Monster
4 Capítulo 4
Notas iniciais
– Para Austin – Ela disse entre o beijo me empurrando de leve pelo ombro. – Você... Você bebeu... Sinto o cheiro. – Ela disse e parei de beijá-la.
– Posso ter bebido, mais não estou mais sobre o efeito da bebida. – Disse e a segurei pela cintura.
– Para disso, eu... Eu... Não – Ela disse se afastando de mim e andando pra perto da sacada, se sentando encostada na porta de vidro. – Você não gosta de mim.
– Tem razão, não gosto. E posso até estar ainda sobre o efeito das bebidas mais...
– Mais você quer me usar pra esquecer-se do que aconteceu com a Trish e o Dez, sim, claro.
– Para de me interromper!
– Não sou um brinquedo Austin. Eu me valorizo diferente das suas ficantes.
Uma onda de ódio começou a subir por mim, meu sangue começou a ferver como nunca, queria socar a parede ou alguém queria poder voltar no tempo. Não queria ter matado Lilían.
–Ally eu... Preciso lhe falar uma coisa.
– O quê? – Ela perguntou sem vontade.
– Eu... Eumateisuamãe. – Falei sem respirar e sem dar pausa. Nessa hora comecei a respirar mais rápido, me arrepiei e engoli em seco.
– Você o quê? – Ela perguntou se levantando e vindo mais perto de mim. – Não entendi.
– Eu... Eu matei sua mãe. – Disse enquanto ela segurava minha mão, que agora suava e tremia, quando ela entendeu, soltou minha mão.
– Não... Austin... COMO VOCÊ PODE?! VOCÊ ERA SOBRINHO DELA! MEU... PRIMO! – Ela disse “meu primo” com um certo tom de nojo na voz.
– Eu não queria Ally, me desculpa. – Disse me sentando na cama, olhando sempre para o chão.
– NÃO ACREDITO! AGORA TUDO TEM SENTIDO! COMO PUDE ACREDITAR EM VOCÊ?! Meu... Meu Deus. Ele... Ele... Matou minha mãe! – Ela disse e começou a chorar. – VOCÊ MATOU MINHA MÃE! – E senti suas mãos nas minhas bochechas, levantando minha cabeça e me fazendo olhar para ela, o que eu menos queria. – Olha... Nos meus olhos. E me diz por que você matou minha MÃE! – Ela cuspiu as últimas palavras em mim, engoli em seco, ela chorava na minha frente. A última coisa que quero e ver uma garota chorando por minha causa, inferno.
– Meu tio. – Foram as únicas palavras que consegui falar antes abaixar a cabeça de novo e enxugar meu olho na blusa, ele havia se enchido d’água.
– ELE? Ele não faria isso Austin. – E ela se sentou no chão, na minha frente olhando para mim.
– Ele mandou matar sua mãe. – Ally se assustou e logo em seguida balançou a cabeça negativamente.
– Ele não faria isso Austin!
– Ele não faria o que? – Meu tio perguntou entrando no quarto sorridente.
– Você o mandou matar minha mãe? – Ally perguntou se levantando.
– O quê? Ele matou sua mãe? Meu Deus. Eu? Mandei matar Lilían? Nunca! Ela era minha prima.
– MENTIROSO! – Berrei me levantando, senti um dos meus pontos abrir. – VOCÊ ME MANDOU MATAR LILÍAN PORQUE ELA ESTAVA DESCOBRINDO AS DROGAS QUE VOCÊ VENDIA!
– VOCÊ VENDIA DROGAS? – Ally gritou pro meu tio, tio dela também.
– ERA POR UMA BOA CAUSA! – Ele disse. – EU E JAMES ESTÁVAMOS FALIDOS E TÍNHAMOS QUE SUSTENTAR HELENA, AUSTIN E ANNE, O QUE VOCÊ QUERIA? SUA MÃE ESTAVA DESCOBRINDO!
– CONTASSE A VERDADE! ELA ERA SUA PRIMA!
– ELA NÃO ENTENDERIA! ELA NUNCA SUPORTOU QUEM USAVA DROGAS OU BEBIDAS!
– E VOCÊ AUSTIN? COMO PODE MATAR ELA?! ERA SUA TIA! SUA TIA DE TERCEIRO GRAU MAIS ERA!
– Eu já disse, ele quem mandou eu matar ela.
