Momentos
7 Capitulo 7
Notas iniciais
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Alguns dias depois
Um pouco antes do horário do almoço, Emma ligou para Regina convidando-a para almoçar no Granny junto com sua família. Durante todo o almoço, onde Regina aproveitou para pegar o pequeno Neal que estava cada vez maior no colo, as duas evitaram o máximo possível mostrar que estavam em um relacionamento. Seus pais e até mesmo Henry, que sempre se mostrou mais perceptível que os outros, não desconfiavam das duas, já que elas viviam juntas antes. Ou pelo menos era o que ambas achavam.
Elas decidiram que iriam manter o relacionamento em segredo em uma conversa, logo que começaram a namorar, já que se algo desse errado, quase ninguém sairia machucado. Após o almoço, Emma e Henry foram até a casa da morena. Assim que entraram, o menino saiu correndo escada acima, deixando ambas as mulheres sozinhas.
–Nós devíamos contar para ele. – Emma abraçou rapidamente a namorada.
–Você acha?
–Sim.
A morena olhou indecisa para a outra, mas logo em seguida se aproximou dos pés da escada e gritou o filho. Elas esperaram até que ele descesse e os três foram para a sala, sentando nos confortáveis sofás, ambas de frente para o garoto.
–Nós precisamos te contar uma coisa. – Regina começou, olhando para a loira em seguida, em uma tentativa de decidir quem contaria.
–Finalmente. – O menino falou, chamando a atenção das duas. – Achei que nunca me contariam que estavam juntas.
–Co-como você sabe? – Emma perguntou enquanto segurava na mão de uma pálida Regina.
–Está meio na cara, sabe. – Henry riu. – Ambas recebendo ligações todas as noites, não param de mandar mensagens e não param de se tocar e de se olhar quando acham que ninguém está vendo. Até o vô está desconfiado.
–Nossa. – Regina piscou algumas vezes e olhou para a loira embasbacada. – Somos péssimas namoradas secretas.
–Como você se sente com tudo isso, Henry?
–Por mim tudo bem. – ele deu de ombros, se levantando do sofá. – Só que se uma machucar a outra, vai ter que se ver comigo.
–Por isso que te amo, henry. – Regina puxou o filhos pelas mão e os três se abraçaram.
–A bebê! – Henry gritou. – Ela está se mexendo.
A morena e o garoto sentaram-se ao lado da loira, colocando as mãos pela barriga, na espera de sentir algo. Pouco tempo depois, Regina também pode sentir a criança se mexer.
–Ela se mexeu de novo. – ela olhou para a namorada, que sorria para a cena dos dois. – Você já pensou em algum nome?
–Ainda não. – Emma fez um biquinho. – Não encontrei nada que me agradasse o suficiente.
–Ela precisa de um nome. – Henry disse. – Não podemos chamar ela de bebê para sempre.
–Talvez você devesse colocar o nome dela de Leia, já que ela vai ser uma princesa. – Regina brincou. – Esse é o único nome de princesa que você é capaz de pensar sobre pressão.
–Muito engraçado, Gina. – o bico de Emma aumentou. – Você deveriam me ajudar a achar um nome e não tirar sarro de mim.
–Vamos fazer assim. – Regina abraçou Emma por cima dos ombros. – Nos finais de semana, Henry e eu te damos um lista com cinco nomes e você separa o que gosta. Mas você também tem que procurar e pensar em outros.
–Precisamos de um nome antes dela nascer, mãe. – Henry disse, sentindo a irmã chutar novamente.
***
–Quem é vivo sempre aparece, não senhorita Swan? – Ruby falou quando Emma sentou em uma banqueta no Granny’s.
–Também senti sua falta, Ruby. – a loira riu da amiga. – Agora me arranja um chocolate por favor.
–Não parece que sentiu minha falta. – a morena apareceu depois de um tempo, colocando a xicara de chocolate na frente de Emma. – Depois que virou amiga da Regina quase nunca mais apareceu aqui para conversar comigo. E por falar na Rainha...
–O que? – Emma estranhou quando Ruby se aproximou, fungando perto dela.
