Mudanças
5 Sentimentos
Notas iniciais
+18 (tirando o fato de que tenho menos que 18 anos)
Chegando ao bar, Dean saiu do carro e foi na frente, nunca vi tanta impaciência! Mas Sam fez questão de abrir a porta para mim e fez sinal para eu ir andando na frente enquanto ele fechava o carro.
Mal cheguei perto da entrada e já começaram os comentários maliciosos vindos de um grupo de homens bêbados sentados ali na frente:
- Uau, que potencia hein novinha! – falou um homem loiro e sujo.
- Vem cá amorzinho, você não vai se arrepender. – falou um velho enquanto se levantava para chegar perto de mim.
E os comentários foram aumentando até que Sam chegou ao meu lado, mandou todos calarem a boca e me puxou para dentro, segurando minha mão.
- Você parece bravo Sam, não precisa se preocupar, eu não ligo pra esses tarados desocupados. – falei enquanto procurávamos a mesa que Dean estava.
Sam me parou e gritou olhando aos meus olhos:
- Mas eu ligo, não suporto ver esses caras dando em cima de ... – Sam deu uma pausa – Ah, deixa quieto! Ali está Dean, vai pra mesa enquanto pego alguns drinks.
Ele não esperou nem eu responder, virou as costas e foi para o balcão. Por que ele agiu daquela maneira se os caras estavam mexendo comigo? Depois conversamos melhor, vou é beber e me divertir agora.
- Licença Katie, você tá tampando minha paisagem– disse Dean enquanto eu puxava um banco pra me sentar.
- O que? Sua paisagem? – me virei para entender o que ele estava falando e me deparei com uma stripper morena fazendo charminho.
- Licença Katie! – Dean repetiu.
- Ah, fala sério né Dean! Não faz nem cinco minutos que a gente chegou e já esta arranjando uma ‘acompanhante’?
Ele não me respondeu, saiu da mesa e foi falar com a moça.
- Dean, sempre Dean! Já arranjou uma garota, ele não sossega mesmo. – Sam disse e riu enquanto colocava dois copos grandes de pinga em cima da mesa.
- Sam! Nós vamos tomar pinga já? Não é melhor começar bebendo de leve? – eu falei assustada.
- Ah, esqueci, você não é acostumada a beber né? Eu peço um suco ou um achocolatado pra você se quiser. – respondeu Sam ironicamente.
Não respondi, apenas virei os dois copos de pinga na boca e encarei ele desafiando.
- Agora pegue mais pinga Sammy, vamos ver quem é acostumado com isso.
- Ok, não tem problema ficar bêbado mesmo. – Sam falou e trouxe mais dez copos pra mesa.
Agora ele tinha pegado pesado mas não tem importância, pelo menos se eu estiver bêbada esqueço dos problemas e me divirto sem pensar nos outros.
- Três horas depois (2h da manhã) –
Estou ainda aqui com Sam jogando conversa fora e rindo, nós estamos bêbados mas ainda estou consciente, essa pinga nem é tão forte assim! Acabei de dançar uns eletrônicos com Sam, ele até que não dança tão mal mas como estávamos caindo na pista, o segurança nos pediu pra ficarmos sentados por um tempo.
- Ei Ju, você não me respondeu. Quer ir dar uma volta? Aqui ta muito abafado – Sam falou, sem parar de rir, é, ele estava inconsciente eu acho.
- Ju? Você me chamou de Ju Sam, quem é a Ju? Eu sou a Katie, dã.
- Ah desculpa Katie é que voce é linda igual a Ju – Sam parou de falar de tanto que ria.
Eu comecei a rir junto, o que eu ia fazer com aquele cara no estado que ele tava? Dean já saiu com a morena então o jeito é eu mesma o levar pra casa.
- Vamos Sam, vamos pra casa, daqui a pouco você vai começar a vomitar. – eu disse enquanto o puxava pra levantar da mesa.
- Ok, dá sua mão e me leva pro carro, eu tenho conta aqui no bar, amanhã eu pago. – respondeu Sam enquanto saia agarrado no meu braço pra não cair.
Me certifiquei com a atendente que eles tinham uma conta ali, me despedi e fomos para o carro.
- Ei Katie, você pode parar de dirigir um pouco? Quero falar uma coisa pra você. – Sam falou se acomodando melhor no banco e olhando para mim, agora ele não estava rindo, e parecia bem sério.
- Er... Claro, vou parar nessa encosta. – respondi desligando o carro e me virando pra ouvir o que ele tinha a dizer.
- Sabe Kat, eu não sei se você já percebeu mas eu notei que tem alguma coisa rolando entre nós dois, para mim é um sentimento muito bom que me faz querer estar ao seu lado pra te cuidar sempre... Você sente o mesmo? – Sam disse calmamente, se aproximando de mim e colocando sua mão em cima da minha.
Por um momento pareceu que meu coração parou ao ouvir as palavras que saíram daqueles lábios bonitos e desenhados de Sam e depois senti nossas respirações juntas, seu rosto estava aproximado do meu e nossos olhares se cruzavam profundamente.
- Sim Sammy, eu sinto algo por você, que surgiu do nada mas é tão forte e verdadeiro! Eu tinha dúvidas de que isso seria amor mas agora eu tenho certeza que é e olhando pra ti tenho vontade apenas de te beijar e nunca mais me separar de você.
Sam não respondeu, apenas tocou seus lábios nos meus e trouxe todo o seu calor para o meu corpo. Foi um beijo tão quente e longo mas que infelizmente foi interrompido.
- Não posso fazer isso com você, você é nova e nem me conhece direito, não é justo se envolver comigo, não sou bom pra você e pra ninguém.
- Sammy, não fale isso, eu quero, eu te desejo. Apenas deixe as coisas acontecerem. – respondi, beijando novamente sua boca.
Sam retribuiu meu beijo e me colocou sentada no colo dele enquanto passava os lábios pelas minhas orelhas e pescoço. Aquilo estava tão bom, nunca me senti tão viva com alguém como me senti com Sam, o toque de sua mão e de seus lábios estavam se intensificando e aproveitei pra tirar sua camisa.
- Kat, eu também te quero e preciso de você – Sam repetia enquanto tirava o resto da roupa e me segurava.
Decidi tirar meu vestido, ali estava tão quente e naquele momento não me senti envergonhada e muito menos insegura, só queria sentir melhor o corpo de Sam no meu, o toque de nossas peles.
Sam me olhou fascinado e, sem dizer uma palavra, desabotoou meu sutiã. Os olhares dele já bastaram pra me deixar arrepiada e fiz questão de tirar sua cueca enquanto ele passava as mãos pesadas e ferventes por todo o meu corpo.
- Sam, pode tirar, eu não ligo. – sussurrei quando percebi que ele estava passando a mão pela minha calcinha excitado e querendo me deixar completamente nua.
Não precisou insistir, ele tirou toda a minha roupa e passou sua língua por todo o meu corpo me deixando excitada também. Não era minha primeira vez e ele deve ter percebido isso pelo tudo que fazíamos, trocamos muitas caricias e chupadas em meio de tantos gemidos mas não houve penetração, já que não tinha preservativo nenhum ali.
A madrugada foi maravilhosa e acabamos dormindo ali no carro mesmo já que nem eu, muito menos ele, tínhamos energia pra dirigir até a casa. Deitei, ainda nua, em seu peito e ficamos ali.
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