Hey Mr. Wonderful

Oh you´re so incredible

Hey Mr. Wonderful

Wonderful to me

Hey Mr. Wonderful

Oh you´re irresistable

Hey Mr. Wonderful

A miracle to me

Hey Sr. Maravilhoso

Oh, você é tão incrível

Hey Sr. Maravilhoso

Maravilhoso para mim

Hey Sr. Maravilhoso

Um milagre para mim

O relógio marcava seis horas da tarde. Saga não sabia se era certo aparecer de repente no estúdio ou ligar antes. Mas era capaz que, se ligasse, a magia daquilo desaparecesse. Pegou seu sobre-tudo, colocando o sobre os ombros e saindo de seu escritório. Era tudo monótono, odiava quando não havia algo novo no trabalho. Continuava a fazer ligações a todo minutos, marcando coisas, desmarcando outras, checando se as equipes de operários estavam certas... Cansava ser engenheiro. Era demasiadamente chato.Só trabalhava com isso pois a empresa era de sua família, e era esperado que se tornasse o presidente.

Pegou o maço de cigarros, acendendo um enquanto andava. Uma chuva fraca batia contra seu rosto enquanto andava pela rua. Seu destino era perto do prédio de seu escritório, o que não o faria ficar ensopado devido à chuva.

Seu celular tocou, indicando que havia algo errado. Ninguém o ligava no celular particular.

- Saga, estou com um problema. – seu irmão o ligava, a voz embriagada o irritava.

- Já não lhe falei para não me ligar enquanto estiver fora do escritório? Eu também estou com um problema, tenho um irmão idiota que adora beber antes de anoitecer. Cresça, babaca. – fechou agressivamente o aparelho, parando de andar e tentando se acalmar. Aquilo estava acontecendo com uma freqüência absurda; seu irmão provavelmente morreria logo de cirrose ou algo do gênero. E se sentia estranho por não estar triste. Não gostava do irmão.

Conferiu o número uma última vez e então bateu na porta da casa branca e bem cuidada. O jardim era todo verde, era como se ele amasse aquele jardim.

- Oh, boa tarde. – ele ajeitou os cabelos bagunçados, o rosto tinha um pouco de tinta, o que o fazia mais atraente ainda. Queria tocá-lo, e queria agora. – Entre.

Saga pediu licença, olhando para dentro da casa admirado. Se o jardim era belo e organizado, a casa parecia que havia estado em Bagdá; era um amontoado de coisas, papéis, tintas, tranqueiras, e tinha medo que encontrasse algum animal morto. Não que a casa cheirasse mal, incrivelmente ela passava um ar aconchegante e seu aroma era algo como... morangos.

- E então, Nao-kun, o que deseja comigo? – sorriu para o garoto de cabelos loiros, colocando uma de suas mãos em seu rosto para limpa-lo da tinta vermelha que estava lá.

- Você... Você poderia, por favor, posar para mim? – Nao olhou para baixo, a vergonha tomando conta de si. Havia sido muito direto? Havia se precipitado? O homem acharia ruim? Vários pensamentos e perguntas invadiam sua mente, e ele nada podia fazer a não ser esperar uma resposta.