Modern Tales (Contos Modernos)
7 Capitulo 7 - História de Uma Bruxa Final
Notas iniciais
Naquela noite ela estava totalmente preparada para conversar com o feiticeiro, toda a sua inquietação que estava no seu coração havia se passado, ela estava pronta para seguir os seus sonhos.
Quando ela chegou na frente da casa do feiticeiro, ela ficou parada um tempo na frente pensando em como deveria falar com ele, ela já tinha pensando o que conversar, a manhã toda, mas era hora de colocar isso em pratica.
— Eu sei que consigo.
A porta abriu de repente e Ravenna nem percebeu que o feiticeiro estava observando ela, parada, frente da casa dele.
— Aconteceu alguma coisa Ravenna?
Ela tomou um susto, quando vi o feiticeiro parado na porta, ela rezou para que ele não tivesse escutado o que ela estava murmurando.
— Eu estava passando por aqui perto e decide passar para uma visita.
— Fico feliz com sua gentileza. Por favor entre eu acabei de fazer um chá.
Ravenna entrou dentro da casa dele e ficou observando todos os objetos que estavam pendurado na parede da casa, ela teve muitas vezes ali, mas ela sempre fica fascinada com todas as coisas que ele tinha.
— O inverno já está chegando Ravenna, esse ano teremos um inverno rigoroso.
— Como você sabe disso? O dia ainda está quente.
— Os ventos que vem do Norte me contaram. Os animais me falaram.
O feiticeiro serviu chá para Ravenna, que ficou olhando para a cor avermelhada dele, ela tomou um gole e sentiu um calor tomar todo seu corpo.
Ela olhou para um mapa e perguntou para ele:
— Esse mapa mostra todos os lugares que você foi?
— Sim, além desse vilarejo existem muitos lugares, até terra distante onde não existe magia.
— Mas como isso é possível?
— As pessoas que vivem nesse mundo, eles dominam a ciência, eles constroem maquinas que podem se locomover sozinhos.
— Nossa deve ser incrível esse mundo, eu adoraria um dia conhecer esse lugar.
Ravenna ficou olhando para o feiticeiro, ela precisa falar com ele agora, essa era seria sua única oportunidade de conversar com ela, em breve ela saberia que ele partiria, sempre foi assim.
— Me torne seu aprendiz. Eu quero aprender magia para proteger as pessoas que eu amo.
O feiticeiro foi pego de repente e ficou olhando para ela por alguns segundos antes de poder dizer alguma coisa:
— De onde surgiu esse desejo?
— Naquele dia em que nós encontramos na floresta, que você me salvou, eu percebi o quanto eu sou fraco e não pude fazer nada para proteger me e principalmente proteger a pessoa mais importante para mim. Eu quero aprender magia para ter o poder de proteger as pessoas que eu amo.
— É um desejo nobre Ravenna, mas para realizar esse seu desejo você teria que abandonar as pessoas que você ama, viajar por muitas terras distante e até pode nunca mais voltar?
— Se para proteger as pessoas que amo, eu preciso me sacrificar. Eu faria qualquer coisa, mesmo que isso custasse a minha vida.
— O seu desejo é nobre. Eu consigo ver isso no seu coração. Eu posso torna-la minha aprendiz, mas saiba que esse caminho que você está escolhendo, e muito perigoso. Vai chegar dias em que você vai ser atentada por força que podem te levar ao caminho do mal e uma vez que você pega essa estrada, pode ser que nunca mais tenha volta. Se você manter focada nesse seu desejo nobre, você será uma ótima feiticeira. Dentro de 3 dias eu estarei partindo Ravenna, esteja pronta.
Dois anos se passaram desde que Ravenna partiu com o feiticeiro pelo mundo afora, nesse período de tempo ela aprendeu muitas coisas com o feiticeiro estava se tornando uma poderosa feiticeira, em seu caminho ela encontrou outros como eles que foram ensinando muitas coisas.
— Eu não vejo a hora de voltar para o vilarejo, estou muito ansioso para ver todos.
— Você se tornou muito poderosa nesse tempo, todos que conhecem você, amam. De fato, você se tornou a feiticeira mais poderosa que eu já conheço.
— Não seja tão modesto, eu ainda tenho muita coisa para aprender, mas a mais importante de tudo eu tenho poderes para proteger as pessoas que mais amo.
O feiticeiro olhou para ela e disse:
— Existe um tipo de magia que não pode ser ensinada, dizem que aquele conseguir será o feiticeiro mais poderoso de todos os mundos.
— Que tipo de magia é essa? Como eu posso aprender ela?
— Essa magia se chama amor. Amor não pode se ensinar Ravenna, você precisa viver para entende-lo, o meu mentor ele descobriu o segredo da magia do amor e se tornou o maior feiticeiro que já existe.
— A magia do amor. Eu quero cada vez mais aprender magia, para proteger as pessoas que eu amo, não quero ser a pessoa fraca que eu era antes, agora sou forte e posso proteger as pessoas que eu amo.
— Ravenna, seu coração é puro. Eu sei que você protegerá todas as pessoas que te amam.
A medida que eles estavam se aproximando do vilarejo, eles viram de longe, uma fumaça negra que subia pelos céus e um cheiro horrível de algo queimando.
— Que cheiro é esse perguntou Ravenna?
O feiticeiro olhou em direção da fumaça e reconheceu aquele cheiro muito familiar para ele.
Ravenna ficou desesperado e saiu correndo em direção ao vilarejo, ela estava com medo do que poderia estar acontecendo.
O feiticeiro foi atrás dele tentando acalma-la, mas nada importava para ela naquele momento em saber se todas as pessoas que ela amava, estavam bem.
