Mortos não-vivos
6 É matar ou morrer

É matar ou morrer
Matheus
O barato tá loko nessa porr@! Tamu correndo por essa escola faz meia hora e eu só ouço grito e rujido pra tudo qualqué lado. Só nesse corredor soquei uns 20, to socando mais nerd do que quando vou em conferência de anime.
–Matt, à sua esquerda! – Falou a Mel. Dei dois soco num mané de olho branco, um no saco e outro na nuca kakaka. A parada ta começando a ficar legal.
–Valeu, Melzinha... viu? A gente forma uma ótima dupla!
–Nem vem- falou ela girando aquele cabo de vassoura, atingindo 3 zumbis, parecia até profissional.
– Olha por onde anda, imbecíl!! – Quem disse isso foi aquela vacilona da Solary, ela entrou na minha frente e deu uma machadada em 3 zumbis, tava se achando a fodona só porque tava com um machado... assim até eu.
–Uii, desculpa, é que eu tava concentrado na beleza da Mel até uma boçal aparecer na minha frente...
– E te salvar? – O guria entrometida viu.
Enquanto isso a Jude gritava atrás da gente, aquele som que ela fazia tava me irritando já, uma mistura de arara com boto, estorou meus tímpanos.
–Hei Juuuuude, don’t let me down... Você é gatinha mas,,, PODERIA FECHAR ESSA SUA FENDA BUCAL e meter a tesoura em alguém?!!
–M-as Maat-t, eu não consigo eles são fortes demais e eles sangram, eu já estudei com a maioria deles sabia?!
–Se fecha garota! – Katerina se entrometendo de novo.
– Kkkkkkkkkkkkkkk- Pelo menos o Luke riu dessa vez.
– Meeeeeel, não vai falar nada pra essa rapariga?
– Eu to muito ocupada agora Jude! – Falou a Mel enquanto dançava matando zumbis. O corpinho atlético de lider de torcida nasceu para aquilo, ainda mais todo suadinho assim, me deixava loooco!!
–AAAAAhhhhhhhh! – Judithe gritou assim porque Daniel ( um ex dela virou um zumbi e veio em sua direção)
–Mata ele logo!- Katerina mandou brava.
–Eu não posso! NÃO POSSO!
– Melissa me ajuda!
–Saaaaai.- Melissa empurrou Jude, que caiu de bunda no chão, com a tesoura na mão direita.Daniel vinha em cima dela, encostando as mãos perto de seus seios.(Eeeeee Daniel, mesmo depois de morto ainda sabe como se faz as coisas hein).
Melissa se desconcentrou ao empurrar Jude e não consiguiu se defender de quatro zumbis que agora a cercavam. Luke e eu fomos ajudá-la e por concequência esquecemos da Judithe. Katerina, que já tava lá na frente ( aquela magrela corria mais que o papa-léguas), voltou pra ajudar a loirona. Veio correndo e se ajoelhou atrás dela, segurou nas duas mãos da bobinha e disse algo bem baixo no ouvido dela, não consegui ouvi direito, mas ela parecia uma professora ensinando uma criança medrosa.Jude fechou os olhos e cravou a tesoura no pescoço do Morto vivo. Litros e litros de sangue se espalharam enxarcando as duas.
Luke viu toda a cena e ficou impressionado, até soltou o braço da Melissa, deixando a garota quase cair no chão. Sabe era nesse momento que deveria tocar aquelas musicas de fundos de filme, , que não tem letra só tem som, uma música lenta, em câmera lenta. Mesmo eu não indo com a cara da Kath, eu percebi que naquela hora a coisa era séria, não era como nos filmes. Nós tinhamos que nos unir, ajudarnos uns aos outros, porque não conseguiríamos sair daaquele pesadelo paranoico sem que cada um pusesse suas habilidades à prova em prol do outro.
Uiuuiiuiiiuiiu filosofei agora. Agora seria aqueles momentos que eles trocam a musica bonitinha e lenta por uma de suspense e depois passam pra de terror e desespero. Estávamos mais unidos, comrrendo na mesma velocidade, um entrando na frente do outro, utilizando o que podia.
