Misunderstandings
1 Capítulo 1
Notas iniciais
—O que achas de amanhã irmos ao cinema? — perguntou Edward.
—Hm não sei. Amanhã não é o "dia da família" para as pessoas normais? — respondeu Bella, fazendo-o rir.
—Pessoas normais? Até parece que tu és de outro mundo.
—Chato, não sejas assim. Tu percebeste o que eu quis dizer? Tu não vais sempre passar o domingo a casa dos teus pais quando não tens de trabalhar?
—Sim. Mas hoje eu já passei a manhã toda com eles e à tarde vou passear com a Maddie. E ela deixou-me sair à tarde contigo.
—Ela deixou-te? Não devia ser ao contrário?
—É devia. Mas isso é só para as pessoas normais teimosa.
— Edward eu não sou teimosa!
—E eu não sou chato!
— És sim! Mas... acho que amanhã posso ir contigo ao cinema.
—Ainda bem. Posso ir buscar-te a casa ou...?
—Não, eu vou ter contigo ao cinema.
—Okay, como queiras. Até amanhã teimosa.
—Até amanhã chato.
Bella e Edward tinham-se conhecido num café perto do trabalho dos dois. Enquanto Edward era um médico no hospital Masen Cullen, Bella trabalhava no jardim de infância que se encontrava perto deste.
Depois de se ter mudado para a antiga casa dos pais , na fria e húmida cidade de Forks, há pouco mais de 2 meses ,Bella já tinha criado mais laços com os habitantes daquela pequena localidade do que com os habitantes da grande e solarenga cidade de Phoenix, local onde viveu durante os seus 30 anos de vida.
No entanto, a sua vida e o seu passado continuavam escondidos da população. Ela vivia numa casa afastada do cento da cidade, e embora fosse simpática para todas as pessoas, as suas relações de amizade ainda não eram fortes o suficiente para ela ver a sua vida compartilhada, e acima de tudo espalhada pela cidade.
O único que tinha maior intimidade com ela era o dr.Edward. Depois de uma semana a sentar-se ao lado de Bella, de algumas conversas amenas, a maior parte sobre as suas profissões e sobre como era viver em Forks, o médico via-se hipnotizado pela linda morena. Os seus olhos recaíram sobre ela no instante em que ele entrara no café Delicious. Ela encontrava-se numa mesa sozinha, e ele não consiga desviar os olhos dela. .
Edward não tinha idade para paixonetas, a sua vida já não era preenchida por conquistas como acontecia no tempo da sua adolescência. Agora dedicava-se à sua filha Madison, ou Maddie para os mais chegados. Mas aqueles olhos castanhos chocolate num rosto magnífico emoldurado pelos brilhantes cabelos castanhos não saiam da sua mente. Então Edward decidiu arriscar, e depois de muitos foras Isabella, ou Bella como ela gostava de ser chamada, aceitara sair com ele.
Os dois econtravam-se todos ao dias para almoçarem no café onde se tinham conhecido. Era um ritual deles, só interrompido quando Edward se atrasava nas consultas que tinha. Às vezes encontravam-se para jantar ou ir ao cinema ou até passearem simplesmente pela pequena praça que existia em Forks.
Edward sabia que Bella não com partilhava nada da sua vida mais íntima com ele. Os dois passavam horas a falar, mas ao fim de dois meses de uma espécie de namoro ele não sabia nada sobre a família dela, a não ser que os pais viviam em Phoenix e que ela se tinha mudado para a antiga casa dos pais. Ele, assim como os habitantes de Forks, via-se na escuridão quando o assunto era a família dela. Agora quando o assunto eram os gostos dela, ele era pró nele.
Depois do telefonema onde tinha combinado ir sair com o seu chato preferido, Bella continuou as suas tarefas domésticas. Ela sabia que mais tarde ou mais cedo teria de começar a falar com Edward sobre a sua vida. Ele era um homem encantador, não parecia ser do tipo que normalmente se aproximavam dela. Homens que só a queriam para uma noite de prazer era o que mais lhe chegava à frente. Mas ela não estava intressada numa simples foda. Ela queria alguma estabilidade na vida,algo que não tinha desde os 15 anos. Edward parecia ser esse homem. Não teve problemas em falar-lhe sobre a sua filha ou até sobre a relação inexistente entres esta e a mãe, porque é que ela não consiga partilhar as suas coisas com a mesma facilidade? Ela confiava nele mas... faltava alguma coisa para que ela se abri-se com ele.
—Matt? — gritou Bella da sala.
—Sim? -repondeu o adolescente de cabelos castanhos e olhos verdes do alto das escadas alguns minutos depois..
—Desce. Preciso da tua ajuda! — disse Bella.
—O que é que queres mãe?- disse ele emburrado.
—Fala-me com modos rapaz! — disse ela com as mãos na cintura. Matthew achava engraçado quando a mãe impunha algum tipo de autoridade. Não que ele não respeita-se a mãe, longe disso, mas ele com os seus 15 anos era mais alto que ela e via-a como alguém que devia proteger e auxiliar e não o contrário.
—Mãezinha do meu coração o que queres a este nobre rapaz?
—Podes meter uma lâmpada no candeeiro da sala, mesmo com o escadote eu não chego lá bem.
— Claro. — disse ele.
Enquanto Matt trocava a lâmpada do candeeiro Bella acabava de aspirar a sala. Sábado era o dia de limpeza daquela casa. Matthew estava encarregue de limpar o seu quarto, a sua casa de banho, a entrada e ajudar a mãe a arrumar a cozinha. Bella limpava o resto e assegurava-se de que o filho não despachava o trabalho, fazendo-o apressadamente e desleixadamente, só para voltar para o computador ou para a televisão. Os dois tinham uma boa relação, o único assunto tabu para Matthew era o seu pai. Por mais vezes que Bella quisesse contar-lhe a história ele recusava-se a ouvir, sem ela saber porquê.
