Notas iniciais
~Le suspense~

Alfred deu um longo suspiro, ele estava prestes á descobrir o porquê do desaparecimento de Arthur. Ele não estava com muita vontade de descobrir, pois Arthur não era lá o seu amigo e talvez, Arthur teria apenas viajado para outra cidade, ou só saiu de casa por algumas semanas e ainda não voltou. Mas, mesmo assim, a curiosidade de Alfred era grande, então ele continuou á ler.

“Diário,

Eu desisto. Eu não quero contar para ninguém que possivelmente eu esteja ficando maluco. Por que... eles vão se afastar de mim. Não importa o que eu quero dizer, eles já não ficam perto de mim, vai ser muito difícil eu contar para alguém. Talvez eu conte para o Alfred... eu acho que posso confiar nele. Mas... Eu já disse que não vou contar para ninguém. E se o Alfred rir de mim? E se ele se afastar de mim? Eu realmente desisto, eu não vou suportar se ele se afastar mais ainda de mim. E se eu realmente estiver louco? E se realmente eu não pensar por mim, quando ele reagir? Eu posso acabar fazendo um estrago na vida do América, mesmo eu não querendo!! Eu preciso por um ponto final nesta situação paranoica. E eu sei exatamente como devo fazer isso.”

Alfred, um tanto insensível, pensou: “Poxa vida, será que não tem coisa mais interessante aqui? Isso já está começando a ficar chato.”. Porém, desta vez que Alfred virou a pagina, tomou um susto tão grande, que acabou lançando o diário de Arthur no chão.

-N-Não pode ser... Qual é, é só um misero desenho do Arthur...

Alfred levantou-se da cama e foi pegar o diário de Arthur do chão. Ele olhou todas as páginas novamente, até chegar onde ele estava vendo: Era Arthur, com uma corda no pescoço, morto. Isso só podia significar uma única coisa...

-Meu deus...Arthur, o que foi que você fez??

“Diário,

Então, eu acho que é hora do adeus. Eu realmente não quero saber o que as pessoas vão pensar de mim. Com certeza eles vão se sentir culpados pela minha morte. Mas, não é bem isso que eu quero... eu só quero ser feliz. Eu só queria ser amado e respeitado, ter muitos amigos, formar uma família e ficar velho normalmente. Mas... pelo menos, eu pude ver o Alfred crescer saudável e forte e eu pude conhecê-lo. Eu amo ele. Eu sempre desejei o bem para ele. E agora, que ele já está adulto, ele já pode cuidar de si mesmo sozinho. E eu? Eu já fiz o meu trabalho. Alfred não precisa mais de mim. Talvez, quando eu me for, ele sinta muitas saudades de mim. Eu também vou sentir muitas saudades dele. Ou talvez, ele não se incomode muito com isso, porém, do mesmo jeito eu vou sentir muitas saudades. Eu espero que ele tenha tudo o que eu sempre quis na vida: ser amado e respeitado, ter muitos amigos... e que ele encontre alguém para amar. Eu quero que quando ele se tornar pai, que cuide muito bem de seus filhos e que tenha bastante paciência com eles, assim como eu tive bastante paciência com ele. Então, Adeus.”

Alfred, tremendo de medo,passou para a próxima página. No final da folha, numa letra bem caprichada estava escrito: “In the backyard.”

Notas finais
Esse capitulo foi um pouco maior do que os outros, mas é essa a minha intenção. Em breve, o próximo capitulo.