Momento.
7 Cap.06 - O Fim da Noite.
Chega o garçom com uma bela barca recheada de diversas variedades em comida japonesa, ambas comemos, conversando coisas e outras como sobre o lugar, como a vista é linda, minha escola e por terem entrado de férias mais cedo devido a copa mundial mais em nenhuma hipótese sobre meus familiares, minha tia, sua partida no dia seguinte, apenas usufruímos daquele momento e agora escrevendo, lembro de cada detalhe, aroma e rio diante disso, pois foi mais que perfeito.
Assim que terminamos nossa refeição, nos retiramos do restaurante, damos uma volta pelo centro e logo notamos que logo daria 10:00.
Assim vamos para casa, por um instante não desejo ir, quase que peço para irmos a qualquer outro lugar mais me lembro do que uma vez Natalia dissera de que teríamos que nos esforçar também e seguir determinadas regras dos meus pais, pois para eles não seria fácil e em como ela prezava a confiança dos meus pais e respeitava eles, assim apenas me sento mais perto e enquanto dirigia fazia caricias em sua nuca.
Quando chegamos em casa meus pais estão na cozinha e pela primeira vez eles não nos olharam surpresos, pois das ultimas quatro vezes que Natalia esteve em casa e dessas vezes, apenas saímos duas vezes, eles nos olhavam surpresos quando chegávamos e depois minha mãe me confessou que não esperava que Natalia prezaria tanto as regras de meu pai.
Conversamos um pouco, perguntam a respeito do jantar, se o centro estava movimentado e a Natalia agradece pelo carro e assim que ela se sentou no sofá, notei o quanto estava exausta e assim que ela subiu para se trocar fui pegar travesseiro e coberta para dormir, pois ela sempre dormia em casa mais no sofá, outra coisa que sempre discordei dos meus pais, não podermos dormirmos juntas mais com o tempo a gente aprendeu a relevar isso.
E assim que estava me dirigindo a sala minha mãe me para no meio do caminho, me olhando de forma enigmática diz:
— Onde vai com isso Laura ?
— Vou arrumar para a Natalia, acredito que ela já ira dormir, agora notei mãe como ela esta cansada.
— Ah, seu pai não comento com você de que dessa vez ele deixaria Natalia dormir no seu quarto?
Paro por um momento e não acredito no que estou ouvindo, minha mãe me olha de forma perplexa pensando se não falou besteira e antes que ela protestasse vou a cozinha e pergunto ao meu pai que diz:
— Bom é, hum ... Sim desta vez concordei , desta vez somente. — noto que ele tenta parecer durão.
Mas logo noto que era como se a Natalia finalmente tivesse adquirido sua confiança mais que acima de tudo ele parecia com pena dela, mas não opto por discutir quanto a isso, apenas rio e vou contar a Natalia, encontro com ela já na sala vestida com sua roupa tradicional de dormir, calça e camiseta.
Quando conto a ela, por um momento ela não acredita e pensa ser brincadeira, até que minha mãe não se aguenta, passa e diz:
— Vá logo antes que mude de ideia.
Rimos e só vamos mais uma vez a cozinha dar boa noite ao meus pais que logo também vão se deitar.
Subimos, Natalia joga sua bolsa de lado e de imediato deita, assim que ela relaxa, vejo a exaustão tomar conta do seu corpo como se a muito tempo não descansasse, troco de roupa e deito ao seu lado, ela tem seus olhos fixos nos meus e diz:
— Amor fecha os olhos tenho uma surpresa para você.
Arregalo os olhos, pensando não ter ouvido direito e digo:
— Surpresa?
— Sim surpresa, feche seus lindos olhos — rimos e ela passa sua mão pelos meus olhos e os fecho, escuto o zíper da bolsa e me sinto apreensiva, pois não sei mais o que esperar dela — Pode abrir.
Quando abro há uma caixa de veludo tamanho médio e quadrada na minha frente, de imediato não sei o que fazer, apenas me sento e ela coloca em meu colo e se senta de frente pra mim.
— Amor um presente para mim, foi tudo tão perfeito, não precisava me dar presente, você é meu presente, o que é?
Ela ri e diz:
— Não sei amor o que é , mandei a minha outra amante comprar — ela ri mais ainda.
— Ah sem graça — não me aguento e também rio e abro a caixa.
Dentro da forma mais delicada possível há um colar, ele é prata e seu pingente uma estrela, fico fascinada e o ergo em minha frente para ter uma visão melhor, encontro os olhos de Natalia que me olham apreensivos como se estivesse tentando adivinhar se gostei.
— Ai amor que lindo, eu amei, coloca em mim.
Me viro de costas e sinto suas mãos percorrendo meus ombros até encontrarem minha nuca e o feixe do colar, assim que coloca, me viro para ela e seus olhos percorrem meu pescoço onde esta o pingente e olhando em meus olhos diz:
— É você minha princesa, minha estrela da sorte, a estrela que vai me guiar em todos os meus caminhos, uns tem o trevo de quatro folhas que trás sorte e eu tenho você, toda vez que eu olhar para o céu e ver uma estrela lembrarei de você e terei a sensação de que te tenho mais perto.
— Perfeito amor, que lindo! Só você mesmo amor para me surpreender dessa maneira, você é a melhor coisa que já me aconteceu , melhor parte de mim, da minha vida, eu te amo.
— Eu também te amo e para todo sempre.
Nos beijamos e quando nossos olhos se encontram novamente, vejo seus olhos brilharem com tamanha intensidade e desejo, meu corpo treme e a puxo para mim , sinto seu corpo se encaixar em perfeita sintonia com o meu, seus lábios nos meus até descer para o meu pescoço. Minhas mãos percorrem ferozmente seus cabelos, suas costas e puxo sua camiseta até que a tiro, passo a unha pelas suas costas e sinto seu corpo tremer e sua respiração arquejar em meu pescoço onde sinto seus lábios o tocarem de forma carinhosa.
Meu corpo e minha alma desejam quebrar qualquer barreira entre nós, sinto suas mãos percorrerem todo meu corpo e travarem em minha cintura, sua mão puxando minha blusa para cima e a tira, de algum modo nossos corpos se entendem, compartilham a mesma intensidade de desejo e fazemos amor naquela noite.
Quando abro os olhos sinto os pequenos feixes de luz do sol em mim, olho para o relógio na escrivaninha que marca 09:00, me sinto zonza de inicio e paro para pensar se tudo que houve no dia e noite anterior foi um sonho, até que sinto os braços familiares em volta de mim e uma respiração uniforme em minha nuca.
Me viro de forma lenta e devagar e me deparo com Natalia dormindo, um sono tranquilo e um rosto sereno, sorrio diante dela e acaricio levemente seu rosto para não acorda-la, lagrimas brotam dos meus olhos e sinto elas escorrerem pela minha bochecha, a beijo no rosto de forma delicada, fico por um instante olhando para ela e meu peito se enche de felicidade por lembrar cada instante da noite passada como também da nossa primeira vez.
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