Mudanças

1 Just Sing...


Notas iniciais
Fic dedicada a minha amiga Violeta Simic, que me pediu desde a época da escola para postar uma fic dos dois. Como vim para a faculdade apenas para fazer uma prova e fiquei com tempo ocioso acabei vindo para a biblioteca e escrevendo a fic.

Espero que gostem. Sei que não é um casal muito conhecido, já que tinha esquecido o nome da praga do Kasamatsu e fui procurar nas fics já existentes, e advinha, não ajudou em nada, porque não achei nenhuma deles nas cinco primeiras páginas. kkkkkkkkkk'

Enfim, realmente espero que gostem, não sei escrever lemon, por isso não teve, mas deixei bem claro que rolou sim bulinadas. kkkkkkkkkk'

É realmente engraçado como as coisas mudam. Às vezes as mudanças demoram anos, décadas, séculos. Entretanto há outras que são questões de semanas, dias, horas, minutos ou segundos. Yukio não sabia em qual das categorias essa, mudança tão chocante e marcante em sua vida tinha ocorrido, mas a sensação é que fora rápida demais para ser compreendia em sua total intensidade e complexidade.

Lembrava-se muito bem da primeira vez que o vira. Aquele loiro arrogante e indisciplinado, que julgava-se o melhor pelo que fez no fundamental, ignorando os esforços e anos a mais de treino dos estudantes do segundo e terceiro ano. Assim como também tinha certeza que o loiro se lembrava muito bem da bronca que levara no dia e de seu pedido negado para entrar no time, que só foi alterado quando Ryota recebeu um belo de um sermão e aprendeu a respeitar os mais velhos, principalmente o capitão baixinho de olhos azuis intensos e focados.

Agora, aquela bronca parecia longe demais para o que se tornaram e muito próxima para o que estava acontecendo. Ambos não entendiam bem como chegaram a tal ponto. Talvez em algum momento eles tenham até percebido que isso poderia acabar acontecendo e bem lá no fundo haviam torcido para isso, tanto que deixaram “rolar”. Permitiram que as brincadeiras e conversas se estendessem para um âmbito mais pessoal, até virar algo muito íntimo dos dois. Algo deles.

Um segredo e uma relação que levariam para sempre consigo. Coisas que não passariam daquelas paredes finas pintadas em cores extravagantes como a personalidade do loiro, chegando aos corredores repletos de portas fechadas e em cada uma mais segredos. Que não sairiam de debaixo daqueles lençóis floridos do quarto de hotel mais próximo que encontraram e entraram por puro impulso, onde agora repousavam na cama com a respiração descompassada e o corpo nu, escondido pelos mesmos lençóis que manteriam seus segredos. E na mente fadigada e confusa de ambos, apenas uma pergunta: Como tantas mudanças aconteceram em apenas um dia? Ou foram mais?

------------------------ {naquela manhã} -------------------------

A escola estava movimentada, alunos corriam de um lado ao outro atrás dos mais inteligentes para quem tirassem suas dúvidas nos segundos finais antes das provas, outros apenas iam à passos lentos para suas salas, conformados com o fato de que não seria sua melhor nota do bimestre. Nos dias de provas eram os únicos em que se era de fato possível saber o tamanho de cada turma, já que em dia normais sempre tinha os faltosos. E, claro, tinham aqueles que chegavam como sempre, confiantes e calmos, pois haviam estudado muito para as provas e estavam preparados.

Kise fazia parte dos desesperados, que corria pelos corredores com um destino fixo: a sala do terceiro ano. Ia pedir ajuda para Yukio, como sempre desde que viraram amigos. E, como sempre, em cima da hora. O moreno já o esperava em frente à porta, olhando pela imensa janela do corredor para os estudantes que estavam chegando e aproveitando o vento a ainda fraco, mas frio, do início do outono. Fazia parte do grupo calmo e confiante que estudava sempre para ter notas boas, que eram extremamente necessárias para sua permanência no time de basquete e talvez por isso ajudasse Kise. No início não gostara de seu comportamento e sua presunção, mas com o tempo passou a admirar o talento do outro e vê-lo como uma forma do time ir para frente. Era orgulhoso, mas acima de tudo era ambicioso e queria ir para o Internacional. E sabia que Kise era um meio, isso se o loiro não ficasse de recuperação em alguma matéria.

- Kasamatsucchi! – Kise gritou assim que viu o moreno na janela, correndo até ele um tanto ofegante por subir os três andares correndo. – Álgebra! – complementou mostrando o caderno com suas poucas anotações.

