Notas iniciais
Olá! Feliz dia das mães à todas as mães que estiverem lendo esta fic! Era para ainda ter outros personagens, como May, Max, Dawn... Mas o tempo não foi muito à favor então, fica pra próxima ;D

Delia e Ash

— Ele está demorando... — Murmurou a mulher de cabelos castanhos claros.

— Acalme-se Delia, você conhece bem seu filho! — Retrucou o Prof. Carvalho, tomando um gole de café.

Não demorou muito para o jovem de olhos negros aparecer, com seu amado Pikachu nos ombros. O moreno correu junto de seu Pokémon e abraçou a mãe. Ela estava na casa do senhor de idade, passavam a tarde juntos quando o menor estava em jornada.

— Oi mãe!

— Oh Ash, que saudades meu amor!

A mulher retirou o boné da cabeça do filho, acariciou os cabelos negros dele e bagunçou mais do que o normal. Os quatro (contando o ser amarelo e o Prof.) caminharam até a casa dos Ketchum, na intenção de almoçarem. Havia uma macarronada muito bem feita, fazia um pouco de calor nesta época do ano em Pallet.

Ash, se não se importar, Gary virá aqui, ok?

— Ele não se importa Sam, não é mesmo? — O olhar mortal da mulher fez com que o menor concordasse.

E falando em Gary, o mesmo não estava em jornada como o de cabelos pretos, porém, nada impedia aquela pontada de rivalidade dos dois. O de cabelos ruivo-acastanhados não demorou muito para chegar, tocou a campainha e foi atendido pelo Treinador Pokémon.

E aí Perderdor!

— Oi Gary... — Murmurou Ash.

— Oi vovô, oi tia Delia!

— Gary querido, quanto tempo! — Disse a mãe do menor.

Os dois entraram, sentaram-se para comer e estava tudo na maior normalidade.

Então, como foi em Sinnoh? — Questionou o Prof.

Muito bacana, estive pesquisando sobre Arceus, Dialga e Palkia.

O convidado atirou um pouco de comida no outro. O moreno inflou um pouco sua bochecha direita. Aproveitou que o mesmo estava do seu lado e jogou suco no ruivo-acastanhado. Uma guerrinha de comida começou, porém, foi barrada por Mr. Mime, que pediu para ambos encararem Delia.

CHEGA OS DOIS!

— Mas…

— SEM MAS! SUBAM AGORA!

Ela suspirou assim que eles subiram às escadas. Era tedioso ver que não haviam evoluído como um bom Pokémon, lembrava-se que na infância dos garotos fazia de tudo para eles não brigarem, entretanto, era inevitável, eles sempre acabavam discutindo, qualquer que fosse o motivo.

Não tardou muito para os menores chegarem, cabisbaixos. Eles se fitaram e deram um sorriso, pedindo perdão um para o outro, coisa que fez a mulher dar um largo sorriso. A Sra. Ketchum os abraçou fortemente, quase os sufocando.

Meus filhos…

Filhos?! Que eu saiba só EU sou seu filho! — Disse Ash.

Mas eu sou de consideração Mula de Pallet.

Olha quem fala…— Retrucou o moreno.

Outra discussão se iniciou, fazendo a mulher revirar os olhos e dar uma risada baixa.

Lola e Brock

Era domingo bem de manhã, Flint e Lola ainda dormiam enquanto seus filhos resolveram acordar mais cedo. Os nove menores estavam sentados na sala, esperando o irmão mais velho chegar com tudo para prepararem o café da manhã de Dia das Mães.

— Cadê o Brock…? — Questionou Cindu.

— Já deve de estar chegando. — Respondeu Forrest.

Após cinco minutos, o rapaz chegou, com todas as compras em mão e uma marca de tapa no rosto. O mais velho deu uma risada sem graça e colocou tudo na mesa, esperando os menores irem ajudá-lo a preparar tudo. Dividiram as tarefas: Forrest e Cindu iriam fazer o bolo, Brock as panquecas, Yolanda faria o café, Salvadore e Timmy as torradas, Tilly e Billy encheriam as bexigas e Suzie ficaria de olho nos pais.

— Então vamos começar, a mamãe acorda todo dia às 08:30. — Disse Tilly.

— Ainda são 08:00, podemos dormir mais um tequinho… — Comentou Tommy.

— Nananinanão, temos que começar! — Disse Brock.

A cozinha tornou-se uma bagunça no momento em que Yolanda pegou a farinha e derrubou no chão, todos estavam brancos e muito sujos. Não se importaram, pegaram o resto da farinha e iniciaram o trabalho. Tudo estava sendo feito com o maior amor e carinho, mas que estava sendo uma tragédia para ser feito.

