Mona Lisa

17 Um Dia no Paraíso...


Notas iniciais
Legenda Narração: (Ponto de Vista dos Personagens - 1a Pessoa) Mudança de POV - Point of view (Ponto de vista): ●๋..●๋ Diálogos: - Então por que? Por que nos fazer lutar? Só não consigo descobrir o propósito. Poesia: "Itálico" Lembrança: Negrito

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Cartas Perdidas — Parte II

Para Alice -Só uma vez...

“Permaneça no vão da porta

Perto do despertador a tocar

Não se preocupe com monstros chamando seu nome

Elesnão vão lhe machucar

E não grite o nome de seu Papai — não grite

Ele pode realmente te ouvir

Ele pode te seguir enquanto você estiver a dormir

Tranque-se em seu quadro

Não diga que estão fora de alcance

Neste artístico caos — sua realidade é a que mais vale

Sei que você quer que tudo seja como antes

Eu sei bem o que está por trás do seu sono — refúgio:

O pesadelo que construiu o seu próprio mundo para escapar

Onde há canções de ninar mentirosas — venenosas

Onde te empurram de um precipcio

E as pessoas tomam chás feitos de ilusões

Tranque-se em seu quadro

Sinta-o apenas escorrer e chorar

Manche-o com essa tristeza

Você reza tão alto para seus sonhos te deixarem aqui

Mas você ainda está acordada e sabe a verdade

Ninguém conhece a realidade

Porque tudo o que você pensava que não seria

Caiu por terra bem na sua frente

Agora você sente?

Sente que o que pulsa e corre por seu corpo não é apenas sangue?

Encare o espelho e os veja do jeito que eles te vêem

Uma criança

Perca o controle, só uma vez...

Preciso escutar seus gritos para dormir bem à noite

Não os deixe perseguirem-me

Quando todos eles desabam — em pleno vôo

Você a única que pode salvá-los

A única criança que pode salvá-los

Por favor, perca o controle

Mostre que uma Mona Lisa nunca perde o sorriso

Perca o controle, Só uma vez...”

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Dean

Uma vez mais nos encontrávamos ali: o Paraíso. Porém, desta vez, não havíamos morrido (pelo menos, não ainda). Diferente do que estava esperando, aquele era um cenário um tanto quanto peculiar: céu azul, grama verde, flores, e... uma pipa? Mas quem, em sã consciência, escolhe passar a eternidade brincando com um pedaço de papel colorido?!

— Nunca pensei que um dia iria vir parar aqui... De novo. — Murmurei mais para mim mesmo do que para os demais presentes. Nunca achei que merecia ser salvo: sou um assassino; gente como eu não tem paz: jamais. Porque, uma vez caçador, sempre caçador.

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Sam

Assim como eu, Dean parecia atordoado; estar naquele lugar outra vez era perturbador. Miguel continuava com o mesmo semblante indiferente, embora soubéssemos que ele estava aflito. Havia muito em jogo: era vencer ou morrer.

— Chegamos. — Anunciou, embora não fosse necessário — Provavelmente estão no Jardim. — O verdadeiro Éden, o centro do Céu; fazia sentido que Deus estivesse lá.

— Bem, então o que estamos esperando? — Bobby era o único que estava, aparentemente, calmo. Eu o admirava, era um grande caçador; é preciso ter coragem para ver-se frente a frente com Deus e o Diabo e, ainda sim, sacar uma arma...

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Bobby

Então, este era o Céu?! Sinceramente, eu esperava mais... Não parecia ser o lugar maravilhoso e exuberante para onde todos tanto almejavam ir após a morte; ao contrário, era um espaço muito simples. Nada incomum: por isso era tão bonito.

— Não se apresse, irmão. — Um homem de meia-idade, negro, robusto e com um sorriso franco no rosto surgiu ao meu lado. O modo como ele me olhou perturbou-me; era estranho, mas confiei nele de imediato.

— Joshua? — Os rapazes também estavam surpresos, no entanto, ao que percebi, já conheciam o mesmo.

— É bom vê-los novamente, Dean e Samuel. Meu General... — Saudou Miguel — Um prazer conhecê-lo, senhor Singer. — Eu o correspondi com um pequeno meneio de cabeça, ainda assustado. Como é que ele sabia o meu nome?

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Miguel

— O que houve? — Indago.