A realidade era que Matt tinha ouvido uma conversa entre a mãe e a avó, quanso ainda moravam em Forks. Ele tinha ouvido a avó dizer que o seu pai, mesmo que ele não o considera-se tal coisa, tinha-se aproveitado da mãe. Ele sabia o que isso significava então preferia não ouvir a mãe a falar sobre esse assunto.
—Mãe?
—Sim, querido?
—Com quem é que estavas ao telefone à bocado?
—Matt já não te disse que não é para ouvires a conversa dos outros?
—Eu já não sou uma criança!! Porque é que não dizes simplesmente que estás intressada em alguém e que amanhã à tarde vais sair com ele?
— Porque... tu és meu filho e eu quero ter a certeza sobre ele antes de falar contigo! Tu és mais importante do que qualquer homem, e antes de falar contigo eu quero ver se vai dar a algum lado ou não.
(....)
Matt chegou à escola quase na hora do toque. Era assim desde o início do ano. Bella era uma boa mãe para ele mas atrasava-se sempre porque era bastante desordenada e acabava por cair ou deixar cair alguma coisa antes de sair de casa. Ele observou-a enquanto ela se afastava da escola.
— Deus, ela é gostosa. — disse uma voz ao seu lado assustando-o.
—Derek podes não aparecer do nada?- disse Matthew tentando ignorar o comentário que o amigo tinha feito sobre a sua mãe.
Assim como Isabella, o filho também era simpático com o seus colegas, mas também mantinha a sua vida familiar privada. Ninguém naquela escola sabia quem era a sua mãe, sabiam que ele vivia com uma rapariga jovem e, como Derek tinha dito, gostosa. Mas achavam todos que ela era sua irmã, e ele confirmava a história.
— E além disso.... podes não chamar-lhe isso à minha frente? Ela é da minha família....
—Eu só digo isto porque é verdade. Devia ouvir os comentários que o Jacob andou a dizer no outro dia. Ou se calhar é melhor não, são piores do que gostosa...
Matt já estava farto de todos os comentários que rodeavam a aparência da sua mãe. Ela era jovem, bonita, tinha tudo no lugar: era magra, os seus seios não eram descaídos nem a sua bunda flácida como a da maioria das mães dos seus colegas. Sim... ele sabia que a mãe era gostosa e mesmo não querendo assimilar a ideia, ele sabia que esse pensamento era partilhado por toda a população masculina de Forks.
Quando morava em Phoenix os comentários sobre ela eram piores. Toda a gente sabia que ela era mãe dele, afinal quando entrara para a escola não via mal em compartilhar tal coisa, mas com o avançar da idade e da mente perversa dos colegas de escola os comentários maldosos começaram. Os seus "amigos" gozavam com ele, pelo facto de ele não ter pai e a mãe ser gostosa. Para eles, mesmo tendo apenas 13 ou 14 anos, o facto de Bella ter sido mãe quando era pouco mais velha que eles tornava-a uma vadia. Obviamente que eles apenas repetiam aquilo que ouviam em casa, vindo da boca dos pais.
Derek e Matt tornaram-se amigos quando o último chegou a Forks. Derek era legal para Matt tirando os comentários que fazia sobre a sua mãe, mas esses eram raros porque ele sabia que Matthew se enervava com eles, e se fosse a sua irmã ele também não gostava que dissesem aquelas coisas. Derek como todos os outros era enganado por Matt, no que toca à relação deste com aquele linda mulher, que ele afirmava ser sua irmã.
Tentando esquecer os comentários do maldito Jacob Black, Matt dirigiu-se para a sua aula de biologia. Mal chegou viu Maddie na sua mesa e foi para o seu lugar habitual ao lado desta.
Maddie era outra amiga de Matt. Os dois eram parceiros na aula de biologia e davam-se bem. Maddie e Matthew juntavam-se muitas vezes nas horas de almoço para falarem sobre uma série que os dois viam. Eles tinham amigos em comum, então acabam por passar muito tempo juntos, o assunto entre eles parecia não acabar.
A professora passou um trabalho de pares que tinha de ser feito e apresentado até à próxima semana. Deu-lhes meia hora no final da aula para combinarem os pares e o tema de trabalho e, se conseguissem, avançar parte dele com a informações que encontrassem no livro. Para felicidade de Matt, ele e Maddie ficaram juntos. Os dois combinaram fazer o trabalho no sábado à tarde na casa de Matt. Esse pormenor deixou-o nervoso, mas o pai de Maddie era médico e durante sexta de tarde e sábado de manhã ia fazer plantão então precisava de descansar durante a tarde, logo eles não poderiam ir para casa dela pois podiam fazer barulho e acordá-lo
(...)
Como todos os dias Bella e Edward encontraran-se para almoçar. Durante a semana Edward atendia pacientes no horário normal de trabalho, no entanto em alguns fins de semana ele tinha de ficar de plantão nas urgências. Isso acontecia com todos os médicos e não era por ele ser filho do dono do hospital que ia ser diferente.
—Então este fim de semana vais estar a trabalhar? — perguntou Bella abraçada a ele. O almoço tinha sido feito no meio de conversas animadas. E agora aproveitavam os minutos que sobravam das suas horas de almoço para namorarem um bocadinho.
—Sim Teimosinha. No domingo não, mas quero passar o dia com a Maddie.... tu podias passar connosco.
—Edward não venhas com essa história. Conhecer a tua filha e a tua família vai ser... sei lá!
—Qual é o problema? Nós somos namorados não somos? Namorados conhecem a família dos namorados não é?
—Primeiro nunca tive nenhum pedido oficial de namoro. Quem te disse que quero namorar contigo? Posso só querer seduzir-te!- disse ela de modo misterioso, mas nitidamente a gozar com ele.
—Bella sem brincadeiras. Magoa-me o facto de não queres nada "oficial" comigo. Nós somos os dois adultos e tu pareces que estás a esconder a nossa relação de toda a gente.
