Moments
1 The First Moment
Aria POV
Não fazia muito tempo que havia me mudado pra L.A, sou um pouco antissocial, talvez por ser muito focada no trabalho, ou por falta de opção. Não conhecia muitas pessoas e por esse motivo trocava poucas palavras com os demais moradores.
Ouvi alguns barulhos na casa ao lado, como se algumas coisas tivessem caindo no chão, fui até a janela e vi que era meu novo vizinho. Ele estava muito confuso com a mudança, então caminhei até a porta da minha casa e comecei a observar. Havia dois garotos, ambos tendo uma luta corporal com as caixas onde estavam seus pertences. Ao me ver ali, intacta, apenas observando a situação, um dos garotos me pediu ajuda.
– Oi, você podia nos ajudar? Meu nome é James e esse é meu amigo que está se mudando pra cá. — disse se aproximando.
Eu: Ah, claro James....e? — perguntei olhando pro outro garoto.
– Ah, Kendall. — sorriu, awn ele tem covinhas.
Eu: Meu nome é Aria. — me aproximei, os ajudando com as grandes caixas, que por sinal, eram muito pesadas. Em seguida, os ajudei a colocar as coisas essenciais, como panelas, talheres, nos seus devidos lugares. Quando terminamos de arrumar já era um pouco tarde, quase oito da noite. Eles comentaram que estavam com fome e iriam se arriscar na cozinha, porque estavam cansados de fastfood.
Kendall: NÃO! Não quero ter que me mudar de novo, sempre que você entra na minha cozinha, você dá um jeito de incendiar a casa toda. — debochou.
James: Ou sou eu cozinhando, ou é você comendo fastfood de novo. — sorriu convencido.
Kendall: Ok, você venceu. Mas cadê o catálogo da imobiliária? Preciso procurar novas casas. — analisou a lista telefônica e me entregou o celular com um número digitado.
James: Mas esse é o catálogo telefônico.
OIhei pro número digitado e comecei a rir.
Eu: Bombeiro?
Kendall: Estou procurando o número da imobiliária no catálogo telefônico, e o numero do bombeiro é pro futuro incêndio. — brincou.
James: Tudo bem, de qualquer forma eu vou me arriscar, só não me responsabilizo se o seu fogão tiver vontade própria de explodir, afinal, ele mora com você e isso ninguém aguenta. — ele pulou em cima de Kendall, que estava no sofá.
E novamente lá estava eu, rindo deles....Na verdade, rindo com eles.
Eu: Bom, acho que já está tarde, é hora de eu ir. — entreguei o celular pro Kendall.
James: Pensando bem, se eu tivesse uma AJUDA, eu não colocaria tanto fogo na casa. — pediu "discretamente".
Eu: Ah, claro, muito sútil. Não poderia ter sido mais claro. — debochei — Mas eu posso ajudar. Percebi que depois de carregar aquela caixa enorme pesada, eu posso fazer qualquer coisa.
James: É, ser discreto é uma coisa que eu herdei da minha família. — ironizou.
Kendall: Ufa, minha casa está salva. — disse aliviado, se levantando do sofá e deixando o catálogo telefônico de lado.
Eu: Se eu fosse você não diria isso, coloquei fogo na casa da minha mãe quando eu tinha dez anos, tentando esquentar um pedaço de bolo embrulhado no papel alumínio, dentro do microondas, pensei que esquentaria mais rápido. — sorri.
Em fração de segundos, Kendall já estava com o catálogo nas mãos e com o número dos bombeiros novamente discado em seu celular.
James: MUDANÇA DE PLANOS. Todo mundo pro carro. — disse pegando a chave do carro de Kendall.
Kendall: James, esse é meu carro. Não quero ter que chamar o guincho pra tirá-lo de algum buraco pelo caminho. — disse pegando a chave da mão de James.
Eu: Vamos pra cozinha, meninos. — fui até o balcão.
James: O que sabe cozinhar?
Eu: O que vocês estão a fim de comer?
James: Lasanha.
