Modo Tropa De Elite

2 Um Erro de Cálculo (ou A Reunião)


Notas iniciais
Os países latinos americanos (ou seja, as ex-colônias espanholas) são, nesta fanfic, parentes. Os sul-americanos são todos irmãos e primos dos centro-americanos, apesar dos últimos também serem "filhos" do Espanha. Confuso, eu sei. Mas Hetalia e a minha mente são confusos!

AVISO!

CUIDADO! ESSE CAPÍTULO CONTÉM FRANÇA!

Sim. Aquela mulher era Brasil. Para entender como isto se passou, precisamos voltar um pouco no tempo e nos focar em um prédio especial, localizado em um lugar qualquer do Rio de Janeiro. Lá acontecia uma reunião cujo objetivo era juntar quase todas as personificações dos países do mundo. E, obviamente, o anfitrião estava presente.


Hey Brazil! O que você acha de...


– Honestamente América! Você não acha que já irritou Brasil suficientemente por um dia?


– Mas Iggy...!


– Não me chame de Iggy, wanker!


Porquoi Anglaterre? É um petit nom, assim como você é um petit monsieur!


– Você quer que eu te mande de volta para a Europa via aérea, França?


– Ohonhonhon... Vai pagar minha passagem Anglaterre?


– Estava pensando mais em mandar você para lá voando sem qualquer meio de transporte!


Enquanto essa tradicional briga ocorria entre França e Inglaterra (Estados Unidos sendo esquecido momentaneamente), Brasil os observava curioso ao lado de Uruguai e Colômbia.


– Ãhn... Isso não é um pouco constrangedor?- Ele perguntou ao ver que Inglaterra e França agora se engajavam numa épica luta de espadas (N.E: Não me pergunte de onde elas vieram...).


– Porque seria?- Indagou Colômbia enquanto bebia calmamente uma xícara de café. Colombiano, é claro.


– Eles fazem isso sempre Brasil.- Argumentou Uruguai- Se fosse você não me preocupava.


– É por que eles não estão fazendo isso na sua casa Uru! E se eles decidirem destruir tudo?


– Eles estão com espadas, Brasil. Não armas nucleares. – Uma voz interveio- E acredites, é bem pior nas reuniões da União Européia.


Virando-se, o brasileiro avistou quem falara. Um homem com cabelo castanho-claro preso num rabo de cavalo e uma cicatriz num dos olhos.


– Portuga! –Exclamou Luciano, envolvendo o velho país num abraço- Você veio!


– Não me chames de “Portuga” gajo! – Retrucou Portugal enquanto tentava desgrudar a ex-colônia de si.


Hermano! –Uma voz gritou, e logo o português sentiu outro par de braços o apertando.


– Já chega! Soltem-me! – Ele resmungou, agora tentando se livrar de Espanha também.


Colômbia e Uruguai os olhavam com gotas na cabeça (N.E: Que nem em anime! LOL).


– Agora... Isso que é constrangedor... –Comentou o uruguaio.


O espanhol, ao ouvir a voz do jovem (em comparação a ele) país, virou o rosto, e, largando o irmão, apertou Uruguai num abraço.


– Uruguai! Mi niño! – Exclamava feliz enquanto esmagava o loiro.


Y...o..no...con...sigo... – Dizia o pobre, sem conseguir respirar.


– Uruguai, por acaso você viu onde... Papa!


Espanha soltou o semi-asfixiado Uruguai para abraçar, por sua vez, Argentina.


– Sinto tantas saudades de vocês! – Chorava o espanhol.


– Nós também papa!


Foi com estes felizes reencontros que começou a nossa história. Até que...


AHHH! BRAZIL! HELP THE HERO! –Gritou Estados Unidos, desgrudando o brasileiro de um aliviado Portugal.


O problema foi que EUA usou Brasil como um escudo, fazendo com que o feitiço que Inglaterra mirara no estado-unidense acertasse, em vez dele, o brasileiro. Uma fumaça rosa pink envolveu o infeliz, vítima de um erro de cálculo.


– Tipo assim, fabuloso! – Ouviu-se Polônia comentar.


Os resultados dessa fumaça, no entanto, não foram nem um pouco fabulosos. Assim que ela baixou, quem estava caído no chão não era Brasil, e sim uma mulher de pele bronzeada e cabelos castanho-escuros cacheados, com curvas e tudo que uma mulher brasileira (de acordo com os estereótipos) teria direito. A nações arregalaram os olhos.


– Bra...Brasil? –Perguntou Canadá (N.E: Onde ele estava antes? O.o), chocado.


–... – Brasil não conseguiu dizer uma palavra enquanto avaliava sua nova situação.


I...I am so sorry Brazil... –Balbuciou Inglaterra, com as bochechas vermelhas.


Anglaterre... –Falou França, um sorriso pervertido se espalhando pelo rosto- Eu nunca pensei que uma de suas mágicas estúpidas pudesse criar algo tão...tão...delicioso! – E ele começou a se aproximar da, agora, brasileira.


A mesma, após assimilar o que havia ocorrido com ela/ele, percebeu o que o francês estava (obviamente) querendo fazer.


– AHHHHH! –Ela gritou, correndo para salvar sua inocência.

Notas finais
OBS: Eu fiz o Portugal falar português brasileiro (na segunda pessoa do singular ("tu")), apesar de estar todo gramaticalmente (assim espero) correto.

OBS2: Holy Roman Empire... Eu preciso traduzir? Ok, lá vai...

Inglês: wanker - Gíria inglesa. Traduzindo, acho que seria algo como delinqüente, bagunceiro / Brazil - Brasil / Help the hero - Ajude o herói / I am so sorry Brazil - Eu sinto muitíssimo Brasil.

Francês: Porquoi Anglaterre? - Por que Inglaterra? / Petit nom - Pequeno nome / Petit monsieur - Pequeno senhor.

Espanhol: Hermano - Irmão / Mi niño - Minha criança, meu garoto, meu filho (algo do gênero) / Papa - Papai.

Ah, sim! Não me levem a mal, eu adoro o França, mas lembrem-se que o estereótipo francês é um tanto... injusto? (Todos estereótipos são, na verdade... ^^" )