Notas iniciais
O assediador

Olhei vários livros tinha livro de vampiros,romance, comédia e até sobre como perder o medo do sexo. Me sentei e comecei a chorar lembrando que o REBERT foi meu primeiro namorado, mas ficou comigo e espalhou pros amigos então eu saí como uma puta na merda da história.

Me levantei da cama e liguei o som. Estava tocando Shopia Abraão. Enquanto a música tocava, eu pensava debaixo daquela água gelada que não era legal se prender tanto as memórias, as vezes a distância faz as pessoas evolui e crescer de uma maneira louca e absurda.

Sai do banho, coloquei um vestido coladinho com uma blusa branca, e um anel de perolas que brilhava mais que os meus olhos juntos e fui a pé pra Vila lenne. Cada passo que eu dava era como se aquela cidade talvez não fosse o que eu esperava mas, talvez o problema não fosse a cidade e sim eu que depositava muitas expectativas nas pessoas. Chegando a um gramado perto de uma praça me sentei no banco e sentir o vento balançar meus leves cabelos, enquanto eu admirava casais se abraçando e se beijando eu lembrava da minha mãe e meu pai juntos.

Senti uma pessoa venda meus olhos então, passei as mãos na pele e tentei adivinhar quem era.

— Brincadeira chataaa!

Respondi fazendo careta..

— Será que é chata mesmo?

Ele fala dando um sorriso.

Quando eu tiro seus braços do meu rosto vejo o Fábio dando um sorriso sarcástico.

Olhei fixamente e eu não conhecia aquele homem,mas ele se sentou do meu lado balançando seus cabelos pretos e lisos, tinha um 1 metro de altura e era fortinho mais não muito.

— Prazer sou Fábio, mas, todos me chamam de binho.

Ele falou ajeitando o palito azul.

— Nos conhecemos?

Falei olhando pra ele..

— Não, mas digamos que eu tenho interesse nesse tal de "Miguel."

Olhei pra ele e dei de braços encostado nele.

— o que você quer com o Miguel?

Falei olhando nos seus olhos.

— Há, ele não te contou? Digamos que supostamente eu fui o cara que assediou ele no Rio Grande do norte. Se bem que não foi assédio só passei a mão entre as suas pernas.

— Isso não é assédio? Seu psicopata.

Bati várias nele enquanto as pessoas olhavam até ele segurar minhas mãos.

— Tudo bem, se não vai me ajudar eu descubro mas, toma cuidado comigo!

Ele falou e saiu andando. .

Imediatamente sai andando sem destino, sem direção o Miguel poderia ser um idiota,babaca e escroto. Mas, ele não me contou da parte do assédio.

Corri e sentei no banco e abaixei a cabeça quando vinha alguém na minha direção.

— Anahì, porque você está chorando?

Marcia falou tentando enxuga minhas lágrimas.

— Apareceu um tal de "Fábio" atrás do Miguel e falou que ele foi assediado pelo próprio e, ele estava atrás do Miguel.

Falei chorando..

— Hum... Pior que é verdade pelos últimos semestres na outra faculdade eu vi que ele dava em cima do Miguel, por mim eu arrebentava esse muleke de tapas pois nem homem ele sabe ser.

— O Miguel corre perigo Marcia ?

Perguntei segurando suas mãos e chorando.

— Não mas, ele vai voltar as sensações estranhas e perigosa do tipo se mutilar. Conversa com o Miguel, eu preciso ir!

Marcia saiu com uma tatuagem no braço de uma rosa que era visível demais.

Corri pela praça da Vila Lenne e tentava não chorar e dizer pra mim mesmo que tudo vai ficar bem.