Luke
O que a Katerina fez foi realmente lindo de se ver, fiquei pensando o tipo de pessoa que ela era. Contudo agora não tinhamos tempo para isso e algo realmente mudou. Estávamos juntos agora.
A Melissa abria o caminho, derrubava os zumbies e fazia com que eles fossem jogados pros lados; eu dava cobertura pra ela com o meu facão, Katerina matava os zumbis que Melissa despistava e Matt defendia Jude logo atrás, Jude apunhalava os zumbies que vinham por trás. Assim estávamos bem.
Atravessamos diversos corredores em todos os andares da escola, havia pessoas vivas ainda, estas fugiam, se escondiam ou encontravam os próprios grupos. Íamos fazer uma votação pra decidir pra onde iriamos. Felizmente, todos os votos, menos o da Melissa, foram pra encontrar Anneth Kazuto. Rodamos a escola inteira atrás daqueles dois.
Kazuto (Ki)
Era a quarta aula, aula de física, ficou meio confuso, devido a energia da escola não estar pegando não tinha sino. Eu tinha recebbido a nota da minha prova, 9.5 como sempre e sentado no meu lugar. Nem Trina nem Annie, Nem Rinata tinham voltado. Fiquei pensando se eles resolveram ir na festa do robizinho. Eu não o suportava, ele é muito popular e metidinho, nunca faz nada nas aulas e eles ficam babando nele só porque tem um rosto bonito e faz academia.
Peguei meu mangá de One Piece e comecei a ler na sala.Não imaginava o destino infernal que aquela escola e cidade guardavam...até agora.
–Socorrrroooooooo, aaaaaaaahhhhhhh- A Alana da nossa sala chegou cambaleando com a mão sobre o lado esquerdo da barriga.
–O que houve?- Perguntou o professor, no momento que soltou a mão
Bolas de sangue derramaram-se sobre o seu uniforme e o chão lentamente...
–AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH- Todos na sala se apavoraram. O professor correu perto dela para ver o buraco:
–O que foi isso um tiro, uma mordida, o que aconteceu!!!
–Foi a insana da Rinata, eu fui ao banheiro e ela me atacou, ela me mordeu- Alana falava gritando e chorando ao mesmo tempo, não entendíamos quase nada, assim que ela tocou no nome da Rinata ficamos com as bocas entreabertas... era surreal.
O professor a carregou no colo e, quando atravessou a porta indo em direção a enfermaria ela o mordeu, ele urrou de dor, o desespero foi total, uns gritaram, outros sairam correndo, alguns congelaram e a maioria se escondeu. Era uma epidemia mordiam-se uns aos outros fazendo da escola um palco de sangue e morte, ou “quase” morte.
Vi o pessoal da sala morrendo de um a um, até encontra a Anneth, seu cabelo azul agora estava com mechas generosamente vermelhas devido ao desastre:
–Vamos, precisamos sair daqui!
–Como? Não tem como passar pelos portões da escola!- Respondi com uma cara irônica.
–E se eu disser que estava na diretoria e os abri?
–Sabe que eu te amo né?!
–Kkkkkkkkkk, vamos logo. – Acho que nós éramos as únicas pessoas risonhas dali.
Até chegarmos ao terraço, vimos mais atrocidades do que veríamos em toda nossa vida se não fosse aquilo: gente matando, chingando, se vingando, tinha até uns loucos que ficaram “se agarrando” dizendo que iam passar o fim do mundo juntos. Bom eu não quero passar por fim do mundo nenhum, vou é arrumar um jeito de sair desse inferno.
No terraço vi a Katerina com um machado dando uma risada fofa pro Luke da outra sala, junto com os “tops”, que de tops não tinham nada, só tinham de trouxa. Parecia que agora ela tava se dando mundo bem com aquele bando de manés e já tinha esquecido toda aquela baderna.
–Trina!! – gritou Anneth
–Annieeeeee!!!!- A outra veio correndo e a abraçou. — Te procurei pela escola toda, se tá bem, foi mordida?
–Não se preocupe, eu estou bem. Também tava te procurando, mas parece que você se virou muito bem sem mim hein? – Na verdade era mentira, em nenhum momento procuramos pela Trina ou outras pessoas. Estávamos muito ocupados procurando a saída.
