Moonlight

4 I learned to fly


Notas iniciais
Ooi, demorei pra atualizar, desculpem, eu estava sem computador ): Espero que gostem do capítulo, desculpem qualquer erro e boa leitura xx

Bella's POV

Hoje acordei as 7h30 com o sol batendo na minha cara. Meu despertador não tocou? Merda, vou me atras... Na verdade, vou me atrasar é uma ova. Hoje eu, Alyssa e Shawn iremos matar aula, eu já tinha esquecido. Vou ir pra escola de patins, lá é o nosso ponto de encontro. E antes do primeiro sinal iremos sair.

Tomei banho e me arrumei depois fui tomar café da manhã: cupcakes, salada de frutas e pão de queijo. Digo e repito, amo minha mãe.

Quando era 08h coloquei meus patins e fui andando com eles até a escola, cheguei lá em alguns minutos. Alyssa e Shawn estavam me esperando na frente do portão principal, sentados um do lado do outro e conversando. Deu pra ver que o Shawn estava meio que tentando segurar a mão dela. Tomara que eu não fique de vela, se eu ficar invento que estou com vontade de cagar e vou embora. Quando me aproximei deles, Alyssa falou:

– Olá Bella! Amei os patins. Não os seus, os meus.

– Há, que engraçado. Oi, Peter. — falei.

– Oi, Bell. — ele estava sorrindo como a mãe dele. Alyssa também. Esses dois são impossíveis. — Vamos fazer uma aposta? Quem chegar no parque por último vai ter que falar ou fazer algo, que vai ser o que a pessoa que chegou primeiro mandar. Topam?

– Claro. — Alyssa falou. — Bell?

– Um, dois... três! — falei e saí na frente dos dois com os meus patins. Conseguia ouvir os gritos deles de "Você trapaceou", "Vai tomar no cu, Bell!" e outras coisas. Quando já estava a uma distância segura e considerável deles, tirei meu celular do bolso e comecei a jogar Angry Birds. Já tinha passado de duas fases quando tinha uma curva e eu não vi, então meus patins bateram na calçada, eu dei uma voada básica e caí de cara no chão. Meu nariz estava sangrando e eu provavelmente estava com muitos arranhões no meu rosto. Quando Alyssa e Shawn me alcançaram começaram a rir como se eu fosse uma palhaça e eu continuei na calçada, com a cara no chão e sangrando.

– Eu tenho algo muito importante pra dizer — resmunguei.

– O quê? — disse Shawn — Peter Raul -, mas ele ainda não tinha parado de rir. Nenhum dos dois tinha, e eles continuavam no meio da rua. Tomara que sejam atropelados por um carro que esteja andando a 180 km/h.

– Eu... aprendi a voar. — falei, o que só fez eles rirem mais. Depois de alguns cinco minutos sofrendo jogada no meio da calçada com gente passando e me olhando estranho, Alyssa se aproximou de mim e me ajudou a levantar. Ela ficou segurando a minha mão por um tempo, apertando-a um pouco e senti um pouco da minha dor se esvaindo. — Eu preciso limpar os ferimentos, vamos pra sua casa?

– Vamos. Consegue patinar? — ela perguntou. Fiz que sim com a cabeça e ela chamou Shawn. Fomos todos para a casa dela e limpei todos os ferimentos, ela me ajudou a cobri-los com maquiagem e quando olhei o horário era 11h30. Fui guardar os medicamentos no lugar que estavam antes e quando cheguei no quarto a porta estava fechada. Tentei ouvir a conversa pela porta, e lembrei que o banheiro tem duas entradas: uma pelo corredor e outra pelo quarto de Alyssa. Fui até o banheiro e a porta que dava no quarto de Alyssa está entreaberta. Quando olhei pela abertura Alyssa e Shawn estavam se beijando. Ai. Meu. Deus. PUTA. QUE. PARIU. Eu quero gritar e mandar eles se comerem, mas apenas fingi que eu não tinha visto nada, voltei para a porta do quarto dela e bati na porta. Shawn abriu e sorriu para mim.

– Adorei sair com vocês. Vamos ao shopping? — ele perguntou e sorriu como a mãe dele, de novo. Alyssa também. Porra, eles deveriam se comer logo.

