Mithica
5 O Traidor da Ordem da Prata e a Rainha Negra
Notas iniciais
As frenéticas corridas pelas quase infinitas escadarias faziam suas pernas começarem a doer. O ruivo parava de porta em porta, mas é claro que “ele” estava no topo.
_JIN! –ouviu o ruivo da torre pra fora.
Ele se debruçou por uma janela e olhou pra baixo. Elesis estava lá, segurando uma lança negra dos guerreiros, ela sorria de forma perversa.
_Vamos logo, ele está no topo! –gritou de lá de baixo.
_VOCÊ SÓ ESTÁ ME ATRASANDO, SIBILA DE ARAQUE! –Jin *calo*.
_ANDA LOGO SEU HUMANO NOJENTO! –Elesis lançando uma bola de fogo na cabeça do rapaz, que saiu em disparada.
Elesis desfez o sorriso, olhando em volta. Os guerreiros tinham acabado mesmo…ela passou a mão ajeitando oas cabelos compridos e colocou-a na cintura, inclinando-a um pouco, numa pose.
_Mamãe ficaria tão orgulhosa! –dizia com um sorriso mostrando os caninos mais ou menos pontudos.
Jin batia seus punhos, fazendo com que manopla emanasse um som grave. Ele pulou sobre o corrimão da escada, e saltou para o o último corredor. O chão estendia-se sob um tapete azul de veludo.
Jin observou a última porta, uma porta de metal a qual ele reconhecia desde seus primeiros anos de treinamento. Aquela porta seria um desafio um dia…ele nunca conseguira abrí-la. Porque nunca conseguira?
A porta da sala do mestre era a mais protegida, melhor e mais forte. Era selada por um poder incrível, talvez divino, que impedia todos de entrarem. Por isso, o título de Mestre da Ordem de Prata era o mais cobiçado e quase impossível de se alcançar, tanto que em vez de houverem seleções assim como os Cavaleiros Vermelhos de Canaban, os próprio mestres escolhiam uma criança no nascimento e a treinavam-no a vida inteira, apenas para se tornar o mestre.
Jin não foi escolhido…mas também nunca desejou esse título. Ele apenas queria ser capaz de abrir aquela porta maldita. Aquela que nem os mais fortes conseguiram abrir.
Nem em todos os anos de treinamento, nem com o mesmo poder do herdeiro do título,
conseguiram abrí-la.
E qual era o segredo da porta?
Ele pretendia descobrir. Jin caminhava lentamente, suando ao se deparar com um dos seus mais temidos inimigos. Ele tocou com a mão o meio da porta, sentindo o aço frio.
Ele não sabia por onde começar, mas sabia que se o inimigo estava lá dentro, ele certamente perderia caso não fosse capaz de abrir tal porta.
_Porta dos infernos… -Jin apoiando a cabeça no metal.
_Está enganado…as portas do inferno são bem mais assustadoras… -a voz de Elesis sentada numa janela tranquilamente, passando o dedo pela lâmina da lança.
_Hunf…e por acaso você já viu? –Jin olhando pra ela.
_Não. O Lupus me conta sobre todos os lugares onde vai. –Elesis sorrindo.
_Argh…será que não dá pra me dar uma ajuda? –Jin.
_Não posso. Essa porta não é maligna, ao contrário, ela me repele. Eu sinto sua energia doendo no meu espírito… -Elesis encostando a cabeça novamente.
_Quer dizer que você é inútil contra uma simples porta? –Jin.
_Se ela fosse tão simples, você já teria entrado. Pois então que eu só te dou uma dica, porque quero você como meu escravo logo. –Elesis.
_E-Escravo?! –Jin juntando as sombrancelhas irritado.
_Opa! Quer dizer…aliado, por uns dias, é isso! –Elesis *sorriso amarelo*.
_Hunf…diga logo qual é o segredo da porta. –Jin.
_Não sei. Mas talvez ajudasse se você meditasse um pouquinho com ela… -Elesis.
_O quê?! “Cuméquié? Meditar com a porta?” –fala e pensamento do Jin.
_Exactamente, pequeno humano! Pense junto com ela. –Elesis se levantando.
Ela chegou com uma cara de santa e tocou os cabelos de Jin carinhosamente.