- O que não entendeu? – o mais baixo perguntou, pegando o caderno e olhando o conteúdo, confirmando que Kise era de longe um dos melhores alunos.

- Tudo. – disse, zangado, como se a resposta fosse óbvia, fazendo o moreno balançar a cabeça negativamente e chamar o colega para a sala, sentando-se em sua mesa. Kise, já familiarizado, fez o mesmo, entrou na sala e pegou uma cadeira desocupado, colocando-a ao lado da carteira do capitão do time de basquete.

Mesmo que já tenha se passado mais de um ano, Yukio ainda lembrava bem do conteúdo do primeiro, por isso ajudava Kise quando este precisava. Assim como vez ou outra também dava uma revisada nas matérias, sempre se informando com os outros estudantes do primeiro ano o que lhes era passado, para assim nunca ser pego de surpresa por uma matéria que não soubesse ensinar. Às vezes se perguntava se toda essa atenção era só porque o loiro era um colega de time importante, mas logo ocupava sua mente com outras coisas, nunca chegando a uma conclusão.

Ensinou tudo o que podia e da forma mais sucinta até o sinal tocar e o professor entrar na sala, obrigando o número sete do time a se retirar da sala do terceiro ano e seguir para a dele no primeiro andar. Kasamatsu torcia por Kise, que aprendia rápido, mas por puro desinteresse não prestava atenção às aulas de matemática. Chegava a ser irritante a facilidade que o modelo tinha com tudo, desde os estudos até os esportes. Yukio por outro lado sempre tinha que estudar muito, treinar muito, mas sabia que não ficaria para trás. Todo o esforço era compensado, ficando geralmente entre os primeiros da turma e se tornando o capitão do time em seu ultimo ano na escola.

- HEY! Kasamatsucchi! – Kise gritou já fora da sala, fazendo o moreno sair de seus devaneios e olhá-lo. – Vamos comemorar o ultimo dia de prova em um Karaokê! Não aceito um não como resposta! – dito isso correu para as escadas, tinha pouco tempo para chegar à sala antes que o professor o proibisse de fazer a prova.

O número quatro riu por um motivo que não entendia e voltou-se para a frente, concentrando-se para a prova que faria.

--------------------- {depois da prova} -------------------

Muitos alunos tinham saído conforme o tempo ia passando, alguns logo depois do tempo limite, outros ficaram até o fim, conferindo as questões, corrigindo erros que passaram despercebidos. Kise saiu rápido, indo para a entrada da escola e esperando lá o outro. Sabia que o menor tentaria fugir, dar desculpas. Não era a primeira vez que o loiro o chamara para ir ao Karaokê – seu passatempo favorito -, mas o outro sempre arranjava desculpas e motivos para não ir. Dessa vez Kise não ia aceitar. Ia levá-lo nem que fosse arrastado. Ou no saco como levaram Aomine para um jogo.

Yukio Kasamatsu era dos alunos que saiam perto do tempo final para entregar a prova, era confiante, mas mesmo assim fazia a prova com calma para que não cometesse erros bobos. Entregou a prova com absoluta certeza que a gabaritara. E desceu as escadas com calma, sabia que o loiro com certeza já teria terminado a dele e precisava de tempo para pensar em uma desculpa para que não fosse carregado para um Karaokê absurdamente movimentado e caro do centro da cidade. Kise era modelo e com isso conseguia um dinheiro a mais, mas Yukio era um estudante normal que às vezes tinha problemas até para pagar o lanche na escola.

Quando chegou ao ultimo andar viu o loiro e seus olhos dourados pareceram brilhar quando o viu, achou essa impressão engraçada, tanto que fez com que se esquece da desculpa que inventará para escapar. Uma vez na vida não faria mal.

- Vamos? – perguntou, vendo a expressão de Kise mudar de confusa para alegre.

- Vamos! – concordou o loiro, sorrindo animado.

Passaram quase que o caminho todo conversando primeiro sobre as provas, depois, conforme o menor ia se soltando, sobre a vida. A caminhada não foi tão grande, pegaram um metro e depois andaram uma cinco quadras, parando em uma rua bem movimentada, onde pessoa de todas as idades, sexos e gostos caminhavam e a maioria parecia conhecer Kise, alguns acenavam, os demais apenas olhavam, principalmente as meninas. Yukio não se sentia tão confortável, aquele não era um tipo de lugar que iria por vontade própria, mas como pensara mais cedo, uma vez na vida não faria mal.

