Monster

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oooi, voltei bem cedo :D Só fiz umas "arrumações" no capítulo e resolvi postá-lo logo. Mais não se acostumem! Não vai ter capítulo novo todo dia. Boa leitura. x

– SOME DA MINHA CASA DEZ! SOME. – Gritei, ele me olhou e balançou a cabeça negativamente e saiu andando em direção ao píer, apenas ouvi o barulho do barco se afastando, a escuridão do mar não me deixava ver muita coisa embora tivesse postes de iluminação na minha praia.

O celular de Cat tocou. O arranquei de sua mão e vi escrito “amor”, encarei-a e arremessei seu celular no mar.

– SOME VOCÊ DAQUI TAMBÉM! NÃO SEI COMO PUDE AMAR VOCÊ. APROVEITADORA. – Disse e dei um tapa em sua cara, ela cambaleou mais se manteve de pé, meu pai me segurou e ela disse:

– Você é um completo de um idiota. – Ela disse e comecei a me debater no meu pai, ela correu pro píer, minha tia, Trish, Ally e Anne estava perplexos, e Jim a levou embora.

Soltei-me de meu pai e fui andando em direção a casa mais pela outra ponta da praia, no caminho taquei a caixinha com o anel que estava em meu bolso, no mar. Quando avistei a luz da janela do quarto de Ally sabia que a outra ponta da casa estava perto, andei mais um pouco e me sentei numa das espreguiçadeiras que começara a aparecer junto com outras mais distantes.

Acordei com a luz do sol penetrando as pálpebras de meus olhos. Olhei no meu iPhone tela rachada e marcavam exatamente seis e meia da manhã, me espreguicei e só depois percebi que tinha dormido na espreguiçadeira, aos poucos os acontecimentos da noite anterior voltaram à minha cabeça, meu sangue começou a ferver e ouvi passos afundarem e emergirem da areia, a silhueta de uma pessoa apareceu, esfreguei meus olhos que estavam um pouco embaçados e pude ver que era Ally.

– Bom-dia. – Disse e ela se sentou na beirada da espreguiçadeira analisando minhas pernas e braços, havia duzentos pontinhos vermelhos.

– Não faça mais isso. – Ela disse e senti um tremendo formigamento em meus braços e pernas, onde os mosquitos haviam mordido. Ela me entregou uma garrafa de álcool e voltou andando para casa.

– Ally. – A chamei e ela virou, me olhando. – Desculpe pela grosseria ontem, mais queria que você esquecesse. – Disse piscando, minha visão havia tornado a embaçar.

– Sim, bom, tenho namorado agora, não pegaria bem fazer essas coisas – Namorado? O quê? Ally namorava? Não, ela só podia estar brincando. – Bom-dia. – Ela disse e voltou sua caminhada para casa.

Ela não estava brincando. Ela namorava. Esfreguei meus olhos com as mãos de novo, observei o mar por uns minutos e fui andando para casa, entrei pelo depósito, passei pela dispensa, depois pela cozinha, sala de jantar, sala de visitas, subi as escadas observando o mar pela parede de vidro, cheguei na sala de estar, virei no hall e fui para meu quarto.

Cheguei ao meu quarto à procura do carregador do meu celular, coloquei-o para carregar quando achei e enquanto ligava o aparelho notei na bolsa de roupas da Caitlin. Por um instante pensei e ver o que tinha lá dentro, mais logo a ideia sumiu de minha mente, larguei meu iPhone na cama e peguei a bolsa, fui para a sala da entrada principal da casa e dei de cara com Trish.

– O que faço com isso? – Perguntei, ela apenas tinha me olhado e ia passando por mim.

– Não sei, faz uma fogueira joga lá as roupas e faz macumba pra ela e o Dez morrer já que é isso que você quer. – Ela disse e me deu as costas para voltar a andar mais a segurei pelo antebraço.

– Trish eu... Eu... Ah, eu não queria aquilo, mais antes de eu saber a verdade ela já tinha ido embora e...

– E que você é um baita de um covarde Austin! Quer saber, se vire. – Ela disse e subiu as escadas, ia atrás dela mais fui para a beira do mar e taquei a bolsa de roupas da Caitlin no mar.

Fiquei andando pela praia por uns minutos, mais acabaram se revertendo para horas quando percebi que o céu escurecia. Voltei para dentro de casa e fui para meu quarto, quando passei pela cozinha todos jantavam, ignorei-os e fui para meu quarto, chegando lá peguei meu celular e escutei os berros vindos da praia, perto do píer.

– TRISH NÃO! VOCÊ NÃO PODE IR EMBORA! – Era Ally, corri para a cozinha e não havia mais ninguém ali, desci as escadas e Ally tentava impedir Trish de ir embora, passei pela sala de estar e fui andando até a confusão.

– O que você pensa que está fazendo Trish? – Perguntei tentando manter a calma.

– AUSTIN! Não deixa ela ir embora, por favor! – Ally disse enquanto olhava para mim. – Faça algo!

– ELE NÃO VAI ME IMPEDIR! ELE VAI SE VIRAR SEM MIM! JÁ FOI O DEZ, A QUALQUER MOMENTO PODE SER EU E ALLY, CHEGA. – Trish berrou e percebi que só havia-nos mais o Jim, no barco, na praia. Meus parentes não estavam lá.

