Notas iniciais
AVISO: Estou tentando postar mais rápido pois do dia 10 ao14 não vou poder postar

–Bom dia!- gritou Percy quase arrombando a porta que ligava nossos quartos (todas as “duplas” tinham os quartos interligados) e invadindo o meu quarto, resmunguei e me virei, afundando a cabeça no travesseiro macio- Nossa, seu quarto é igual ao meu, acordou bem?- virei a cabeça lentamente o olhando como se ele fosse muito idiota, o que em parte é verdade- O quê foi?

–O quê você acharia se eu te acordasse gritando e praticamente arrombando a porta do seu quarto de hotel?- pergunto perigosamente calma

–Que aconteceu algo muito ruim- ele responde fingindo estar pensativo, revirei os olhos e voltei a enterrar a cabeça no travesseiro, uma tentativa falha de conseguir voltar a dormir, era mais provável eu conseguir morrer sufocada

Senti ele abraçar minha cintura e apoiar o queixo em meu ombro, se deitando ao meu lado, bufei, em seguida ele me vira e estou do lado dele, virada de barriga para cima e seus braços ainda em minha cintura, ele me olhava com um sorriso no rosto, mais precisamente olhava minha camisola branca e curta, dei um tapa estalado no braço dele e o idiota riu, ele riu! Decidi fazer algo mais útil do que estapear-lo e observei os detalhes do meu quarto.

Meu quarto era bonito, para um quarto de hotel. Ele tinha móveis esculpidos e detalhados, eram esses em duas mesinhas, uma de cada lado da cama, um armário,uma mesa com tampo circular e três cadeiras mais adiante, todos de madeira castanha, piso da mesma cor, paredes azuis, um banheiro branco e bronze com banheira e uma enorme cama bronze com lençóis brancos e um dossel da mesma cor, , na mesinha tinha um vaso bronze com rosas vermelhas, ao lado do armário (que ficava na parede da esquerda)um frigobar e uma Tv na frente da cama.

–Por que me acordou as sete horas da manhã?- pergunto para Percy que agora pulava no colchão como uma criança de seis anos, eu ri (só para esclarecer eu e ele passamos do estado de tédio eterno para amigos desde o avião) reparei em sua roupa ele vestia uma camiseta verde, jeans e tênis de corrida (o qual deixou no chão para pular na cama)

–Não é óbvio?-perguntou se sentando ao meu lado e abrindo os braços- Para nós dois acordarmos todos os outros! Preferencialmente de forma barulhenta.

–Primeiro- comecei- eu vou trocar de roupa e tomar café, depois vamos acordar eles.

Me livro dos lençóis e me levanto cambaleando pelo sono até minha mala, pego roupas simples,uma meia-calça cor de pele (estava um pouco frio para ficar só de shorts) , um short jeans rasgado até o meio da coxa, uma blusa branca colada com mangas 3/4 e um tênis branco e preto de corrida, prendi os cachos antes presos em um coque malfeito em um rabo-de-cavalo e fiz uma maquiagem simples, rímel e brilho nos lábios.

Saí do banheiro, guardei todas as minhas coisas na mala e peguei minhas chaves, meu colar,o mapa dobrado, minha faca, carteira e meu boné da invisibilidade (que voltara a funcionar graças a Isabelle) em uma bolsa branca minha , só para garantir. As camareiras viriam mais tarde e sou um pouco paranoica com isso.

Descemos e vimos o restaurante do hotel, eram várias mesas circulares como as que temos nos quartos, com toalhas brancas e um cardápio em cima de cada mesinha, nos sentamos em uma delas e olhamos o cardápio, decidimos então os dois pedir croissant de chocolate e suco de laranja, então chamamos a garçonete e fizemos o pedido, dois minutos depois ela trouxe a comida

–Se me permitem dizer- falou enquanto recolhia a bandeja prata- vocês formam um belo casal- e saiu, minha boca se abriu,mas Percy continuou impassível, eu me sentia no mínimo desconfortável com esse comentário, ele no entanto parecia achar graça

–Eu acho que não adianta acordar o pessoal- começou Percy como se nada tivesse acontecido- as camareira virão daqui a três minutos- ele deu de ombros e concordei com ele- então vamos sair, quero conhecer os Canais de Veneza.