Dois zumbis vieram por trás, descobrimos que eles seguiam o som e o cheiro das pessoas, Annie deu um chute em um deles, outros 4 vieram pela esquerda e 7 pela frente, Katerina matou o que estava do meu lado e depois correu e matou o do lado da Judithe, Luke esfaqueou um, girou por baixo, acertou a cabeça de um a sua direita e o pescoço de um a sua esquerda, Matheus derrubou quatro, Melissa acertou 1 e Judithe apulhalou 2.
–Aí touperas, mandaram bem hein.
–Você não se importa em fazer piadinhas com o destino horrível de nossos colegas,não é mesmo? Eles não pediram pra ficar assim e se isso tiver cura, não se sentirá culpado por matar messoas inocentes!!!!! – Respondi isso gritando o mais alto que pude e empurrando Matheus. Tudo ficou silencioso naquele momento, como se até as árvores refletissem o que eu disse e, por uma incrível conhecidência, o céu fechou e já era noite.
–Oououuoou, calma pessoal, nenhum de nós está preparado pra isso- O intrometido daqule Luke... Ele se achava o espertão e dono da verdade escondido por baixo daquele casaco preto com capuz.
–Cala essa boca!
–IOSHIRO! – Gritou Katerina, como se estivesse falando com um cão desobediente- Não é nossa culpa essa contaminação ter ocorrido, só não queremos virar zumbis e estamos tentando descontrair para não enlouquecermos como os outros!! Agora não venha descontar o seu rancor de nerd desprezado numa hora tão inoportuna como essa!!!!!
Não acredito que ela falou isso. O sangue subiu em minhas veias, olhei pra todos eles e saí correndo pra fora, na hora em que cheguei ao portão, me deparei com algo incrível: Um Trailer enorme tubinado com rodas gigantes ( me lembravam aquelas de trator) todo grafitado. De dentro dele saiu um homem loiro de uns 38 anos, com cabelo comprido, bandana, óculos, tatuagem, seu estilo era todo de um motoqueiro, até as botas e luvas.
–Olá crianças, como vai a festa?!!- Eu pensei, ualll esse cara é muito maneiro.
–Tio Ed?? – Falou Annie, com uma cara de quem não tava entendendo nada.
– Olha só se não é minha sobrinha favorita! Seu cabelo azul ta desbotado, não acha?
–O que tá fazendo aqui?
–Vim buscar você ué? Não vai querer ir lá fora, está um caos, eu sempre quis ver uma cidade com todo mundo se comendo, mas não desse jeito, se é que me entende.
(Ele nos contou só depois que estava de passagem na cidade, pois era um nômade que morava naquele trailer e rodava o país, e descobriu que os pais da Annie viraram zumbis também e ele veio salvá-la)
–O que lá fora também?
–E você é a pequena Kath, não? Se não se lembra de mim, mas você era um bebezinho quando te conheci na casa da Anita. Sim, não é só aqui, as pessoas estão trancadas em suas casas devido ao ocorrido.
–Tio, ninguém me chama de Anita desde os 6 anos.
–Comé que vai ser? Vocês vão subirou não?
–M-mas, então por que o meu nee-chan não veio me buscar, será que alguma coisa aconteceu com ele- disse Katerina olhando para o chão. E não era só ela, todos ficaram preocupados ao pensar que nossas famílias estariam passando por essa tragédia também, mas tivemos que agir rápido por causa da horda de zumbis que nos seguia, agora não era só 14 ou 15, era o colégio inteiro.
–Podemos ir todos- perguntou Anneth.
–Você tah louca, pretende levar issa trupe toda?- Respondi indignado.
–Hora bolas!! Mas não era você que estava preocupado com a sobrevivência de seus colegas de classe?- Retrucou.
–É, mas não eles>>>>>>>
–Deixe de ser hipócrita garoto, vamos subam todos agora se quiserem viver!!- Respondeu o velho rockeiro. Depois dessa ele não é mais o motoqueiro boa pinta, mas sim o velho rockeiro tiozão.
Subimos todos e vazamos dali.
Continua
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