Mistress of Discord

1 Amantes nunca perguntam o porquê


Notas iniciais
Espero que gostem e que comentem ( pois sou facilmente desmotivada,então sempre é bom ter críticas ) Boa leitura! PS: O primeiro capítulo é curtíssimo,I know,mas os próximos serão mais longos.

Pedido de perdão


Não considerando isso como capítulo,e sim como um substituto dos agradecimentos iniciais,digo,ofereço e entrego à Sam Evans meus mais consideráveis perdões.
Caro senhor Evans,muitas intenções pertencem à minha mente,muitos desejos são aqui cultivados e cobiçados,porém, arruinar sua vivência numa fase de amargura e sofrimento nunca fora um deles.
O livro,todavia,não é exclusivo a Sam Evans — é para qualquer um que queira saber como estraguei a família Evans, degenerei um casamento,sequestrei uma mulher da igreja e perdi meu trabalho por causa de um casal de gêmeos que me execravam.
Tudo começa com uma opinião: o problema não era ela ser uma vizinha,era ela ser casada,ter filhos e ser insana.

I.Amantes nunca perguntam o porquê


A primeira dica que apanho de Brittany ser insana fora quando,ao estar eu regando as rosas vermelhas em meu quintal detrás da casa,uma cabeça loira brotara por trás da cerca pintada de branco entre meu terreno e o dos Evans.
A mulher usava as madeixas douradas debaixo do chapéu rosa claro e ocultava os olhos com um enorme óculos de sol marrom escuro.Lembrara-me de uma garota pin up com aquele sorriso de lábios vermelhos e finos.
Goedemorgen,Santana! — dissera.- Quer bater nos meus filhos por mim?
Lancei a ela um olhar sob testa franzida.Havíamos já conversado pouco e trocado algumas informações sobre vidas nossas,mas era a primeira vez que a mãe chegava e puxava um assunto tão íntimo e forte.Pele menos acharia eu aquilo algo íntimo se tais filhos fossem meus.
—Eles parecem ser tão tranquilos — comentei com a voz mais quieta que de Brittany.Esta,por sua vez,bebericara o copo com um pequenino guarda-chuva verde ao ouvir-me.- Pelo menos são bem exemplares em sala de aula.
—Você já fez algum aluno ajoelhar em milho?
—Não — fracamente ri,voltando-me por uma fração de segundo para a água e rosas do jardim.
Kan ik me voorstellen dat bater em alunos deve ser crime,mas esses dois mereciam.Se você decidir que sim,pode ficar segura que não te denunciarei.
—Obrigada — sorri numa linha dos lábios.-Vou pensar na proposta.
—Bedankt,Santana.Você é muito gentil.
Brittany desaparecera para longe da cerca branca em milésimos.Eu,parada e percebendo que a mangueira molhava meus tênis de corrida,balançara a cabeça e voltara a cuidar das rosas.
No começo da semana,por volta de uma das primeiras classes de manhã,sentei de frente para a sala,analisando com os braços cruzados no peito as duas cabeças claras no meio dos estudantes,Daniella e Sebastian.Ela com os cabelos iguais de Brittany,porém ligeiramente mais castanhos,e ele com lábios que definitivamente não eram da mãe e bochechas avermelhas e arredondadas.
Eles agiam como se não fossem parentes,na verdade — Sebastian com seu grupo de amigos e Daniella com suas inseparáveis duas amigas.
Sim,pensara eu de repente.Eles tinham boas notas e bons resultados,mas lá estavam eles — Daniella deslizando por debaixo da mesa um bilhete para a amiga e Sebastian contando uma piada para os jogadores de blusões vermelhos.
Oras,não eram tão exemplares como tinha eu dito à Brittany,portanto.
No outro dia cujo clima era implacavelmente quente e abafado,no período da tarde,estava eu no quintal novamente,zelando por minhas rosas e lançando de ora em ora pescoçadas além da cerca branca entre eu e a piscina dos Evans.
O sol estava prestes a rachar a terra que abraçava minhas flores,mas Brittany mal movia-se na cadeira de plástico boiante na água cristalina.Desta vez não usava óculos de sol ou chapéu,apenas um fino bikini colorido na parte de cima e verde musgo na parte de baixo.
Quis chama-la,então engoli as borboletas que quase voavam de minha boca e elevei a voz.
—Brittany! — chamei-a.- Boa tarde!
Goedendag,Santana! — replicara.-Já estou morena?
Oras,não enxergava distintamente em tamanha distância.Meus óculos de grau estavam no quarto,no segundo andar de minha casa,e lá eu estava,no quintal,metros de uma Brittany aguardando por uma resposta.Ela não aparentava ser alguém muito paciente uma vez que o indicador já batucava ao lado do guarda-copo da boia.
—Sim.
—Estou aqui a menos de dez minutos,leugenaar— gargalhou alto,abrindo a boca com aparentemente o mesmo batom de antes.- Mas você é educada,isso é bom.
As bochechas de meu rosto coraram, espalhando sangue até a ponta de minhas orelhas.
—Bem,deixarei você ficar bronzeada,então.Tenha uma boa tarde.
,wacht! — chamou depois de ter eu virado de volta para as rosas.Sorria de modo endiabrado.- Aceita uma bebida?