— Como já deve ser do vosso conhecimento, nosso irmão Lucífer e Castiel se aliaram. — Nada que me surpreendesse; sem mim no Paraíso, o desgraçado aproveitara-se para voltar, mesmo estando banido, e outra vez corromper nossos irmãos.

— Apenas diga-me onde eles estão, Joshua. — Peço, apreensivo. A essa altura, eles já devem saber que estamos aqui...

— Procurando por nós, irmão? — Não foi preciso que eu me virasse; uma vez mais, reconheci a voz dele. Ainda sim, voltei-me para encará-lo: Castiel e Lucífer encontravam-se lado a lado. A diferença era que o primeiro não demonstrava quaisquer emoções que fossem, enquanto o outro sorria descaradamente, triunfante. Dean deu um passo a frente, colocando-se ao meu lado: eu enfrentaria meu irmão e ele seu melhor amigo.

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Lucífer

Enfim, o momento chegara! A Guerra estava prestes a se iniciar, e teria como palco, não a Terra, como acreditamos que seria inicialmente, mas o nosso próprio lar; durante todos esses séculos pensei em como me vingaria de todos, planejando usar os demônios tolos que concentravam uma fé cega em mim para atravessar os portões do Paraíso, sozinho. E agora, ali estava.

— Bem, aqui estamos. — Prossegui, perante o silêncio do mesmo — Chega de delongas, Miguel: o nosso Exército está preparado, e o seu?

— Está a caminho... — Gargalhei. Um riso desdenhoso, de pura satisfação. Diante das caras confusas, expliquei-me:

— Falam dos seguidores de Raphael e dos demônios de Crowley? — Ao estalar os dedos, este apareceu, ao meu lado, muito ferido, e na companhia de minha adorável Alice. A menina tinha um olhar amedrontado, e pude notar que seus olhos encontraram os de Miguel no mesmo instante em que a puxei para perto de mim, e segurei minha lâmina contra o seu pescoço — Cortesia do meu amigo, Castiel; digamos que ele ainda tinha algumas contas a prestar com essa gente... Eu juro que se derem mais um passo sequer, mato a garota. — Miguel, que preparava-se para tomar uma atitude, entrou em pânico. Já esperava por isso... Sorri.

— Miguel... — Ela sussurrou.

— Sim, olhe para o poderoso Miguel agora: não passa de uma figura fragilizada, vulnerável. Assim como você, Dean Winchester: aonde está o seu orgulho agora, hein?! — Aqueles idiotas estavam sem palavras: ambos lembravam tanto um ao outro. Sentia a necessidade de humilhá-los: isto porque, de uma forma ou outra, eu já havia sido derrotado por meu irmão; por culpa de seu receptáculo, minha vingança fora retardada. Mas agora, as coisas eram diferentes - As coisas mudam, não?!

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Castiel

— As coisas mudam sim, Lucífer: você já foi o favorito de Deus. O anjo mais amado, e blá blá... Olhe pra si mesmo agora: eu tenho pena de você. — O Diabo contorceu sua expressão numa careta desgostosa ao ser desafiado — Quer ver outro exemplo? Esse maluco que ‘tá tentando me matar agora, já foi meu amigo; e o cara que eu achava maluco antes, agora é o meu amigo. Não é engraçado? — Doía ouvir Dean dizer aquilo. Por alguma razão, ainda sentia um enorme vazio que não fora preenchido. Que fazer?

— É sim, Wincherster. Aposto que Chuck está nesse momento escrevendo que essas foram as suas últimas palavras... — Ele ia matá-lo. Assassinados diante de meus olhos. E eu estava parado, assistindo.

— Antes, só me diz uma coisa: se você era tão adorado no Céu... O que aconteceu? – Notei que Miguel cerrou os olhos, pesadamente. A verdade estava prestes a revelar o que ocorrera no passado de fato.

— O que aconteceu... Acho que já te contei antes, não foi? Está tentando ganhar tempo, é? Teme a morte? — Lucífer se divertia zombando deles. Eu, ao contrário, não conseguia sequer fitá-los. Vergonha: era o que sentia naquele momento.

— Não; pra todas as perguntas. Não: você não me disse a verdade; não: não preciso ganhar tempo; e não, não tenho medo da morte: eu já fui a Morte. Já estive no Inferno, no Mundo dos Ceifeiros, e agora estou, pela segunda vez, no Céu. Por que deveria ter medo? — Respondeu-o, sorrindo. Satanás mirou-o, com seu habitual semblante frio.

