Motsatt

2 Capítulo 1 - Uma situação preocupante


Notas iniciais
É, acho que uma das melhores coisas que eu fiz foi começar a fazer resumos gerais dos capítulos para quando chegar a hora de escrever, não começar do zero e me estender demais com isso. Talvez eu consiga fazer postagens regulares por causa disso. Bom, por enquanto não vai fazer muito sentido, mas esse é o tema da fic: http://www.youtube.com/watch?v=HVr9MTQ8mL4 Pra quem não gostar desse cover, aqui tem a versão oficial (Atenção, é em coreano!), embora eu ache que o primeiro tem mais a ver com a fic: http://www.youtube.com/watch?v=YsE66VgVQds Bom, espero que gostem!

Capítulo 1 – Uma situação preocupante

Nova York — 1951

– Talvez devesse tomar mais cuidado.

A frase o fez interromper o ato de vestir sua camisa no meio dos braços apenas para encarar Haydée com uma sobrancelha erguida, como se questionando se fora realmente Haydée Nièvre que proferira tais palavras.

A garota correspondeu a sobrancelha erguida enquanto fechava seu vestido, escondendo a pele clara sob o tecido de um profundo tom de violeta.

– O que deu em você?

– Talvez o fato de você ter simplesmente desmaiado do nada depois de terminarmos? – disse enquanto Jake finalmente terminava de vestir sua camisa, e se levantou, tirando os cabelos negros, longos e bem tratados que haviam ficado dentro de suas vestes. – Isso nunca aconteceu antes.

O rapaz apenas deu uma risada seca e sem humor, pegando a camisa de botão que normalmente vestia por cima da lisa, mas um tapa – mesmo que fraco e claramente de brincadeira – em seu rosto o fez prestar atenção em Haydée.

– Eu estou falando sério. Você está mais pálido do que de costume.

Jake desviou o olhar. Talvez Haydée fosse uma das únicas pessoas que de vez em quando conseguia deixá-lo desconcertado, e se ela estava demonstrando sua – rara – preocupação, então realmente ele se encontrava bem mal.

E era verdade. Sentia a dor afiada em sua nuca, a sua cabeça pesava. Escondia a dificuldade de respirar e o peso que sentia no peito. Conhecia estes sintomas melhor do que desejava, portanto não estava surpreso caso realmente estivesse com uma aparência horrível.

Respirou fundo antes de responder:

– Tá. Eu vou tentar... – “Não desmaiar na rua ou vomitar uma bela mistura de tripas com sangue?”. -... Tomar cuidado.

A expressão de Haydée deixou bem claro de que não fora convincente o suficiente, portanto ao invés de responder decidiu apenas arrumar as suas roupas e arrumar uma desculpa esfarrapada:

– Acho melhor eu sair antes que seus pais cheguem.

Haydée revirou os olhos.

– Como se conseguisse me enganar. Mas tudo bem. É melhor mesmo.

Enganá-la certamente era difícil, pois a garota era alguém dificilmente iludida, e esse era um dos motivos para terminar saindo com ela e fazendo coisas nada pudicas que certamente deixariam o Sr e a Sra Nièvre escandalizados.

Haydée e Jake não namoravam ou mantinham qualquer tipo de relacionamento. Talvez a melhor maneira de descrever a situação era uma amizade com privilégios. Não lembrava direito quando começara, mas essa situação era muito mais fácil de se lidar do que sair com uma única vez com alguma garota e depois ela persegui-lo para todos os lugares se dizendo apaixonada.

É, com certeza era. E já lidara muito com isso.

Quando desceu as escadas, quase deu um muxoxo. A irmã mais nova de Haydée, Desiré, o encarou com a boca escancarada.

Sinceramente não entendia pais que punham nomes que rimam nos filhos. Se achavam bonito ou algo do tipo, estava realmente muito além de sua concepção. Como no ano anterior, que saíra com uma garota chamada Luciela e esta possuía uma irmã chamada Raphaela.

Ou saíra com Raphaela e esta tinha uma irmã chamada Luciela?

