Notas iniciais
Postei mais cedo o capítulo, eba! Quero comentários c:

Hoje não fui tomar café com a minha “família”, não sei o porquê, estava confusa. Pus um morango na boca enquanto continuava ali, sentada na grande cama branca do meu quarto com lençóis desarrumados a minha volta. Olhei o belo anel em minhas mãos, me lembrando da notícia de Izzy e do incidente de ontem que me fez ter certeza que esse anel era meu.

“Eu estava no meio da tarde de sexta-feira, o sol batendo na minha completamente bagunçada cama, coberta por lençóis e cobertores, minha camisola e meu mais novo anel estavam em algum lugar ali. Sentada de frente para a minha bancada de estudos procurando quaisquer histórias sobre o anel e vestindo moletons velhos, me assusto quando meu quarto é invadido por um emaranhado de cabelos pretos escorridos e roupas douradas.

–Oi- disse Isabelle e se jogou em minha cama, usava um vestido dourado de mangas curtas até os joelhos, justo no corpo, calçava saltos altos dourados altíssimos, seu batom rosa estava borrado e seu cabelo mais bagunçado que a minha cama, ela quase pulava em minha cama com um sorriso que se fosse maior, iria rasgar a cara dela ao meio- Eu estou namorando! — disparou, arregalei os olhos.

–Como é que é?! Você não gostava do Simon?- surtei- Era para vocês se casarem, fazerem uma mega festa e eu iria ser a madrinha!

–Então- Isabelle estava feliz até demais- eu estou!- ela deve ter visto minha expressão pois explicou- Eu estou namorando com o Simom, o Simom!- e começou a rir.

Murmurei um ‘finalmente’ e me virei para o computador, revirando os olhos. Pesquisei mais um pouco, tudo que eu encontrava era sobre lendas ridículas sobre jóias de fantasmas e coisas do tipo, nada de útil.

–Não sabia que você tinha um anel tão bonito, nunca te vi com ele- comentou Isabelle. Droga!

–É... é que ele é de família, quase nunca uso sabe- menti, me virando para ela e a vendo segurando o anel, eu gaguegei, e agora?

–Não sei porquê, ele é tão bonito e combina com você- disse ela levando o anel aos dedos finos, me levantei, e estava prestes a dizer para ela não o colocar quando o anel deslisou para o dedo anelar.

Isabelle deu um gritinho assustado e, com muito custo, já que ela estava desesperada, tirou o anel. Pude ver a marca vermelha e fina em seu dedo.

–Esse... anel queimou meu dedo, ele me queimou!

–Eu... eu não sei o quê aconteceu- estava com medo que ela descobrisse- vai ver ele fico muito tempo no sol...- ela me olhou desconfiada por um tempo, mas logo o telefone da sala tocou e Isabelle saíu correndo para lá.

–Simon! – gritou com um sorriso gigante correndo do meu quarto”

Ri, lembrando da cena de Isabelle para falar com o namorado pelo telefone e olhei o anel novamente, afundando nas lembranças.

“ Logo depois que Isabelle foi embora, tranquei a porta do meu quarto e me emaranhei no meio dos lençóis bagunçados de minha cama,eles se enroscavam em minhas pernas. Peguei o anel entre os dedos, o mesmo emitia uma luz cinzenta opaca e estava escrito algo nela, como aconteceu com o meu nome, porém eram outras palavras.

Estava escrito ‘ela não é digna’

Então eu soube que aquele anel pertencia a mim.”

Naquele dia eu pesquisei mais, mas não tinha nada falando sobre o anel

–Annie!- gritou Isabelle entrando (invadindo) no meu quarto- vamos, saia desse quarto, olha que sábado maravilhoso, que sol mais lindo- ela vestia um vestido curto soltinho com estampa de flores claras, seu cabelo estava preso em uma trança, calçava uma sandália dourada e sua maquiagem era leve. Estranho, Isabele comportada, normalmente ela usava roupas cintilantes ou justas. Deve ser o humor “estou namorando com o Simom”

–Vamos logo Annie- disse Mandie na porta, ela usava uma saia jeans, uma blusa com estampa de monumentos, uma jaqueta rosa , sapatilhas da mesma cor e maquiagem como a de Isabelle, ao lado dela estava Aqua comum vestido verde solto, sandálias estilo gladiador marrom e uma jaqueta da mesma cor, parecia animada

–Vamos- respondi e fomos ao shopping

...

Nunca fiquei tão entediada. Lá estavam os casais: Jordan e Maia, Clary e Jace, Simom e Isabelle e as meninas, Aqua e Mandie, com dois garotos do colégio, Liam e James, respectivamente. James tinha o cabelo castanho cortado em estilo militar e olhos da mesma cor, ele lutava box, já Liam tinha cachinhos loiros e olhos azuis e estava no time de natação. Ambos eram altos e fortes.

Então, todos, TODOS os casais estavam se beijando, sabe aquele negócio de ficar de vela? Pois é, eu to pagando de tocha olímpica aqui.

Eu usava calças, botas e jaqueta de couro preto, minha maquiagem era preta e eu estava com uma blusa comprida e simples branca, usava meu anel e a chave com rubi estava na corrente, caindo no meu decote. Decidi sair pelo shopping sem avisar os casais mesmo e fui ao cinema.

Nem prestei atenção no filme, acho que era de terror porque a cada cinco minutos alguém gritava e eu acordava, sim, eu dormi no cinema, depois passei em uma loja de roupas para comprar algumas calças jeans, já que Isabelle jogou as minhas fora e eles (os casais felizes) me ligaram, expliquei onde estava e eles disseram que iam assistir uma comédia romântica que estava em cartaz, respondi que iria embora de táxi, nem ligo.

Depois passei em algumas outras lojas para compra roupas “normais” de adolescente, comi um pão de queijo com refrigerante (adeus dieta maluca da Isabelle) , conversei com algumas pessoas no caminho, usei o Wi-fi do shopping (sim eu trouxe meu laptop) e passei em uma biblioteca comprar alguns livros. Eu estava me divertindo sozinha, eu me sentia livre e feliz, coisa que não era no acampamento.

Por fim peguei um taxi até um café perto do Instituto, comi um brigadeiro e fui andando até lá, no caminho meu celular tocou, mas não o novo que Izzy comprou para mim e sim o velho, que eu usava no acampamento. A chamada era de Thalia. Desliguei rapidamente o telefonema e o celular, colocando o mesmo no fundo da bolsa. Eu estou livre, lembrei a mim mesma.

Entrei pelo portão do Instituto e atravessei o jardim.

Abri aporta e passei pela sala.

Subi as escadas e me dirigi ao meu quarto

As sacolas escorregaram pelos meu braços e uma sensação ruim me invadiu.

Desespero era o que eu sentia ao ver meu quarto, não pela bagunça em minha cama, mas sim por um simples motivo, minha janela, agora estava aberta, e a caixinha dourada em minha bancada, que guardava a própria chave sumiu. Meu único pensamento?

Eu fui roubada.

Notas finais
Comentem!!!