Kendall: Frango.
Eu: Ok, vou ensinar pra vocês como se cozinha. — disse convencida.
Resolvi ensiná-los a cozinhar algo que não fosse tão difícil. Kendall se mostrou mais interessado. Eles pediram pra que eu ficasse para o jantar, assim poderíamos nos conhecer melhor.
James: Nós temos uma banda chamada Big Time Rush. — disse com a boca cheia.
Kendall: É, por enquanto nós só estamos fazendo shows por L.A, como se fosse uma mini turnê.
Eu: Cantem uma música pra mim? Pra eu ouvir a voz de vocês.
Eles cantaram um cover do Beatles, Help. Em seguida, pedi pra eles cantarem uma música deles mesmo. E assim fizeram, acho que o nome da música era 24/seven.
Eu: Nossa, vocês são incríveis. E essa música é muito boa.
– Obrigado. — disseram em coro.
Kendall: Mas então, conte um pouco sobre você.
Eu: Bom....Eu sou brasileira,tenho 20 anos, moro sozinha há mais de um ano, mas me mudei pra L.A mês passado, pra administrar a loja da minha mãe, ela tem uma filial aqui, então resolvi ajudá-la.
James: Loja de quê?
Eu: Roupas. E nas horas vagas eu sou meio que uma "aprendiz" de estilista.
Kendall: Aprendiz de estilista?
Eu: Eu confecciono roupas pra mim. É um projeto pessoal.
James: Legal, você podia nos mostrar um dia.
Eu: Ah...Não. Vocês não iriam gostar. — disse tímida.
Kendall: Tenho certeza de que vamos gostar muito. — sorriu.
Ficamos conversando por mais algum tempo, mas já estava ficando tarde e apesar de morar na casa ao lado, eu precisava ir. Então, ajudei a lavar os pratos que havíamos sujado.
Eu: Obrigada pelo jantar, mas agora eu preciso ir, já está tarde e amanhã eu preciso acordar cedo pra resolver uns problemas na loja.
James: Fique pra um segundo jantar, Kendall iria adorar.
Eu: Muito engraçadinho, você hein.
Kendall: É, tem comida suficiente pra dois. — brincou.
James: Eu vou dormir aqui, tem que ter comida suficiente pra três, ou esse lugar ficaria pequeno demais pra nós dois, Arii. — debochou.
Eu: (risos) Tchau meninos, a gente se vê amanhã. — disse indo até a porta.
Kendall: Que tal você voltar pra preparar o café da manhã? A gente não aprendeu a cozinhar ainda. — pediu sorrindo.
Eu: É...Quem sabe eu sinta pena e venhar salvar vocês da monstruosa fome. — sorri e sai fechando a porta.
James: POR FAVOR, TENHA DÓ DE NÓS. — gritou enquanto eu saía.
Parece que eu ia me dar bem com o novo vizinho. Achei os garotos muito divertidos, e isso era ótimo, pois os demais moradores eram extremamente chatos e isso fazia com que eu me sentisse solitária de vez em quando, eu não tinha tantos amigos.
Fui pra casa, tomei um banho e dormi, porque no dia seguinte começaria a rotina. Toda manhã eu passava na loja, ficava lá por uma ou duas horas e voltava pra casa. Eu não tinha muita coisa pra fazer, geralmente eu preparava alguns relatórios dos gastos e ganhos e enviava pra minha mãe que esta no Brasil.
..................
No dia seguinte, às seis horas da manhã meu desepertador tocou, levantei, fiz minha higiene matinal, coloquei uma das roupas que havia criado, peguei a chave do meu carro e fui até a loja.
Como sempre, fui direto pro escritório, fiz dois relatórios e os enviei pra minha mãe por e-mail. Fiz uma pausa, andei pela loja pra ver se tudo estava em ordem, olhei se faltavam peças no monstruário e fiz mais relatórios em relação à roupas que vendiam mais, e outro em relação à roupas que apresentavam defeitos. Quando terminei, fui até o Starbucks e comprei um café, voltei pra loja e enviei os últimos dois relatórios e quando me dei conta já era hora de voltar pra casa.
