Notas iniciais
Legenda Narração: (Ponto de Vista dos Personagens - 1a Pessoa) Mudança de POV - Point of view (Ponto de vista): ●๋..●๋ Diálogos: - Então por que? Por que nos fazer lutar? Só não consigo descobrir o propósito. Poesia: "Itálico" Lembrança: Negrito

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"Pobre garota ingênua,

Colhendo pequenas rosas

Enquanto eu espero

Para empurrá-la de um precipício.

Doce desejo em meus lábios,

Quero ter o último fio de sua vida

Em minha mãos.

Seus olhos vagam,

Procurando em meu rosto

Algum sentimento;

Mas eu sou a pura expressão da morte

Você só encontrará seu reflexo.

Eu estava brincando

Então parei.

Olhei para o lado

E o avistei:

Ele me olhava.

Peguei a rosa ao meu lado

Tomando cuidado pra não me cortar,

Abri um sorrisão

E comecei a correr em sua direção.

Criança tola e ingênua.

Seu doce e meigo sorriso me irrita

Para que correr em minha direção?

Está com tanta pressa assim

Para morrer?

Mas em breve descobrirá

Que uma rosa não fará diferença:

Nem mesmo os anjos

Estarão ao seu lado

Quando eu, aos poucos, te matar

Quero ver então você manter

Esse sorriso em seus lábios

Mortos e frios

Tocados pelo doce embalar da morte."


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21 de Agosto de 2009

— Lucífer. — Gabriel lhe sorria ironicamente — Você é meu irmão e eu te amo. - Ditas tais palavras, o Diabo deixou seu lado sádico de lado e pôs-se a ouví-lo com mais atenção — Mas você é a escória da escória. — Fitava-o de forma triste e, ao mesmo tempo, revoltada.

— Do que me chamou? — Perguntou, em tom de ameaça, com o dedo indicador apontado para seu próprio peito. Deu um passo adiante, porém, a lâmina nas mãos do adversário, erguida de forma ameaçadora, fez-lô deter-se por um instante.

— Olhe pra si mesmo. — A voz denotando toda a sua frustração, enquanto o outro escutava-o, agora, desinteressado — Coitadinho: "Papai foi mal comigo, então eu vou quebrar todos os brinquedos dele."

Olhe como fala comigo. - Limitou-se a encará-lo frio diante de tamanha ousadia.

— Se faça de vítima o quanto quiser. — Sussurrou — Mas você e eu, nós sabemos a verdade. Papai amava você mais que todos.

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1° de Setembro de 2009

Deus queria o Diabo! — Bradou exasperado ao término de seu discursso, na tentativa de persuadir o mais velho. Este, por sua vez, limitou-se a encará-lo, inexpressivo.

E então?

— Então por que? Por que nos fazer lutar? Só não consigo descobrir o propósito. — O modo como falava fazia com que o outro acreditasse que o caçula perdera a razão.

— Qual o seu propósito? — Lhe perguntou, por fim.

Nós vamos nos matar. — Disse vagarosamente, após refletir por um instante — E pra que? Um dos testes do Papai. E nós nem sabemos a resposta! Nós somos irmãos: vamos só abandonar o tabuleiro. — Era inacreditvel, porém, para ele, aquela Guerra não passava de um simples jogo — um "xadrez sobrenatural". O arcanjo desviou o olhar por um momento, pensativo.

— Me desculpe. Eu não posso fazer isso. — Fitava-o frio — Sou um bom filho e tenho ordens.

— Mas você não tem que seguí-las... — Interrompeu-o, de súbito.

— O que? Você acha que vou me rebelar? Agora? - O comentário feito pelo caído o aborreceu — Não sou como você.

— Por favor, Miguel. — Suplicou cabisbaixo.

— Você não mudou nada, irmãozinho. - Soava sarcástico e arrogante — Sempre culpando a todos, menos a si mesmo. Nós estávamos juntos e éramos felizes. Mas você traiu a mim, a todos nós. E fez o nosso Pai ir embora!

— Ninguém obriga o Papai a fazer coisa alguma! Ele está fazendo isso conosco. — Silêncio. Houve uma troca de olhares muda.

— Você é um monstro, Lucífer. — O mesmo engoliu as palavras do irmão em seco — E eu tenho que te matar. — Ouvia tudo calado. A cada frase proferida com desprezo e indiferença, seu coração doía. Era como se estivessem mutilando sua alma.

— Se é assim que tem que ser... — Murmurou, por fim — Então eu gostaria de ver você tentar. - Lançou-lhe um olhar desafiador.

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Notas finais
Com exceção desse primeiro capítulo, onde a narrativa foi apresentada em 3a pessoa, os próximos contaram a história do ponto de vista dos protagonistas: Miguel, Lucífer e Alice. Essa primeira poesia tbm é de autoria de FrancoVampire - a original se chama "Doce Infância - Maldita Bonequinha". Agradeço desde já à todos que se dispuserem à ler! =D