Mosgorth: Trilha do Império
2 Capítulo 2
Notas iniciais
VILAREJO DAS PEDRAS
Aram saiu da pequena cabana e foi para o vilarejo das pedras onde se concentrava o aglomerado de pessoas mais próximo da floresta. Era um lugar no meio da floresta ao sul de Estogarth protegido por gigantes de pedras, com armadilhas.
Ao chegar no vilarejo, não acostumado com pessoas e ainda as pessoas daquele lugar sempre os temeram, eles eram os mais conhecidos, Aram e Miram eram os mais odiados, sempre que iam era pra curar alguém, mais pedia pagamentos absurdos, uma vez chegou a pedir toda a comida da cidade e a lenha no inverno como pagamento por curar uma menina.
Ele foi direto pedir informação sobre o emblema no bilhete, mais ao chegar perto das pessoas elas cuspinham ou saiam com medo, ele andou pelo vilarejo e já indo embora daquele lugar, um homem de cabelos grisalhos e de barba e bigodes brancos, com uma sandália de pau, com passos curtos e franzinos aproximou e com a bainha de sua espada bateu em sua cabeça bem forte.
“Auh, quem me importunas?” Indagou Aram. Nunca tivera contato com outro humano a não ser a velha anciã, então com uma certa velocidade sacou a adaga.
“Ora, ora meu caro” com um sotaque desconhecido ele falou. “Não temas, essa faquinha não me feriria”
O velho de cabeça baixa aproximou — se, com os cabelos no rosto e prendendo a espada na cintura, passou por Aram.
“Venha hoje eu pago a bebida.” Disse o velho à Aram.
Aram sem saber o que aconteceu foi sem guarda adaga. Chegando ao bar, todos se calaram, o velho sem levantar a cabeça perguntou se tinha um quarto na taverna, após pegarem a chave passaram pelos imundos homens da pedra, eles tinha um visual peculiar, via-se de longe que os dois não eram daquele lugar. Os nativos de poucas roupas, com acessórios, brincos e bracelete de guerra, de calças longas e botas de cano alto, e com olhos claros cinzentos, os dois vagantes diferentes o velho de cabelos brancos com roupas largas, com uma Katana longa e um chapéu do oriente, e Aram de calças coladas, botas de amarrilho e um sobretudo que a velha roubou de um caçador do sul e deu para ele. Os homens com olhos cerrados olhavam para os dois sem dizer nada, quando chegaram ao balcão, Aram perguntou.
“Quem e você?” Se inclinando para frente, olhando para a cara do velho de olhos azuis. O velho com os olhos caídos respondeu.
“Você não me conhece ?” Perguntou sorrindo com um bafo de vinho.
“ Porque eu saberia, nunca o vi.”
“É eu acho que não.” Colocando vinho em um copo disse pensativo.
“Realmente não se lembra, agradeça aos deuses por não se lembra.” Aram tirando o casaco parou e olhou para o velho espantado.
“Você me conhece ? De onde sou? Como vim parar aqui?” O velho se debruçou no balcão roncando, Aram o chutou, e gritou
“Acorda! Velho maluco.” O velho não acordou ficou no chão abraçou a garrafa de rum e se virou. Aram indignado se virou bebeu o rum, e se deu conta que todos tinham se calado de novo, estavam atrás dele e Aram perguntou o que queriam, mas não era conversa que eles queriam, um grande homem da pedra o pegou pela cabeça e jogou na parede, ele gritou chamando o velho, eles o surravam, chutavam, e jogavam coisas contra ele, um tentou pegar a garrafa do velho tentou ate quebrar a garrafa, velho sem abrir os olhos, se levantou os murros e chutes não o tiram do lugar, ele se abaixou pegou o chapéu no chão e as velas se apagaram em seguida no meio da escuridão o velho aparecia acendendo um cachimbo, uma lamparina no balcão já não mostrava nenhuma sombra além do dele e de Aram. Ao se aproximar Aram chutou alguma coisa pegando a lamparina para iluminar viu só os corpos dos homens sem cabeça, o sangue escorrendo pelo chão da taverna. O velho se virou pegou uma garrafa de vinho e foi caminhando lentamente ate a porta e chamou Aram "venha, já passou da hora."
Aram passou sem falar nada, só largou a velha lamparina encima de uma mesa e saiu. Ele se perguntava o que acontecera naquele lugar e como um homem tão velho poderia fazer aquilo e onde estavam as cabeças dos homens.
já era manhã quando atravessaram uma ponte de pedras que era a única entrada e saída. Uma ponte que havia várias estatuas grandes de druidas protetores, que diziam que elas eram vivas quando sentiam que havia problemas, tão grandiosas como deuses. Aram admirado com as grandes estatuas ficou olhando por muito tempo ate atravessarem a ponte. E o velho perguntou.
"Nunca passou por aqui?"
"Não... eu acho que sim, dizem que e a única entrada para esse lugar, onde eu morava já era bem ao leste da floresta das pedras."
"Entendo, quer vinho?" Perguntou o velho dando a garrafa para Aram. Ele fez uma mesura e não aceitou e indagou.
"Qual seu nome ? Como fez quilo com aqueles homens? E pode me dizer de onde me conhece, ou de onde vim? E vai morre se beber tanto." O homem velho curvo se virou e disse.
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