Mr Wonderful
2 Capítulo 1
Hey Mr. Wonderful Oh you´re so incredibleHey Mr. Wonderful Wonderful to meHey Mr. Wonderful Oh you´re irresistableHey Mr. Wonderful A miracle to meHey Sr. MaravilhosoOh, você é tão incrívelHey Sr. MaravilhosoMaravilhoso para mimHey Sr. MaravilhosoUm milagre para mimO relógio marcava seis horas da tarde. Saga não sabia se era certo aparecer de repente no estúdio ou ligar antes. Mas era capaz que, se ligasse, a magia daquilo desaparecesse. Pegou seu sobre-tudo, colocando o sobre os ombros e saindo de seu escritório. Era tudo monótono, odiava quando não havia algo novo no trabalho. Continuava a fazer ligações a todo minutos, marcando coisas, desmarcando outras, checando se as equipes de operários estavam certas... Cansava ser engenheiro. Era demasiadamente chato.Só trabalhava com isso pois a empresa era de sua família, e era esperado que se tornasse o presidente.
Pegou o maço de cigarros, acendendo um enquanto andava. Uma chuva fraca batia contra seu rosto enquanto andava pela rua. Seu destino era perto do prédio de seu escritório, o que não o faria ficar ensopado devido à chuva. Seu celular tocou, indicando que havia algo errado. Ninguém o ligava no celular particular. - Saga, estou com um problema. – seu irmão o ligava, a voz embriagada o irritava.- Já não lhe falei para não me ligar enquanto estiver fora do escritório? Eu também estou com um problema, tenho um irmão idiota que adora beber antes de anoitecer. Cresça, babaca. – fechou agressivamente o aparelho, parando de andar e tentando se acalmar. Aquilo estava acontecendo com uma freqüência absurda; seu irmão provavelmente morreria logo de cirrose ou algo do gênero. E se sentia estranho por não estar triste. Não gostava do irmão. Conferiu o número uma última vez e então bateu na porta da casa branca e bem cuidada. O jardim era todo verde, era como se ele amasse aquele jardim. - Oh, boa tarde. – ele ajeitou os cabelos bagunçados, o rosto tinha um pouco de tinta, o que o fazia mais atraente ainda. Queria tocá-lo, e queria agora. – Entre. Saga pediu licença, olhando para dentro da casa admirado. Se o jardim era belo e organizado, a casa parecia que havia estado em Bagdá; era um amontoado de coisas, papéis, tintas, tranqueiras, e tinha medo que encontrasse algum animal morto. Não que a casa cheirasse mal, incrivelmente ela passava um ar aconchegante e seu aroma era algo como... morangos. - E então, Nao-kun, o que deseja comigo? – sorriu para o garoto de cabelos loiros, colocando uma de suas mãos em seu rosto para limpa-lo da tinta vermelha que estava lá. - Você... Você poderia, por favor, posar para mim? – Nao olhou para baixo, a vergonha tomando conta de si. Havia sido muito direto? Havia se precipitado? O homem acharia ruim? Vários pensamentos e perguntas invadiam sua mente, e ele nada podia fazer a não ser esperar uma resposta.
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