Mortos não contam histórias
2 Capítulo 2
Notas iniciais
3 de Maio de 1912
Clara parece estar lidando bem com a morte da mamãe e do papai. Ela é uma garota muito forte. Ela começou a administrar a industria do papai. Ele já havia ensinado á ela muita coisa. Eu já não ligava muito pra isso. Eu gostava de brincar la fora com as outras crianças, mas mamãe dizia para eu terminar a minha lição no piano.Eu odeio piano. Ela já não está mais aqui. Agora eu vejo o quão inútil era as brincadeiras que gostava de fazer.
4 de Setembro de 1912
É aniversário do papai.Ele sempre me deixava assoprar a vela do bolo dele e fazer um pedido no lugar. Eu sempre desejava que aquele momento nunca acabasse.
—Ah, eu conheço vocês.
-Ah é mesmo?
-Eu não quis brigar de verdade com vocês, ok? Por que não sentamos e tomamos um boa bebida?
-A única coisa que vai sentar é o meu bastão na tua cabeça.
-Depois não digam que eu não avisei.
O primeiro homem ataca Jhon pelas costas. Ele tentou dar um soco correndo em alta velocidade, mas a única coisa que conseguiu socar foi seu nariz no balcão. Jhon desvia dos homens que tenta ataca-lo apenas dando um paço ao lado e um giro no corpo.
-Por acaso vocês estavam bebendo antes de eu chegar aqui? Pergunta Jhon
-Idiota...Vamos logo acabar com ele! Diz um homem com uma garrafa na mão.
Jhon segura a mão do homem com a garrafa, tira ela de suas mãos e da uma joelhada em sua barriga. Ele gira e quebra a garrafa na cabeça de um que tentava vir por trás. Logo em seguida tentam acerta-lo com um soco mas ele desvia e lança outro soco por baixo quebrando seu nariz e chutando para trás um homem que caiu em cima das mesas. O homem com bastão não esperou por diálogos. Ele era grandão, um guarda-roupa ambulante.Ele anda com fúria em cima de Jhon que é forçado a segurar o bastão e é carregado até bater de costas na parede sendo pressionado com força.
-Você acha que é forte?! Pergunta o homem grande. Você não passa de outro bêbado miserável que irá acabar na vala, sendo comido por animais!
Com um pulo, Jhon da uma cabeçada na testa do grandão que tomba no chão de costas para Jhon, derrubando seu bastão.
-Que cabeça dura einh!
Jhon pega o bastão do chão e, assim que o homem vira a cabeça é recebido com uma bastãozada no queixo que jorra sangue e 3 dentes no chão.
-Você acaba de perder seus últimos dentes da boca. Mas relaxa, ta mais bonito agora.
Ele larga o bastão no chão e caminha em direção á dispensa. Ele abre a porta e recebe Malcon de joelhos pedindo por misericórdia.
-Ah Malcon, Malcon, Malcon...seu babaca! Jhon levanta ele pela camisa e o pressiona contra a estante.- Me dê um motivo pra eu não te deixar chorando no chão iguais a esses ai atrás!
-Desculpa, desculpa... Eles estavam furioso contigo! Se eu dissesse não, que claro né, você é meu amigo, lógico que eu ia dizer...
-Ah, cala a boca. E eu ainda caí nessa história de um homem nobre me procurando num bar.
-Nisso ai eu não menti, ele realmente estava. Eu precisava te trazer aqui de alguma forma, ai ele apareceu...Deus abençoe ele. Jhon o solta e ele cai no chão. Ele encara Malcon e franze a sobrancelha. Ele sai da dispensa caminha em direção ao balcão olhando para o homem sentado no fundo do bar. Ele agarra uma garrafa de whisky que estava no chão e caminha em direção ao homem abrindo a tampa da garrafa. Ele senta na cadeira de frente para o homem e o observa. Ele estava de chapéu preto, com o mesmo tampando seus olhos. Usava um paletó preto com dois botões,tudo bem sofisticado, colete e gravata. O mais chamou a atenção de Jhon foi o anel que ele usava no seu dedo mindinho. Era de ouro com uma enorme safira em cima.
-O que quer? Pergunta Jhon.
O homem levanta a cabeça. Ele deduziu que deveria ser mais velho que ele. O cabelo estava totalmente castanho, não dava pra ver nenhum sinal de idade. O mesmo com o bigode.
-É um prazer conhece-lo Jhon Walker. Meu nome James Adams. Está bem diferente desde a ultima vez que ouvi falar de você.
-Não respondeu minha pergunta.
-Andei observando você por um tempo. Mal pode reconhecer você dentre todos aqueles bêbados que circulam naquele prédio. Um prédio com estruturas comprometidas, cupins por todos os lados, o mofo. Nem tocarei no assunto das belas amizades que andou fazendo.
-Onde quer chegar?
-Você vivia na casa dos seus pais, no luxo. Tinha fama. Era um garoto prodígio. Tinha tudo e olha onde está agora. Eu quero te dar uma chance de voltar ao que você era.Um trabalho perfeito. Longe dessa imundice. Uma nova vida.
-Você trabalha pra quem?
-Só faça as perguntas se estiver interessado no trabalho. James tira um cartão do bolso interno do paletó e o entrega a Jhon.
—Ligue nesse número ou vá no enderenço. Me dê a resposta em 2 semanas. E não pense que voltarei aqui implorando para que aceite. Ele se levanta da cadeira.
— Até mais.
Jhon o observa indo para a porta. A ultima vez que viu alguém com esses modos foi quando ainda morava com a irmã.Será que foi ela que mandou esse cara? pensou.
Ele dá o ultimo gole na garrafa, pega o cartão, se levanta e quase tropeça num dos homens que se levantava do chão. Ele sai do bar e caminha em zig zag em direção ao prédio. Ele abre a porta do apartamento e percebe uma carta no chão em frente a porta. Ele a pega. Esse brasão...
Para Jhon...
Faz muitos anos que não o vejo. Queria ver você, ao menos saber que ainda está com vida.
Faz 5 meses que me casei. Eu esperava ao menos encontrar você nessa ocasião. Nesse momento acabou minhas esperanças de que você voltaria. Resolvi que eu irei até você. Em 3 dias chegarei de viagem. Espero lhe encontrar logo.
Clara Walker
Fale com o autor