Alyssa — conhecida por Shawn (Peter Raul) como "Ally" — nos levou até o shopping e nós fomos almoçar no Subway. Peguei um de 30cm só pra mim e Shawn — Peter Raul — e Alyssa — Ally — dividiram um de 30cm. Quando terminei de comer mandei uma mensagem para Alyssa perguntando porque a porta estava fechada. O celular dela fez um barulhinho e ela olhou no visor. Alguns segundos depois, ela respondeu:

Bell, você não vai acreditar. Shawn disse que gosta de mim a um tempo e depois disse que tinha que fazer algo que ele quer a muito tempo, e me beijou. Aí você bateu na porta. Eu te amo, você sabe disso, né? Obg obg obg obg obg

Ally (amei o apelido)

Só falta essa otária não ter falado que gosta dele também. Alguns segundos depois, recebi outra mensagem dela:

Eu não esqueci que te contaria segredos. Não se preocupe, vou te contar alguns depois. E acredite, nessa cidade temos vários segredos.

Ally

Beatrice's POV

Acordei com o toque do meu celular, I Knew You Were Trouble, da Taylor Swift. Ainda tenho uma teoria sobre o nome dessa música, de que cada letra equivale a um namorado dela. Olhei no visor do celular e era Jake. E ainda são 16h30, e ele sabe que eu durmo de tarde. Atendi a ligação, de qualquer jeito. É meu namorado, vai que ele me troca por uma puta de esquina qualquer.

– Alô — falei, sem tentar disfarçar o fato de ter acordado alguns segundos atrás. Ele sabe que quando eu acordo minha voz é rouca.

– Desculpa ter te acordado — não falei? Ele sabe. -, mas é muito importante. Eu acho que um daqueles seus bichinhos veio na minha casa enquanto eu estava na escola, as paredes estão totalmente arranhadas

– Jake, eu não tenho bichinhos, eu tenho uma alcateia. E como você sabe que foi um dos meus? Você sabe, tem outras alcateias por aí.

– Porque tinha o símbolo daquela tríscele que vocês usam para ensinar Betas a se controlarem.

– Ah, tá. Isso explica um pouco. Vou falar com eles hoje, é noite de lua cheia, vamos nos reunir. Foi mal, Jake. Agora tenho que voltar a dormir, tchau. Até.

– Até — encerrei a ligação. Tenho até uma ideia de quem foi na casa dele.

Depois de um tempo deitada olhando pro teto, levantei da cama e fui tomar banho. Me despi e coloquei o álbum 1989 da Taylor Swift para tocar no volume máximo. Tomei banho em mais ou menos quarenta minutos e fui me vestir, depois arrumei minha cama — não suporto cama bagunçada, quem faz isso é quem dá todo dia e já deixa a cama bagunçada pro próximo cara. Não quero tomar café então só peguei um cappuccino e fui até meu carro. Dirigi até o parque e estacionei meu carro perto de outros carros de pessoas que estavam fazendo exercício. Que ironia, ir de carro até o parque para fazer exercício, seria mais lógico ir caminhando. Em alguns minutos atravessei a floresta em miniatura que tinha no parque, até chegar na casa abandonada que antigamente deveria ser uma mansão. Hayes e Nash eram os únicos lá. Mandei eles avisarem aos outros que não deveriam esquecer de vir até a casa, que quero Betas, Ômegas e Alfas lá. Eles assentiram e depois disso voltei até meu carro e fui até o Pazzo Gelato pela segunda vez hoje, eu simplesmente amo o sorvete de lá.

Pedi um sorvete de morango e me sentei numa mesa vazia, peguei meu celular e mandei uma mensagem pra Bell:

A senhorita poderia explicar a sua Alteza o motivo de você ter faltado? Aposto que matou aula. E já quero falar pra você que hoje a noite não vai dar para sairmos juntas, foi mal

XX Bea

A resposta veio um tempo depois:

Sim, eu cabulei mas não me mate, eu estou ajudando uma amiga com uma coisa, depois te explico em detalhes. Até amanhã, então?

xx, Bell

Não respondi a mensagem, terminei o sorvete e voltei para casa. O que eu iria fazer? Nada mais nada menos do que dormir. Mas antes fui pesquisar o horário que o sol iria se por: 16:46e já são 16h30. Não posso mais dormir de tarde hoje? Que desaforo. Vou arrancar o pau de alguém fora se eles ficarem de putaria.