– E PORQUE VOCÊ FEZ? – Ela berrou e voltou a chorar.
– Ele me... – E olhei pro meu tio que piscou pra mim e saiu do quarto. – Me ameaçou.
– Com o que? – Ela perguntou, estava impaciente.
– Não... Não posso dizer. – Eu realmente não podia dizer, era um segredo, um segredo só meu.
– Mentiroso. – Ela disse e foi andando até a porta enxugando o rosto com a costa da mão. – Vou à delegacia. – Ela disse e saiu do quarto.
Pov. Ally
Saí do quarto do Austin enxugando meu rosto, quando cheguei no píer minutos depois, Anne me parou.
– Onde você pensa que vai? – Ela disse segurando meu pulso. – Eu ouvi tudo. Desculpe pelo meu pai, eu... Eu não sabia.
– Tudo bem. – Disse e sorri de canto para ela.
– Mais essa não é a questão, a questão é que Austin quando lhe contou a verdade arriscou a carreira dele por você.
– Mais olhe o que ele fez! Ele matou minha mãe. — Disse e nos sentamos em uma das espreguiçadeiras, já estávamos longe de casa.
– Eu sei, e isso não foi certo. Mais olhe, aposto que ele não queria fazer isso, tem algo por trás para ele ter feito.
– Não sei realmente se tem. – Disse pensativa.
– Deve ter, mais se quiser ir à delegacia, vá. Mais pense primeiro. – Anne disse e sorriu, sorri de volta.
– Achava que me odiava.
– Bom, antes, sim. Agora... Não mais. – Ela disse e nos abraçamos.
– Viemos atrás de Austin Moon. – Um cara acompanhado de mais dois, maiores do que ele, chegaram próxima de nós e perguntaram, olhei para o distintivo em seu peito, engoli em seco, eram da polícia.
– O que aconteceu? – Perguntei e eu e Anne nos pusemos de pé.
– Recebemos uma ligação dizendo que ele matou Lilían Dawnson, você é filha dela?
– Não. – Respondi rapidamente.
– Bom, temos que levá-lo para delegacia.
– Mais já faz anos isso. – Anne disse tentando impedir um dos policias de passarem.
– Sim, mais ficamos sabendo que subornaram Josh, o antigo delegado da delegacia.
– Antigo, por que antigo? – Perguntei, minha respiração acelerava.
– Ele morreu. Agora nos dê licença. – O policial disse e entrou em casa.
Ia acompanhar os policiais mais eles nos ordenaram esperar na sala, entramos e nos sentamos no sofá, minutos depois ouvimos eles descendo as escadas, quando apareceram Austin chorava com a cabeça abaixada, ele não estava resistindo, suas mãos estavam presas à algema, comecei a chorar, eu queria pular no policial mais Anne me segurava, quando chegamos no píer James, Helena e Marta vinham saindo de dentro de outro barco no qual Jim dirigia, Helena e Marta ficaram paradas e estado de choque.
– O que houve por aqui? Esse é meu filho! – Disse James.
– Ele foi acusado de matar Lílian. – O que segurava ele falou.
James ficou aterrorizado e então perguntou:
– Como...?
– Uma garota, Lorraine se não me engano, ligou para a polícia.
– LORRAINE! EU DEVERIA SABER! ELA VOLTOU MAIS CEDO JUNTO COM O OSWALD! – Gritei e fui para a cozinha correndo e bufando de raiva, junto com Anne.
– PORQUE VOCÊ LIGOU PARA A POLÍCIA?! – Berrei quando a vi na cozinha. Ela logo tirou uma faca de dentro de uma das gavetas do armário.
– ELE MERECEU PELO QUE ELE FEZ! – Ela gritou enquanto mirava a faca para mim e para Anne.
– Não toquem nela! – Disse Marta se atirando na frente da filha, encarei Lorraine por um tempo e depois saí da cozinha pisando fundo, acompanhada de Anne.
Quando cheguei na praia James conversava com Austin, me aproximei deles e James me deixou falar com ele.
– Austin... Desculpe-me. – Disse e voltei a chorar. – Eu não queria que isso acontecesse.
– Não me toca. – Ele rosnou para mim quando ia tocar em sua bochecha. – Não mereço seu amor.
– Eu te amo. – Foi a última coisa que consegui dizer antes que o colocassem no barco e o levassem.
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