– Se é assim que você quer, pode ir embora. – Disse calmamente.

– Ótimo. – Trish disse e entrou no barco com suas coisas, Jim deu a partida no barco e dei as costas para Ally rumando em direção à porta da entrada de casa.

– AUSTIN! NÃO ACREDITO QUE VOCÊ A DEIXOU IR EMBORA! PELO AMOR DE DEUS GAROTO! VOCÊ É IDIOTA?! – Ally gritou vindo atrás de mim.

– A DECISÃO É MINHA E NÃO SUA! EU SEI ME VIRAR SOZINHO. – Enquanto gritava com ela a segurava pelos braços e a balançava. – AGORA CALA A BOCA E VAI COM SEU NAMORADINHO DA PORRA. – E a larguei.

– EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ JOGAR SUA CARREIRA NO LIXO AUSTIN, EU VOU...

– CALA A BOCA! CALA ESSA BOCA! EU NÃO QUERO SABER, A CARREIRA É MINHA. E DELA EU FAÇO A PORRA QUE QUISER.

– VOCÊ VAI DESTRUIR ALGO QUE SEMPRE SONHOU!

– EU NÃO QUERIA ISSO, NÃO QUERIA ESSA PRISÃO, EU APENAS QUERIA SER FAMOSO E NÃO ESSA PORRA. MAIS QUE MERDA.

– Austin... – Ela disse e me segurou pelo cotovelo, não sei o que deu em mim mais antes que pudesse acertá-la meu pai me segurou e prendeu meus braços nas minhas costas.

– ME SOLTA! ME SOLTA! – Gritei e me debati contra ele. Quando ele me soltou disse:

– OLHA AQUI GAROTO, OU VOCÊ VAI PASSAR A ME OBEDECER OU VOU TER QUE FAZER AQUILO DE NOVO?! – Ele berrou apontando o dedo pra mim e o soquei. Ele cambaleou e quando se recuperou me deu dois socos acertados em cheio no meu rosto e me ameaçou com uma cara que apenas eu conhecia. Nisso minha tia berrava e meu tio tentava segurar meu pai para ele não voar em mim de novo e Anne não estava ali, Lorraine havia levado Ally para a cozinha junto com Marta, fui para meu quarto pulando moveis e degraus.

Entrei no quarto e bati a porta com força o que fez um baita de estrondo. Chutei meu criado-mudo e tudo que vi pela frente, acabei tropeçando no fio do carregador do meu iPhone e o mesmo caiu no chão, me irritei mais do que já tava.

– Essa porra nunca mais vai me atrapalhar! – Disse e fui até minha sacada e de lá arremessei meu iPhone no mar, acho que ele virou meu novo cesto de lixo, só pode.

– SABE O QUE VOCÊ É? VOCÊ É UM COMPLETO DE UM IMBECIL! DOENTE MENTAL! TEM QUE IR PARA UMA CLÍNICA SE TRATAR! SEU IDIOTA! – Ally disse entrando no meu quarto e me batendo com uma almofada da minha cama. – SEU IDIOTA! BESTA! BOBO! –

– Isso são xingamentos? – Perguntei e ela parou de me bater e de falar, sua respiração acelerou. – Me poupe, se eu fosse você me sentiria envergonhada. — Ela olhou para o chão, engoliu em seco e me olhou de novo, olhei para a porta e meu pai estava parado encostado no batente da porta, de braços cruzados me olhando esperando que fizesse algo com a Ally.

– Pode me dar licença? – Pedi entre dentes e ela acenou e saiu do meu quarto, assim que ela saiu meu pai sorriu e saiu também. Assim que eles saíram tranquei minha porta e me joguei na cama, fiquei encarando o teto por um tempo. Levantei-me da cama e fui para a cozinha beber água, Ally estava lá.

– Austin eu quero que você me diga melhor como... Como minha mãe morreu, você sabe, tava limpando o sótão e achei meu antigo diário e tinha uma anotação sua de quando você era mais novo e você dizia que estava preocupado com a morte dela.

O copo deslizou de minha mãe e foi para o chão. Meu sangue ficou frio e meu cérebro voltou a quatro anos atrás, quando eu tinha quinze anos e meu tio me mandou fazer algo que... Mandou-me matar a mãe da Ally. Se eu fiz? Fiz. Mais ela nunca soube, teve uma época que ela estava “investigando” já que pagamos a polícia para dizer que foi suicídio, mais ela conhecia sua mãe perfeitamente e agora tinha a anotação que fiz num caderno, mais era o diário dela, e como tinha achado ele no sótão, achava que ela nem ia atrás.

– O que houve? – Ela perguntou.

– Ah, nada, nada, o copo escorregou, minha mão está suada. – Ela disse e Marta apareceu para limpar os cacos de vidro do copo, ela me olhou desconfiada. Ela não sabia que eu tinha matado Lilían, mãe da Ally, mais no dia em que tudo aconteceu, ela me viu chegando em casa com minha blusa com um pouco de sangue e eu estava aterrorizado.

Notas finais
E então? Gostaram? Espero que sim! Obrigada a todos que leram, comentem, favoritaram, e tudo mais. Para os leitores fantasmas: não é necessário :D Bjos! Até o próximo.