Eu adorava trabalhar, era quase uma terapia pra mim. Eu estava proibida de ficar mais de duas horas na loja, minha mãe queria que eu ficasse com tempo livre, para que eu pudesse estudar, sair e encontrar um namorado. As duas horas de trabalho eram apenas uma desculpa pra ela poder me dar dinheiro, contanto que eu fizesse por merecer. E trabalhar é uma boa forma de merecer um salário.
Peguei minha bolsa, minhas chaves e voltei rumo a minha casa, parei numa padaria tradicional no centro da cidade, comprei alguns pães, frios e doces, passei também em um mercado pra comprar alguns ingredientes pra preparar panquecas e waffles, paguei também por sucos naturais, entre outras coisas. Voltei pro apartamento, deixei meu carro no estacionamento e caminhei até a porta de Kendall.
Bati na porta, com um pouco de dificuldade por causa das sacolas que eu carregava.
James: Hey, Arii, bom dia. — disse bocejando.
Eu: Desculpa, te acordei? Eu sei que é cedo, mas eu senti mesmo pena de vocês e resolvi trazer algumas coisas pro café da manhã.
Kendall: Café da manhã a domicilio? — apareceu sorrindo na porta. Ele estava com o cabelo bagunçado, calça de pijama e sem camisa.
James: Ah, vai dormir, Arii, e me deixa dormir também, por favor, passamos a noite toda arrumando a casa. — brincou.
Eu: Tudo bem, eu vo pra casa e vocês pra lanchonete. — sorri me despedindo.
Kendall: NÃO! Entra, tenho dó de mim pelo menos. — disse pegando as sacolas de minhas mãos e me puxou pra dentro.
Eu: Olha só, a casa está mesmo arrumada. — sorri analisando o local, que se encontrava em perfeito estado, com tudo em seu devido lugar. Olhei pra cozinha e percebi que eu não era a única a visitá-los naquela manhã. Estranhei em vê-los todos me olhando fixamente.
Eu: Err...Oi. — disse envergonhada.
– Oi. — disseram em coro, sorrindo.
James: Esses são Carlos e Logan. Eles são da banda.
Carlos: Hey, bate aqui. — se aproximou e fez gesto pra que eu batesse em sua mão. Ele era tão animado.
Logan: Para de assustar a garota, Carlos. — disse sorrindo e o empurrando para o lado — Prazer, sou Logan, seja bem vinda à nossa....- ele foi interrompido enquanto estendia a mão pra me cumprimentar.
Kendall: A minha casa. — sorriu e apertou a mão de Logan em meu lugar. Sorri espontaneamente.
Eu: Trouxe comida. Tem alguém com fome?
Carlos: Comida? Eu estou morrendo de fome. Estou aqui há mais de meia hora, não tomei café, Kendall não quis comprar comida, ninguém sabe cozinhar e estamos morrendo aos poucos. Isso é quase uma sessão de tortura. — disse desesperado. Comecei a rir.
Eu: Trouxe alguns pães, frios, doces, ingredientes para fazer panquecas e waffles, sucos e chips. — falei rindo.
Carlos: Chips? Eu ouvi mesmo a palavra chips? — assenti com a cabeça rindo. Ele veio correndo até mim e me abraçou forte, me tirando do chão e me rodando. Nossa, há quanto tempo esse garoto não come chips? — Eu nem te conheço ainda e já te amo. — comecei a rir mais alto.
Olhei em volta e todos estavam rindo, menos Kendall. Ele estava com uma expressão nada boa.
James: Café da manhã completo. — disse abrindo as sacolas.
Eu: Que tal irmos pra minha casa?
Kendall: Que tal aproveitarmos que você está aqui, e ficarmos na minha casa? — disse se jogando no sofá.
Eu: Ok, contanto que você tenha máquina de waffles. — sorri.
Kendall: Tudo bem, vamos pra sua casa. — disse se levantando.
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