Monochrome Destiny

5 Pague com sangue o sangue que você derramou!


Notas iniciais
Eh... mals a demora? haha... Q desculpa chata né vei mas enfim, boa leitura~~

A cerimônia acabou com uma demonstração de duelo amigável entre dois veteranos; onde um membro dos disciplinadores — ou também conhecidos popularmente como “knights” entre os alunos — serviria como jurado, esta sendo a regra obrigatória de duelos na escola, pois tirar a vida de alguém é de maneira alguma permitida e logo seria obrigatória a permissão e guarda de um Knight. Este grupo de estudante é composto pelos tops rank do torneio anual entre alunos, ou seja, eles são o grupo mais poderoso da escola depois do concelho estudantil. Não que eles perdessem em um duelo contra os alunos no concelho estudantil, no entanto esse grupo é composto pelo top 10 individual, enquanto o concelho estudantil atinge a primeira posição na competição em grupo, mostrando que apesar de não ganharem em força pura, o concelho estudantil é superior em cérebro, controlando o campo de batalha independente da força do inimigo, esse é o poder do concelho estudantil da academia real.

“Principe!” – Rebecca se agarrou ao braço do jovem, sem esconder a vulgaridade e ainda utilizar uma cara inocente de alguém que fora injustiçada.

William é claro sentiu nojo, no entanto não havia nada que pudesse fazer. Shiro de fato estava certa quanto as posições sociais, podendo usar isso para arruinar a garota sem cérebro algum para aproveitar da situação e virar o jogo á seu favor. William na realidade não estava em lugar de abusar o poder real, desde que brigara com sua mãe e por mais que tivesse poder nessa luta pelo trono, seus recursos estão longe de tirar aquela mulher completamente do caminho. Até porque um camelo abatido ainda é maior que um cavalo. As garras da mulher que sozinha dominou o harem imperial, eliminando qualquer mulher ou bastardo de seu caminho – apesar de algumas falhas como Hiro – e quem sabe até mesmo tenha sido a culpada pela morte do rei... estão profundamente cravadas no poder e se tornaria um oponente extremamente difícil de se lidar.

Shiro se admirou com a vulgaridade da garota e a parabenizou por ser tão resistente, no entanto não poupou um segundo olhar, desde que enquanto ela não entrasse em seu caminho, não haveria necessidade em gastar seu tempo com um humano tão vulgar.

“Aquela garota é uma parente distante da rainha e foi criada sobre a asa dela, assim se tornando mimada... no entanto, Shiro eu recomendo que não se meta muito com ela.”- Lui explicava para Shiro em um tom de voz que somente os dois pudessem ouvir. — “Apesar de a garota ser um tanto idiota, a rainha a escolheu a dedo e logo ela possui a proteção da monarca e nem William pode ir contra ela, creio que você ficará segura desde que possua Eric e Aria ao seu lado... ou até seja algo ruim desde que eles também se voltaram contra aquela mulher... haha, de fato farinha do mesmo saco! Pfft!”- Lui caira na gargalhada, sendo encarado com uma feição nada amigável de Shiro que o fizera parar na hora, no entanto seus ombros tremiam levemente.

“Humph! Como se uma boneca dessas fosse meu oponente! No entanto, você tem razão... eu realmente prefiro ficar longe desses nobres”- Shiro franziu a testa em nojo. – “Só que... não tem porque eu ficar quieta se alguém se entrega em meus braços!” – sorriu perversamente.

Lui sorriu vergonhosamente sobre o completo nojo que a garota demonstrara quanto ao título de nobre, até porque ele próprio era um... nem todos os nobre são assim! – gritou ele em sua mente.

Shiro percebeu sua expressão, mas nada comentou. Ela podia sentir o cheiro de sangue vindo do garoto, para um parente forçar seu próprio filho a possuir essa aura assassina e esse cheiro forte de sangue... quantas vidas ele já não tirou? Ainda mais quando acaba de atingir a adolescência. Nem mesmo Shiro possuía uma aura tão forte, até porque não há tantos humanos corajosos o bastante de invadir a floresta proibida. Shiro ainda sente calafrios ao lembrar da primeira vez que matara um ser humano. A cena que presenciara aos 9 anos de idade, onde um grupo de traficantes de escravos assassinara a família de sua amiga Kyara, que havia ganhado 5 irmãozinhos naquela época.

“Shiro! Apura! Mamãe fez questão que você estivesse conosco quando os bebês nascessem! Ela disse que só tua presença já vai dar uma vida inteira de sorte pra eles haha!”- a garota me guiava entre as árvores, animada em possuir mais gente na família.

“Calma Kyara! Eles não vão fugir haha!”- Shiro repreendera a garota, apesar de acelerar mais ainda.

