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Notas iniciais
Gente, provavelmente esse é o penúltimo capitulo porque, sinceramente, não tenho ideias o suficiente pra acrescentar mais coisas então eu queria ideias de vocês ou algum tipo de inspiração. Enfim, espero que gostem do capitulo e obrigado por acompanharem.

Acabo de acordar e a única coisa que sinto é a minha cabeça doendo e um cansaço enorme no corpo, me lembro bem do que fiz noite passada e sei que não devia mas agora é tarde pra se lamentar, depois converso com Sam, mas, cadê o Sam?! Estou amarrada em uma sala escura, parece um porão abandonado e as únicas coisas que consigo ver são facas e outros objetos de torturas espalhados pelo chão. Meu deus, só pode ter sido Aziel, tenho que fugir daqui e encontrar Sam, o que será que fizeram com Sam?

– SOOOOOOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA, TEM ALGUÉM ME OUVINDO?! – sei que os gritos são a toa, mas não posso continuar aqui.

– Calma princesa, não precisa gritar, eu estou bem aqui e pronto pra fazer o que eu já deveria ter feito. – ouço a mesma voz rouca que ouvi no dia em que minha mãe foi morta e me deparo com ele, Aziel – E não precisa chorar também meu bem, não vai demorar tanto – continuou enquanto passava profundamente um canivete afiado em minhas coxas.

– Para, por favor! Isso dói! – eu gritava e me debatia desesperadamente em meio de tantas lagrimas.

Não adiantou nada fugir, não adiantou nada ter me refugiado na casa do Bobby e nem ter lido aqueles livros idiotas, aqui estou eu, nua amarrada numa mesa de madeira e sendo cortada aos poucos por um ser diabólico que acabou com minha vida, e vai acabar literalmente. Nunca senti dores tão fortes, estou tão fraca e machucada e a única visão que tenho é o meu sangue escorrendo no chão. Estou fora de mim.

– Muito feio ter feito o que você fez mocinha, agradeça a mim por ter matado sua mãe, acho que ela não ia gostar de saber que a filhinha inocente dela estava fazendo sexo com um idiota manipulador bêbado no banco de trás de um carro. – disse ele rindo enquanto se afastava pra pegar algo.

– Olha, se você quer me matar então me mata logo! Eu não devo explicações nenhuma sobre minha vida pra você então não ouse falar nada de mim, do Sam e muito menos da minha mãe! Eu te odeio! Te odeio tanto que eu preferia queimar no inferno do que ter que olhar, ou até mesmo pensar, nessa sua cara podre! Você é um completo idiota, o meu único desejo era ter forças o suficiente pra levantar daqui e te dar um belo banho de água benta enquanto te exorcizo e traço facadas na sua cara! – gritei tanto que perdi minha voz e as poucas energias que eu ainda tinha.

– Oh, querida, fiquei tão magoado por você ter falado assim comigo! – Aziel respondeu fazendo barulho de choro ironicamente – É uma pena você pensar essas barbaridades de alguém como eu... E vai ser uma pena eu estragar esse corpinho tão bonito – falava calmamente enquanto passava as mãos pelas minhas coxas e em seguida pelos meus seios.

– TIRA AS MAOS DA KATIE, SON OF A BITCH! – ouvi um berro vindo de uma voz grossa. Dean! Olhei para o lado, era ele mesmo.

– Dean, Dean, Dean... Sempre o herói! Você acha que pode me impedir de fazer alguma coisa? Eu faço o que eu quiser, com a pessoa que eu quiser, você não deveria ter se metido aqui baby. – Aziel falou, mudando sua voz para um tom mais maléfico, e jogou Dean contra a parede.

– Eu talvez não possa mas... – Dean não conseguia continuar, Aziel estava torcendo sua língua com um simples estralar de dedos.

– Não! Você não pode fazer isso! – gritei desesperada, fazendo mais força pra conseguir me desamarrar. As cordas dos meus braços se soltaram mas o máximo que consegui foi cair no chão.

Aziel se voltou pra mim assustado e me pegou com força pelos braços, o suficiente para Dean desgrudar da parede e pegar a faca do bolso pronto pra atacá-lo.

– Adeus Aziel – falei, virando meu rosto para o dele e mostrando um sorriso falso. Tarde demais para Aziel se virar, Dean o esfaqueou por trás usando aquela faca especial que era capaz de acabar com ele e o demônio caiu no chão, soltando algumas faíscas.

Todo o pesadelo terminou, agora a criatura que matou minha família esta jogada no porão sem poderes, sem força, sem risadas maléficas, sem nada, ela está morta. Agora as coisas vão se ajeitar, eu vou agradecer pelo o que Dean, Bobby e Sam fizeram por mim e voltar pra Dakota tentar reconstruir minha vida.

– Kat! Katie! Vamos, levanta que eu vou te levar pro carro. – Dean falava impaciente enquanto me balançava.

– Dean, obrigado Dean, muito obrigado! – eu dizia repetidamente quase sem voz.

– Para de ser tosca Katie, não precisa me agradecer, depois falamos sobre isso mas agora se segura em mim pra eu poder te pegar no colo.