—Edward... eu ainda não estou preparada para te falar da minha família. Quero que conheças a minha história antes de conhecer a tua filha, antes de conhecer a tua família. Quero que tenhas a certeza que queres que eu os conheça.
—Tu és tão misteriosa... — disse ele abraçando-a pela cintura. Ela beijou-lhe o peito por cima da camisa que ele usava e repouso-a por lá enquanto aproveitava o carinho que ele lhe transmiti-a. -Quando é que me vais contar? — sussurrou ele.
—Mais cedo do que imaginas. Eu só preciso de ter a certeza sobre os meus sentimentos por ti.
—Já chegaste a alguma conclusão? — disse ele afastando o corpo dela do seu, de modo a olhar-lhe para os olhos.
—Eu estou incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ti. — disse ela e depois só sentiu os lábios dele nos seus.
(...)
Depois daquela hora de almoço Isabella sentia-se revigorada. Nada podia afetar o seu bom humor, nem o facto de uma das suas alunas do jardim de infância ter feito birra para ir embora nem o facto de ter tido que ficar até mais tarde lá porque uma mãe ligou a dizer que estava um bocadinho atrasada e não tinha mais ninguém para ir buscar o filho.
O facto de ter sida capaz de declarar a sua paixão por Edward foi algo que ela não se achava capaz. Tinha aprendido ao longo da sua vida que apaixonar-se nem sempre era uma boa ideia. Só lhe tinha acontecido uma vez, e tinha sido durante uma semana ou duas, mas esse tempo tinha transformado a sua vida como ela nunca pensou antes.
Depois de sair do trabalho, ainda com um sorriso estampado no rosto, decidiu passar num restaurante para levar uma das muitas refeições que eles faziam para take away para ela e Matthew. Ainda era cedo, cerca de sete e meia da tarde, mas ela estava habituado a jantar cedo com Matt e depois passar algum tempo com ele na sala. Desde de sempre que eles tinham esta rotina, jantavam, ele ajudava-a a arrumar a cozinha e depois sentavam-se os dois na sala a conversar e a ver televisão. Era o único tempo durante a semana que tinham de mãe e filho e ambos apreciavam aquele momento.
Quando chegou a casa, Matthew estava na sala com alguns livros em cima da pequena mesa de apoio.
—Boa noite!- disse ela e começou a dirigir-se para a cozinha. Por onde passava deixava o maravilhoso cheiro da comida.
—Boa noite mãe! — disse ele seguindo-a.- O que é que trouxeste para jantar?
—Trouxe um maravilhoso creme de cenoura para mim e, trouxe um hambúrguer para ti.
— Podias ter trazido sopa também para mim- disse ele indo ao armário da louça para começar a pôr a mesa.
—Ai podia? — disse Bella a rir-se. Ela sabia que ele não era grande apreciador de sopa, mas se não houvesse mais nada para comer não reclamava.
—Puder, podias... mas ainda bem que não o fizeste! — disse ele fazendo-a rir-se ainda mais.
Os dois começaram a comer enquanto iam falando sobre o seu dia.
—Eu no sábado tenho de fazer um trabalho de biologia com uma colega... faz mal se for cá em casa?
—Não, claro que não. Mas ficam na sala. Não vos quero no teu quarto sozinhos, nem com a porta aberta nem com a porta fechada.
—Mãe, por favor! Nós só somos amigos, podes não fazer esses comentários quando ela estiver cá? É vergonhoso....
—Pronto senhor "É vergonhoso" o recado está dado. A que horas é que ela vêem?
—Não sei bem. Eu fiquei de ver se dava cá em casa ou não. Mas deve ser às três ou três e meia, por aí.
— Okay. Eu vou ter se sair de tarde tenho de ir comprar algumas coisas cá para casa e depois às quatro tenho de ir à depila...
—Mãe! Mãe! Eu não preciso de saber isso, bastava dizer que tinhas planos. É...
—Shhh deixa-e adivinhar : "É vergonhoso saber que vais fazer isso" — disse Bella rindo-se.
—A senhorita hoje está com muito bom humor. O que é que aconteceu? — perguntou Matthew realmente intressado. A mãe parecia feliz. Não era só o sorriso que tinha na boca, os seus olhos também sorriam e parecia estar mais iluminada.
—Acho que "aquilo" vai dar a algum lado! — disse ela agora sorrindo bobamente.
—"Aquilo"?? — disse Matthew não sabendo ao que a progenitora se referia.
—Sim Matt "aquilo"! O meu relacionamento... eu... eu hoje disse-lhe que estava apaixonada por ele. E eu nunca pensei que isso fosse a acontecer...
—Tu gostas mesmo dele... — disse Matt e Isabella assentiu. — Já lhe falaste sobre... mim?
—Não meu amor, ainda não. Quando eu lhe falar de ti eu quero contar tudo mas para isso eu... Matthew eu tenho de falar contigo! Não posso contar-lhe a tua história se tu próprio não a sabes...
—Mãe! Eu já disse que não quero saber. Tu és minha mãe. Ponto. És a única pessoa que esteve aqui para mim, eu não quero saber do meu pai ou o que raio ele é! Se queres contar ao teu namoradinho então conta!
—Matthew Swan! Tu não me falas assim! — disse Bella enervada com o tom de voz do filho, ele parecia enojado... — O Edward não é um namoradinho. É meu namorado e eu gosto mesmo dele. E eu quero que tu o conheças, e quero ver se gostas dele, porque só assim é que eu vou ter alguma coisa com ele. Eu só queria falar contigo porque acho que tens o direito de saber o que se passou!
—Eu sei mãe, mas eu não quero saber... podemos não falar nisso? Não gosto que fiques chateada comigo... e nem me gosto de chatear contigo.
—Desculpa-me okay? Eu prometo não falar nisso até que tu peças.