Balançou a cabeça. Pensamento completamente inútil. Ainda mais com sua memória que sempre se demonstrara pouco confiável.

– Olá Desiré.

A garota de catorze anos não respondeu, apenas olhou para a irmã mais velha e ambas tiveram claramente uma conversa muda. Sentindo-se um intruso, rumou até a porta antes que arranjasse problemas tanto para Haydée quanto para si mesmo.

– Eu estou indo. Até amanhã.

– Até. – pelo tom de voz ríspido, era claro que uma discussão iria começar, talvez pela estrita regra dos Nièvre de não levar rapazes para dentro de casa. Realmente, bater em retirada parecia ser a melhor alternativa.

Fechou a porta e finalmente respirou tão fundo quanto desejava. A sensação era como se estivesse emergindo depois de muito tempo. Aspirou o ar de novembro. Estava frio o suficiente para fazer suas narinas doerem, mas não se importou. De alguma maneira, o frio o fazia se sentir melhor, pelo menos por enquanto.

Começou a andar. A casa dos Nièvre não era tão distante da sua, apenas algumas ruas de distância, mas sua cabeça pesava e sua nuca latejava. Andar era um martírio, e sua visão aos poucos se tornava embaçada enquanto o mundo começava a rodar vertiginosamente.

Maldição. Por que estava acontecendo tão rápido?

Desmaiar no meio da rua não estava nos seus planos, então cerrou os dentes e seguiu o máximo que pode antes do mundo se tornar apenas um borrão indistinto no qual não conseguia mais discernir coisa alguma. Às cegas, tateou ao seu redor até sentir o toque frio e metálico de um poste. Deixou-se apoiar nele enquanto lutava por ar, mas este parecia ser simplesmente rejeitado por seus pulmões. A dor estava insuportável ao ponto de trazer lágrimas a seus olhos e arfava cada vez mais na tentativa de respirar, soando como se estivesse se afogando.

Suas pernas perderam a forca e caiu no chão. Sentia tanta dor que mal sentiu o impacto. Levou as mãos trêmulas até a garganta que queimava e tossiu. Quantas vezes necessárias para que o mínimo de ar entrassem em seus pulmões.

Os borrões que eram sua visão começavam a se tornar vermelhos quando ouviu:

– Jake?

Deveria agradecer Near por sempre aparecer nas horas perfeitas. A voz do amigo soou como se estivesse tentando chamá-lo debaixo d’água. Levantou o rosto suado e que parecia estar entre o extremamente pálido e talvez o arroxeado e gorgolejou algo sobre levá-lo para casa. Não conseguiu ver a face extremamente preocupada de Near ao vê-lo naquele estado e mal sentiu ele pegando seu braço para carregá-lo. Seu peito doeu insuportavelmente a ponto de fazê-lo silvar de dor.

Near carregou-o aos tropeços até a casa dos Silverman, tendo dificuldades em abrir o portão e apoiar Jake ao mesmo tempo. Quando finalmente conseguiu, arrastou-o até a porta, vendo-a trancada. Apertou a campainha, mas a falta de som o fez lembrar que estava quebrada, e então questionou:

– Jake, você tem uma cópia da chave?

Entretanto, Jake apenas parecia perdido em meio a aquele ataque desconhecido. Soltando um murmúrio ininteligível, Near procurou nos bolsos do casaco que o outro usava.

– Sra. Silverman! – gritou assim que conseguiu achar a chave e abrir a porta. Percebia que Jake já estava praticamente desfalecido, se não fosse pelos arfares constante.

A mulher surgiu no andar de cima e seu olhar seguiu diretamente para o filho, fazendo com que seus lábios se entreabrissem numa expressão horrorizada.

– Jake!

– Eu o encontrei assim no meio da... – começou a se explicar, mas Jake apenas pareceu esticar o pescoço ligeiramente e tossiu de maneira seca, antes de vomitar um jorro de sangue, assustando Near a ponto de quase soltá-lo, o líquido quente e rubro manchando suas roupas.