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Alice

Eu também estava curiosa quanto aquilo. Quando todos calaram-se, achei que precisava intervir para descobrir qual era a tal verdade.

— Por que está fazendo isso? Eu não lhe fiz nada, irmão! Você é o meu melhor amigo... Por favor, não faça isso! — Era difícil pra mim aceitar que meu irmão nunca fora de fato quem eu pensava que fosse; o pior era não saber: por que?

Miguel não te contou, querida? — Aquele tom de ironia misturado ao deboche e cólera, e ainda tinha a lâmina no meu pescoço. Nunca temi que ele viesse a machucar-me algum dia. Eu o amava, e pensava que ele me amasse também... Até aquele instante — Sabe por que eu fui expulso do Paraíso? — Neguei, balançando a cabeça. Meu olhar fixo na face de Miguel, que encarava-me, triste. Ele havia tentado me proteger... Mas de que? — POR SUA CULPA! — O brado repentino fez com que eu estremecesse — É, tudo ia bem, eu era adorado, aclamado, reverenciado... Até que VOCÊ apareceu e tirou TUDO de mim!

— Eu não... — Minha voz saía num murmúrio. Ele interrompeu-me com outro berro.

— CALA A BOCA! — Sentia a lâmina ser pressionada com uma intensidade maior contra o meu pescoço - Eu te odeio... Foi por isso que te empurrei de encontro aquele precipício naquela tarde, EU QUERIA TE VER MORTA! Mas o seu caro Miguel salvou-a e POR SUA CULPA me condenou a essa vida maldita! — Seus gritos faziam com que grossas lágrimas escorressem por minha face. Meu coração pesava sobre meu peito... Afinal, eu era a causa daquela Guerra!

— LUCÍFER! — Meu amado intercedeu por mim - Você não mudou nada, irmãozinho. - Soava sarcástico e arrogante — Sempre culpando a todos, menos a si mesmo. — As palavras fizeram com que ele rangesse os dentes. Pude ouvir um último vociferar por parte deste. Daí, partiu a ordem.

— Eu não quero mais esperar, Castiel: mate-os, mate-os, MATE-OS, MATE-OS AGORA!!! — Repetia sem parar, perturbado.

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Castiel

Aconteceu tudo muito depressa: Lucífer repetia aquelas mesmas palavras inúmeras vezes, e elas ecoavam em minha mente, fazendo-me recordar de todos os momentos que vivera nos últimos três anos. Aquela palavra... "Amigo". Por que chamava-me assim? Ele não era meu amigo. Nunca foi. Dean, Sam, Bobby, Joshua... Sim, eles eram meus amigos. Tentaram me prevenir tantas vezes; por que razão nunca dera-lhes ouvidos? Não sabia em que confiar. Arrogância? Sim. Fora prepotente e veja só o que causei. Entretanto, quem sabe ainda estivessem em tempo de remediar aquela situação, no qual eu mesmo colocara todos nós. Não pensei duas vezes: apenas cravei a lâmina que antes estivera em suas mãos no peito dele. Eu ainda era muito poderoso; o suficiente para derrotá-lo. Caiu num baque surdo, de joelhos na grama. O Sol incediu com uma maior intensidade sobre onde nós estávamos. Alice correu ao encontro de Miguel e o abraçou; eles choravam. Depois de uns momentos, meu General afastou a pequena de si, beijando-lhe a testa e aproximando-se do corpo de nosso irmão.

— Por que você não me ouviu? Se ao menos tivesse se arrependido... — Dizia, com lágrimas nos olhos. Assim como os demais, observava a cena calado, atônito.

Nunca... - Sussurrou, sorrindo de forma malígna — Você venceu, Miguel. Fique com ela... Mas não se esqueça: um dia irei me vingar... a culpa não é minha... é sua... é dela... É DE TODOS VOCÊS! — Aquele foi o seu último brado. Agora o receptáculo era apenas um cadáver vazio.

— Eu ainda te amo, meu irmão... Apesar de tudo; eu o perdoo. — Pude ouvir Alice murmurar. Miguel pôs-se de pé; foi quando ele abriu os olhos novamente, surpreendendo a todos.