—Obrigada! — disse ele satisfeito.
Do outro lado da cidade na casa de Edward, ele e Madison também jantavam os dois sozinhos. Sempre foram só os dois. Desde que Kate, a ex-namorada de Edward para todos os efeitos, o tinha abandonado com uma filha de dois dias ao colo ,que eram só eles os dois. Há alguns anos atrás, mais precisamente quando Maddie tinha feito 11 anos, Kate voltou para "reencontrar a sua família" como a própria havia dito. Maddie sabia que a mãe se tinha ido embora quando ela ainda era uma recém — nascida, quando ela ainda precisava dela. Do amor dela, do carinho dela. E ao ver a "mãe" surpreendeu todos e todas ao dizer que se ela durante onze anos não tinha feito falta não era agora que ia fazer. Maddie recusou-se a ter qualquer contacto com a mãe a receber qualquer tipo de presente que Kate lhe oferecia. E era assim até hoje.
—Então ela disse que era apaixonada por ti e tu... beijaste-a?
—Sim! — disse Edward realmente animado.
—Pai... — gemeu Maddie.
—O que foi princesa? Tu achaste que era cedo demais?? Nós já estamos juntos à dois meses e nunca nos tinhamos beijado! Quer dizer um selinho aqui outro ali, mas nunca aquele beijo que te deixa....
—PAIII!!! Há coisas que não me tens de contar, e que eu não quero ouvir!
—Pois, okay! Desculpa!
—Tu não a devias ter beijado sem lhe dizeres o que é que sentes por ela! Ela agora pode estar a achar que o beijo foi uma maneira de tu fugires do que ela tinha dito...
— Então.... tu achas que lhe deva ligar?
—Pai, tu és mulher?
—Não.
—Eu sou uma mulher?
—Não!
—Pai....- disse Maddie num tom ameaçador
—Pronto. Sim, tu és uma mulher! — disse Edward a contra-gosto
—Então, eu sei o que é que as mulheres podem pensar. Não estou a dizer que sei o que ela está a pensar ou que vai pensar isso, mas nunca se sabe... Além disso acho que ela ia gostar que essa fosse a última coisa que ouve de ti hoje. Ela vai passar a noite a sonhar com isso. -Disse Maddie sonhadora. Ela gostava que o pai estivesse intressado em alguém. Mesmo não tendo aceitado a sua mãe, sentia falta de uma figura feminina na sua vida. Claro que tinha a avó e as tias, mas não era a mesma coisa! Ela queria uma mãe, só não a mãe que a abandonou.
—É podes ter razão. — dise Edward reflectindo sobre o que a sua filha tinha dito.
Depois de acabar de jantar e arrumar a cozinha, Edward decidiu ligar para Bella. Ele sabia que aquela não era a maneira mais romântica de dizer os sentimentos que tinha por ela, mas ele podia só ouvir a sua voz e dizer-lhe o que guardava no seu interior, dizer-lhe que ela era dona do seu coração. "Pareces um adolescente apaixonado Cullen" pensou consigo mesmo. Mas sem se querer importar com o que parecia ou deixava de parecer, pegou no seu telemóvel e ligou para a sua eterna Teimosa.
Enquanto Bella tomava banho, Matt esperava-a no seu quarto. Hoje como estava frio tinham decidido ver um filme no quarto de Bella. O telemóvel da mãe tocou e ele viu-se sem saber o que fazer.
—Mãe, o teu telemóvel está a tocar. — disse ele.
—Pode atender? Diz que eu depois ligo. — disse Bella sem pensar muito no assunto.
—Estou?
—Bella?- disse a voz do outro lado.
—Não. Ela agora está no banho não pode atender. Quer deixar recado, ela disse que depois ligava.
—Não deixa estar. — disse a voz apressadamente.
—Okay. Boa.. -mas antes que Matthew concluí se a sua despedida a chamada tinha sido terminada.
(...)
A resto da semana passou, e o sábado finalmente chegou. Bella estava preocupado, há dois dias que não sabia nada de Edward. Ele tinha-lhe mandado uma mensagem a dizer que na quinta não poderia almoçar com ela, e desde aí que ela não tinha notícias dele.
Ela sabia que isto se devia ao facto de Matt ter atendido o seu telemóvel. Não exatamente o facto de ter sido Matthew mas sim o facto de ter sido uma voz masculina.
Ela tentara ligar-lhe inúmeras vezes, mandado mensagenes a dizer que ele tinha que a deixar explicar mas nada!
A manhã passou rápido. Matthew fez todas as suas taredas mais rapidamente do que o costume. Estava ansioso com a vinda de Maddie. Bella via o seu não tão assim pequeno rebento ansioso com a vinda da rapariga. Ela sabia que mais tarde ou mais cedo que as namoradas iam começar, mas saber que o seu menino ia ter outra mulher para partilhar a vida era algo que a afligia.
Desde os seus 15 anos que a sua vida rodava à volta de Matt. Ele era a sua vida. Mesmo tendo sido mãe jovem, muito jovem, ela adorava a proximidade que tinha com ele.
Bella saiu de casa por volta das três da tarde de casa. Passada meia hora Maddie chegou.
Ela e Matthew ficaram na sala a fazer o trabalho, como a mãe lhe tinha dito. Os dois estavam bastante intressados no trabalho, lancharam depois de acabar o trabalho e acabaram por se distrair na conversa.
Bella voltou para casa por volta das cinco e encontrou o filho e a amiga a conversarem na cozinha.
—Bella!! — disse Matt assim que a viu. Ela estranhou ele nunca a chamava pelo nome.
—Matthew... — disse ela.
—Boa tarde, Isabella. Eu sou a Madison. É um prazer conhecer a irmã do Matthew.
Irmã? Ela achava que ela era irmã do filho? Ela olhou confusa para Matt.
—Na verdade eu...
