Monster

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Boa tarde/noite gente :D Então, obrigada a todos que comentara, favoritaram, acompanham, recomendaram e etc. Queria comentar um pouco sobre o Justin, então, acho errado o que o Jeremy fez, e o que Justin também fez, em minha opnião Pattie não tem culpa de nada sobre isso, e sim Jeremy que deveria assumir o lugar de pai ao invés de fechar a rua para a racha. Fiquei com muita pena do Jubs, enfim, ele foi solto e acho que está numa clínica, espero que ele melhore :D Boa Leitura.

– Para Austin – Ela disse entre o beijo me empurrando de leve pelo ombro. – Você... Você bebeu... Sinto o cheiro. – Ela disse e parei de beijá-la.

– Posso ter bebido, mais não estou mais sobre o efeito da bebida. – Disse e a segurei pela cintura.

– Para disso, eu... Eu... Não – Ela disse se afastando de mim e andando pra perto da sacada, se sentando encostada na porta de vidro. – Você não gosta de mim.

– Tem razão, não gosto. E posso até estar ainda sobre o efeito das bebidas mais...

– Mais você quer me usar pra esquecer-se do que aconteceu com a Trish e o Dez, sim, claro.

– Para de me interromper!

– Não sou um brinquedo Austin. Eu me valorizo diferente das suas ficantes.

Uma onda de ódio começou a subir por mim, meu sangue começou a ferver como nunca, queria socar a parede ou alguém queria poder voltar no tempo. Não queria ter matado Lilían.

–Ally eu... Preciso lhe falar uma coisa.

– O quê? – Ela perguntou sem vontade.

– Eu... Eumateisuamãe. – Falei sem respirar e sem dar pausa. Nessa hora comecei a respirar mais rápido, me arrepiei e engoli em seco.

– Você o quê? – Ela perguntou se levantando e vindo mais perto de mim. – Não entendi.

– Eu... Eu matei sua mãe. – Disse enquanto ela segurava minha mão, que agora suava e tremia, quando ela entendeu, soltou minha mão.

– Não... Austin... COMO VOCÊ PODE?! VOCÊ ERA SOBRINHO DELA! MEU... PRIMO! – Ela disse “meu primo” com um certo tom de nojo na voz.

– Eu não queria Ally, me desculpa. – Disse me sentando na cama, olhando sempre para o chão.

– NÃO ACREDITO! AGORA TUDO TEM SENTIDO! COMO PUDE ACREDITAR EM VOCÊ?! Meu... Meu Deus. Ele... Ele... Matou minha mãe! – Ela disse e começou a chorar. – VOCÊ MATOU MINHA MÃE! – E senti suas mãos nas minhas bochechas, levantando minha cabeça e me fazendo olhar para ela, o que eu menos queria. – Olha... Nos meus olhos. E me diz por que você matou minha MÃE! – Ela cuspiu as últimas palavras em mim, engoli em seco, ela chorava na minha frente. A última coisa que quero e ver uma garota chorando por minha causa, inferno.

– Meu tio. – Foram as únicas palavras que consegui falar antes abaixar a cabeça de novo e enxugar meu olho na blusa, ele havia se enchido d’água.

– ELE? Ele não faria isso Austin. – E ela se sentou no chão, na minha frente olhando para mim.

– Ele mandou matar sua mãe. – Ally se assustou e logo em seguida balançou a cabeça negativamente.

– Ele não faria isso Austin!

– Ele não faria o que? – Meu tio perguntou entrando no quarto sorridente.

– Você o mandou matar minha mãe? – Ally perguntou se levantando.

– O quê? Ele matou sua mãe? Meu Deus. Eu? Mandei matar Lilían? Nunca! Ela era minha prima.

– MENTIROSO! – Berrei me levantando, senti um dos meus pontos abrir. – VOCÊ ME MANDOU MATAR LILÍAN PORQUE ELA ESTAVA DESCOBRINDO AS DROGAS QUE VOCÊ VENDIA!

– VOCÊ VENDIA DROGAS? – Ally gritou pro meu tio, tio dela também.

– ERA POR UMA BOA CAUSA! – Ele disse. – EU E JAMES ESTÁVAMOS FALIDOS E TÍNHAMOS QUE SUSTENTAR HELENA, AUSTIN E ANNE, O QUE VOCÊ QUERIA? SUA MÃE ESTAVA DESCOBRINDO!

– CONTASSE A VERDADE! ELA ERA SUA PRIMA!

– ELA NÃO ENTENDERIA! ELA NUNCA SUPORTOU QUEM USAVA DROGAS OU BEBIDAS!

