Modo Tropa De Elite
8 Área 3
Notas iniciais
OBS: Arthur Kirkland - Inglaterra (OFICIAL)
Francis Bonnefoy - França (OFICIAL)
Luís - Maranhão (Minha imaginação me espanta... [Capital do Maranhão = São Luís] >.>
EUA, Inglaterra, França e Canadá
As quatro nações se depararam com um corredor vazio ao entrar pela porta escolhida. França estremeceu. Algo no ar parecia gritar para que ele voltasse e fosse de volta para casa. Correndo, se necessário. Infelizmente, Inglaterra notou a breve hesitação do seu eterno "inimigo".
- Com medo frog? — Indagou o inglês, um sorriso maldoso nos lábios.
França lançou-lhe o olhar mais irritado que poderia dar.
- Não. E seus amigos imaginários Anglaterre?
Foi a vez de Inglaterra se enraivecer com o vizinho.
- Eles não são imaginários wanker! Só porque não pode vê-los, não significa que não existam!
- Trés bien Anglaterre. Então me mostre algo que prove a presença deles!
Inglaterra olhou para o lado, doido para pedir que Flying Mint Bunny (N.E: Desculpa, mas o nome do coelho-voador-cor-de-menta do Inglaterra fica melhor no inglês... Viu?) puxasse o cabelo do irritante francês, ou fizesse qualquer coisa (de preferência que causasse dor) a França. Porém, por mais que Inglaterra vasculhasse o local, ele não conseguia achar seus sempre-presentes amigos. Os olhos verde-esmeralda do país se arregalaram. Isso só podia significar que algo ruim estava para acontecer. Algo muito ruim. Francis deu um sorriso triunfante.
- Finalmente! Não pode fazer isso, não é Anglater...
- AHHHHHH!
As duas velhas nações se viraram rapidamente em direção ao grito, que vinha de EUA, cujas costas estavam prensadas em uma das paredes do corredor, enquanto na frente do estado-unidense havia uma nota, presa a parede oposta. Canadá, ou melhor, uma sombra, se encontrava ao lado do irmão, também encarando aquela folha de papel.
- Para que tanto escândalo Amérique? É só uma nota.
Os olhos azuis-céu do país americano estavam brilhantes de lágrimas de medo.
- E-e-e-el-ela n-n-não est-t-t-tava ali ante-e-es... — Ele gaguejou (N.E: Pobre EUA... Estou usando ele como bode expiatório desde o começo da fic...).
Com um bufo de fustração, Inglaterra se dirigiu até o bilhete.
- "Caros Estados Unidos, Inglaterra e França," — Leu o inglês- "é uma honra tê-los em nossa casa, porém, o que fizeram à nossa nação foi um ato imperdoável. Por esta nota mandamos um aviso: não adianta tentar escapar. Vocês estão perdidos. Com nossos sinceros cumprimentos, B, M e P."
Um silêncio recaiu sobre o grupo. Com certeza era estranho avisar que eles iriam ser alvos de ataques, já que isso estragava o elemento surpresa, mas a nota havia causado um grande impacto na moral das nações. Nunca era uma sensação agradável saber que alguém, ou alguma coisa, queria o seu sangue.
- Anglaterre.
Inglaterra mirou o seu vizinho europeu, que observava a nota com a face um tanto pálida, o que, em qualquer outra ocasião, seria motivo de troça por parte do inglês, mas não agora, já que Arthur tinha certeza que a cor de seu rosto não devia estar melhor do que a do francês.
- O quê?
- Tem algo escrito atrás.
Virando a nota, a nação percebeu que, realmente, havia algo rabiscado no verso do bilhete.
- "Morte aos franceses." — Leu Inglaterra.
França se tornou ainda mais pálido, se isso era possível. Arthur o encarou, com um olhar misto de pena e surpresa.
- Parece que o problema é com você frog.
\\...\\
O resto do corredor foi percorrido em silêncio, até EUA percebendo que não era uma boa ideia falar no momento. Os países, no entanto, logo notaram algo estranho. Por uma fresta de uma das portas daquele corredor, escapava uma luz. Uma luz pálida e tremulante, que parecia vir mais de uma vela do que de uma lâmpada.
Eles se entreolharam. EUA, querendo provar que, apesar de seu pequeno deslize no começo do percurso, ele ainda era o herói, foi até a porta e a abriu. Nenhum rangido veio das dobradiças, mostrando que, apesar daquele lugar ser aparentemente abandonado, alguém ainda frequentava e passava óleo nas portas. Meio hesitante, o estado-unidense adentrou no cômodo.