— Maddie, tu deste-me o teu mail para eu te mandar o trabalho? -interrompeu Matthew.
—Oh, não! É melhor dar-te, para eu ir treinando as minhas partes da apresentação em casa.
—Sim. Também acho.
Os dois saíram da cozinha, deixando uma Bella confusa para trás. Ela não entendia o que estava a acontecer ali. Porque é que ele não emendou Maddie quando ela lhe chamou irmã dele.... A não ser que...
A campainha tocou, e no estado de choque pela sua mais recente descoberta/desconfiança. Este estado só aumentou quando viu quem estava à porta.
—Edward? — disse Bella chocada.
—Bella? — disse Edward ao mesmo tempo e com uma voz igualmente chocada.
—Pai! — suou a voz de Maddie atrás dos dois.- Já chegaate!
—Olá princesa. — disse Edward sem desviar os olhos de Isabella.
—Esta é a Bella, ela é a irmã do Matthew- disse Madison apontando para Matt que estava parado ao seu lado.
—Era isto qye não me querias contar? Tu tens um irmão? Tanta coisa por isso?
—Edward... — começou ela.
—Desculpa! Eu... eu pensei que tinhas outro! Foi por isso que não te liguei nem respondi às tuas mensagens. Ele atendeu e... Desculpa Bella!!
—Edward, nós depois falamos! — disse Bella, olhando pelo canto do olho para os dois adolescentes que estavam atrás dela.
—Mas...
—Pai, acho que ela não quer falar contigo agora. Eu não acredito que tu não fizeste nada do que te disse! — disse Maddie. É talvez Edward devesse ter seguido os conselhos da filha, e ter esclarecido as coisas com Bella. Evidentemente que ela estava magoada com ele.
—Sim é melhor. Eu amanhã ligo-te, pode ser?
—Claro, como queiras... -disse Bella. Se fosse noutro situação ou noutro momento ela estaria mesmo chateada e aborrecida com a desconfiança de Edward sobre ela. Mas agora havia outros assuntos a ocupar a sua mente...
—Até amanhã? — disse Edward um pouco em baixo. A resposta dela não foi nada animadora para ele.
—Até amanhã Matt. -disse Madison- Até amanhã Bella. E... desculpa o meu pai.... ele é boa pessoa só que... bem,tu sabes...
—Sim- disse Bella, ainda um pouco alienada.- Até amanhã aos dois.
—Até amanhã -disse Matt acenando e sorrindo para Maddie.
Bella fechou a porta, depois de ver Edward e a filha partirem.
—Nem penses nisso, Matthew Swan. — disse Bella assustando Matt que estava prontinho a fugir da mãe e refugiar-se no seu quarto. -Temos de conversar. Conversar a sério.
Bella começou a dirigir-se para a sala e Matthew seguiu-a sem falar.
—Eu não acredito. Eu simplesmente não consigo acreditar. Depois de tudo o que fiz por ti, de todos os meus esforços, de todos os obstáculos que ultrapassei... tu tens vergonha de ser MEU filho? Tens vergonha de dizer aos teus amigos que eu sou tua mãe? É mais fácil dizeres que sou tua irmã??
—Mãe não é bem assim...
—Mãe? Mãe? Agora sou tua mãe? Há bocado não era pois não? Tu tens noção do quanto me magou ouvir que eu era tua irmã?
—Eu só menti porque... porque estava farto de ouvir as pessoas chamarem-te nomes!! Tu não sabes as coisas que eu ouvi quando andava na outra escola!! Chamavam-te de todos os nomes só porque eu não tenho pai! Porque tu tinhas quinze anos quando eu nasci! E... sabes o que é eu tentar defender-te mas não saber como?? Eu sei! Eu sei, o que aconteceu! Eu ouvi. Eu sei! Eu não podia dizer a verdade porque ia ser pior...
—Espera.. que verdade?
—Eu sei como é que... eu aconteci!
—Sabes? Mas sabes como??
—Eu ouvi um bocado de uma conversa entre ti e a avó! E... eu ouvi ela dizer que ele se tinha aproveitado de ti... eu já não sou um miúdo sei o que isso quer dizer! Quer dizer que ele te obrigou....
—Não!!!! — disse Bella assustada com o rumo dos pensamentos do filho. Ele achava que era resultado de... uma violação?
—Não?
—Está na hora de eu te contar a verdade... mas Matt... eu não me esqueci do outro assunto.
—Mãe eu sei que errei mas...-Bella interrompeu-o e começou a contar aquilo que já devia ter discutido com o filho. Se ela soubesse o que ele pensava tinha-o obrigado a ouvi-la nas inúmeras vezes que ela tentou falar com ele.
—Pode não parecer mas eu fui, durante um ano ou perto disso, uma adolescente muito... rebelde. Houve um altura em que... os teus avós estiveram separados. Tu sabes que eles passam a vida a ranhosar um com o outro, a discoradarem um do outro... mas quando eu tinha catoeze anos as discussões eram mais sérias. Eles decidiram "dar um tempo" e foi durante esse tempo que eu decidi que os ia castigar por me estarem a fazer passar por aquilo, por me fazerem sofrer por não os ter aos dois para mim ao mesmo tempo. Eu começei a ser todo aquilo que não era. A fugir para sair à noite, a beber... a fumar. Coisas que eu nunca pensei em fazer antes. Foi durante essa altura que eu conheci o teu pai. Ele era mais velho, era bonito e... sei lá! Naquela altura pareceu-me uma boa ideia... eu conhecia-o nem à duas semanas quando nós dormimos juntos, por assim dizer. No dia seguir ele desapareceu. E na semana seguinte os teus avós vieram falar comigo. Eles já estavam juntos à algum tempo, mas eu continuava a fazer aquelas coisas então nós mudámo-nos de casa e eu mudei de escola, e as coisas voltaram ao que eram.. Dois meses depois eu descobri que estava grávida e.. eles apoiaram-me contrariamente ao que eu pensava. Três dias antes de eu fazer dezasseis anos, tu nasceste.