Ao chegar no local, as garotas que puxavam ar excitadamente, com grandes sorrisos e expectativas por poder mimar os filhotes como duas irmãs mais velhas, encontraram no entanto algo que jamais esperariam. Haviam vários homens vestidos em armadura com sangue por todo o corpo carregando cinco filhotes de raposa que choramingavam infinitamente.

Também haviam dois homens em longos robes escuros, lembrando Shiro de como Aria se vestia quando ia sair, Eric também possuía um desses, mas geralmente não utilizava pois dizia diminuir sua beleza. Os dois eram magos, Shiro deduziu, assim como os homens de armadura seriam mercenários humanos.

“Rápido! Não irá demorar até que algum desses selvagens sinta o cheiro de sangue dos adultos e venham nessa direção! Nós finalmente conseguimos um grupo de filhotes com sangue puro! Hahaha! Quanto dinheiro não ganharemos com isso?! Hoje teremos um banquete por minha conta! Uma pena que tivemos que matar a mãe se não poderíamos nos divertir com ela, hehe, esses bestiais são realmente únicos!”- exclamava o homem que sinalizava aos homens á se apressarem.

Shiro não havia percebido que Kyara já não se encontrava ao seu lado até ver a garota em meio aos homens em sua forma meio-humana, sinal de que estaria se descontrolando.

“Kyara não!”- no entanto já era tarde. Kyara já havia agarrado um dos mercenários e estralado sua garganta, tirando a vida do homem em um segundo, correndo para o próximo.

Os humanos se assustaram com a cena, mas foi depois do terceiro homem caído que voltaram a sí e rapidamente começaram a se defender da criança. Até porque não é por nada que se atreveram a entrar na floresta proibida, eles eram habilidosos, podiam estar em suas últimas forças depois da luta com o casal, no entanto era suficiente para uma criança que nem podia controlar sua transformação ainda.

Kyara errou o quarto golpe, ou melhor, o soldado desviara de seu ataque, mas a garota não parou e nem se desesperou, ela simplesmente pulou para o próximo. Não havia estratégia em seus ataques, muito menos sanidade, a garota havia perdido totalmente a ração, lutando com os instintos de seu animal.

“Kyara...”- Shiro no entanto era diferente, apesar do grande ódio e repulsa que sentia, a garota permanecia sã e com isso conseguia analisar a situação. Apesar de sua idade, Aria a treinara desde que aprendera á andar, seu raciocínio não era tão avançado á ponto de conseguir descobrir a melhor maneira de sair daquela situação, mas pelo menos sabia que não havia tempo para chamar alguém, até la Kyara já estaria morta.

Shiro analisou os inimigos, dois magos e dez mercenários, o líder já se refugiara atrás de seus soldados e portanto não era uma ameaça, alguém que se esconde por medo de perder a vida não seria oponente de Kyara que lutava com sua vida em linha. O certo seria eliminar os magos primeiro, desde que podiam atacar de longe e as duas não seriam seus oponentes, já que Shiro não aprendera magia ainda; acontece que esses magos já estavam desgastados e nem o mais simples feito de invocar seu elemento eram capazes.

Respirando fundo, Shiro se concentrou em sentir a energia dentro de si, acelerando sua circulação sanguínea, sangue esse que brilhava com um azul misterioso o qual Shiro guiava dentro de seu corpo, consumindo todos seus vasos sanguíneos. Abrindo os olhos, agora sem pupilas — uma cena assustadora para qualquer humano e intrigante até mesmo para bestiais — ela podia ver Kyara se movimentando em câmera lenta, o movimento de cada músculo de seu corpo e do corpo dos mercenários, podendo prever cada movimento que pudessem vir a realizar antes que o fizessem. Estendendo suas garras que brilhavam á luz do sol — conforme os raios de luz passavam por entre as densas árvores que cobriam o local — Shiro se aproximou do mercenário ao qual havia desviado do golpe de Kyara e agora se preparava para um ataque pelas costas da garota.

Naquele instante não havia experiência ou instinto que permitisse o homem á desviar das garras da garota, havia somente o medo e arrependimento em seu último suspiro, Shiro era tão rápida e seus golpes eram tão decisivos; o sentimento de subir aos céus ao desviar de Kyara, para logo descer ao inferno e encontrar as garras de Shiro assombrava cada um dos mercenários em seus últimos momentos.

Ah porque tivemos que aceitar essa missão? – pensavam cada um deles. Quem diria que encontrariam um monstro desses, nenhum deles refletira muito sobre os perigos na floresta proibida, eram todos veteranos com anos de experiência, floresta proibida? Baah, se eles tivessem uma segunda chance iriam acabar com qualquer um que se achasse bom o bastante para desafiar um local tão assustador.

Em poucos segundos já se viam vários corpos no chão, essa meia dúzia de mercenários e magos já desgastados pela luta contra os bestiais adultos, jaziam sem qualquer resistência contra as duas crianças.