– E VOCÊ AUSTIN? COMO PODE MATAR ELA?! ERA SUA TIA! SUA TIA DE TERCEIRO GRAU MAIS ERA!

– Eu já disse, ele quem mandou eu matar ela.

– E PORQUE VOCÊ FEZ? – Ela berrou e voltou a chorar.

– Ele me... – E olhei pro meu tio que piscou pra mim e saiu do quarto. – Me ameaçou.

– Com o que? – Ela perguntou, estava impaciente.

– Não... Não posso dizer. – Eu realmente não podia dizer, era um segredo, um segredo só meu.

– Mentiroso. – Ela disse e foi andando até a porta enxugando o rosto com a costa da mão. – Vou à delegacia. – Ela disse e saiu do quarto.

Pov. Ally

Saí do quarto do Austin enxugando meu rosto, quando cheguei no píer minutos depois, Anne me parou.

– Onde você pensa que vai? – Ela disse segurando meu pulso. – Eu ouvi tudo. Desculpe pelo meu pai, eu... Eu não sabia.

– Tudo bem. – Disse e sorri de canto para ela.

– Mais essa não é a questão, a questão é que Austin quando lhe contou a verdade arriscou a carreira dele por você.

– Mais olhe o que ele fez! Ele matou minha mãe. — Disse e nos sentamos em uma das espreguiçadeiras, já estávamos longe de casa.

– Eu sei, e isso não foi certo. Mais olhe, aposto que ele não queria fazer isso, tem algo por trás para ele ter feito.

– Não sei realmente se tem. – Disse pensativa.

– Deve ter, mais se quiser ir à delegacia, vá. Mais pense primeiro. – Anne disse e sorriu, sorri de volta.

– Achava que me odiava.

– Bom, antes, sim. Agora... Não mais. – Ela disse e nos abraçamos.

– Viemos atrás de Austin Moon. – Um cara acompanhado de mais dois, maiores do que ele, chegaram próxima de nós e perguntaram, olhei para o distintivo em seu peito, engoli em seco, eram da polícia.

– O que aconteceu? – Perguntei e eu e Anne nos pusemos de pé.

– Recebemos uma ligação dizendo que ele matou Lilían Dawnson, você é filha dela?

– Não. – Respondi rapidamente.

– Bom, temos que levá-lo para delegacia.

– Mais já faz anos isso. – Anne disse tentando impedir um dos policias de passarem.

– Sim, mais ficamos sabendo que subornaram Josh, o antigo delegado da delegacia.

– Antigo, por que antigo? – Perguntei, minha respiração acelerava.

– Ele morreu. Agora nos dê licença. – O policial disse e entrou em casa.

Ia acompanhar os policiais mais eles nos ordenaram esperar na sala, entramos e nos sentamos no sofá, minutos depois ouvimos eles descendo as escadas, quando apareceram Austin chorava com a cabeça abaixada, ele não estava resistindo, suas mãos estavam presas à algema, comecei a chorar, eu queria pular no policial mais Anne me segurava, quando chegamos no píer James, Helena e Marta vinham saindo de dentro de outro barco no qual Jim dirigia, Helena e Marta ficaram paradas e estado de choque.

– O que houve por aqui? Esse é meu filho! – Disse James.

– Ele foi acusado de matar Lílian. – O que segurava ele falou.

James ficou aterrorizado e então perguntou:

– Como...?

– Uma garota, Lorraine se não me engano, ligou para a polícia.

– LORRAINE! EU DEVERIA SABER! ELA VOLTOU MAIS CEDO JUNTO COM O OSWALD! – Gritei e fui para a cozinha correndo e bufando de raiva, junto com Anne.

– PORQUE VOCÊ LIGOU PARA A POLÍCIA?! – Berrei quando a vi na cozinha. Ela logo tirou uma faca de dentro de uma das gavetas do armário.

– ELE MERECEU PELO QUE ELE FEZ! – Ela gritou enquanto mirava a faca para mim e para Anne.

– Não toquem nela! – Disse Marta se atirando na frente da filha, encarei Lorraine por um tempo e depois saí da cozinha pisando fundo, acompanhada de Anne.

Quando cheguei na praia James conversava com Austin, me aproximei deles e James me deixou falar com ele.

– Austin... Desculpe-me. – Disse e voltei a chorar. – Eu não queria que isso acontecesse.

– Não me toca. – Ele rosnou para mim quando ia tocar em sua bochecha. – Não mereço seu amor.

– Eu te amo. – Foi a última coisa que consegui dizer antes que o colocassem no barco e o levassem.

Notas finais
Gostaram? I hope yes :3 Me sigam no twitter: @fcksradcliffe_ Beijos até o próximo.