—Espera...
—Matt eu sei que é muita coisa para absorver mas...
—Eles tinham razão!
—O que?
—Tu és mesmo uma vadia!! Abriste as pernas para uma pessoa que nem conhecias em condições!!! Eles sempre tiveram razão. Chamavam-te de vadia, vagabunda, puta e olha só talvez tivessem razão!
Antes que Bella se desse conta, a sua mão já tinha voada para a cara de Matt. Durante os seus quinze anos de vida nunca lhe tinha batido. Mas naquele momento ele mereceu.
—Mãe... eu.. eu não quis dizer isto eu.... — disse Matt nervoso. Ele não queria mesmo ofender a mãe. Durante dois anos achava que a mãe era uma vítima, e ao tomar consciência que não, todas as palavras que ouviu ao longo dos anos simplesmente saíram pela sua boca sem qualquer filtro.
—SAI!!! — gritou Bella com lágrimas a escorrerem-lhe pelos olhos. Ela já tinha ouvido aquelas palavras da boca de outras pessoas, mas ouvi-las do filho era uma dor superior a todas as que já tinha sentido.
Matt saiu da sala, Isabella fico por ali abraçada às pernas e a chorar. Pensava sobre as palavras do filho. Ela sabia que naquela noite tinha sido uma autêntica puta. Ela sabia, só não esperava que o filho chegasse à mesma conclusão. Ela nem ao menos se lembrava em condições daquilo. Lembrava-se de querer fazer sexo com o pai de Matt, mesmo conhecendo-o à pouco tempo ela queria aquilo. Lembrava-se de ter tanta vergonha, que bebeu alguns copos de uma bebida qualquer que rodava na festa. E depois tinha somente breves flashes do ato em sim. E era isso.
"Não devias ter batido nele" pensou para consigo mesma. Agora odiava-se por isso. A sua história tinha sido um grande choque para Matt, ela no fundo sabia que o filho não lhe queria chamar aquilo, ou pelo menos ela esperava que não.
Era hora de deixarem todo em pratos limpos. Isabella percorreu a casa até chegar ao quarto de Matthew. Bateu, ninguém respondeu, mas ela entrou na mesma. O quarto estava vazio.
—Matthew?MATTHEW? — chamou. Bella percorreu a pequena casa, mas nada de Matthew. Ligou-lhe uma, duas, três vezes mas o telemóvel estava sempre desligado. O pânico invadiu-a. Onde é que ele estaria? Sem pensar Bella foi até à garagem, pegou no seu carro e saiu à procura de Matt pela cidade. Eles viviam afastados da cidade, mas se ele tivesse pegado algum atalho que Bella desconhece-se ele já estaria na cidade. Quanto tempo tinha passado desde a conversa? Meia hora? Uma hora? Ela não sabia... quanto avanço é que ele teria dela? Durante a estrada que separava a sua casa da cidade, nem um sinal dele. Onde é que ele estaria? Ela não conhecia nenhum dos seus amigos a não ser.... Bella encostou, pegou no telemóvel e ligou para o número tão conhecido.
—Bella?- disse a voz de Edward. — Ainda bem que ligaste. Eu sei que foi....
—Viste o Matthew? — interrompeu Bella.
—O Matthew?
—Sim! Nós discutimos e ele saiu de casa. Eu não sei onde é que ele está. E a Maddie é a única amiga que conheço dele.
—Ele cá em casa não está. Mas eu posso perguntar à Maddie se ela sabe dele
—Por favor... — disse ela. O telemóvel ficou mudo durante um tempo.
—Ela diz que não sabe dele. Mas que ia ligar ao Derek um amigo dele a ver se ele sabia. Onde é que estás?
—Estou parada algures na entrada de Forks. Ao pé da loja de desporto dos Newton.
—Vem para a minha casa. É perto de onde estás.
—Não, eu tenho de o procurar.
—Bella vem. É rápido. Depois eu vou contigo procurá-lo.
—Okay. -Edward explicou-lhe rapidamente o percurso que ela tinha de fazer até casa dele.
Ao sair do local onde tinha encostado, Bella seguiu a estrada até um cruzamento. Parou no sinal vermelho, olhou em redor para ver se não via Matt, mas não o viu. Quando o sinal virou para verde, arrancou. Ao mesmo tempo que atravessava a estrada para continuar em frente, ouviu uma buzina. Virou a cara mas só se deparou com duas luzes fortes a virem na sua direcção.
(...)
—O Derek vem traze-lo aqui com o pai.
—Ele disse como é que o Matthew apareceu lá?
—Só disse que o Matt apareceu lá em casa parecia perturbado e quando ele tentou falar com ele ele só disse que ela nunca o ia perdoar pelas coisas que ele disse. — disse Maddie intrigada — A Bella já não devia ter chegado?
—Já... Vou tentar ligar-lhe secalhar ela perdeu-se. Ela parecia muito nervosa ao telemóvel talvez não tenha percebido bem...
Edward ligou para o telemóvel de Bella mas ninguém atendeu. Ele sentia-se inquietante, parecia estar a pressentir que alguma coisa tinha acontecido a Bella. Quando ia tentar a segunda vez, tocaram à campainha. Era Matthew acompamhado pelo pai de Derek e pelo próprio Derek.
—Obrigada Sr. Shepherd- disse Edward. Maddie e Derek tinham levado Matt até à sala Os dois tentavam entender o que é que poderia ter deixado o amigo naquele estado.
—De nada. O rapaz assustou-me. Espero que ele fique bem.
—Vai ficar.
Derek apareceu, e ele e o seu pai voltaram para casa. Edward foi ter com a filha e Matt à sala e voltou a tentar ligar para Bella.
—Mas Matt o que é que aconteceu? O que é que a tua irmã não te vai perdoar?-ouviu a filha perguntar enquanto ele marcava o número de Bella.
