Mithica

12 A Grande Caçada e os Deuses


Notas iniciais
E aí!!!! Tô inspirada pra escrever nessa época, por sorte tive boas ideias e agora começa a parte legal, como disse, a entrada pra Grand Chase e a aparição de alguns deuses. Espero que gostem.

_Isso? *sobrancelha tremendo*.

Suas unhas quase chegavam a arrancar o pano da empunhadura da espada de tanta indignação. Os olhos felinos encaravam mortalmente o grupo que tinha se formado ali finalmente, no centro, o líder, Lass, junto a uma mulher de cabelos loiros e olhos vermelhos sérios.

_Se não está satisfeita, convido-a a se retirar, Elesis-san. –Lass se aproximando.

_Como se eu quisesse mesmo. Agora pode, por favor, começar, ninja? –Elesis.

Lass a ignorou, se dirigindo novamente onde a loira estava. Ergueu um pouco sua voz normalmente baixa, para todos os presentes.

_Então o teste que foi completo por todos, o que é novidade, já que antes nem 5% dos desafiados conseguiam chegar e muito menos voltar. –Lass.

Assim que percebeu bem, Elesis sentiu alguma aura estranha por ali. Por um segundo achou ser sua imaginação, mas a cada segundo que Lass falava, ela sentia a voz distante e sua mente se concentrava na presença que indicava ser absurdamente forte, mas nada agressiva, ao contrário, simpática e atrativa.

_ELESIS! –Lire a chamando e assim atraindo todas as atenções.

_Tá loca, sua elfa doida?! –Elesis tampando suas orelhas que quase estouraram com o grito.

_Por que você tá com essa aura agressiva e atenta? Seus olhos tão parecendo que vão atacar alguém. –segredou a loira.

Elesis percebeu que seus instintos ativaram brutalmente com tal presença, já que ela parecia não ser violenta, mas mesmo assim, inimiga.

_Tem algo aqui. –sussurrou para Jin.

_Mesmo? –Jin disfarçando completamente, buscando o Ki de tal ser.

Assim que encontrou, virou-se devagar, como quem não quer nada. Buscou entre as folhagens com seus olhos dourados e só conseguia enxergar um leve borrão rosado.

Um sorriso se formou cruel em tal criatura e de suas mãos foi permitido que a flecha disparasse do arco.

_Boa sorte, Sibila Elesis. –riu a criatura jovem e sapeca, saindo dali às pressas, sem perder tempo escondendo sua presença.

Jin sentiu algo estranho, como se seu coração tivesse sido apertado, fazendo-o soltar um grande suspiro, e seu corpo relaxasse.

_Jin, ele sumiu. Jin? –Elesis o virando para si.

Jin ao se deparar com o rosto de Elesis não soube ao certo, mas sentiu atração e as batidas em seu peito aumentaram muito. Engoliu em seco, começando a gaguejar e sem saber por quê.

Elesis lhe deu um tapa, fazendo-o falar corretamente. Nisso, Lass estava de novo na frente deles.

_Ouviram alguma coisa do que eu disse? –falou com um olhar frio e insensível.

Elesis o encarou rosnando, típico de sua parte felina e o ignorou voltando a olhar Jin, que diferente do comum, estava com os olhos um pouco menos gordos, mais afilados e brilhosos.

_B-Bem, acho que... –Jin começou, mas logo, ao ser olhado por Elesis, ele perdeu a fala e ficou quieto, pedindo desculpas.

Ryan estranhou isso, sabia por natureza que isso não fazia jus aos humanos, muito menos em um lutador como Jin, e isso se devia a presença não-bem-vinda que estivera ali alguns segundos antes, sendo que seu cheiro era com certeza de um ser divino.

_Ryan, você sentiu? –Lin perguntava ao ruivo alaranjado, que apenas assentiu.

Lin olhou para Lire, que ainda não entendia a situação, muito menos Elesis. Mas isso ficaria para depois.

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O saltitante Eros brincava ali pelos arredores com algumas belas náiades, seus cabelos rosa curtos e bagunçados atraíam aquelas criaturas sensuais e festivas. Os olhos violetas gordos as faziam suspirarem de paixão. Isso mesmo, o Deus da Paixão.

Sem perceber nada, assustou-se com a cara que as ninfas dos rios fizeram quando ele estava de frente para elas. Estavam apavoradas.

_O que foi? –olhou para trás o deus.

Seu ser congelou um instante, já pensando em voar pra bem longe dali, mas antes que o fizesse, uma espada prendeu sua blusa no chão, impedindo-o de fugir.

_Eros, no que está pensando? Achou que ia entrar em meu território e sair ileso tão facilmente?! –perguntava furiosa, mas ainda em um tom superior a deusa Athena.

Ela normalmente andava com armadura, mas dessa vez, ela expunha totalmente seu rosto e corpo por baixo dos tecidos leves.

A cor de seus olhos eram de um brilho verde cristalino, cabelos lisos e violetas, no corpo um vestido longo bege e pulseiras bronzeadas.