- Agora que eu lembrei! Não podemos andar de uniforme por aí! – disse o moreno, virando-se para o loiro, principalmente em uma rua como aquelas, que também tinha alguns bares e hotéis suspeitos. Sem falar que o sol já se punha e os grandes prédios escondiam os poucos raios de sol que ainda lutavam na tentativa de iluminar a cidade.

- Por isso mesmo que eu trouxe isso! – disse o loiro, sorrindo orgulhoso de sua genialidade para o mal, mostrando duas camisetas pólo em sua mochila e entregando para o moreno a branca com listras azuis marinhas. – Podemos nos trocar lá dentro. Conheço o dono, grande amigo.

A cada palavra que o outro dizia fazia com que o capitão notasse que se metera em uma enrascada que crescia a cada momento que passava ali, mas não tinha mais como recuar. Sabendo disso, seguiu o loiro até o local, entrando no banheiro e retirando a gravata, casaco e camiseta do uniforme, guardando-os na mochila. Kise era maior, por isso a camisa acabou ficando um pouco comprida, mas ainda assim lhe caiu bem. Saiu um pouco depois dando a vez para Kise fazer o mesmo. O loiro se trocara mais rápido que o moreno, até porque este passara um bom tempo se olhando no espelho e tentando se convencer que daria tudo certo, que não seriam pegos.

Depois que o maior saiu, seguiram para uma pequena sala de karaokê. Já acostumado, Kise, jogou a mochila no imenso banco que tinha em um dos lados da parede e seguiu para a máquina, já escolhendo a música.

- Vai cantar junto comigo? – perguntou, animado, passando rapidamente a lista até chegar na letra que queria.

- O meu plano era apenas te ouvir cantar. – disse, surpreso pelo outro imaginar que cantaria – Eu não sei cantar.

- E quem é que vem a um karaokê sabendo cantar? Aqui é para se divertir com amigos ou arranjar paqueras! Não um concurso de canto. – disse rindo da desculpa esfarrapada do mais velho, que franziu o cenho com o que dissera.

- Em falar em paqueras, onde está sua namorada? Imagino que ela queira sair com você, já que não pode nesse período de provas. – disse, tentando desconversar, deixando a mochila no banco oposto em que Kise havia deixado a dele e sentando-se.

- Deve estar em casa. – disse despreocupado – Achei! Venha! É em dupla, aqui seu microfone – falou, já entregando o objeto para o mais velho que acabou se atrapalhando ao pegá-lo, levantando-se rapidamente para ver a letra que aparecia na pequena e quadricular tela da máquina. Por sorte conhecia a letra.

Nenhum tinha chances nenhuma de seguir carreira de cantor, por mais que Kise fosse mil vezes mais afinado que Yukio. Este por mais que conhecesse a música havia errado algumas entradas e trocado umas palavras, fazendo o loiro rir acompanhando do menor. Não lembravam bem quando tiveram um tempo para descontrair, pensar em qualquer coisa que não fosse escola ou torneio de basquete. Adoravam o esporte, mas às vezes era apenas uma coisa a mais a se preocupar, uma pressão a mais, principalmente para o capitão, que tinha que lidar com muito mais do que só o time na hora do jogo e dentro da quadra. Quantas vezes já fora chamado por causa de seus colegas que tiveram alguma pendência? Ou até por esses mesmos colegas que tiveram algum tipo de problema? Ele era capitão, amigo e conselheiros. Nunca só um ou outro. Sendo que ele mesmo já tinha seus problemas, suas preocupações que tentava esconder muito bem e mostrar-se forte para poder sustentar o time.

- Sua vez. Escolhe uma para cantarmos. – disse, afastando-se para dar espaço para o moreno – Vou pedir batatinhas. Tem preferência por algum refrigerante?

- Soda. – respondeu, olhando a lista de músicas e se surpreendendo com o tanto que tinha ali. Muitas nunca ouvira sequer falar. Decidiu que a melhor forma de escolher a música era decidir entre uma das que conhecia e ver se tinha a música na lista. – Nossa, tem todas as músicas existentes aqui? – perguntou surpreso ao ver que a primeira música que escolheu e não era tão famosa estava na lista.

- Se não tem está quase lá. – disse Kise, sentando-se e olhando para o moreno, já havia pedido a comida e logo esta chegaria.

- Sentou por quê? Não vamos cantar juntos?

