Moments

25 Breakfast for a Couple?


Aria POV

No dia seguinte, acordei e admirei Kendall, que ainda dormia, resolvi fazer o nosso café da manhã, tentei de tudo para não acordá-lo, mas foi uma tentativa falha e frustrada, já que o sofá era pequeno. Quando me virei pra levantar, acabei caindo no chão. Murmurei e levantei rapidamente, acariciando os cabelos de Kendall, ao vê-lo se mexendo. Coloquei algumas almofadas ao seu lado, para que não sentisse minha falta.

Caminhei em direção à cozinha, mas acabei tropeçando na mesa de centro e derrubando os objetos ao bater meu braço neles. Novamente eu estava no chão. Kendall acordou assustado, procurando por mim e quando me viu no chão, começamos a rir alto.

Eu: É a segunda vez que isso acontece, não vou mais tentar fazer silêncio. — resmunguei ainda rindo.

Kendall: Segunda? — disse, estendendo seus braços pra me ajudar.

Eu: Caí do sofá há pouco tempo. — disse e ele começou a gargalhar, segurei suas mãos pra me levantar, mas acabei o puxando pro chão, fazendo com que caísse sobre mim. Gritei conforme nossos corpos se chocaram um no outro. — Hoje não é meu dia de sorte.

Kendall: Machuquei você? — perguntou, me analisando.

Eu: Você é pesado. — disse, e ele se deitou ao meu lado, e em seguida me puxou pra cima de seu corpo.

Kendall: Acabou o problema. — sorriu e se aproximou, selando nossos lábios.

Eu: Vou fazer minha higiene matinal. — disse, me levantando e caminhando até o banheiro, o deixando no chão, sorrindo bobo. Quando voltei, Kendall estava descendo as escadas.

Kendall: Fui lá em cima escovar meus dentes, você demora muito. — disse, me puxando pela cintura e me dando um beijo calmo.

Eu: Me deixa. — sorri — Vamos fazer o café da manhã?

Kendall: Não sei cozinhar. — fez bico.

Eu: É verdade. Havia me esquecido de que meu namorado é um desastre na cozinha. Você precisa aprender. O que quer comer? — sorri, caminhando até a cozinha.

Kendall: Panquecas. Pode me ensinar? — perguntou, entusiasmado.

Eu: Tudo bem, vamos fazer panquecas. — sorri.

Kendall: Então, o que eu faço?

Eu: Pegue dois recipientes.

Kendall: E agora?

Eu: Agora faça tudo o que eu fizer. — disse, pegando um dos ovos sobre a mesa e batendo levemente no recipiente, para quebra-lo.

Kendall: Quebrar ovo é fácil. — disse repetindo o processo, mas colocou força demais e o ovo acabou estourando e sujando sua mão. — Que nojo. — me encarou frustrado e correu para lavar as mãos.

Eu: Como você é fresco. — gargalhei — Vem cá. É assim que se quebra um ovo. — me posicionei por trás de seu corpo, segurei sua mão, dando uma leve batida no recipiente e fazendo o ovo se quebrar. — Viu? É assim. — sorri. — Agora segure um lado da casca e eu seguro a outra parte. — então nós o abrimos dentro da bacia.

Kendall: Deu certo. — disse empolgado.

Eu: Agora quebre o outro, mas sem a minha ajuda. — sorri e assim ele o fez.

Kendall: Consegui. — comemorou.

Eu: Agora coloque uma xícara de leite. — sorri ao vê-lo se atrapalhar.

Kendall: Pronto, uma xícara de leite. — sorriu, virando o ingrediente na vasilha.

Eu: É a minha xícara, não é? — gargalhei.

Kendall: Para de debochar. — me encarou e riu.

Eu: Tudo bem, agora coloque uma xícara de farinha de trigo. — mordi o lábio, segurando o riso.

Kendall: Pronto.

Eu: Coloque uma colher de manteiga. — disse, observando o quão perdido ele estava — Agora coloque uma pitada de sal e duas colheres de açúcar.

Kendall: Uma pitada de sal e quatro colheres de açúcar. — me encarou, sorrindo.

Eu: Kendall!!

Kendall: O que foi? — perguntou confuso.

Eu: Eram só duas colheres. — sorri, o puxando pra mais perto.

