Mortal Kombat
5 Capítulo 005: O disfarce de Quan Chi.
Capítulo 005: O disfarce de Quan Chi.
Quan Chi fica olhando para o cadáver sem cabeça abaixo do chuveiro, com um sorriso malicioso em seu rosto.
Quan Chi: Hehe! É isso o que você merece, seu lixo imundo! Uma morte perfeita pra alguém como você!
Ele rapidamente desliga o chuveiro que até então molhava o corpo sem vida do guarda e logo depois, vai até o vaso sanitário.
Quan Chi: Preciso agir rápido antes que alguém chegue!
Quan Chi se abaixa e pega a cabeça do guarda de dentro do vaso e a examina por alguns segundos. Então, ele retira violentamente o capuz preto que havia sobre ela e a joga novamente no vaso, espirrando água suja para todo lado, e, em segundos depois, o prisioneiro também pega o cadáver sem cabeça e retira todas as suas vestes pretas, deixando o corpo completamente pelado e ainda jorrando bastante sangue.
Quan Chi: Perfeito...
Ele começa a caminhar lentamente para fora do pequeno cubículo, cuja portinha de madeira está escancarada, e fica olhando para os lados durante alguns poucos segundos.
Quan Chi (pensando): Maravilha! Ao que tudo indica, ninguém percebeu nada...
Ele começa a se aproximar mais um pouco da porta que dá saída do banheiro e coloca seus ouvidos colados a ela, escutando alguns passos e leves ruídos.
Quan Chi (pensando): Merda... ainda tem guardas e prisioneiros aí fora...
O prisioneiro esbranquiçado começa então a vestir todas as roupas pretas, incluindo o capuz, que fedia demais. Seus ouvidos continuam colados à porta durante alguns minutos, até que os ruídos de passos e murmúrios começam a diminuir, fazendo-o abrir um leve sorriso no rosto.
Quan Chi (pensando): Bom, bom... se bem me lembro, aquele verme falou que eu tinha apenas dez minutos para ficar fora da cela... este tempo já deve estar quase acabando.
Seus ouvidos permanecem na porta até que os barulhos do lado de fora desaparecem completamente. Neste momento, Quan Chi abre muito lentamente a porta de madeira que dá entrada ao corredor e fica olhando cuidadosamente para os lados, entretanto, não consegue ver absolutamente ninguém, ele está completamente vazio. Então, ele abre totalmente a porta de madeira e vai rapidamente até o corredor, seguindo para uma entradinha pequena que dá caminho para a escada caracol.
Quan Chi (pensando); Eu não me lembro exatamente o caminho de saída desta prisão... merda! Isso vai me atrasar com certeza!
Em grande velocidade, ele começa a correr, subindo a escadaria em caracol, iluminada apenas pelas pequenas lâmpadas presas nas paredes laterais e esmagando inúmeros ratos pelo caminho, fazendo bastante sangue espirrar. Em pouco tempo, Quan Chi se depara com o final dela, ficando parado diante de mais uma pequena entrada.
Quan Chi (pensando): Aquele outro guarda que estava protegendo a cela na minha frente deve continuar aqui... hum! Vai ter que ser ele mesmo!!
Ele entra bem devagar, regressando ao corredor onde se localiza a cela em que estava preso. Ao entrar, abaixa ainda mais o capuz preto sobre o seu rosto. Continua andando lentamente até que é visto pelo guarda que protege a cela do outro prisioneiro.
Guarda: Ei! Onde está aquele bastardo do Quan Chi?! Você é maluco?! Como é que o deixa lá sozinho!
Num movimento bem rápido, Quan Chi avança sobre o guarda que levanta rapidamente os seus braços para se defender, mas é inútil, pois ele é atingido em cheio com um forte golpe na barriga desferido pelo braço direito de Quan Chi. O guarda cospe bastante sangue pela boca, deixando seu capuz preto cair no chão e em menos de um segundo depois, recebe mais um golpe do prisioneiro disfarçado, desta vez, um forte gancho que faz o nariz do guarda sangrar bastante e várias gotas voam pelo ar. Logo em seguida, o protetor da cela cai fortemente de costas no chão e em menos de um segundo depois, Quan Chi se joga de joelhos sobre ele, imobilizando-o completamente e começa a enforcá-lo com bastante força.
Quan Chi: Me escute com atenção, imbecil!
O guarda está agonizando.
Guarda: Quan... Quan... Chi... maldito!
Quan Chi: Cale a boca! Me escuta, bastardo, eu não irei tirar a sua vida, pelo menos, não agora! Eu preciso da sua ajuda... você irá me colocar fora desta prisão!
Guarda: Eu... nunca...
Quan Chi aperta o pescoço do guarda com ainda mais força, fazendo-o cuspir mais um pouco de sangue e soltar um gemido de dor.
Quan Chi: Imbecil!! Se não me ajudar, eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para que você tenha a morte mais dolorosa possível... aqui e agora! Me entendeu, seu estrume nojento?
O guarda continua gemendo baixinho de dor.
Guarda: Mas eu... não... quero... trair... o Rei... o Rei Lúcifer!
Quan Chi: Rei Lúcifer? É com isso que você está preocupado, seu rato de esgoto? O que acha que ele fará se você morrer aqui, hein? Simplesmente cuspirá m cima de seu cadáver e falará para os protetores pessoais dele te darem de comida para os Onis que vagam aqui sem rumo pelas terras de NetherRealm! E quer saber de mais uma coisa, seu idiota... é exatamente isso o que vai acontecer se você não me ajudar a sair desta porcaria de prisão, entendeu?
Quan Chi continua a enforcá-lo fortemente até que o guarda cospe ainda mais sangue.
Guarda: Me solte! Eu... aceito...
Quan Chi franze levemente os olhos e vai afrouxando o pescoço do guarda lentamente, até soltá-lo. Rapidamente então, ele fica de pé e pisa fortemente sobre a barriga do guarda que cospe mais sangue e solta um outro gemido de dor.
Quan Chi: Agora preste muita atenção! Não ouse de jeito nenhum pensar em me trair, ouviu bem? Eu estarei sempre perto de você até que eu saia daqui e, se eu perceber que você está pensando em alguma gracinha... eu arrancarei a sua cabeça assim como eu fiz com o seu companheiro!
O guarda começa a se levantar lentamente.
Guarda (pensando): Maldito...
Fale com o autor