—Boa noite- suou uma voz do outro lado.
—Bella?- perguntou Edward quando não reconheceu a voz.
—Não. Estou a falar com quem?
—Com o Edward... desculpe mas este é o número da Isabella. Onde é que ela está?
—Desculpe informar assim Sr. Edward mas... a senhorita Swan deu entrada no hospital....
(....)
Isabella sentia a cabeça pesada. Alguma coisa lhe estava a causar comichão no nariz,sentia a perna direito dormente e pesada e o peito doia-lhe quando respirava. A muito custo conseguiu a abrir os olhos. Deparou-se com uma luz muito forte que a fez fechar os olhos novamente.
—Bella?- ouviu a voz deEdward. Abriu os olhos pela segunda vez, agora a luz já não a incomodau tanto.
—Edw.... onde é que eu estou? — começou ela um pouco desnorteada.
—Shh está tudo bem. Estás no hospital mas vai ficar tudo bem.
—Hospital?? — perguntou. Passaram-lhe várias imagens, à medida que ela se lembrava do que tinha acontecido. — O Matt? Onde é que ele está?
—O Matthew está na minha casa com a Maddie e a minha mãe. Ele estava na casa do amigo dele. O pai do rapaz levou-o até minha casa. Já está tudo bem...
—Mas...
—Eu estava a tentar falar contigo porque já estavas a demorar muito tempo. Quando me atenderam disseram que estavas no hospital. Eu vim para cá e liguei para a minha mãe e tomar conta dos dois. O Matthew ficou muito nervoso quando soube que estavas no hospital.
— Eu estou bem?
—Sim. Partiste a perna e tens uma pequena pisadura no peito por causa do cinto. Mas nada de grave.
—Quando é que eu vou poder sair?
—Em princípio amanhã. Tu bateste com a cabeça no volante, ou melhor dizendo no airbag, mas não aparece nada na TAC. Mas como desmaiste, vamos manter-te em observação durante a noite.
(...)
—Edward, não faz sentido nenhum eu ir para tua casa!
—Faz sim senhor. Eu tenho espaço livre e tu precisas de ajuda por causa da perna. Eu sou médico posso e quero ajudar-te.
—E o Matt? Deixo-o sozinho em casa?
—O Matt já está na minha casa. Eu vou te deixar na minha casa e depois vou com ele até à vossa casa para ele ire buscar coisas para vocês.
—Mas Edward...
—Nem Edward nem meio Edward! Tu és minha namorada e tu vais para minha casa até que a tua perna fique boa.
—Só até a minha perna ficar boa?- disse Bella tentando entender. Mas Edward levou para outros caminhos....
—Podes ficar lá para sempre Bella. Eu não te vou expulsar, mas se depois quiseres ir para tua casa...
—Obrigada — disse Bella. Ela nunca tinha vivido com ninguém, para além dos pais e de Matthew. Ela gostaria de viver com Edward. " Como uma família" pensou. Ao pensar em família só conseguia pensar em Matt. Será que ele ainda estava chateado com ela?
Chegaram a casa de Edward facilmente. Como todo naquela cidade, a excepção da casa de Bella e de mais duas ou três pessoas, a casa era de fácil acesso. Ficava perto do hospital onde ele trabalhava e a escola de Maddie também não ficava longe. A casa era grande, tinha grandes janelas que deviam conferir à casa muita luminosidade, num estilo moderno que lhe dava um aspeto mais atual que as outras casas da rua e mais bonito.
Edward ajudou Bella a sair do carro, pegou-lhe ao colo, mesmo contra a vontade dela, e levou-a para dentro de casa.
Ao chegarem à sala, esta estava vazia. Edward pousou Bella no sofá
—O Matt? — perguntou ela não escondendo a sua ansiosidade.
—Ele e a Maddie foram até ao supermercado comprar algumas coisas que eu precisava. — ouviu-se a voz de uma mulher, vinda da porta da sala que dava para a cozinha. Esta chegou-se até ao sofá onde Bella estava. -Eu sou a Esme, a mãe do Edward. — disse simpática.
—Eu sou a Bella, a namorada do Edward. — disse Bella a sorrir para a jovem senhora. — Obrigada por ter ficado a tomar conta deles, enquanto estivemos no hospital.
—Foi um prazer. O Matt é um rapaz muito amoroso. Estava bastante nervoso com toda esta história... mas eu percebo um familiar nosso ter um acidente, ainda mais uma irmã é algo que nos deixa sempre mais ansiosos e com algum medo...
Ao ouvir a palavra irmã Bella mordeu o lábio. Ainda tinha de resolver isso com Matt, e explicar a história a Edward e a Maddie e agora à senhora Cullen.
Ouviu-se a porta de entrada bater e padsos ansiosos ecoaram pelo hall que dava acesso a várias divisões da casa.
—Mãe! — disse a voz de Matthew. Naquele momento ele não queria saber da história ou da relação que as pessoas daquela sala achavam que ele tinha com Bella. Tudo o que queria era abraçar a progenitora e desculpar-se por toda a merda que fez.
—Matt! — disse Bella. Matthew veio a correr na sua direcção e abraçou-a com toda a força que tinha. Estava mal sentado no sofá, devido à rapidez com que se sentou e ao facto de não puder pular para o colo da mãe.
—Desculpa! Eu... eu não queria dizer aquilo. Eu amo-te, e não tenho vergonha de ser teu filho. Eu só não queria que te insultassem. Mas mãe.... tu és a melhor mãe do mundo eu não te trocaria por nada ou por ninguém. E por minha culpa tu estás aleijada e podias ter...
—Matt! -interrompeu-o Bella. — Eu não tenho nada para te desculpar. A tua reação foi... ela magoou-me mas eu percebo-te. Tudo o que disseste era verdade, naquela altura eu fui assim, mas eu não me arrependo. Aquelas atitudes por mais más que fossem levaram-me a ti. Eu sem ti não era nada... vamos apenas esquecer?