Envolvi meus braços em seu pescoço e deitei minha cabeça em seu ombro enquanto ele corria pra me colocar dentro do carro. O sangue ainda não tinha parado de escorrer de minhas coxas, me fazendo lembrar tudo que Aziel tinha feito comigo, me fazendo lembrar também que eu estava nua.

– Dean! Me dá alguma coisa, eu to pelada, não posso ficar assim! – pela primeira vez, naquele momento, senti outro sentimento a não ser medo e desespero, senti uma vergonha enorme de Dean, senti vontade de me enfiar dentro de um buraco ou fazer qualquer coisa pra Dean não me ver desse jeito.

– Qual é Katie, não ligue pra isso agora, apenas deite aqui no banco e me espere porque vou resgatar Sam. – Sam? Ele disse Sam? Ah meu deus, Sam! Como eu pude esquecer-me do Sam? Será que ele está bem?!

– Isso Dean, busque ele, proteja ele, eu fico aqui! – respondi, mas Dean já não estava mais lá, meus pensamentos estão devagar demais, preciso apenas dormir e... Apaguei.

– três horas depois (16h) –

– Sam? – foi a primeira palavra que disse ao acordar, agora eu estou na casa do Bobby, vestindo uma camiseta masculina larga e enrolada nas cobertas. Preciso agradecer a Dean pelo o que fez e saber se Sammy está bem depois do que passamos.

Minha cabeça ainda dói mas, felizmente, minhas pernas estão sendo curadas, acho que foi Bobby quem fez esses curativos nos cortes, tem até alguns curativos nos meus braços, deve ser pela pancada que dei quando cai daquela mesa...

– Katie, você está bem? – por um momento pensei que era Sam mas quem estava entrando no quarto era Dean.

– Estou bem sim, na verdade, muito melhor do que eu estava não é? – respondi sorrindo enquanto eu dava espaço pra ele se sentar na cama. – E Dean, obrigado mesmo pelo o que você fez, não é a primeira vez que me salva.

– Eu só fiz o meu dever Katie. – Dean olhou para baixo, parecendo envergonhado.

– Que seja. Só tenho que agradecer... Como foi que conseguiu nos achar?

– Não foi muito difícil, Bobby tinha me avisado que Aziel estava na cidade e eu liguei milhões de vezes pro Sam, mas ele não atendia e, como ele não é acostumado a rejeitar ligações e estava contigo, era meio obvio que o demônio tinha pegado vocês dois... De acordo com as pesquisas que fizemos Aziel leva suas vitimas para porões abandonados da cidade e foi uma xerife, amiga do Bobby, que localizou esse porão que vocês estavam.

– Que bom que conseguiu nos resgatar então... E como está Sam?

– Ele ta bem, mas bastante machucado, o desgraçado bateu tanto no rosto de Sammy que ele desmaiou, mas tudo bem agora... Também tenho perguntas pra você.

Pronto, agora ele vai perguntar sobre eu não ter voltado pra casa, sobre estar com Sam no carro, sobre ficar pelada enfim, vou contar toda a verdade, não preciso esconder nada, muito menos do Dean.

– Eu ouvi Aziel falando sobre Sam ter ficado com você, é verdade? – Dean me encarou seriamente.

– Nossa, você tava lá todo esse tempo? Pensei que tinha chegado depois – disse tentando fazer ele esquecer aquilo.

– Não muda de assunto Katie.

– Sim é verdade, fiquei com Sam, mas acho que isso não é motivo pra se preocupar, é?

– Não é motivo pra se preocupar? Vocês meninas são românticas, acham que uma noite de sexo significa paixão e você sabe que não pode ficar com Sam! Ele é um caçador, ele não vai ficar do seu lado, você vai voltar pra sua cidade e nunca mais verá ele na vida. Sim, eu acho que isso é um problema pra todos nós! – agora Dean voltou ao seu jeito grosseiro e já estava gritando.

– Olha Dean, eu já estava a fim do Sam desde quando vocês me capturaram, e eu tenho certeza que essa ‘’noite de sexo’’ significou muita coisa, não pra mim apenas, pra Sam também e sabe por quê? Porque ele gosta de mim! Não acho que isso seja um problema, e se for, é um problema pra Sam e pra mim e não pra você ou qualquer pessoa se meter.

– Ok, não vou mais discutir isso, se acha que Sam sente alguma atração por você como ele diz então siga em frente, e saiba que eu também sinto atração por todas as mulheres que eu transo. – Dean falou enquanto abria a porta.

– Você ta me dizendo que Sam só falou isso porque queria ficar comigo? Vai se ferrar Dean, já basta! – berrei, mas fiquei sem resposta, Dean já tinha batido a porta na minha cara.

Eu sei que não tem sentido o que ele falou, que drama! Eu não vou namorar com o Sam, apenas nos gostamos, mas eu sei sobre as circunstancias e não vou prender ele na minha vida e fazer ele parar com esse negócio de caçador. Dean não tem motivos nenhum pra ficar bravo, por que isso o incomoda tanto?!