Lucífer? — Samuel tremia. Ele não atrevera-se a proferir qualquer coisa até então; ainda o temia. Preferira ficar afastado, assim como Bobby e Joshua, enquanto Dean e Miguel colocaram-se a frente de mim e do Diabo; era a batalha pessoal de cada um, que precisávamos travar.

— Não... É apenas o Nick. — Constatou Dean. Pela primeira vez nos encaramos — Isso quer dizer que você é o mesmo Cass de antes? — Perguntou-me. Assenti — Senti a falta do meu amigo... — Ele sorriu. Eu retribui.

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Miguel

— Onde... onde... Onde eu estou? — Ser o receptáculo de Lucífer por tanto tempo tivera um efeito traumatizante no pobre homem. Estendi-lhe a mão e o ajudei a levantar-se.

— No Paraíso. — Informei-o, sereno.

— Você é... o Arcanjo Miguel! - Constatou, como se recordasse-se de algo — Eu... Sinto muito... Ele apareceu e me disse que se eu concordasse em ajudá-lo... Entendam, era a minha família! Pensei que Deus não... — Ele tentava se desculpar, com aqueles fragmentos desconexos. Sam era o único que o compreendia. Deu um passo a frente, e eu me afastei um pouco. O rapaz pousou uma de suas mãos sobre os ombros do mesmo, fazendo-o encará-lo.

— Hey, tudo bem. — Sorriu - Acabou. — Sim, finalmente! Enfim teríamos paz. Deixei que os dois trocassem mais algumas palavras. Porém, o Inferno ainda precisava de um regente. Meus olhos encontraram os de Crowley e foi tocando-lhe o ombro que fiz com que regenerasse-se completamente.

— Fique com o Inferno. Seja o Rei. — Falei. Ele me olhou superior.

— Naturalmente. Mas não pense que seremos amigos... — Era como se eu estivesse lhe cobrando algo; demônios: pra eles, uma boa ação nunca vem sem um acordo.

— De modo algum. No entanto, tente não acabar como ele... — Referia-me ao final trágico de Lucífer. Crowley deu uma última olhada ao redor e, antes de partir, desdenhou:

— Não é lá essas coisas... — Acho que este nunca pensara no Céu desse jeito. Ri. Sentia estar tornando-me mais humano a cada momento.

— Sei que era não deveria, você é quem devia derrotá-lo... — Castiel me olhava, apreensivo — Me desculpe. — Não era apenas pela morte de nosso irmão que ele lamentava.

— Esqueça. — Todos nós concordamos que esse seria o melhor remédio. Virei-me de novo para minha Alice, que me fitava ainda tristonha — Sinto muito, não queria que tivesse descoberto dessa maneira.

— É, isso foi meio minha culpa... Achei que já que Miguel não conseguiu te contar, o melhor seria ouvir dele... Foi mal. Sei que gostava dele. — Dean falava-lhe, pouco sem jeito.

— Vocês só estavam tentando me proteger... E, embora ele tenha se mostrado terrível, não posso simplesmente odiá-lo. Não agora. Ainda amo e sinto que sempre amarei Lucífer. Assim como eu te amo... — Disse exclusivamente voltada para onde eu encontrava-me, escutando a tudo atentamente. Uma imensa felicidade fez-se em mim naquele instante. Se Alice estivesse ao meu lado, poderia superar tudo! Depois comunicaria a respeito de minha decisão de deixar o Éden para viver na Terra com minha amada... De repente, ser ou não o General não fazia sentido pra mim.

— Eu também. — No minuto seguinte, havia colado meus lábios no seus. Como gostava de seus beijos! Agora eu começaria a viver realmente: ao lado da minha Mona Lisa, por quem me apaixonei a tantas eras, e seria eternamente apaixonado...

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Bobby

— Pois é... Acho que estamos sobrando aqui. — Disse a Joshua, que assim como eu, assistia ao abraço trocado por Dean e Cass, o aperto de mãos entre Nick e Sam (ex-receptáculos do Demo), e claro, o beijo de Miguel e Alice — Você não bebe, bebe?

— Lamento... — Negou.

— Ótimo; então me deixa num bar. — Pedi, enfadado: depois de encarar o Apocalipse pela segunda vez, precisava de um porre! Ele sorriu. No instante seguinte, estávamos no velho Roadhouse: Jo, Ellen, Pamela, Rufus e Ash, estavam todos ali! Os nossos velhos amigos... Perdi o ar. Era tão inusitado e fantástico. Estava muito transtornado com tudo aquilo: foi como encontrar com fantasmas do meu passado. Ellen veio ao meu encontro e envolveu-me num abraço.

