Notas iniciais
Se você é um daqueles que curtem uma aventura e um grande mistério, pegue sua pipoca e continue, se não, não me responsabilizo por traumas e pesadelos.

04:31 a.m — Casa abandonada no Bairro do Limoeiro — Sexta-feira

A casa era meio caquética, digna de um vampiro e seu caixão empoeirado. Mas não tinha o aspecto de terror, medo e suspense como nos filmes, não, era um jeito mais curioso, atraente e sedutor.

A decoração eram tapeçarias com cavalos enroscando as patas másculas e fortes em arbustos, o chão era revestido de madeira e poder. Teias tecidas de um modo doce decoravam os lustres enferrujados, tudo tinha um ar mais sereno e calmo.

Mas lá estava, o cadáver. Era a parte mais desagradável do trabalho de Dona Morte, talvez do ponto de vista de um necrófilo seria a parte mais divertida, mesmo assim não era o caso.

O corpo estava cor de vinho tinto, impossível identificá-lo, vestia um short azul marinho e um corselet apertado era envolto por uma cerca de veias desesperadas por pulsação. O rosto desfigurado era tomado por uma franja espessa e cabelos longos, apenas isso.

Era um desperdício.

15:52 p.m — Casa da Mônica no Bairro do Limoeiro — Sexta-feira

Mônica assiste ao noticiário da tarde, e se espanta ao ver a notícia macabra anunciada pelo apresentador:

— Um corpo feminino foi encontrado esta madrugada por um mendigo no Bairro do Limoeiro, o mendigo alegou que, quando chegou na casa abandonada onde costumava passar as noites sentiu um cheiro forte e foi averiguar, encontrando no chão da copa o cadáver já em decomposição. Neste momento chamou a polícia que após uma vistoria no local levou o corpo para o Instituto Médico Legal para identificação da vítima. A polícia alegou ainda que não foi encontrada qualquer prova no local, mas a vítima provavelmente foi sofreu uma asfixia.

Esperamos que logo seja encontrado o responsável por tal atrocidade.

Você terá a cobertura completa dessa e de outras noticias no jornal da noite.

Logo depois de ver o noticiário, Mônica pegou o telefone sem fio da sala e ligou para Magali desesperada.

— Maga?! Você viu?! Encontraram um corpo perto da nossa rua!!

— Eu vi, perdi até a fome pro meu lanche das 16:00. Será que é alguém que a gente conhece amiga?

— Não, não... Os médicos vão identificar o corpo e nós vamos ficar sabendo que era só uma azarada que andou pela rua quando não devia

. — É, você tem razão. Bom, minha fome até voltou, vou comer alguns biscoitos que minha mãe fez.

— Tudo bem Magá, é, melhor esquecer isso mesmo, vamos deixar que a polícia cuide do caso

— Até mais então.

— Beijo.

17:51 p.m — Cemitério — Sexta-feira

— Não pode ser, eu sempre sei quem mata, quando mata e porque mata. Porque no seu caso eu não consigo ver ? — Resmungou Dona Morte.

— É a idade! Hahaha — Caçoou Cranicola

Dona Morte ignorou o comentário e prosseguiu.

— Nunca aconteceu, tem que ter alguma explicação...

— A minha vida sempre foi ruim assim mesmo, Dona Morte... Até quando morro não consigo paz

. — Mas vai dar tudo certo, querida. Nós vamos descobrir quem fez isso com você.

— O jeito é ficar aqui esperando, afinal, é o meu novo lar, não é ?

— Ah, que falta de educação a minha, seja bem-vinda ao cemitério! — Disse com entusiasmo

07:16 a.m — Necrotério — Sábado

— Parece que temos um quadro de asfixia muito elevado, doutor.

— A hora da morte é estimada pelas 19:00 ou 20:00 de quinta-feira devido ao estado de decomposição

— Quem fez isso não era forte, só possuía os equipamentos certos.

— Identificamos o corpo, a vítima é...

Notas finais
E agora? Quem poderá nos defender ?