_ “A Elesis sendo gentil? Finalmente ela começou a me respeitar…” –Jin prestes a sorrir.
No mesmo segundo, ele viu o sorriso de maldade dela surgir (sadicamente) e ela empurrar a cabeça dele contra a porta, quase o desmaiando.
_INÚTIL É A VOZINHA! E VÊ SE ABRE ESSA PORCARIA LOGO! –Elesis *calo e olhos brancos*.
_O-ok… -Jin morrendo.
O ruivo tocou o centro, onde pousava uma orbe cinzenta. Ela possuía uma energia prateada fluindo, então pôs-se a meditar, buscando o equilíbrio perfeito.
Ele apagou tudo em volta, ele se via no centro YanYang de seu espírito, e ele brilhava em preto e branco, a energia dourada de seu corpo contornava calmamente o símbolo exposto no “chão” em que se encontrava sentado em posição de lótus.
Ele enfrentava frente a frente com uma orbe cinzenta. Ele fechou os olhos, concentrando sua mente, buscando uma sintonização com aquele objeto.
As ondas mentais pareciam vibrar em tons sonoros, entre os dois uma conexão aumentava e ele podia sentir o poder da orbe se agitar um pouco e depois adormecer.
Jin abriu os olhos, a porta ainda não estava aberta.
_E aí? Sabia que você ficou aí por pelo menos uns 15 minutos? –Elesis com cara de tédio.
_Isso não é fácil como parece, Elesis…eu preciso de uma concentração mais do que perfeita…preciso de um poder tão bem equilibrado como se fosse o planeta sobre a órbita, sem haver nenhum movimento. –Jin.
_Não diga…e como se faz isso? Você precisa virar uma estátua? Posso chamar a Medusa, uma amiga minha e resolvemos isso de uma vez. –Elesis batendo a lança na mão impaciente.
_NÃO! Relaxa, Jin…Relaxa… -Jin inspirando ar.
_Acha que devia ter uma ajudinha? –Elesis.
_Pedi sua ajuda há um tempão! –Jin.
_Bem, como você vai demorar de qualquer jeito, porque não tentar? –Elesis dando de ombros e ficando ao lado de Jin, tocando na orbe com uma mão e a outra no ombro do ruivo.
Os dois fecharam os olhos e sintonizaram. Elesis era uma Sibila e para ser uma Sibila como ela, ela precisou fazer muitos treinos de meditação para conter todo o poder que possuía.
Antigamente as Sibilas não tinham o poder tão avançado, tirando Elesis que acabou por receber um poder imenso, então cada uma das Sibilas foram capturadas, por servos dos deuses, e foram sendo treinadas para serem aceitas em Mítica como habitantes comuns.
Elesis era uma das poucas Sibilas que vivia longe das Fadas, devido ao seu poder e sua invejada beleza. Ela conseguiu um dia se descontrolar e atacar uma fada metida que a irritou com palavras medíocres. E foi assim que ela foi banida para as catacumbas, mas como dito, não era proibido que circulasse por lá.
Elesis abriu os olhos, encontrando-se no centro de Jin. Ele estava relaxado. Ela sabia que não existia seu YinYang, apenas que havia um contador de areia dourado, que girava constantemente, pendendo para um tempo indeterminado e uma lógica não firmada sobre a Sibila Guardiã do Fogo.
O que isso quer dizer é que…ela não formava o bem e nem o mal, ela era uma criatura sem nenhum dos dois, ela era uma maçã dividida para os dois lados sem estar em nenhum deles, formando uma criatura aparentemente maligna e de espírito duvidoso.
Ela adquiriu a personalidade de sua “mãe” e seu “pai” supostamente um demônio de Asmodia e uma fada de Mítica. Ela estranhava aquela aquele contador de areia toda vez que o via, mas ele não parava de rodar, assim que a areia caía, ele virava e recomeçava.
Ela se cansou disso…um mistério que ela guardava para si.
Mas isso mudou assim que o ruivo abriu os olhos, o contador apareceu na frente deles.
_O que é isso? –Jin.
_É uma coisa que aparece no meu centro, mas nunca entendi porque não aparece o YinYang…E sim essa coisa. –Elesis.