Kendall: Eu gosto de açúcar. — gargalhou. Parei para admirá-lo. Eu amo o jeito como ele fecha os olhos quando sorri e como seus lábios ficam ainda mais belos quando ele morde o canto dos mesmos no final do sorriso. — O que foi? — Perguntou, agindo exatamente como eu havia imaginado. Mordeu os lábios e me encarou, procurando uma resposta em meu olhar. Passou sua mão fria em volta do meu pescoço e isso me fez arrepiar, ele sorriu, sua mão esquerda estava na minha cintura, me mantendo próxima.

Minhas mãos estavam envoltas de seu pescoço, ele gosta quando acaricio sua nuca. Ficamos nos admirando por alguns instantes, meu olhar continuava fixo no dele. Kendall me segurou firmemente pela cintura e me beijou intensamente, colocando-me sentada sobre a mesa, empurrando todos os objetos pra trás. Coloquei minhas pernas envoltas de sua cintura, o fazendo ficar totalmente junto a mim. Admirou-me sorrindo, em seguida beijou meu pescoço, dando leves chupões e me pressionando contra seu corpo, passou suas mãos em meus cabelos. Mordi levemente seus lábios e arranhei suas costas, o fazendo gemer.

Nossas mãos passeavam por nossos corpos, por onde havia pele para ser tocada e sentida. Suas mãos passavam de minhas coxas até meu pescoço, minhas mãos passeavam pelo seu tórax, costas e braços. Kendall parou, me admirando, afastei-me sorrindo, mas ele aproximou-se novamente, me puxando, fazendo com que nossos corpos se chocassem levemente. Passou todo o meu cabelo para o lado esquerdo do rosto, beijando a extensão do meu pescoço, suas mãos seguravam as minhas, acariciando-as carinhosamente. Ele me encarou sorrindo e me abraçou forte.

Kendall: Eu te amo tanto que não quero estragar nada com você, quero que seja tudo perfeito, cada momento ao seu lado. Quero ver esse sorriso todos os dias, quero poder dizer ao mundo que você é só minha. Quero que você esteja ao meu lado, que você precise de mim assim como eu preciso de você. Eu te amo, minha princesa. — sorri e nos beijamos apaixonadamente.

Eu: Eu te amo. — sussurrei em seu ouvido ao abraça-lo.

Kendall: MINHA princesa. — seus olhos verdes brilhavam magnificamente. Me apertou num abraço, que me fez perder o ar de tão forte. — Continuando.....Você me tira a concentração, consegue ser linda até cozinhando. — sorriu — Falta muito pra acabar? Eu tô com fome.

Eu: Não, amor, agora é só bater tudo. — disse, ligando a batedeira. Kendall segurou minhas mãos para misturarmos os ingredientes. Quando terminamos, levamos para a geladeira por 30 minutos e nesse meio tempo arrumamos a bagunça que estava na mesa. Fizemos a calda de chocolate juntos e assamos as panquecas.

Kendall: Café para dois. — selou nossos lábios e arrumou os pratos e talheres na mesa.

Eu: Amor, que horas são?

Kendall: 12:30. Acho que enrolamos um pouquinho. — sorriu.

Eu: A culpa não foi minha. — disse, rindo.

Kendall: Ainda bem que hoje o dia é apenas nosso, sem ninguém pra....

– Kendall! Kendall! Arii! Pessoal? — alguém gritou na porta, o interrompendo.

Kendall: ATRAPALHAR! — gritou, balançando a cabeça negativamente — É o James, finja que não estamos em casa. — disse e gargalhamos.

James: Eu estou vendo vocês. Abram a porta, quero entrar. — apareceu na janela, gritando e rindo.

Kendall: Vai embora, James. Eu já te vi ontem. — disse, me abraçando por trás.

James: O que foi? Quer passar o dia inteiro com a namorada? Não vou dar privacidade pra vocês.

Logan: Abram a porta ou vamos precisar assoprar igual o lobo mal dos três porquinhos. — gargalhou e nós caminhamos abraçados até a porta, abrindo-a.

Kendall: Entrem logo.

Carlos: Onde está a comida? — nos atropelou, caminhando até a cozinha.

James: Vocês demoraram muito pra abrir a porta, seus folgados.

Logan: Eu ia assoprar a casa. — sorriu. Kendall fechou a porta e ficou pensativo, direcionando seu olhar pra cozinha.

Kendall: Corram, o Carlos está sozinho na cozinha. — disse, rindo e me puxando.

James: Só dois pratos na mesa?

