Notas iniciais
Só desenterrando coisas do baú

Era uma noite de quarta-feira e Morfeu descia seu manto negro adornado em pedraria infinita. Estava em meu escritório, ouvindo um personagem, quando, intuitivamente, saí para tomar um pouco de ar. Num minuto daqueles em que os astros se alinham a cada passo é importante, olhei para o lado e vi o amor da minha vida numa visão embaçada de sonho, segurando nossos dois meninos, do outro lado da rua. Eu poderia correr e abraçá-lo,fechar a porta do escritório e da minha vida para sempre. E ele me viu e atravessou a rua e os passos ritmavam com o compasso do meu coração. Virei-me, e poderia ve-lo passar, e ele poderia me pegar pelo braço e pela alma. Virei-me de novo e ele entrara no carro e se fora. O telefone tocou e Morfeu e os astros continuaram as suas tarefas. E eu continuei com as minhas.

Notas finais
2006
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!