Jin ainda segurava a orbe. Assim como Elesis.
_Concentre-se na orbe. –Jin.
Ela fechou os olhos e sintonizou o espírito com a orbe. Ela gastou uma quantidade de energia desgastante para manter-se sincronizada. Sua aura das chamas começou a enfraquecer e para a surpresa dos dois, o contador começou a parar.
_Continue. –Jin sintonizando-se também.
E com isso, aconteceu algo mais estranho ainda…o contador começou a girar para o outro lado e o YinYang de Jin no chão começou a brilhar dourado nas duas partes.
A areia do contador começou a tingir-se de vermelho e o YinYag se “levantou” do chão, ficando atrás do contador, que havia parado e a areia vermelha caindo, a orbe em suas mãos começou a brilhar branco intensamente e eles ficaram cegos.
Ouviram algo se destrancando. Eles abriram os olhos realmente.
A orbe brilhava e a cor prateada se mexia em círculo, duas travas em cruz se destravaram e abriram um buraco acima da tranca e da orbe.
Uma luz azul saiu de lá, criando um tipo de holograma em forma de tela (daqueles de computador mesmo q vemos em filme de ficcção científica).
_M-Mas… -Jin.
Na tela, Jin tocou com o dedo, e ela desapareceu. Em seguida ele ouviu todas as trancas abrirem.
_Achei que nunca chegaria… -dizia uma voz grave e forte, vinda de trás da mesa de madeira polida.
_V-VICTOR! –Jin arregalando os olhos ao ver o homem, senão tiozinho de bigode e barba branca.
_Jin, não esperava que fosse algum dia atravessar essa porta. Você é tão fraco que me dá até pena de matá-lo, assim como o seu querido pai. –Victor sorrindo.
Elesis franziu o cenho. Ela bem que queria uma garota metida pra bater, e tinha que logo aparecer um velhote metido? Dava enjôo.
_Rainha Negra! –Victor chamando.
_FUFUFU…Victor, precisando de ajuda? Que conveniente… -Rainha Negra.
Num instante ela surgiu num tipo de teleporte, uma garota de pele roxa escura com asas. Elesis sorriu.
_ISSO AÍ! TIOZINHO, VOCÊ LEU MINHA MENTE! HAHAHAHAHAHAHAHA…–Elesis rindo de forma sádica.
Jin até suou quando viu Elesis rindo daquele jeito. Ele não queria se tornar escravo de uma louca que nem ela.
Victor ignorou Elesis e olhou pra Jin.
_Pois bem, Jin. Você quer uma luta? Vai ter, vou te quebrar todo como o lixo que é! A ORDEM DE PRATA ESTÁ MORTA E NUNCA MAIS RESSUSCITARÁ NESSE MUNDO! VOCÊ SERÁ O ÚLTIMO A MORRER, SINTA-SE HONRADO! –Victor invocando um martelo e avançando pra cima de Jin.
Jin deu um salto pra trás, interceptando o martelo com as manoplas.
_Ugh! –Jin falhando um pouco e tendo que se afastar.
_Essas manoplas fracas…você é um perdedor! –Victor iniciando uma seuquência de golpes com o martelo.
Jin desviou, e impulsionou-se, num movimento marcial, chutando o peito de Victor. Ele se recuperou, atingindo Jin com um soco. E recomeçou os golpes com o martelo.
Elesis estava batendo com vontade a lança na bruxinha, que tentava pará-la com seus golpes de gelo. Elesis chamou sua aura de fogo e descongelava-se rapidamente, acertando a lança no corpo do Rainha Negra, que sobrevivia por conta de seu teleporte.
Elesis devia ter puxado algo de raposas, pois seus sentidos indicavam onde ela ia surgir, ela tinha os reflexos mais rápidos do que de um vidente, e sua agilidade permitiu que subisse na janela, desse uma cambalhota para cima do lustre e descesse em grande velocidade, formando um redemoinho de fogo, atravessando a lança negra que carregava bem no meio do peito da Rainha.
Pegou-a de surpresa, pois no momento que fez o teleporte, Elesis previu o próximo local de ataque e fez esse movimento com excepcional astúcia. Foi tão forte que a Rainha Negra não conseguia desfincar a lança de seu corpo, ela estava encravada no chão, e a Sibila olhava cruelmente.