Em dez minutos cheguei na casa abandonada, pela segunda vez no dia. Toda a minha alcateia já estava lá. Thomas, Noah, Alyssa, Mackenzie, Aaron e Mason, meu mais novo beta, e o que daria mais trabalho. Hayes, Nash e Alyssa já sabem se controlar, então vão me ajudar.

– Thomas, Alyssa e Noah, levem todos para o porão e preparem as correntes. Rápido. Temos mais ou menos cinco minutos, o sol já está se pondo. — todos entraram na casa e foram em direção ao porão. Como de costume, esperei o sol se pôr totalmente até ir lá. Não é uma questão de segurança, afinal eu sou a Alfa deles, e mesmo controlada posso vencer todos sozinha. Mas não sou o tipo de Alfa que tem sede de poder. Só quero proteger meus lobinhos.

Quando cheguei no porão Mackenzie, Aaron e Mason estavam presos às correntes. Mackenzie e Aaron estavam conseguindo se controlar, repetindo o que lobisomens podem ser: Betas, Ômegas e Alfas. Betas podem se tornar Alfas, Ômegas podem se tornar Betas, Alfas podem se tornar Ômegas e outras coisas podem acontecer. "Beta, Ômega e Alfa" é o que eles repetem para si mesmos. Eu sinceramente acho que em breve Mackenzie poderá ser livrada das correntes. Mason, por outro lado, tenta matar Thomas, que é quem está o segurando. Ele se tornou um Alfa genuíno, o que foi muito bom para a alcateia e mantém outras alcateias longe de nós. Noah poderia ser um Alfa genuíno se não fosse pela primeira lua cheia dele: ele matou três inocentes e outro Beta, mas ele não era da minha alcateia. Alyssa foi minha primeira beta, e a que me deu mais trabalho. Ela quase morreu com a mordida, coitada. Ela teve o mesmo caso de Thomas, mas consegui evitar que ela matasse mais de uma pessoa.

– Tris — Thomas me chamou. Ele é o único que me chama assim, e eu tenho vontade de vender os órgãos internos dele quando ele me chama assim -, ele quebrou a corrente! Faz alguma coisa, caralho!

– Thomas, estresse gera estresse. Se acalme e relembre a ele sobre a tríscele. Se não der certo depois de alguns minutos e ele continuar desse jeito, use o outro. Você é um Alfa, é mais forte do que ele. Você pode controlá-lo. — falei, com mais calma do que deveria. Geralmente sou bem indiferente em relação a ajudar no controle de novos Betas, tenho outros Betas, Ômegas e até um Alfa que podem me ajudar.

– Tudo bem. Mason, está vendo aquele símbolo na parede? — ele apontou para a parede que tinha um desenho da tríscele — É uma tríscele. Cada um daqueles traços representa o que um lobisomen pode ser: Alfa, Beta e Ômega, e o que ele pode se tornar, progredindo ou regredindo. Repita comigo: Alfa, Beta e Ômega. Repita.

– Alfa, Beta e...

– Mais devagar.

– Alfa... Beta... E Ômega. Alfa, Beta e Ômega. Alfa, Beta e Ômega — a cada palavra ele respirava fundo, e ele parecia ficar mais calmo. — Alfa, Beta e Ômega. — qualquer aspecto que indicasse que ele é um lobisomem, sumiu. Os pelos dele se foram, as presas e as garras também.

– Se sente melhor, Mason? — perguntei. Ele respondeu que sim. — Não se esqueça, você tem que se agarrar a alguém ou a alguma coisa. Pense que se você se descontrolar, pode matar algo que importe a você. Se agarre a essa coisa. E se não tiver nada, use a sua raiva como estímulo. Você é mais forte que a lua cheia, isso eu te garanto. Todos somos. — Mackenzie, Aaron e Mason pareciam calmos. — Alyssa, Noah e Thomas, venham aqui. — eles vieram. Comecei a falar mais baixo, num tom que os outros não precisassem ouvir. — Vamos fazer um rodízio. Não de pizza, de turnos. Primeiro eu vou ficar acordada e prestando atenção neles. Depois, Thomas, depois Alyssa e depois Noah. Vamos nos revezar até o amanhecer. Em casos extremos, principalmente em relação a Masons, acorde aos que estiverem dormindo.