A cabeça de Jake parecia prestes a explodir enquanto tossia e engasgava. Seu corpo inteiro tremia e estava com muito frio. Sentia-se como se houvesse sido abandonado nu em uma tempestade de neve, e o som semelhante ao de um rio caudaloso ribombava em seus ouvidos, tornando a tudo ainda mais insuportável.

De novo não, de novo não, de novo não...

Carolina desceu as escadas como um raio, acudindo o filho sem se importar que suas vestes ficariam manchadas de sangue, mas este nada viu, apenas continuava preso em sua dor, que logo deu lugar à escuridão entorpecente.

O som de água ainda estava presente quando abriu os olhos. Viu o teto de seu quarto e deixou que um longo suspiro escapasse de seus lábios. Sua nuca ainda doía e sua cabeça ainda pesava, mas apenas o fato de respirar o deixou mais aliviado, a simples lembrança da falta de ar o assombrando.

Entretanto, encontrava-se totalmente incapaz de se mover. Sabia que era apenas uma questão de tempo até que seus movimentos retornassem, mas se sentia terrível, além de estar faminto.

Afundou a cabeça no travesseiro. Iria esperar até alguém aparecer ou morrer de fome. O que viesse primeiro. Não sabia por quanto tempo ficara desacordado, mas estava claro em sua janela que ainda era dia, à tarde talvez.

Inspirou profundamente, aproveitando o ar que entrava livremente por seus pulmões. Enquanto estivera inconsciente, tivera um sonho. Um sonho estranho e nostálgico, quase como uma lembrança.

Seria uma lembrança?

Soltou grunhido aborrecido. Por que se importava? Em todos aqueles anos tentara lembrar de seu passado sem nenhum sucesso, incomodado por sua vida aparentar se iniciar tão tarde, mas todas as tentativas frustradas o levaram a desistência. Não se surpreenderia em ser apenas sua mente lhe pregando peças.

Ainda assim, fora irrealmente real e detalhista. Encontrava-se em uma cidade cujas construções assemelhavam-se às árabes, as ruas eram de terra batida. Abria caminho por meio da multidão estranhamente gigante atrás de uma bola vermelha. No momento em que conseguira chegar até ela, escutara um rugido. Um som alto e ensurdecedor, que inicialmente não identificou, para então perceber que era o ruído de água, como se um rio furioso se preparasse para atacar.

Foi quando acordou.

Era óbvio que era apenas um sonho, disse a si mesmo. Nada daquilo fazia o mínimo sentido. Aparentava estar no meio de um deserto, então de onde poderia ter vindo a água?

Voltou a se concentrar em sua respiração, apenas para esvaziar sua mente. Não valia a pena se estressar por causa disso. O melhor a se fazer era descansar depois de mais um ataque.

Aquilo estava o preocupando, pois estavam se tornando cada vez mais recorrentes. Antes acontecia uma vez ou outra, mas agora... O último ocorrera há menos de duas semanas.

Não se lembrava muito bem, mas Near que o arrastara para casa. Teria vomitado nele? Fez uma careta. Por mais mesquinho que parecesse, não estava com muita vontade de comprar uma roupa nova para ele.

Como se lendo seus pensamentos, alguém bateu na porta. Não possuía exatamente forças para pronunciar um “entre” decente. Talvez como o tomando como desacordado, sua mãe abriu a porta. Seu único esforço foi virar a cabeça em sua direção para demonstrar que já estava consciente.

Com um suspiro – talvez cansado. – a mulher entrou no quarto, sentando ao seu lado na cama. Quando ela pôs a mão em sua testa, o contato lhe pareceu insuportavelmente quente.

– Ainda está gelado. – suspirou. – Isso não é bom, é a segunda vez este mês.

– Eu sei. – sua voz soou rouca e arranhada. Totalmente horrível. Pigarreou para tentar normalizá-la. – E dessa vez foi de repente.

Um vinco se formou na testa de Carolina. Normalmente Jake começava a ter falta de ar, algo semelhante a ataques de asma, dias antes dos ataques acontecerem, o que já punha tanto ela quanto seu marido em estado de alerta para qualquer emergência. Mas algo repentino?

– Como assim de repente?