Matthew assentiu e abraçou-se à mãe. Rodos naquela sala olhavam para os dois sem entender. Então... Bella era a mãe de Matthew?
Maddie, como amiga de Matt, sentia-se enganada! Tinha sido o próprio a dizer-lhe que Bella era sua irmã. Ele tinha-lhe mentido! Ela confiou sempre nele, e ele traiu a sua confiança. Ela gostava dele, não como o pai gostava de Bella, mas como uma irmã. E agora apercebera-se que talvez ele só a visse como uma amiga normal... Com estes pensamentos virou costas sem dizer nada e subiu as escadas que davam para o andar de cima onde eram os quartos.
—Maddie... -Chamou Edward quando viu a filha sair. Ele ao contrário dela não se sentia enganado, mas estava triste por Bella não lhe ter dito que tinha um filho! Porra ele tinha-lhe dito! Ele contara-lhe toda a sua vida, e notava agora que tudo o que sabia de Bella era mentira, ou que certa parte da história estava omitida.
—Matt, devias falar com ela. Explicar-lhe o porque de teres feito o que fizeste. — disse Bella ao seu ouvido. -É o que eu vou fazer.
Matthew levantou-se e seguiu Maddie até ao seu quarto.
—Bem, eu vou até minha casa. Se precisares de mim liga, Edward.- disse Esme pegando na sua mala. Antes de sair deu um beijo ao filho e despediu-se de Bella de igual modo.
—Foi um prazer querida. O meu filho fez uma boa escolha. — disse Esme.
—Obrigada. Esme...- começou.
—Sim?
—Depois eu explico-lhe tudo, pode ser?
—Claro. Agora fala com ele. — sussurrou-lhe.
Bella assentiu e, ela e Edward observaram Esme sair de casa sem dizerem qualquer palavra um para o outro.
—Bem.. acho melhor levar-te até ao quarto para descansares melhor. As camas de hospital não são muito confortáveis... importas-te de ires para o meu quarto. É que.. eu não tenho nenhum de hóspedes pronto, mas eu posso preparar é só esperares um bocadinho....
—Eu não me importo... desde que fiques lá comigo. — disse Bella com toda a coragem que tinha. Estava farta de esconder as suas vontades. Naquele momento queria que Edward nunca saisse de ao pé de si, e no que lhe dizia respeito isso não ia acontecer.
—Claro. — disse ele. Pegou-lhe ao colo, mais uma vez sobre os protestos dela, e subiu as escadas até ao seu quarto.
Os dois olharam para o quarto de Maddie onde viram que esta e Matt estavam sentados em dois puff enquanto o último falava baixinho. Edward não conseguia perceber, mas esforçou-se para isso. No entanto como não podia ficar ali parado a tentar ouvir alguma coisa, continuou o seu caminho. Quando chegaram ao seu quarto depositou Bella na cama
—Eu dizia para ires tomar um banho, mas não tens nada para vestir e... acho que agora não é o melhor momento para ir lá com o Matthew.
—É tens razão.- disse Bella. Ela não sabia bem como começar a falar com Edward sobre aquele assunto,mas decidiu arriscar. — Desculpa não te ter contado que tinha um filho. Eu sei que tu falaste nisso mas... eu sinto vergonha do modo como as coisas aconteceram. Não sinto vergonha de ter o Matthew, ele foi a melhor coisa que me podia ter acontecido....
Bella contou-lhe a mesma história que no dia anterior tinha contado a Matthew. Edward ouviu atentamente o que a amada lhe contava sem nunca a interromper.
—O Matt achava que o pai me tinha violado. Tudo porque ouviu uma conversa onde a minha mãe dizia que ele se tinha aproveitado de mim...
—Mas foi isso que ele fez... — falou Edward pela primeira vez.
—Por um lado sim, mas por outro eu queria...-ela fez um longa pausa- ele morreu quando o Matthew tinha cinco anos... nunca soube que tinha um filho.
—Como é que soubeste que ele morreu?
—Eu mantinha contacto com algumas amigas minhas da escola onde o conheci. Elas disseram que ele tinha voltado um ano depois se eu ter ido embora, e morreu num acidente de mota porque estava bêbado quatro anos depois.
—Ele era mais velho que tu?
—Sim. Ele tinha 17 anos quando nós nos conhecemos e... transámos. — Bella voltou a fazer uma pausa, respirou fundo e finalmente falou — eu sei que naquela altura fui uma grande puta, mas Edward eu nunca foi verdadeiramente assim! Era tanta coisa junta que eu descarrilei...
—Bella, porquê é que te estás a justificar?
—Porque eu não quero que tu me deixes por causa daquilo que eu fiz!
—Eu nunca faria isso...
—Então... ainda queres continuar comigo?
—Claro que quero. — disse ele. Os dois abraçaram-se e beijaram-se. Naquele momento aquele contacto físico podia ter evoluído, e não foi por falta de vontade de ambas as partes, foi mesmo porque Bella tinha a perna partida e esta ainda lhe doía um pouco.
Passado alguns minutos Bella estava deitada na cama de Edward com os olhos fechados. Ela estava com a sua cabeça encostada ao peito de Edward, e aproveitava os mimos qur este lhe fazia. Ela sentia-se segura e feliz, al nos braços dele.
—Eu amo-te- disse Edward do nada.
—Eu também te amo — disse Bella enroscado-se mais nele.
A vida ainda podia dar muitas voltas, mas ambos sabiam que no fim, o amor deles sempre estaria presente para deixar tudo melhor.
Notas finais
Comentários com opiniões ou sugestões são sempre bem vindos... estava a pensar fazer mais um capítulo sobre o futuro deles... o que acham?? Deixem a vossa opinião!
Obrigado por lerem, Princess of Forks
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