E começava a ler o livro entrava sobre a história , imajinava , esquecia do mundo , o personagem se endentificava muito comigo , um menino perdido .

Mais logo para a minha tristeza o sinal tocava , para entrarmos novamente.

_ entre todos depressa , depressa!

Logo me sentava sobre a ultima carteira, não entendia nada do que a professora falava na verdade eu nunca fui muito bom em inglês.

_ lets go!

(...)

_ Mô... fala alguma coisa...

_ que foi Magali?

_ você não disse nada até agora...

_ é que estou prestando atenção na aula...

_ ah , tá... como se entendesse alguma coisa...para falar a verdade , é incrivél parece que somente o Cebola entende tudo que ela fala ...

_ não ,o Do Contra também parece entender...

_ bom , como a grande maioria não entende...

_ né Magá, falando inglês e ainda enrolado...

_ shut up! ordenava a professora.

_ ai , ó já tá nos chingando de novo...

_ fica quieto Cascão... dizia o seu melhor amigo.

(...)

Depois de alguns minutos logo acabava a alma e já estava na hora de ir:

_ ei... chamava um menino correndo.

Quando eu parava de andar e olhava para ele:

_ saudações amigo?

_ preciso falar com você...

_sou todo a ouvidos...

_ eu quero ser curto e direto... dizia o garoto de cabelos espetados.

_ o que você realmente sente pela Mônica?

ficava mudo entreolhando ele por alguns instantes:

_ como assim?

_ eu to ligado ... todo mundo percebeu... você gosta dela?

_ claro que não... nós somos apenas... amigos...

_ eu saberia que mentiria para mim... por qual motivo , razão você falaria de seus sentimentos com algum desconhecido?

_ eu não minto!

_ mentindo ou não... quero que saiba que eu não vou deixar de tentar conquista-lá... dizia o garoto com firmeza e saia.

Eu o olhava de longe por alguns instantes não acreditando no que havia dito :

_ agora essa...eu tenho um arque inimigo...

Tenho que ir.

(...)

Depois de algumas horas eu voltava para aquele mesmo parque , ali sentado naquela balança , a luz forte em minha face , eu estava tão confuso já não conseguia me entender , eu pensava em tudo aquilo que me fora dito , olhando para aquele céu azul , sentindo todo aquele vento em mim , e me perguntava :

_ ele estava com cíumes ...

_ ele era algo dela?

_ ele estava de cabeça quente...

Eu nunca amei ninguém em toda a minha vida , eu sempre quis ser um dos melhores detetives , nunca pensei que amaria ,

e sempre acho que nunca amarei , nunca tive amigos , e porque alguém namoraria um cara tão esquisito?

O melhor que teria de fazer era esquecer pelo menos agora , eu saberia que me encararia por muito tempo , não posso me meter em problemas, pois já tenhos um grande problema a se resolver , se estou a amando ou não , isto apenas o tempo irá dizer.

Logo sai correndo daquele parque vazio e silencioso , eu nunca desistirei , eu precisava de outro detetive que pudesse me ajudar a encontra-los mais quem poderia me ajudar?

Talvez eu consiga ficar como ajudante com os detetives, eu só preciso pedir... não é tão simples como parece...

(...)

Rua das Laranjeiras n 123

Entrando com o pé direito:

_ olá...uma moça sorridente logo me cumprimentou.

_ saudações...

_ posso ajuda-lo?

_ pode... aonde está o detetive Sr Douglas?

_ só um momento meu jovem... ela pegava o telefone assim como da outra vez.

_ suba ele está a sua espera...

_ obrigada...

(...)

Logo batia na porta , Sr Douglas logo me cumprimentava , ele parecia ser ainda mais louco que Sr Charlie , possuia cabelos loiros e cumpridos , e também usava roupa social com luvas e tinha uma cafeteira e uma caveira em cima de sua mesa .

_ olá meu jovem o que lhe traz aqui?

_ eu preciso de sua ajuda...

_ sente-se... como é teu nome?

_ Hector ...

_ prazer , eu me chamo Douglas...

_ já ouvi falar de você... você também é um detetive muito famoso...

_ sou?

_ claro todos do bairro o conhece...

_ hum... que ótimo você me alegrou agora hein, rapaz?

ele tomava um pouco de seu café.

_ quer?

_ não , estou grato!

_ então tomo eu... dizia rindo.

_ hã ... desculpe perguntar mais para que uma caveira em cima da mesa?

_ ah , não é uma caveira comum... é o meu mascotinho... ele morreu e tudo que me sobrou fora está caveira dele... ele era tão... tão... querido... ele logo fazia cara de choro.

_ sinto muito Sr...

_ está tudo bem meu rapaz... enxugando as lágrimas... pode dizer o que lhe traz aqui?

_ eu queria saber se o senhor bem... é ... que...

_ pode dizer ...

_ não precisa de um ajudante...

_ um ajudante...por que eu iria querer um ajudante?

_ bom... é...

_ por mim tudo bem! vamos ser grandes detetives garoto!

_ ufa...

Ficavámos mudos por alguns instantes:

_ Sr ...

_ sim...

_ na verdade eu queria mesmo sua ajuda, estes dias vim aqui falar com Sr Charlie , queria que ele me ajudasse mais ele negou , quero que me ajude a encontrar meus pais ...

_ Seus pais?

Flash Back

_ desista logo deste caso... seu fracassado...

_ não...

_ eles morreram... você nunca vai ser um bom detetive Douglas , nunca...

_ você sempre me critica não é Charlie?

fim do flash back.

_ você é o filho daqueles que nunca descubrimos aonde estavam... ele dizia isto meio pensativo.

_ como sabe? você também envestigou este caso?

Ele se levantava da cadeira e olhava para a janela:

_ sabe Hector , nem o melhor dos melhores detetives , nunca descubriram aonde estavam, muitos desistiram , e muitos este caso fora apagado da memória , nunca ninguém soube o que realmente aconteceu com eles ...

_ você acha que ainda vivem?

_ eu não sei...

_ eu só sei que você é a única coisa que restou de tudo isto...

continua...