Notas iniciais
James e seu capacho.

Ícaro segurou minha mão e meu corpo, rosto, se jogou em sua frente e ficamos grudado. Seu olhar tentava procura o meu, seu rosto ficava tentando se encontra com o meu. De repente, ele colocou sua mão no meu rosto e tentou me beija mas, eu imediatamente o empurrei.

Ele me olhou com uma cara de espanto e se aproximou perto de mim, enquanto na minha cabeça eu pensava; qual a lógica de se tortura por um garoto que nem vale a pena, Miguel é um escroto mesmo! Do nada Ícaro tentou se comunicar comigo, então eu o escutei e olhei pra ele querendo chora.

— Anahí o que tá acontecendo? Eu fiz algo de errado? — Ele falou com uma cara de quem iria desabar ali mesmo.

Respirei fundo e olhei no meu relógio, então falei....

— Olha Ícaro, no momento eu não to me sentindo bem mas, você não fez nada. Só me deixa ir agora.

Ele se recusava a não recebe uma resposta digna, clara. Ele pegou meu braço, me puxou para perto do seu corpo e me abraçou . O abraço parecia mais de despedida, então ele susurrou no meu ouvido; — Fica tranquila, o que estiver acontecendo sei que vai dar certo! — ele falou me beijando na bochecha.

Quando ele me soltou senti meu rosto gelado e foi ficando corado. Segui adiante, então, encontrei a Karla no corredor. Cheguei perto dela e pedi um favor.

— Karla sei que não temos muita intimidade mais por favor me ajudar.

Ela soltou seus cabelos pretos, e mesmo ela sendo seria ainda continuava linda.

— O que tá acontecendo mesmo? — Ela perguntou elevando seus olhos ao meu.

Peguei na sua mão e fui andando com ela até o banheiro, olhei pros dois lados e não havia ninguém então, suspirei fundo e falei..

— Sei que não somos amigos Mas, aconteceu umas coisas com o Fernando e Miguel e eu preciso de algo aromático pra os dois acordarem com o cheiro! — Falei enquanto olhava no espelho se meu cabelo estava desajeitado.

— Claro, eu tenho algo aqui na bolsa. Só te empresto com uma condição. — Ela falou enquanto abria a mochila.

Fixei em seu olhar, tentei dizer pra mim mesma que meus amigos ou quase colegas estavam em primeiro lugar.

— Qual condição? — Falei preocupada com a condição.

— Simples, só me deixe ajuda. Ah, é pega ou larga. -Ela falou rindo com o perfume doce na mão.

— Eu pego! — Falei fazendo careta.

Sai do banheiro com Karla, pegamos o elevador para a garagem e descemos no Pilotes. Karla andava de botas e demorava a correr, então eu segurei sua mão e sai desgovernada correndo com ela. Notei que vinha alguém e nos escondemos atrás de um carro.

Vai suja minha bota Anahí — Karla falou.

— Cala a boca Karla, escuta isso. — Falei abaixada de joelhos.

Ouvi dois caras passarem e eles falavam uma conversa tão estranha, então ouvi tudo.

— Ei! Você colocou droga na lanche do Miguel? — o cara perguntou ao outro.

— Sim, o Miguel tá desacordado em algum canto . Já o Fernando digamos que eu brinquei com ele, e apliquei um boa noite Cinderela. — o outro falou.

Levantei a cabeça um pouco e vi que era o James e um aluno de psicologia. De repente, Karla gritou e eles começaram a rodea os carros, então tirei as botas junto com Karla e esperamos ele sair. Quando eles sairam fomos direto ao porão que ficava em baixo da garagem.

Karla foi andando com as botas na mão e me parou pra pergunta algo.

— Por que o James colocaria droga no lanche do Miguel? Em uma semana já ta assim, meu deus!

— Eu não sei porque ele fez isso, mas vamos nos apressar. — Falei querendo chorar.

Descemos da garagem e enfim, chegamos no porão.