ÁREA 3 — Bahia, Pernambuco e Maranhão
Velas. Muitas velas. Em cada superfície lisa do local havia um prato, onde queimava aqueles inúmeros bastões de cera. Sombras bruxuleavam nas paredes, criando imagens sombrias que pareciam se mexer, fazendo as nações enrijecerem, sentindo que havia algo errado naquele lugar. Silenciosamente, a porta foi fechada. Inglaterra, que havia sido o último a entrar, virou-se, surpreso e temeroso na direção da sua, agora bloqueada, saída. Três figuras, os rostos ocultos pela pouca luz, se encontravam ali. Antes que o inglês conseguisse emitir um grito de surpresa, uma das figuras se mexeu. Arthur sentiu uma dor lacinante na lateral da cabeça, e, antes mesmo que caísse no chão, perdeu os sentidos.
EUA e França deram um pulo para longe da porta assim que ouviram algo cair ao chão. Dando um rodopio, ambos viram Inglaterra caído no chão e os agressores do inglês parados calmamente encostados na porta.
- Boa noite. — Uma das vozes falou.
Apesar de ser jovem, e estranhamente alegre e radiante, aquela voz masculina fez os dois países recuarem mais em relação a porta. Aquela voz podia ser comparada com a de Rússia, alegre por causa da expectativa de fazer alguém sofrer. Um risinho feminino saiu da figura mais perto do corpo imóvel de Inglaterra. EUA soltou um riso nervoso em resposta, e, após limpar a garganta, cumprimentou-os.
- Hmm... Good night dudes! Everything's fine, I hope? — Um sorriso tenso pairava no rosto da nação, enquanto ela pensava repetidamente: "Não me matem, por favor. Não me matem, por favor. Eu sou novo demais para morrer. Eu tenho o quê? 236 anos? Eu não tenho idade o suficiente para morrer!".
- Oh. — Outra das figuras se pronunciou- Tudo está ótimo. Principalmente agora que você e França estão aqui...
O modo como a figura disse "França" fez a própria nação estremecer. O que pareceu deixar o outro ainda mais alegre.
- Tsk, tsk, tsk... Você deveria estar mais alegre senhor França. Não sentiu saudades?
Algo estalou na memória francesa. Algo muito antigo, quando ele ainda era um império poderoso. Algo antigo demais para estar relacionado com a jovem figura em sua frente.
- Ahn... Oui...?
Uma gargalhada saiu do seu interrogador.
- Você não faz a menor ideia do que está dizendo, francês!
Outra das figuras soltou um riso. Porém, a que os países desconfiavam ser uma mulher não riu.
- Então é ele, Luís? — Ela perguntou
Um sorriso maldoso pode ser visto na face de Luís.
- Ele mesmo mana~
- Muito bem... — A figura se movimentou em direção a França- Nós temos algo para conversar, senhor França...
O mesmo não parecia muito ansioso para "conversar", no entanto. A cada passo que a mulher dava em sua direção, Francis recuava dois, o que, com certeza, não era divertido para sua perseguidora. Porém, o espaço que o francês tinha para recuar não era infinito. Após dar mais um passo, as costas de França bateram na parede daquele cômodo. Em pânico, o loiro olhou para os lados, tentando ver se alguém ali teria um pouco de compaixão pela sua situação, mas tudo que ele conseguiu ver foi EUA sendo intimidado por outra das figuras, Inglaterra ainda caído desacordado no chão e o vulto que se chamava Luís, pelo que França conseguira entender, aproximando-se da indefesa nação francesa. Assustado, Francis fez o que qualquer pessoa encurralada faria. Começou a atirar qualquer coisa em sua volta nos seus atacantes.
Pratos e velas voavam por toda a sala, forçando os Estados a desviarem-se para evitar serem atingidos. Maranhão, ou Luís, que era seu nome humano, teve que se abaixar abruptamente para não ser acertado por um candelabro. "Honestamente", pensou o nordestino, "porquê Pernambuco teve a idéia de colocar velas na sala? O efeito foi legal, mas...", seu pensamento foi interrompido quando um prato passou rente ao seu rosto.
Bahia, a mais próxima do francês, tinha quase tanto trabalho para se desviar daqueles projéteis improvisados quanto seus irmãos, apesar de não parecer tão óbvio por causa da agilidade que ela tinha. Mas isso estava começando a irritar e cansar a baiana. Ao evitar uma almofada (de onde aquilo tinha vindo?), ela pisou numa poça de luz, feita por inúmeras velas que ainda não haviam sido atiradas. E isso significou a derrota francesa.
França piscou duas vezes, pensando que a mulher em sua frente era uma miragem. Ou alucinação. Após alguns segundos, nos quais ele convenceu-se que ela era de verdade, um tipíco sorriso francês surgiu em seu rosto, juntamente com o pensamento:"Achei uma substituta para chérie Brésil, ohonhonhon...". Logo, suas forças foram desviadas para a baiana, fazendo-o não notar Maranhão levantando um suporte de velas decorativas acima de sua cabeça. Quando Francis ia falar alguma frase de duplo-sentido para sua atacante, o maranhense acertou-o com sua "arma", fazendo com que os olhos azuis de França se revirassem e apagassem, enquanto seu corpo batia de encontro ao piso.