- Se queria que eu cantasse com você ao menos escolhesse uma música conhecida. Parece música de velho. – reclamou, rindo da cara de zanga que Yukio fizera – Na próxima eu canto só para ficar justo. – disse, ainda rindo.

Não estava acostumado a cantar com público, por mais que fosse apenas um e esse um fosse um amigo. Geralmente só cantava sozinho e apenas quando estava tomando banho, para que o chuveiro abafasse sua voz. Agora era totalmente diferente e sentia perfeitamente os olhos de Kise em si, sentindo-se levemente incomodado e ao mesmo tempo feliz pela atenção do outro estar em si e apenas em si. Não entendia o porquê dessa felicidade e tentava contê-la, recriminá-la mentalmente. Mas ela parecia apenas aumentar. Ryota o analisava calmamente, observando cada gesto e expressão que o outro fazia enquanto cantava, olhando desde seus pés à cabeça, demorando-se em algumas partes “estratégicas” e estranhando reparar tais partes, por mais que não deixasse de fazê-lo.

A distração do moreno foi tanta com seus próprios pensamentos que acabou entrando atrasado no tempo da música e errando algumas coisas, mas sabia que logo viria uma pausa grande o suficiente para que pudesse respirar e voltar a concentração para as letras coloridas que sumiam na tela conforme uma joaninha ia pulando em cima destas. No segundo trecho já não errara. Não cantava bem, mas para aquela música seu tom de voz parecia perfeito e por ser sua preferida sabia inteira, incluindo os tempos para solos e pausas para o instrumental.

Kise passou os cinco minutos seguintes calado, ouvindo-o. A comida chegou em algum momento e o garçom precisou entrar na sala e colocá-la na mesa, porque o loiro parecia hipnotizado pelo menor que o mostrava um lado seu que nunca vira. Um lado mais solto, descontraído. Mais feliz.

Quando terminou o maior bateu palmas, pulando de onde estava sentado e se aproximando:

- Nossa! Até que você não cantou tão mal a música, pensei que ia estragá-la como fez com a outra, mas cantou até que bem! – disse surpreso, sorrindo.

- Valeu. – retrucou, franzindo o cenho com o elogio um pouco depreciativo do outro.

- Minha vez! – disse, pegando o microfone da mão do outro, tocando-o e, como algumas vezes antes, sentindo como se uma corrente elétrica passasse do menor para si, fazendo com que o olhasse intensamente, perdendo-se nos olhos escuros e brutos do pequeno capitão de seu time de basquete.

- Meu rosto está sujo? – perguntou ao notar que o outro não parava de olhá-lo, passando a mão por este na tentativa de tirar qualquer sujeira. E ao mesmo tempo esconder as bochechas que coraram com a intensidade dos olhos dourados que o observavam.

- Não. Não está. – disse sem jeito, voltando agora a atenção para a máquina, procurando a música que queria.

Kasamatsu sentou-se e comeu um pouco das batatas enquanto olhava para o loiro, aproveitando para devolver aquele olhar examinador que outrora estava sobre si. Sabia que Kise era bonito, modelos supostamente deviam ser bonitos, por isso essa observação chegava até ser estúpida, mas era o primeiro modelo homem que realmente achava bonito. Nos demais não tinha nem interesse, isso se conhecesse algum outro. Além de bonito Kise tinha a capacidade de se enturmar facilmente e tinha vários amigos, um pouco diferente de Kasamatsu, que era bem mais calado e bruto. Fazendo dos dois uma dupla até engraçada.

A melodia começou, era lenta e o moreno não a reconhecia, porém Kise parecia que sabia a música de co, porque virou-se para o moreno e começou a cantar, olhando em seus olhos. O que pareceu muito com uma dedicatória para o moreno:

- Baby, you’ve been going so crazy. – Não era bom em inglês, mas aprendera a cantar essa música a um bom tempo, fazendo com que não cometesse erros na língua estrangeira. – Lately, nothing seems to be going right. So low, why do you have to get so low? You’re so... You’ve beem waiting in the Sun too long.

O moreno não era fluente, mas seu inglês era muito bom e conseguia entender bem o que o outro falava, sustentando seu olhar e levantando-se em algum momento, chegando perto de Kise, que por sua vez não se afastara.

- But if you sing, sing, sing – continuou cantando, agora bem próximo do amigo – For the Love you bring won’t mean a thing...