Quando ela chegou no vilarejo, ela ficou horrorizada com a cena que estava aos seus olhos, as casas tinha sidos praticamente todas queimadas, e algumas ainda estavam em chamas.
Mas as casas em chamas era a menor nas cenas que ela já tinha visto, as pessoas que elas tanto amavam e sempre tiveram carinho por ela, estavam todas mortas, alguns queimados, outros esquartejados e as expressões dos rostos deles era como se o diabo tivesse passado por ali.
Ela correu desesperadamente em direção a sua casa e quando chegou lá, e vi o pequeno prédio, na qual ela morava totalmente destruído e entre as ruinas os corpos dos seus pais.
As lagrimas de dor e desespero escorriam pelo seu rosto, aquela expressão angelical que ela sempre teve, agora era de total tristeza.
Ela correu por toda cidade em busca de achar alguém vivo, foi quando ela parou na frente na floresta e vi alguém caído perto da entrada, ela foi correndo em direção a pessoa na esperança que alguém estivesse vivo.
Quando ela se aproximou dele, sentiu a sua respiram lentamente, ela olhou para o rosto dele e sentiu feliz em ver que o seu amigo ainda estava vivo.
— Artur.
Ele abriu o olho e segurou o seu arco achando que fosse o inimigo, mas quando a sua visão foi lentamente voltando ao normal, ele pode ver o rosto da sua querida amiga Ravenna.
— Ravenna, você voltou.
— Sim, eu voltei. Voltei para o meu lugar.
— Eu estou tão feliz em poder ver você novamente.
A respiração de Artur era fraca, Ravenna escutava o coração dele cada vez mais batendo devagar.
— O que aconteceu aqui?
— Fomos atacado de repente, os cavaleiros pareciam que estavam enfeitiçados, os olhos deles era como se o próprio demônio os controlava, eles mataram todos, sem piedade. Eu tentei proteger, mas eu não fui forte.
— Artur eu preciso curar suas feridas, não se esforce muito.
— Ravenna para mim já tarde, eu estou morrendo. Mas eu morrer em paz, sabendo que eu pude ver pela última vez o rosto da pessoa que mais amei nesse mundo.
Os olhos de Artur foi lentamente se fechando e as últimas palavras que saíram dos lábios dele foram:
— Eu te amo.
Ela segurava o corpo dele morto e chorava com uma mistura de raiva, ódio e triste. Tudo o que ela aprendeu nesses dois anos, foram em vão, todas as pessoas que ela amava estão mortos.
Foi quando ela escutou uma voz chamando ela, as vozes de todos que elas amavam, estavam te chamando para um lugar, elas diziam coisas horríveis e ao meu tempo doce e confortáveis.
Quando ela chegou no meio da floresta, várias criaturas desconhecidas o olhavam como se fosse um deus, eles viram ela se aproximando e foram abrindo caminho para ela ir em direção aquele objeto, lindo que se brilhava com a luz do sol.
O seu próprio reflexo estava na sua frente, mas tinha algo diferente no rosto dela, ela estava feliz no reflexo do espelho e ao seu lado estavam todos que ela tinha amado.
— Ravenna, qual o seu desejo? Eu sinto um forte desejo nutrido em seu coração, uma sede por poder, você quer trazer as pessoas que você tanto ama de volta a vida, eu posso lhe ajudar a conquistar tudo, basta dizer as palavras: Espelho, espelho meu.
— O que você ganha com isso? Magia tem um preço, nada é de graça.
— Aquele feiticeiro nunca te ensinará o que realmente é a magia, ele tem medo do seu potencial, ele sabe que você pode superar ele um dia. Quanto maior for o desejo do seu coração mais forte é a magia. Eu posso ajuda e que vou ganhar com isso, nada. O meu criador, me criou para ajudar as pessoas a realizar os seus desejos e isso que eu sei fazer de melhor.
Ravenna olhou para o seu reflexo e desejou no fundo do coração, o quanto queria que as pessoas que ela amasse voltasse a vida.
— Espelho, espelho meu.
Um forte vento tomou o lugar, as criaturas foram desaparecendo e Ravenna senti algo lhe envolvendo.
— Eu me sinto tão poderosa.
O feiticeiro viu a nuvem negra que se formar ao redor da floresta e foi correndo em direção aonde Ravenna estava.
— Ravenna o que você fez?
— Eu agora tenho poder e vou poder realizar todos os meus sonhos.
— Ravenna fique longe desse espelho, você não sabe no que está se envolvendo.
— Você tem inveja de mim, essa é verdade, agora que sou mais poderosa. Você que se apoderar de tudo.
— Ravenna não se envolva com magia negra.
— Eu perdi tudo e vou fazer de tudo para recuperar o que perdi, nem que para isso eu preciso vender a minha alma para o diabo. Eu destruir tudo e todos que foram contra mim, porque esse é o meu desejo.
O feiticeiro viu no espelho as criaturas diabólicas que ele refletia e sabia que tinha perdido Ravenna para sempre, mas ele ainda tinha esperança que uma luz ainda estivesse no coração dela.
As raízes das arvores foram puxando o feiticeiro para terra e esse não lutava contra elas, ele sussurrava alguma coisa, um feitiço, uma luz saiu do corpo do feiticeiro e foi em direção dela e entrou no coração dela.
O corpo do feiticeiro desapareceu e Ravenna olhava para a escuridão que tomava a floresta.
— Adeus, meu querido amigo.
As criaturas sombrias foram saindo do meio das árvores e saudavam ela em suas línguas sombrias: Salve a nossa Rainha.
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