– Eu desmaiei, e acordei com falta de ar. Estava voltando pra casa e o ataque começou.

– Near realmente disse de ter lhe encontrado no meio da rua. – Ela não precisou de mais nada, Jake já praticamente a sentia borbulhando de preocupação. Havia se esquecido que apesar de poder trazer muitos problemas, ele poderia esquecer de se cuidar por um tempo quando a sua mãe estava por perto. Ela soltou um longo suspiro antes de dizer – Falando nele, Near está aí? Mando ele subir ou prefere descansar?

– Ele pode subir sim. – murmurou. Provavelmente era melhor pedir desculpas pela cena no mínimo traumatizante.

Ainda com a expressão sombria, Carolina saiu do quarto. No momento em que a porta do quarto fechou, Jake suspirou outra vez. Deveria agradecer a mãe que tinha, já que não era toda mulher que aceitava quando o marido chegava de repente em casa com um garoto e dizendo que iria adotá-lo, quanto mais ter paciência para cuidar dele como ela o fazia...

Quando bateram de volta na porta, já soube que era Near. Soltou o “entre” mais audível que conseguiu e o amigo entrou no quarto. Em suas mãos estavam roupas que Jake reconheceu como sendo suas.

– A sua mãe me deu isso ontem. – avisou, pondo-as sobre a escrivaninha e puxando a cadeira para sentar.

– Argh, desculpe. Espero não ter soltado tudo encima de você.

– Na verdade soltou. – observou. – Por isso que precisei pegar suas roupas.

Jake fez uma careta. Sangue era realmente difícil de se lavar. Experiência própria e pelas dezenas peças de roupa que acabara fazendo seus pais descartarem naqueles quase oito anos que vivia com eles.

– Bom, acho que agora é bom irem atrás de um bom médico, não é? – Near questionou, a preocupação presente na voz, e Jake simplesmente se resignou a encarar o teto. – Vomitar sangue é realmente...

Olhou para Near quando parou no meio da frase, e este se encontrava com a sobrancelha erguida. Ele era alto, bastante branco de cabelos loiros claros e olhos castanhos, alguns meses mais velho que Jake – tecnicamente falando, pois este não lembrava sua data de nascimento -, e parecia possuir um irritante dom para decifrar expressões faciais. Já soube o que se passava em sua mente.

– Não vai ao médico?

– Não adiantaria de nada. – suspirou. – Não é tuberculose, sinusite, asma, refluxo gastroesofágico ou bronquite crônica porque não é uma simples tosse. Aparentemente o meu estômago, boca, garganta, esôfago e a primeira parte do intestino delgado estão em perfeito estado. – Fez um esforço imenso para se levantar, ficando sentado, mas percebeu que o esforço o deixou tonto. – Já faz muito tempo que eu desisti, sabe?

Agora, Near parecia surpreso. E tinha razões para estar, afinal, jamais dissera uma única palavra sobre seu problema a ele, pois já bastava a preocupação que causava a seus pais.

– Há quanto tempo tem isso?

– Desde que me lembro. – respondeu no claro tom de quem não queria continuar a conversa. – Você veio sozinho?

– Sim. – Jake fez o seu máximo para esconder a decepção no rosto. Ficou feliz ao perceber que Near não notou. – Na verdade, Far e Mihael vinham também, mas a mamãe achou de mexer nas roseiras e os chamou.

Foi a vez de Jake erguer a sobrancelha. Margaret Toy era uma apaixonada por botânica que quando inventava de mexer nos jardins, não hesitava em recrutar os quatro filhos mais velhos.

E Near era o mais velho.

– É... Ela me chamou, eu fingi que não escutei e vim pra cá. – confessou fazendo Jake revirar os olhos e soltar uma risada seca. – Quebre um raminho e já vez uma tempestade pra cima de você.

– Que feio Toy, quer perder seu posto de filho exemplar?

– Como se eu lutasse por ele.

– Claro... – pressionou suas têmporas, respirando fundo mais uma vez. Abriu sua boca para fazer alguma ironia sobre o que Near lutava, mas sua mãe abriu a porta do quarto.

