ele. Mas hoje, ela sinceramnete não tinha cabeça para nada.

Gustavo quando chegou em casa, sentiu-se cansado e triste, preocupado até. Dulce tão pequena e internada, não era nada grave mas da próxima iria prestar mais atenção ao que ela comia.
Precisava falar com Cecilia, explicar o que sentiu, foi ciumento e infantil. Mas na cabeça dele, o André estava querendo algo mais com a Cecilia. Ela não era a culpada. Mas o ciume... Fazia muito tempo desde que ele se sentiu assim.
Ele estava decidido, iria acordar cedo e ir buscar suas meninas no hospital.

Notas finais
André mal chegou e já está causando uma certa discórdia hein... serão esse os únicos problemas do nosso casal? ... Vamos aguardar pra ver! Me digam o que acharam... Tô aqui roendo minhas unhas!! Bjos ♥