A Rainha Negra expelia sangue negro pela boca e formava-se uma poça de sangue em volta de seu corpo. Elesis parou para olhar a luta de Victor e Jin.
O ruivo estava parado por um segundo, com uma porção de energia lhe cobrindo o corpo. Estava com uma expressão furiosa.
_IAHHHH!!! –Jin atacando assim que sentiu a revitalização.
Ele atacou várias vezes, um chute interceptado, uma mortal pela lateral, acertando com o outro pé a têmpora do homem com armadura. Um soco no peito, que o fez sangrar, e lançou Victor contra a parede da torre, destruindo-a.
O homem caiu no campo de batalha lá de baixo.
Jin saltou a janela e Elesis voltou a olhar para a criatura que esperneava no chão.
_Bem, acho que agora não tem público de menor de idade para ver isso…não é mesmo? –Elesis segurando o pescoço da bruxa com um sorriso maligno.
_O-O que você… -Rainha Negra.
Elesis tocou a lança atravessada, e começou a controlar suas chamas, para que percorressem a lâmina. A bruxa começou a sentir sua pele queimando, ela estava encinerando-a viva lentamente, e ela começou a gritar.
_Hahahaha… -Elesis rindo em voz baixa enquanto seus olhos brilhavam ao ver a bruxa se contorcendo de todas as formas para escapar daquela dor dilacerante.
Elesis sentiu os sons esvaindo-se e só o que prestava atenção era a face de terror da bruxa. O sangue que jorrava agora tinha cheiro de queimado, e ela empurrou mais a lança, aumentando seu poder de fogo. O corpo da bruxa onde as chamas percorriam, agora começava a se tornar cinzas, manchadas de um pastosa massa de carne sangrenta e prestes a secar.
_POR FAVOR PARE!!! NÃOO!!! PARE COM ISSO POR FAVOR PARE!!!EU IMPLORO!!! PELO AMOR DOS DEUSES!!!! AHHHH!!! AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! –a Rainha já com os olhos escapando fora das órbitas com aquelas chamas a torturando mortalmente.
Elesis viu que a bruxa estava a ponto de morrer, e para sua infelicidade, ela chamou os deuses. Elesis retirou a lança com violência, arrancando pedaços rasgados da pele da bruxa, sangrando em cima de seus restos. Ela chorava silenciosamente, com gemidos baixos, nem forças para isso ela tinha.
Elesis jogou a lança de lado. Não gostava de carregar coisas negras com restos de outros seres. Olhou para a bruxa.
_Você vai sobreviver. –Elesis fazendo uma pequenina bola, de chamas azuis.
Não sabia porque, mas mesmo assim fez. Jogou a bolinha em cima do peito, onde estava o ferimento extenso. Aquela bolinha era um poder típico que usava apenas quando alguém se feria. Ela tinha propriedades de cura.
A bruxa sentiu uma ardência (mais do que já ardeu né?), e seu corpo dolorosamente foi se regenerando. Ela ficou com as dores traumatizantes e não se mexeu.
_Você é poderosa… -sussurrou apagando enfim.
Elesis pulou a janela satisfeita com a tortura, a qual ansiava ter há muitos anos e não podia. Ela adorou Ernas nesse momento.
Avistou Jin frente a um Victor de asas. Ele estava negro.
_Merda que todos tem que ser roxos desse jeito. –Elesis resmungando.
Jin estava ferido no corpo todo, com hematomas de algo que pareciam ter sido várias bolas de energia das trevas.
O monstro riu e deu uma investida aérea, atacando Jin, com vários socos, que formaram uma disputa acirrada entre os dois.
Jin, aproveitando que estava com a vantagem da velocidade em lutas físicas, devido a armadura gigantesca do outro, deu-lhe uma bofetada nas costelas, deslocando-as.
_ARGH MALDITO! –Victor.
Ele segurou o martelo e tentou atingir Jin, mas o mesmo, em um desvio no solo, deu um giro, impulsionado com a mão, e deu um chute bem na cara de Victor (imaginem em câmera lenta uau) e quando o outro conseguiu se recompor, Jin já corria em sua direção lançando um ataque marcial em que seus pés pegaram fogo e atingiram os dois ombros, saltando.