Não deixou o outro complementar a frase, passando uma mão por sua nuca e puxando-o para si, fazendo com que o loiro abaixasse um pouco o rosto para que os lábios pudessem se encontrar. Ryota abaixou a mão que estava com o microfone, deixando que o instrumental continuasse sem o acompanhamento de sua voz, já que sua boca estava ocupada demais conhecendo aquela cavidade úmida que há muito queria conhecer. A outra mão de Yukio passou por sua cintura, puxando seu corpo mais para si, enquanto o beijo que começou lento e inocente ia se intensificando, virando uma batalha por espaço na boca de ambos em que as línguas dançavam para que pudessem descobrir o máximo da boca do outro.

Separaram-se apenas quando o ar se fez necessário, mas não se afastaram. Suas testas estavam juntas e o maior estava de olhos fechados, como se tivesse medo de abri-los e descobrir que fora apenas um sonho, já o menor se deliciava com a expressão do outro, vendo-o ofegante e de bochechas coradas. Era uma expressão que nunca vira antes em Kise e não queria que mais ninguém a visse.

A música que desencadeara aquilo tudo não era a mais romântica de todas, mas como dito antes, o capitão escondia muita coisa para poder ajudar o time da melhor forma possível e Kise foi um dos únicos que viu algumas de suas fraquezas e o ajudara. Parecia que escolhera a música propositalmente, apenas para abalar o moreno. E funcionara. Yukio não ia mais se questionar sobre o que sentia ou pensava, ali e agora, ia agir. Se Kise tinha escolhido a música propositalmente é porque sabia e compartilhava de seus pensamentos e como não recusou o beijo, podia não recusar o que queria fazer além.

O moreno esperou pacientemente que Kise abrisse os olhos e sorrisse ao ver que não se trata de um sonho, beijando seus lábios novamente, agora com mais calma e por pouco tempo, passando para seu pescoço e início do ombro, que era o máximo que a blusa permitia. O loiro arfou com os lábios quentes do outro em si, deixando o microfone na mesa que ficava entre os dois bancos compridos e estofados, levando as mãos –agora livres – para a cintura do outro, abraçando-o, sentindo o calor que vinha do menor, assim como este sentia o seu.

A mão do moreno que estava na nuca de Kise subiu um pouco, prendendo os dedos nos fios loiros e dando leves puxões, enquanto a mão que estava na cintura do ex componente da Geração dos Milagres adentrou a camisa, tocando a pele nua. Novamente ambos sentiram aquela corrente elétrica e seus olhos se encontraram novamente, fazendo com que iniciassem um outro beijo intenso e demorado, o corpo de ambos respondia ao outro de forma intensa e necessitada que só foi interrompida com um alto chiado da pequena caixa de som que tinha no canto superior direito da parede, de onde saiu a voz do dono do Karaokê.

- Kise! Aqui não é motel! Arranjem outro canto para fornicarem! E por mim, Yuna, não saberá de nada.

Os dois se separaram assustados e olhando para cima, percebendo que ao lado da caixa de som tinha uma câmera. Cada um pareceu pular para uma parede ao perceber isso e ao escutar o nome da namorada do loiro, que não parecia preocupado ou sentindo-se culpado por aquilo. Entreolharam-se novamente e começaram a rir. Aquela situação toda parecia cômica demais para ser real. Até um tanto estranha. Mas o instrumental da música continuava a tocar, fazendo-os notar que tudo aquilo ocorrera em poucos minutos por mais que tivesse parecido muito tempo. Porém, de uma forma entranha, também dera a impressão de que fora pouquíssimo tempo para o que realmente queriam. A mente de ambos era uma imensa contradição e foi Kise, mas uma vez que acabara com ela, achando-se na música e cantando o trecho correspondente:

- Baby, there’s something going on today – cantou, aproximando-se novamente do moreno – But I say nothing, nothing, nothing...

E novamente foi silenciado por um beijo necessitado.

Notas finais
Sei que tem várias fics minhas incompletas e que não devia estar postando essa, mas pense pelo lado positivo, essa aqui é apenas um capítulo. o/

Quem gostou levanta a mão e comenta, que isso me motiva a continuar postando. Aceito críticas também, desde que sejam construtivas, esculhambação é sacanagem. u.u

Ps: A música que o Kise canta é Sing, da banda Travis. Foi escolha da própria Violeta Simic e eu me virei nos trinta para criar na hora uma fic baseada na música. xD

Quem puder comenta, seus dedos não cairão, acreditem ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!