— Não esperávamos te encontrar por aqui tão cedo! — Sorriu.

— Bom te ver, Bobby! — Rufus gritou do outro lado do bar, erguendo uma garrafa de cerveja em minha homenagem. Ainda que estivesse perplexo, ri.

— Os garotos também estão aqui? — Jo me perguntou. Eu assenti.

— Espero que não estejam mortos como da última vez... — O comentário divetido de Pamela encheu meus ouvidos.

— Estão bem vivos: acabamos de dar um fim, de uma vez por todas, ao maldito Apocalipse! — Estava radiante como nunca. E a notícia causara o mesmo nos demais.

— Isso merece uma comemoração: três vivas para os Winchesters! — Anunciou Ash, que foi aplaudido e saudado com altos berros de nossa parte. Em meio aos burburinhos, uma conversa destacou-se.

— Estou tão orgulhosa dos nossos meninos, John! — Aquela voz.... Virei-me imediatamente. O que presenciei era assombroso.

— Sabia que eles conseguiriam, Mary. — Os pais dos rapazes estavam ali também! Estavam com uma aparência bem mais jovem, entretanto, ainda sim, os reconheci. Me aproximei de John, cumprimentando-o com um tapinha nas costas, enquanto ria sem parar. Só percebi que Joshua havia se retirado, quando este retornou na companhia dos Winchesters.

— MÃE, PAI! — Gritaram em uníssono. Dean e Sam entreolharam-se, confusos, talvez perguntando-se, assim como eu o fazia, se aquilo seria mesmo real. Meu sorriso alargou-se. Vai ver aquele era o Paraíso: encontrar pessoas amadas e entes queridos e assim viver, numa felicidade eterna; o lugar onde os sonhos se tornam realidade... Ao longe, pude ver Nick abraçado a uma bonita mulher, que carregava um bebê; sua esposa e filho?

Bobby? — Era a minha falecida senhora, que me chamava. Não pude conter as lágrimas que banharam o meu rosto: estava chorando... Um choro de alegria.

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Notas finais
Primeiramente, obrigada Jessy, por ter me ajudado com esse projeto! :) Ambas somos gratas a todos vocês que leram: Pois é, Heloisa, esse é o fim; espero que vc tenha gostado... rs Lanye, acabei pensando no que vc me disse e, realmente, seria meio estranho deixar o Miguel e Alice vivendo no Céu! uahsauhsau Bom, tomara que vc concorde comigo e ache que esse final seja o melhor para os dois... =P E June, uma das pessoas à quem dediquei esse trabalho, só o que posso fazer mesmo é agradecer por ter acompanhado mais esse projeto! :D Desejo sucesso à história da nossa já querida Bell e aquela história sobre o Tom, assim como o faço a KekahCollins, que esta prestes a iniciar o seu primeiro projeto (lol Parabéns!), a keller_dantara, que escreve tantas fics bacanas sobre bandas (ainda pretendo acompanhar as outras, viu?!), a Swift_Belle, que está com um projeto super legal de Harry Potter (vou no cinema hj!), uma verdadeira comédia romântica, e a minha prima, Thaina5555, que depois de meses, finalmente voltou a escrever... *---* Todas vocês estão com esses projetos bacanas que eu estou acompanhando e com certeza continuarei a acompanhar! =) O meu muito obrigada tbm à Nessie_Dutha, que me disse umas coisas super legais, que me deixaram até convencida! =P oashaoshaosha Agradeço especialmente a mcpassione e laura_18 pelas recomendações tão bonitas (assim como da mesma forma foram as da Helo, da Swift e da minha prima, que já mencionei aqui), que me incentivaram a continuar a caprichar ainda mais. Tbm sou grata a luh345 e a CarlaVampire, pelos reviews tão legais, e a raphael_95, bonnie_black, princesa_fenix por terem lido a fanfic. Muito obrigada mesmo pessoas, foi ótimo escrever mais essa história; agora já inicio outro projeto, que, provavelmente, será o meu último na categoria de Supernatural, por enquanto. Nos vemos nas próximas! Õ/ http://fanfiction.com.br/historia/151170/Apos_O_Apocalipse
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!