Mesmo incapacitado, Victor conseguiu segurar o pé de Jin e o meter no chão, quebrando todo o solo.
_Jin! –Elesis.
O ruivo devia estar todo quebrado. Victor o levantou pelo pé…Jin estava quase apagando, seus estados lamentáveis: as roupas ragadas, o rosto todo sujo, os punhos sangrando e o monstro com apenas um braço intacto.
Ele começou a bater Jin de um lado e outro (como aquelas lutas de boxe sabe, de um lado, depois de outro- picapau como exemplo-e irmão Herman do yan yang yo pra quem conhece).
O rapaz soltava urros de dor a cada batida e Elesis sentiu aquela sensação de novo, os sons escapando e só o sentido de visão ativo, ela via em câmera lenta a expressão do ruivo.
Ela do nada, deixando que a sensação controlasse, invocou uma grande fornalha em volta de si, que alumiou todo o céu. As chamas intensas assustaram o lutador, que instintivamente soltou Jin no chão.
Ela tinha os olhos soltando chamas vermelhas e seu corpo se encontrava entre elas. Elesis levantou o dedo indicador na direção de Victor. E das chamas, um monstro de fogo apareceu rugindo ferozmente, ele não era apenas uma criatura, era um ser dos infernos, vindo das forjas especialmente em chamado de Elesis.
Era Vulcanos. Ele criou uma tempestade de chamas que atingiram Victor, destroçando-lhe a armadura e causando feridas quase incuráveis.
Elesis sentiu-se apagar depois de tanto poder gasto. Vulcanos desapareceu, deixando as marcas do fogo por toda a extensão do campo.
Jin estava protegido por uma barreira de terra, mas quando Victor se levantou, agora no mesmo estado de Jin, o ruivo se levantou também.
_Vamos acabar…com isso agor-ra… -Jin.
_M-Medíocre… -Victor.
Jin e Victor se preparam para o último ataque, aquele que definiria tudo. Eles correram intensamente, Victor lançando uma rajada de energia negra com seu machado e Jin realizando uma técnica destruidora.
_Explosão Energética! –Jin.
Criando uma gigantesca esfera dourada e transparente, que envolveu Victor, e o repeliu pra muito longe com uma explosão frontal, destroncando terrivelmente cada um dos ossos em mil fragmentos, até que ele caísse desfalecido no chão coberto pelos restos mortais de cada um dos guerreiros agora, junto ao seu mestre.
Jin foi atingido, mas estava vivo, só bem machucado.
Elesis, ao ver o fim da luta e seu vencedor, deixou escapar um suspiro de alívio, caminhando pelo campo destruído até o lutador estirado no chão.
Se agachou no chão, segurando o corpo do humano. Ele era forte, forte demais…nem tanto para vencê-la, mas o suficiente para derrotar qualquer criatura ali.
Ela sorriu para o rosto do rapaz, que desmaiado, estava com a boca entreaberta, o rosto todo sujo, os cabelos abaixos devido ao suor e a temperatura elevada.
_Acho que acabei torrando você também, né, humano? –Elesis brincando com a bochecha dele.
Ele tossiu um pouco. Estava com os restos da camisa, inúteis, sem mais utilidade nenhuma. Abriu os olhos com esforço para a sibila, que o olhava divertida, como se visse aquilo todos os dias.
_Você está bem? –Jin sussurrando.
_Óbvio. Você é que está mal, humano. Mas agora…hora de irmos não acha? –Elesis se levantando.
Jin ainda estava com várias partes do corpo fraturadas. Ela o pegou no colo (estranho, mas Elesis tinha força para o carregar como um bebê- estilo Athena e Seiya no Prólogo do Céu- q cena hentai ecchi aquela minna!).
Jin nem teve tempo para reclamar, porque seu rosto foi de encontro ao corpo dela e ele se sentiu acolhido como nunca antes. Ele adormeceu, enquanto Elesis de certa forma pensava em usar isso como uma chantagem depois, mas gostou de ficar próxima assim com um humano. Era seu primeiro contato com um humano, um valente e honroso. E ela adorava gente assim.
Continua
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