Depois de ficar cambaleando e pulando em vota dos canais, que eram os “rios” onde corriam os barquinhos de passeio, “navegar” em um dos barquinhos e comprar algumas lembrancinhas e roupas voltamos para o hotel. Estava justamente pensando como o Percy ficara de certo modo mais legal enquanto entravamos no saguão conversando de braços dados, quando vejo um vulto preto e azul passar em minha frente

–Onde raios você se meteu?- pergunta Thalia com os olhos azuis arregalados e o cabelo negro até os ombros bagunçado assim como suas mechas azuis, todos os outros estavam atrás dela, vestindo tênis, jeans e blusas de manga comprida. Mandie me estendeu um sobretudo preto e grande, o qual eu aceitei e vesti, mas sem abotoar na frente

–Fomos visitar os Canais de Veneza- Percy responde- íamos acordar vocês ás sete da manhã, mas demoramos para tomar café e perdeu a graça, porque já eram oito horas, então resolvemos saír- percebi que Thalia iria começar um discussão e aparentemente Isabelle também percebeu, pois falou:

–Isso não importa agora, vamos visitar a Ponte Rialto e o Mercado Rialto, vocês vem? – percebi que ela encarava nossos braços entrelaçados e me separei de Percy, envergonhada

–Vamos – respondo seguindo com as meninas novamente para a saída.

Foi divertido atravessar a ponte e ver os mercadinhos em que agora estávamos, mas eu não tinha comprado nada ainda, enquanto as garotas (e garotos) seguravam as inúmeras sacolas delas. Então eu vi, a lojinha simples e pequena no canto do mercado repleta de pedrinhas, livrinhos e outras coisas.

Entrei na loja,ela devia ter no máximo três metros quadrados, senti alguém tocar meu ombro e me virei para uma velhinha, cabelos brancos puxados para trás, corpo pequeno e arredondado e olhos verdes claros gentis.

–Está procurando algo?- ela pergunta, neguei com a cabeça

–Nada específico, só alguma coisa que eu possa guardar de lembrança- respondo

–Então eu tenho exatamente o que procuras- ela pega algo de trás dopequeno balcão escuro e o desembrulha, um caça-sonhos, aqueles objetos que parece uma teia de aranha com pinjentes e penas coloridas, eleera dourado e preto, parecia reluzir quando ela o pôs em minhas mãos- ele lhe dará todas as lembranças que precisas

–Quanto custa?- questiono sem tirar os olhos do objeto do tamanho de meu antebraço

–Cinco dólares- ela responde e eu lhe pago a quantia, agradecendo e saindo em seguida, mas quando estou prestes a sair ouço ela dizer para mim:

–Mantenha-o sempre em sua cabeceira ou não funcionará- saí de lá e fui em direção das meninas, segurando a pequena sacola vermelho sangue com cuidado

Elas conversavam a respeito de alguns garotos que passaram pelas lojas há pouco tempo, revirei os olhos e caminhei durante um bom tempo, até chegar ao topo da ponte, respirei o ar frio e senti algo quente em minha coxa, minha bolsa! A abri e me deparei com o mapa, o peguei em minhas mãos, ele estava quente, mas nada alarmante ao ponto de me queimar, o desdobrei com cuidado e o mapa esfriou, com espanto vi as letrinhas que indicavam Veneza sumirem e o mapa ficar branco, a não ser pelo contorno dos continentes em dourado.

Acho que terei que voltar, mas não tão cedo, eu tinha mais dois dias aqui, hoje era terça-feira iríamos embora na quinta-feira, eu vou aproveitar. Eu não sei porquê mas enquanto andava de volta para o mercado comecei a pensar em meu pai, madrasta e meus dois irmãos,minha “família” e em como eles me rejeitaram. Levantei os olhos do chão quando cheguei perto da mercado e vi as garotas, Thalia, Izzy e Piper conversando com Clary, atrás delas seus namorados riam e zoavam com Aqua e Liam, Mandie discutia com James e os outros casais se agarravam. Sorri, essa era a minha família. Então, no meio da bagunça encontrei os olhos verdes de Percy, ele sorriu para mim, de longe.

Agora eu tenho ótimas lembranças de Veneza e espero ter mais, pensei retribuindo o sorriso.

Notas finais
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