Mistérios e Verdades
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Fernando saiu me puxando pelos braços no corredor da biblioteca e seus braços me apertavam forte. Tirei suas mãos dos meus braços e empurrei ele na cabine de estudos enquanto ele me olhava como os olhos fixos sobre meu semblante.
— Fernando eu não sei como você apareceu naquela biblioteca, mas porque você segurou meus braços fortes? – retruquei.
— Ah, calma Anahí. Eu apenas só sentir um pouco de ciúmes se isso é normal eu não sei, mas, acho que você e a única pra quem eu consigo contar meus segredos e até mesmo minhas falhas. — falou, como se não conseguisse entender o motivo.
Inclinei a cabeça um pouco para trás, mas mantive o olhar fixo num ponto acima do ombro dele.
— Fernando eu particularmente acho que você deveria se assumir pra sua família eu te ajudaria a contar, mas a iniciativa tem que partir de você. — falei segurando suas mãos enquanto ele chorava.
Senti a garganta ficar seca.
— Anahí é difícil para mim e chegar e dizer pai, eu sou gay. Eu sei que é o certo a fazer mais eu não me aceito desse jeito. Não era pra ser assim. — falou ele soltando minhas mãos e limpando as lagrimas.
Puxei seu corpo e o abracei porque eu não sabia o que dizer, na verdade eu não pensava no que dizer, mas na verdade eu calculava e media todas as minhas palavras. Segurei seu braço e caminhei com o Fernando até a cabine quando alguém esbarrar em mim e me abraçar forte.
Nessa parte geralmente eu caio de susto. O Fernando ficar olhando fixamente e falar comigo gritando.
— Anahí se virá aí.
Ele falou com as mãos tremendo e chorando.
Me virei e me deparei com o Fábio com uma arma nas calças. Me olhando fixamente com seu rosto demonstrando raiva.
— Você tem um assunto pendente comigo.
Ele falou me encostando na parede.
— Eu não tenho nada pendente com um ser humano como você e, alias você nem é aluno daqui.
Falei rindo e segurando meus punhos fortes pra não bater nele.
— Se você não for comigo agora eu vou espalhar segredos da pessoa que você mais odeia e mais ama.
Ele falou tirando a arma da calça e colocando nas minhas bochechas.
— Tá eu vou, mas me deixar guardar os livros com o Fernando.
Falei enquanto olhava nos olhos dele frios.
Segurei Fernando e fui devolvendo os livros enquanto Fábio ficou na porta me esperando. Sai correndo com o Fernando correndo pelas escadas e entrei na sala n42 e caímos em cima da Márcia.
— Gente... pra onde vocês vão nessa pressa toda?
Márcia falou com cara de surpresa.
— Eu vou tentar resumir tudo, um cara que assediava o Miguel voltou e colocou uma arma na cabeça da Anahí. Então, ela fingiu que ia pegar livros comigo e saiu correndo e esbarramos com você.
Fernando falou suando frio.
Márcia, Fernando e eu descemos da sala e fomos pra entrada da garagem correndo contra o tempo e ela parou no porão e trancou as portas.
— Se ele veio atrás do Miguel quebrou a cara porque ele viajou.
Márcia falou franzindo os cabelos e colocando sua mão no moletom azul.
— Pra onde o Miguel foi?
Perguntei com os olhos quase chorando.
— Ah, calma aí. A gente foi quase morto e você quer saber do Miguel?
Fernando falou cruzando os braços.
— O Fernando você ficar bem quietinho aí, ou eu te amarro aqui com o seu crush coisa chata.
Márcia falou empurrando o Fernando no sofá.
Andei para um lado e para outro isso não parecia uma vida acadêmica normal, mas sim uma vida de mistérios e verdades. Comecei a chorar e algo chamado lembranças me veio à cabeça e me veio a imagem do Miguel sendo o meu maior amor e meu inimigo, sem ele tudo era chato.
— Anahí parar de andar pra um lado e pro outro, Miguel está em um manicômio em Recife e não sei quando ele voltar e se voltar.
Márcia falou sentada no sofá com a cabeça baixa.
— Por que ele estar em um manicômio? Márcia você me deve uma explicação.
Falei gritando e chorando.
— Olha a única pessoa que ele falou por ultimo há dois dias atrás foi a Lua.
Márcia falou e levantando.
— Você não tá pensando em bater em Recife né? se for saiba que tem alguém querendo sua cabeça.
Fernando falou.
Sai correndo sem destino e pulei a catraca enquanto 4 seguranças corriam atrás de mim, pular a catraca foi errado mais eu não estava nem aí. Sai correndo para a saída e peguei um carro e fui em direção a casa do Miguel.
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