_Ahh, você estava numa festa? –Eros sorrindo todo encantado.

Athena não se irritou, mas odiava, realmente odiava aquele tipo de vestimenta, já que tinha um voto de castidade e não gostava de deixar os homens desejosos.

_Você terá sua punição por entrar na minha cidade, infringindo a lei, e principalmente por ter enfeitiçado um de meus adoradores! –Athena forçando a espada.

Eros fez com que sua expressão ficasse mais assustadora, mas Athena não tinha medo de nada. Num segundo, o corpo de quinze anos expandiu e ele era um homem formado, belo e imponente, em suas costas o arco e flecha.

_O que vai fazer agora? Vai contar pra minha mãe? –Eros soltou seu veneno raivoso com a situação.

_Hm, não vai precisar. –comentou uma voz atrás do rapaz, que novamente se congelou.

Certamente não era seu dia.

_Você atingiu aquele ruivo! Foi pra me provocar, seu moleque idiota?! –Afrodite dizia pegando os cabelos de Eros e puxando violentamente.

_AHHHHH! –Eros com choro nos olhos.

Athena não era de se divertir, mas ainda assim sorriu. Era bom ver pirralhos apanhando de vez em quando, especialmente Eros, ou Cupido, que vivia pregando peças em um monte de pessoas e até em deuses, causando estardalhaços e infâmias.

Porém, agora tinha um assunto melhor pra tomar conta. Como falar com a sacerdotisa do Oráculo da Sabedoria.

Afrodite se recuperou um pouco da raiva, arrumando os cabelos ondulados e loiros longos, passando os dedos pelo rosto e mostrando seus olhos azuis profundos, os lábios carnudos e rosados, a mais bela mulher (não que eu ache loiros tão mais bonitos que morenos ou ruivos, mas esse era o senso comum da Era Antiga).

_Ain, mãe, não precisava disso. –Eros.

_Eu te avisei, eu te avisei! Aquele rapaz não é apaixonado por aquela moça! Você está estragando tudo, seu vagabundo! –Afrodite segurando toda sua raiva.

_Andar com Ares está te fazendo mal, mamãe. –Eros com uma gota na cabeça.

Afrodite deu um soco na cabeça do menino, voltando ao seu sorriso amável de sempre.

_Quando o efeito da sua flecha passar, eu vou atirar a Flecha do Amor. E ele vai realmente amar a pessoa certa! –Afrodite rangendo os dentes.

Ela odiava que Eros, seu filho imprestável, ficasse “trabalhando demais” senão arranjava só problemas para a Deusa do Amor, pra ela reconstruir os corações partidos depois da Paixão de Eros.

Apesar de tudo, ela amava seu filho, no entanto, ele era um estorvo e um deus realmente imprestável.

_E o Hefesto, seu maridinho? –Eros.

_Vulcanos? Aquele cabeça de fogo está trabalhando numa nova peça pra num sei quem e só me ignora... Ele nem me ama, já sei. Ele gosta é daquela moça ruiva por quem VOCÊ fez o rapaz ruivo se apaixonar! –Afrodite voltando à carranca.

_Assim você não vai ser mais a mais bonita do Universo. –Eros saindo às pressas para um castelo no meio das nuvens, onde se encontra Psique, o verdadeiro amor de Eros (Sabem? Ela é mesmo a namorada dele na Mitologia).

Afrodite quase foi atrás dele, mas algo a segurou ali, uma criatura pequena, peludinha. Um sátiro bebê.

_Ah, pequeno, seguiu aquelas ninfas né? Eu sei, é natural dos sátiros, e é culpa do Eros, por tê-las trazido tão longe. Vamos, te levo a seus pais. –disse com o mais belo sorriso do mundo, levando a criatura bonitinha em seus braços.

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Assim que a noite chegava, o Crepúsculo fazendo seu caminho junto à Hécate (Lua), os integrantes da Grand Chase se reuniam em um acampamento, já feita a janta e em suas barracas.

Somente a ser felina sem um pingo de sono se encontrava pelos arredores, buscando pistas daquele ser que deixou Jin esquisito.

Levou um susto ao sentir a presença do ruivo, mas ele apareceu, corado e com o olhar desviado. Sua voz saiu extremamente suave e baixa.

_Elesis, vamos até o lago? –perguntou já pegando a mão dela e a puxando.

Elesis sentiu uma raiva e uma vergonha se consumir por seu corpo. Estava irada, Jin não tinha permissão alguma para aquilo!

Com a distração, o borrão rosado e divertido soltava uma gargalhada maligna e inescutável para os mortais. Puxou a corda e mirou a flecha com facilidade, soltando-a no mesmo momento.

Elesis sentiu que havia sido pega, e tudo o que houve depois daquilo foi quase como um sonho, um Jin com voz sussurrante... “Eu te amo, Elesis”... Uma Lua que brilhava tão intensamente que a cegava da verdade e suas bocas se encontrando, num calor implacável, numa paixão inegável.

Continua

Notas finais
Tah aí!