A correria entre os irmãos chegava a ser algo hilário, um tinha ovo na cara, o outro estava coberto de leite condensado, a outra havia queimado a mão… Tudo estava saindo errado, pelo menos era o que parecia. Foi quando a garota menor avisou que os pais estavam se levantando que eles terminaram tudo.

Uahh… Que sono…— Murmurou Lola.

Feliz dia das mães!— Exclamaram todos.

A mulher levou suas mãos à boca, surpresa. Abraçou e beijou todos os filhos, agradecendo imensamente.

Lucy e Misty

— Eu não vou! — Exclamou a ruiva, vociferadamente.

Misty estava sentada no sofá, furiosa. Violet revirou os olhos e a puxou, mandando a mesma ir se arrumar para irem até o aeroporto de Viridian, buscar a mãe, Lucy Waterflower. Ela era uma mulher muito parecida com a filha mais nova, porém, seus cabelos eram no estilo joãozinho, seus olhos eram castanhos e ela era mais alta.

— Quer deixar a mamãe esperando a gente? — Questionou Daisy

— Sim! Ela não liga pra gente mesmo!

A menor pegou seu Azurrill no colo e ficou de costas para as mais velhas. Não se dava muito bem com os pais porque quando mais nova eles as deixaram para viajarem pelo mundo. Voltavam sempre que possível para vê-las. Mas isso não satisfazia a ruivinha de forma nenhuma.

— Misty, por favor… — Implorou Lily.

Tá… Mas eu não vou falar com ela!

As mais velhas suspiraram, pelo menos uma batalha vencida. A mais nova subiu em seu quarto, se trocou e desceu. Vestia uma camiseta preta, um macacão jardineira que vinha até a metade de suas canelas e calçou um All Star verde.

Chegaram no aeroporto por volta das 11:00, avistaram Lucy no estacionamento e buzinaram para ela entrar. Pararam o carro, Lily, Daisy e Violet abraçaram a mãe de forma calorosa, enquanto Misty apenas deu um oi com o rosto virado, sem encarar sua “versão mais velha”.

O papai não pôde vir?— Comentou a de cabelos rosados.

Infelizmente não…— Disse a mulher. — Vamos meninas?

Ok!

Ao entrarem no carro, a loira foi dirigindo e a de cabelos azuis foi no passageiro, enquanto a ruiva menor, a de cabelos rosados e a ruiva maior foram atrás, nesta ordem. O retorno foi quieto e sem muitas falas. Ao chegarem, os Pokémons receberam Lucy com o maior carinho do mundo, enquanto Misty apenas subiu para seu quarto.

— Mãe, não acha melhor se resolverem hoje do que prolongarem por mais um ano? — Perguntou Violet.

Vou conversar com ela…

A mãe das jovens subiu, bateu na porta do quarto da filha e entrou. A menina a fitou por cima do gibi que lia, porém, voltou a ler. Não queria muita conversa com a mulher, não se entendiam muito bem e não achava que hoje seria o dia.

Filha…

— O que?

— Eu… Queria falar com você.

— Sobre o que? Você não se importa! Nunca se importou! — A menor disse aquilo e se virou em sua cama. — AGORA SAI DAQUI!

— Misty…

— VAZA!

Lucy deixou uma lágrima escorrer por sua bochecha, mesmo assim, insistiu. Ela andou até a menor e sentou-se na cama da menina, abraçando-a fortemente. A ruiva menor se contorcia, queria sair daquele abraço, daquele carinho que sentia que era falso. Se ela realmente se importava, por quê não ficou com as meninas, cuidando delas? Por quê rodava o mundo daquela exaustiva forma?

ME SOLTA!

— Não.

— Me larga! VOCÊ NÃO ME AMA! NUNCA ME AMOU!

— SEMPRE TE AMEI! ME PERDOA POR TER DEIXADO VOCÊS AQUI, ME PERDOA POR NÃO APARECER MUITO NOS FERIADOS, ALIÁS, EM QUASE TEMPO NENHUM! MAS SÓ ISSO FILHA, ME PERDOA, ME CHAME DE MÃE…

A menor se virou, abraçou a mãe fortemente, a perdoou por tudo e pediu perdão pela forma rude que a tratava, sendo perdoada pela maior. Lucy deu um beijo na testa da filha e roçou seu nariz no dela. Ambas ficaram daquela forma por uns dez minutos, há anos não tinham convívio de mãe e filha daquele jeito.

Mãe… Eu te amo… — Misty dizia, chorando.

Eu também… Minha Laranjinha…

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!