– Muito bom o jeito como você mantem a ordem, Beatrice. — Ah não, não pode ser. Tem que ser outra pessoa. — Mas será que é boa numa luta, também? — me virei e peguei a flecha que ele havia atirado em mim.

– Eu poderia estraçalhar você, acredite. Afinal, onde estão seus caçadores de moscas? — perguntei. Ouvi um grito e quando me virei Mackenzie havia levado uma facada. No ombro, graças a Deus.

– Estão bem aqui.

– Não se preocupe, Mackenzie. Você vai se curar. — falei para ela. Me virei para Josh e mostrei minhas presas e garras — Hoje é o dia da sua morte. — dei um rugido e fui em direção a ele. Chutei o estômago dele, fazendo-o derrubar o arco e as flechas. Segurei os braços dele atrás das costas e perguntei: — Se um caçador é mordido, o que ele faz, Josh?

– Ele se mata.

– Prefere fazer isso por si mesmo ou quer que eu mesma faça isso? — falei, já aproximando minhas garras perto do pescoço dele. — Diga suas últimas palavras.

– Beatrice, pare. Agora. — olhei na direção da voz e lá estava ela. Eu não mereço isso, cara. Primeiro esse projeto de satanás e depois a Bell. Como ela veio até aqui? — Ele é meu padrasto, o que ele fez pra você?

– Tentou me matar. Está bom pra você?

– Por que ele faria isso? E o que é isso na sua cara? Credo, você não faz as unhas e nem se depila?

– Porque? Ele não te contou? — dei uma risada forçada — Na minha cara tem só a minha beleza. Claro que faço, mas quando estou na forma lobinha Alfa todos os pelos que eu já tive na minha vagina brotam na minha cara. E, afinal, ele não é seu pai. É seu padrasto. Por mais que ele seja legal, você não ama ele como ama seu pai.

– Mas ele é a única pessoa que eu tenho, fora minha mãe e minha irmã. Por favor, Beatrice. Você parece uma assassina.

– Assassina? — eu comecei a gritar agora. Já chega dessa patifaria. — Bella, vai à merda! O seu padrasto querido e amado mata pessoas que muitas vezes nem são o que ele acha que são. Ele contrata gente pra fazer isso. Ele mata pessoas que não querem ser assim, ninguém tem culpa de ser assim, Bella! Se eu sou a assassina aqui, deveríamos fazer um histórico de assassinatos cometidos por mim e pelos cometidos pelo seu padrasto. Ele já matou três dos meus, em um ano. E isso é muito, você não pode sair fazendo pessoas virarem lobisomens como o Mr. Catra faz filhos. Já matou muitos de outras alcateias, ele e os empregados dele já mataram uma alcateia inteira, você sabe o que é isso? Uma inteira, não restou ninguém. Já é foda pra caralho ter que viver sabendo que você pode ter um ataque de raiva e sair estraçalhando a cara de todo mudo pra comer os órgãos dela ou que pode aparecer algum abençoado ser de Deus que foi mordido e virou um Kanima ou algo pior, você sabe como é conviver com um Kanima? Cara, é muito bosta. Não recomendo. Mas aí você aparece aqui toda bonitinha falando "Bea, não mate meu padrasto!" mas não sabe nem no que ele trabalha. Aliás, o que ele te fala? Que vinha até Los Angeles por causa do trabalho dele? Você tem uma porra de uma ideia sobre o salário desse infeliz? Ele pode chegar a ganhar milhões por ano, sabia? Só matando o meu povo. Isso não é certo, e você fica defendendo ele? E se você for um projeto dele, já pode ir avisando que eu mato você também. Adoro você, mas quando uma ameaça é detectada ela deve ser eliminada o mais rápido possível. E aí, você está do lado de quem? De quem mata só por ser otário ou de alguém que mata por legítima defesa? E só quero deixar claro, em toda a minha vida só matei uma pessoa. Se duvidar, seu querido e amado padrasto aqui, já matou mais de cem.

– Mate ele e eu mato você.

Notas finais
Espero que tenham gostado, se gostarem comentem, mostrem pros amigos e tal, é muito importante pra mim Até o próximo cap xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.