“Eu vingarei meus pais! Morra!”- Kyara agora que se livrara dos mercenários e dos magos se direcionava ao homem que insultara sua mãe.

Shiro calculou que ele não seria oponente á garota e logo correu em direção aos filhotes, que se aquietaram com a aproximação, sendo esse o instinto dos filhotes de que estariam protegidos agora com alguém de sua raça, ainda mais esse alguém transmitindo uma aura de superioridade sobre seu sangue bestial.

“Seus monstros! Não! Eu não quero morrer!” – BANG! Um som de disparo ecoa seguido pelo grito de Kyara. Shiro rapidamente sente algo de errado se virando á tempo de ver a garota parada em frente ao homem que segurava um objeto estranho; Shiro reconhecera aquilo como uma pistola mágica carregada com feitiços de lâminas de ar capazes de perfurar qualquer armadura, quem dirá o corpo de uma garota. Kyara se desestabilizara, e por conta da injuria não conseguia se mover rapidamente, mas nem por isso parara, estava decidida em tirar a vida do homem em sua frente e não seria aquilo que a impediria. Mas o homem não parara por ai, seguidos tiros atingiam a jovem rapidamente: o ombro, o peito, o braço, e por fim a cabeça.

“Não... eu... mãe... pai... eu tenho que...” – Kyara se ajoelhou sem forças á 1 metro de distância do homem em lágrimas.

“Hahahahaha! Seu monstro! Morra! Morra!”- o homem chutara a garota com força, lançando mais tiros em seu corpo que já se encontrava sem vida ao chão até que ficara sem balas. – “Quem mandou um ser tão desprezível como você me ameaçar! Hahahaha! Vocês selvagens só servem para servir á nós humanos!” – gritava o homem em êxtase, sem perceber o perigo que se aproximava.

“Você pagará com sangue o sangue que você derramou...”- foram essas as palavras que o homem ouviu antes de já não poder ouvir nada, sua visão escureceu e seu coração parara de bater, ou melhor, seu corpo já não possuía um coração pois esse jazia nas mãos da garota albina de profundos olhos azuis capazes de extinguir sua alma.

Shiro apertou o órgão em sua mão, chutando o corpo do homem com força o suficiente de esmagar seu corpo em uma enorme árvore á cerca de 100 metros de distância. Virou em direção do pequeno corpo da bestial que a acompanhara desde bebê, se agachou virando o corpo em sua direção, acariciou seu rosto o qual mal podia enxergar por conta das lágrimas que enchiam seus olhos, mas ainda sim limpava o sangue que saia do meio de sua testa no qual sangue escorria.

“Kyara... Kyara acorda... vê, eu já fiz ele pagar, veja, eu vinguei sua mãe e seu pai... não tem porque dormir agora... Kyara... hey Kyara... Kyaraaa!” – Shiro gritava com todas suas forças abraçando o corpo da garota.

Os filhotes que agora já estavam soltos correram em direção ás duas curiosos com o uivo de Shiro, acabando por sentirem a tristeza que emanava da jovem os filhotes começaram a chorar lambendo o corpo de sua irmã mais velha que se encontrava agora gelado, tentando esquenta-lo.

Shiro apertou o corpo da garota mais uma vez, antes de agarrar os filhotes e se dirigir em direção á sua casa, quem sabe se Aria não poderia fazer algo, até porque Aria é tão forte, ela é capaz de criar tantas invenções incríveis, então ela deve ser capaz de acordar Kyara. Pensava a garota.

No fim ao ouvir sua história Aria nada fez, ela só mandou Shiro se acostumar pois a garota jamais acordaria e não havia nada a fazer, Shiro gritou, esperneou, destruiu, mas Aria nada fez para parar a garota ou acordar Kyara. Ela simplesmente entregou os filhotes á Eric para que este os levasse aos clãs e continuara á assistir Shiro destruindo tudo que encontrava. A garota nem percebera que já não estava em forma humana, mas um grande tigre branco pulava para todo o lado, invocando raios e trovões dos céus que se encontrava nublado, cobrindo toda a floresta com a tristeza de Shiro.

Naquele dia todos os bestiais sentiram a tristeza dos céus, independente do quão longe estivessem de Shiro, todos os bestiais e animais daquele mundo sentiram a dor da garota.

“Shiro? Hey Shiro! Já chegamos!”- A voz de Lui ecoou acordando a garota de seus pensamentos.

“Hm? Oh!”- Shiro acenou com a cabeça e seguiu o grupo para dentro do local.

Notas finais
Eu realmente lacrimejei escrevendo isso pqp... não foi de fato tão forte quanto eu queria mas né~~ cada um com seu limite T-T Obrigado por lerem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.