- Agora só falta o Holanda... — Comentou satisfeito Maranhão (N.E: Muito bem, HISTORY TIME! Em 1612, franceses ocuparam a área onde é atualmente o Estado do Maranhão, e fundaram São Luís, hoje capital maranhense. Eles foram expulsos pelos portugueses em, aproximadamente, 1615, MAS [Sempre tem um "mas" na história] algum tempo depois a província foi novamente atacada, só que dessa vez pelos holandeses (1641). Tradução: Maranhão tem muita má-sorte).
Bahia encarava o inconsciente francês curiosa.
- Porque será que ele parou de jogar coisas? — Ela perguntou para o irmão, que deu de ombros.
- Eu vou saber? Estrangeiros são estranhos. Eles comem abacate com sal, por exemplo (N.E: Nada contra, na verdade. É só... curioso. Abacate é doce, gente! [Apesar que eu adoro guacamole. Vai entender.])
- É... Talvez você tenha razão.
Após terminar de falar, a baiana se virou para ver como Pernambuco estava indo com o estado-unidense. Porém, qual foi sua surpresa ao notar seu irmãozinho caído no chão, totalmente desnorteado.
- Pernambuco! — Ela exclamou, correndo para o lado do mesmo- O que aconteceu?
O nordestino colocou as mãos na cabeça, que latejava impiedosamente.
- Ai... Eu só me lembro de um desses pratos voadores acertando minha cabeça... Aí aquele maldito norte-americano me dando uma cotovelada no estômago e saindo porta afora com o inglês nos braços. O que seria romântico se, bem, você sabe... Não fosse essa droga de dor-de-cabeça?
Maranhão tirou um transmissor do bolso enquanto Bahia cuidava de Pernambuco.
- C.I.C?
-Nós mesmo! O que foi Maranhão? — Respondeu a voz de Paraíba.
- França abatido, Pernambuco semi-consciente e EUA escapou com Inglaterra, que está desacordado.
- ... EUA escapou?
- Pois é.
- Vou falar com o Brasília, mas melhor você e a mana trazerem o França e o Pernabuco pra cá.
- Ok. Câmbio, desligo.
- E aí? — Perguntou Bahia ao ver Maranhão arrastando França em direção à porta.
- Vamô indo. Nada pra fazer por enquanto. Mas quando eu colocar minhas mãos naquele estado-unidense...
Bahia sorriu enquanto ajudava Pernambuco a se levantar. Esse era seu irmãozinho.
\\...\\
Estados Unidos corria desenfreadamente com um desacordado Inglaterra nos braços. Ainda bem que a maior parte dos agressores decidira se concentrar em França! EUA nunca pensou que fosse se sentir tão grato à nação francesa. Enquanto duas das três figuras iam para cima do francês, o estado-unidense conseguira pegar Inglaterra e fugir dali, dando uma cotovelada no seu atacante, que já estava meio... "NÃO!", pensou ele, parando abruptamente, quase indo de cara no chão.
- Eu não fugi! — Ele gritou para o corredor vazio no qual se encontrava- Eu fiz uma retirada estratégica! Um hero sabe quando se retirar do campo de batalha para poupar a vida de seus companheiros! O sacrifício que França fez nunca será esquecido!
\\...\\
C.I.C
- Porque o EUA está gritando com as paredes? — Perguntou Acre, curioso.
Paraná deu de ombros.
- Eu sempre achei que ele era meio maluco. Com todas aquelas histórias de aliens e tudo, quem não seria?
Os demais Estados concordaram, logo voltando sua atenção para o que estavam fazendo antes, ignorando as imagens de um estado-unidense provavelmente alucinando.
\\...\\
Enquanto isso, Canadá observava o irmão tendo uma de suas crises heróicas.
- ...Quando será que ele vai notar que eu estou aqui? — Murmurou o ignorado canadense para si mesmo.
Notas finais
Traduções~
Inglês: Frog - Sapo (os ingleses chamavam os franceses assim em uma [ou em várias] das guerras que eles lutaram entre si)/ Wanker - Gíria ingles. Pelo que eu consegui entender, é algo como delinquente/"Good night dudes! Everything's fine, I hope? " - "Boa noite caras! Tudo está bem, eu espero?"/ Hero - Herói.
Francês: Anglaterre - Inglaterra/ "Trés bien Anglaterre" - "Muito bem Inglaterra"/ Amérique - América/ Oui - Sim/ "Chérie Brésil" - "Querida Brasil".
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