– Desculpe interromper, mas Near, querido, por favor, pode me ajudar um instante com a bancada? Não sei o que John fez com ela, mas o tampo vive escorregando...

– Ah, não, tudo bem. – o loiro se levantou, mas se via claramente em sua expressão: “Como o tampo da bancada escorrega?”. Jake quase riu disso.

– Ei Near. – chamou quando este estava quase na porta. – Cuidado, é mais pesado do que aparenta.

Quando a porta foi fechada, voltou a se afundar no travesseiro. Pareceu que a conversa fora esforço demais para ele. Estava tonto e sentia a boca seca. Sentia-se mal por ter simplesmente despejado os fatos no amigo, mas preferia explicações rápidas do que passar horas e horas explanando os fatos.

Seu estômago reclamou, fazendo-o se encolher. Céus, estava faminto! Mesmo que estivesse ainda de tarde, esperava que sua mãe houvesse feito algo que pudesse comer.

Fechou os olhos, mais uma vez se concentrando em sua respiração. Sempre após tais ataques, lembrava-se como era bom poder respirar, mas ainda doía.

Perguntou-se se Far viria mais tarde, ou talvez sua mãe a deixasse tão cansada que simplesmente deixaria para visitá-lo outro dia. Não negaria que ficaria desapontado.

Estalou a língua, se achando patético. Nunca quisera entender o motivo de ficar desse modo com Far. Sabia o porquê, mas querer entender era outra história...

Novamente a porta foi aberta e seus olhos voaram diretamente para o prato de sopa que ainda estava fumegando, o que praticamente o fez salivar. Porém viu quem estava trazendo a comida, e foi como se seu estômago se fechasse e berrasse um “não!” com toda a sua força.

– O que foi? Não quer?

Olhou para Debrah com desconfiança. Ela estava lhe trazendo comida?

De boa vontade?

Bom, era bem provável que ela tivesse vindo para casa como um abutre depois de descobrir que Near estava lá, então provavelmente estava pagando de boa moça para tentar – apenas tentar mesmo – chamar sua atenção.

Ainda desconfiado, abriu a boca lentamente:

– É... Quero sim.

Foi bem rápido. No momento em que Near abriu a porta, Debrah simplesmente jogou sopa sobre Jake, fazendo que a comida fumegante cair diretamente em si. Levantou num salto devido ao susto, mas suas pernas encontravam-se sem forças e foi direto para o chão com um baque surdo. Gemeu de dor quando sua cabeça bateu na cadeira, por pouco não batera com o rosto no chão.

Tinha todos os motivos do mundo para suspeitar de Debrah.

– O que você tem na cabeça?! – Near praticamente gritou para ela, indo acudir Jake.

– M-mas... Caiu... – disse num tom convincentemente inocente.

– E eu sou cego, não? Eu estava na porta quando você jogou a sopa fervendo nele! – Mesmo em sua situação, Jake faria de tudo para ver a expressão de Debrah quando Near dissera aquilo, mas por cima do ombro do loiro viu a sua mãe com uma expressão extremamente aborrecida, quase raivosa.

E era muito raro vê-la assim.

– Debrah, eu não acredito! Você realmente arranja um motivo pra tudo!

Somente ouviu um grunhido raivoso e o som de que indicava que ela batia o pé antes de sair pela porta como um raio.

– Volte aqui mocinha! Não terminei de falar com você!

Near o pôs sentado na cadeira e as mãos de Jake foram até os botões da camisa do pijama que usava. Estavam trêmulas, mas sua mente se chocou ao perceber que os restos da sopa fumegante que entraram por sua roupa não fizeram mal algum, enquanto sua pele deveria já estar vermelha, porém se encontrava intacta.

Era como se o calor não pudesse atingi-lo.

Notas finais
O que acharam? Quem lê Coração de Porcelana (como a Kisara), já conhece o Near, mas digamos que estamos vendo uma outra face dele aqui xD Bom, se tiverem críticas, dúvidas ou elogios, por favor, deixem tudo nos comentários (e pra quem me conhece, eu fiz a promessa de responde-los!) Até o próximo capítulo!