Kendall: Era pra ser um café da manhã de casal.

Eu: Aqui, James, um prato pra você. — disse, colocando mais pratos sobre a mesa.

Tomamos o café da manhã, que foi interrompido pelas milhares de ligações que Kendall recebeu, perdi a conta de quantas vezes ele se levantou pra atender o celular.

Eu: O que vamos fazer? — perguntei. Kendall não estava por perto, estava no celular novamente.

Logan: JOGAR VIDEO GAME. — gritou.

Carlos: Eu primeiro!

Eu: Tudo bem, apenas não se matem. — disse, rindo, me jogando no sofá. Logan se sentou ao meu lado e me abraçou.

Logan: Tá preocupada?

Eu: Tá tudo bem. Por que eu estaria preocupada? Só porque o Kendall fica o tempo todo atendendo essas ligações misteriosas? Não, tá tudo bem. — desviei o olhar.

Logan: Aposto que é coisa de trabalho. Kendall nunca magoaria você. — disse, bagunçando meus cabelos — E falando em trabalho, você já pensou em publicar suas obras? Suas roupas são incríveis.

Eu: Nunca. Minha mãe já tentou publicá-las, mas quase paramos de nos falar por causa disso. — gargalhei — Talvez um dia eu......

James: Arii, sua vez. — disse, me interrompendo e me puxando. Direcionei meu olhar pra Logan e sorri.

Logan: Não se preocupe. — sorriu.

James: Agora você vai jogar comigo e vai perder. É fácil ganhar de garotinhas.

Eu: Qual é esse jogo?

James: Luta. Por quê? Quer um da Barbie? — debochou.

Eu: Eu vou acabar com você. — sorri e o encarei, provocando. Carlos e Logan começaram a gritar. — WINNER! Ganhei de você, garotinha. — gritei e os meninos zombaram.

James: você apelou, não vale.

Eu: Ganhei, ganhei, ganhei. — me joguei em cima dele.

James: Já disse que não valeu. — disse, rindo. Ele me jogou no chão e fez cócegas até que eu consegui fugir. Ele me seguiu, quando estava quase me alcançando esbarrei em Kendall, que me abraçou e sorriu. — Injustiça, ela roubou o tempo todo, Kendall.

Kendall: Roubando, é? — me encarou sorrindo — Eu que vou roubar vários beijos de você. — me puxou pra mais perto, beijando todo o meu rosto, me fazendo sorrir.

James: Vamos voltar a jogar. — disse, indo até a sala.

Eu: Vamos, quero muito ver você perder pro Carlos.

James: Eu sempre ganho do Carlos.

Eu: Quero ver então.

James: Carlos, vem jogar comigo. Quero mostrar pra Arii que você sabe perder.

Carlos: Claro, James, vamos jogar. Sempre ganho. — piscou e sorriu.

Logan: Vai mais pra lá. — nos empurrou, se ajeitando no sofá.

Kendall: Ei, cuidado.

Logan: O casal tá bravinho? — debochou, me fazendo rir.

Kendall: Pare de rir ou ele nunca irá nos respeitar. — me encarou, fingindo estar bravo.

Eu: Bobo. — sorri, passando meus dedos em seu rosto e ele me encarou — O que foi?

Kendall: Gosto de te admirar. Você é linda, MINHA linda. — sorriu bobo — Eu te amo, sabia? — disse, me beijando.

Carlos: WINNER! Venci. — gritou.

Eu: LOSER. — gritei pra James.

James: Carlos é como você, não sabe jogar.

Eu: É isso aí, Carlos, bate aqui. — fizemos um high-five.

Kendall: Desista, James. Você é horrível nesse jogo.

James: Kendall, você é pior que eu. — gargalhou.

Kendall: Mas não me atrevo a jogar.

Carlos: Kendall, tem batatas aqui? — perguntou, se levantando do sofá e caminhando até a cozinha.

Kendall: Armário esquerdo. — gritou. Continuei sentada em seu colo, brincando com os botões de sua camisa e mexendo em seu cabelo, enquanto ele acariciava meu rosto. Me abraçava, me segurava pela cintura, brincava com meus cabelos, beijava meu pescoço, me fazendo sorrir. — Sabe..... Eu nunca amei tanto um pessoa como eu amo você. — sorriu.

Eu: Então somos dois. — sorri e o beijei.

Carlos: EU VOU PEDIR PIZZAS.

Eu: Ótima ideia.