–Eu sentia o cheiro dela em você antes, Emma, mas nunca forte desse jeito – a loba se aproximou, arregalando os olhos. – Você estão juntas?
–Por que da pergunta? – a loira parecia assustada.
–O cheiro dela só ficaria em você desse jeito se vocês passassem varia horas juntas, abraçadas no mínimo, e todos nós sabemos que você não é do tipo que fica abraçada com as amigas.
–Okay. – a sheriff sussurrou, olhando para os lados. – Nós estamos juntas.
–E ninguém pode saber, certo? – Ruby deu a volta no balcão e se sentou ao lado de Emma. – E como vai essa garotinha?
–Está bem. – a loira suspirou enquanto passava a mão pela barriga, enquanto sentia a bebê mexendo. – Não para quieta em nenhum momento.
–Ela está mexendo agora? – a garçonete estendeu a mão para perto da barriga da amiga. – Posso sentir?
Emma segurou a mão da amiga e puxou para a barriga. Ruby sorriu enquanto sentia a bebe se movimentando. Ela dava gritinhos para cada chute, mesmo leves, que sentia na palma da mão. Foi quando Regina entrou na lanchonete e olhou para a morena com um olhar fulminante.
–Sua garota chegou. – Emma olhou para trás, sorrindo para Regina. – Deixa eu voltar a trabalhar antes que ela me mate.
–Exagerada. – a loira riu.
–Miss Lucas. – Regina disse, ocupando o lugar onde Ruby estava. – Poderia me arranjar um café preto com açúcar e outro chocolate para a Swan, por favor.
–Achei que você estava no trabalho. – Emma passou a mão pela de Regina rapidamente. – Senti sua falta.
–Também senti a sua. – a morena sorriu levemente. – Você vai para casa hoje?
–Vou.
–Henry vai para a casa de Grace hoje.
–Isso me parece promissor. – a morena riu. – Posso passar a noite na sua casa?
–É claro, Emma.
Pouco tempo depois, Ruby apareceu com o café de Regina e uma nova xicara de chocolate para Emma
–Espero que não seja necessário sentir ciúmes de suas amizades, Emma.
–Relaxe, Gina. – a morena olhava para a loira por cima da xicara. – A única garota que me interessa é você.
–É bom mesmo. – Regina sorriu e colocou a mão na barriga da loira. – Como ela está?
–Um tanto inquieta.
E elas ficaram conversando durante a tarde, até que a morena fosse obrigada a voltar para a prefeitura.
***
Emma apareceu as oito na casa de Regina. Ela carregava uma mochila que continha seu pijama (ou seja, uma camiseta larga de seu pai que era uma das poucas peças de roupa que ainda se mostravam confortáveis), roupas limpas e sua escova de dente. Ela tocou a campainha e esperou até que Regina aparecesse na porta.
–Chegou na hora. – Emma entrou e deu um selinho na morena, deixando a mochila ao lado das escadas. – Acabei de terminar a salada que fiz para nós.
–Salada? – a loira perguntou, acompanhando a namorada pela casa.
–Sim, salada. Voce precisa de coisas leves, Emma.
–Okay, mamãe. – elas se sentaram e Regina começou a servir os pratos.
O jantar passou quase que totalmente em silencio. Apenas alguns comentários partiram da parte da sheriff, elogiando o jantar. Depois as duas levaram a louça até a cozinha e ajeitaram tudo, se dirigindo para a salsa em seguida. Regina obrigou Emma a se sentar e colocar os pés para cima, recebendo uma massagem.
A loira já quase não usava botas, mas optara por sapatilhas confortáveis. Suas calças jeans também haviam sido deixadas de lado e algumas compras foram feitas, como calças com faixas na cintura, vestidos, macacões e blusinhas maiores. Seus pés e tornozelos inchavam, pequenas manchas começaram a aparecer, entre outras coisas que eram resultados do avanço da gestação, mas Emma não se importava muito. Ela queria aproveitar ao máximo a gravidez e nada parecia poder abalá-la.
–Em, vamos subir? – Regina perguntou.
–Vamos. – Emma colocou os pés no chão.
–Entao quer dizer que eu finalmente vou conhecer o quarto da rainha? – Emma brincou.
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