A vovó está surtando! Do jeito que ela ta brava vai acabar matando o Sirius, e isso não pode acontecer ele vai ser padrinho do papai! Por mais que ele esteja merecendo... Bom, mas resumindo eu tenho que fazer alguma coisa em relação a isso, mas duvido muito que a Lilian vá me ouvir. Agora todos estavam olhando a confusão acontecer ali no saguão principal. Todos menos os professores que, não sei por que não estavam ali!

— Evans, fica calma. — Falou Tiago.

— Fica na sua, Potter! — Gritou a vovó. — Vocês não pensavam duas vezes antes de humilhar o Severo na frente de todo mundo!

— Lilian, não se rebaixe ao nível deles, eles não merecem. — Falou... Remo? Nossa, essa eu não esperava. — Você não é assim Lili.

— É Lili, não judia do coitadinho do Black. — Falou Sirius meio desesperado.

— Fica quieto Black! — Falou Lili. — Mas você tem razão Remo, eles não merecem.

Sirius caiu com um baque no chão. Algumas meninas foram ajudá-lo a se levantar e olhavam para a Lilian com desprezo, que veio falar comigo, acompanhada por Remo.

— Luna, pode me levar até a sala comunal da Sonserina?

— Desculpa Lili, mas eu não sei a senha.

— Você não é da Sonserina?!

— Sou, mas... cheguei agora e ainda não decorei.

— Entendi.

— Mas eu sei a onde a sala fica, podemos ir até lá e dar um jeito de entrar.

— Mas não vão me deixar entrar, sou da Grifinória.

— Só um minuto, que eu resolvo esse problema.

Me virei para ir falar com Sirius, mesmo sabendo que bem provavelmente a Lilian não ia gostar. Lilian sussurrou que iria esperar nas escadarias e deixou eu, Remo e Sirius “sozinhos”, sim entre aspas, por que a escola inteira, menos os professores, estavam ali, saindo do ambiente aos poucos.

—Valeu Aluado, eu pensei que a Evans ia me matar. — Falou Sirius.

— Não agradeça Almofadinhas, você até que merecia o que ela ia fazer. Mas eu sabia que isso podia prejudicá-la e eu não queria isso. — Sirius o olhou assustado. — Mas quem sabe esse susto nãos serviu pra você e o Pontas, talvez, me ouvirem e pararem de infernizar o Severo por nada. — Falou Remo indo se juntar a Lilian.

— Você também vai me dar um sermão? — Perguntou Sirius se voltando para mim.

— Não, porque em breve vou necessitar das suas azarações. Mas agora, mudando de assunto, me empresta a capa da invisibilidade.

— A parte das azarações eu até posso te ajudar no futuro, mas a parte da capa não, ela não é minha, você vai ter que pedir para o Pontas... Quer dizer...

— Eu sei quem é o Pontas, o Aluado, o Rabicho e sei que você é o Almofadinhas, então não precisa ficar se explicando. Outra coisa, eu não estou... Me sentindo confortável para falar com o Tiago por enquanto.

— Foi por causa do que aconteceu na sala precisa, não é?

— Você sabe o que aconteceu.

— Lógico que sei, o Pontas é meu melhor amigo. Mas por que você fez aquilo?

— Eu não vou te falar. Agora me empresta a capa.

— Não enquanto você me contar por que arremessou o Tiago para longe.

— Não vou falar!

— E eu não vou te dar a capa!

Não estava com tempo nem paciência para ficar discutindo com o Black, então rapidamente saquei a varinha e gritei “Petrificus Totalus!”, Sirius endureceu e caiu no chão, arranquei a capa da invisibilidade da mão dele e fui até Lilian e Remo.

— Vamos? — Falei para os dois.

— O que é isso? — Perguntou Lilian apontando para a capa na minha mão.

— A capa da invisibilidade do Pontas. — Falou Remo, me olhando intrigado. — Você pegou a capa da invisibilidade do Pontas?!

— O Potter tem uma capa da invisibilidade? — Perguntou Lili.

— Sim ele tem. E ele esqueceu no meu dormitório e achei que não teria problema usar um pouquinho antes de devolver.

— Nossa, você descobre em dois dias coisas que eu não sabia em cinco anos. — Falou Lilian.

— Eu tenho os meus meios. Agora vamos?

Nós três descemos as escadarias e fomos indo pelos corredores para a sala comunal da Sonserina. Todas as outras pessoas estavam indo para os seus dormitórios se arrumarem para irem para Hogsmead. Quando estávamos quase nas masmorras, Remo parou.

— Que foi Remo? — Perguntou Lili.

— Acabei de me lembrar que eu tenho que ir para... Você sabe. — Lili olhou para mim provavelmente esperando que eu fizesse alguma pergunta, sem ao menos imaginar que eu sabia exatamente do que se tratava o assunto.

— Eu tinha me esquecido. — Falou Lili.

— Vou indo. — Falou Remo, Lilian o abraçou.

— Boa sorte, afinal não é fácil conviver uma semana inteira só com o Potter, o Black e o Pettigrew.

— Eles não são tão ruins. — A Lilian riu. — Até semana que vem.

Remo sumiu nos corredores enquanto eu e Lilian seguimos nosso caminho. Ao chegarmos a um determinado ponto Lilian colocou a capa e nós fomos até a parede de pedra que escondia a sala comunal. Já estávamos ali, só faltava descobrir a senha.

— Olá Parker. — Falou um dos amigos de Severo que vinha, estranhamente, sozinho. — Esqueceu a senha?

— Esqueci. — Falei fria e seca.

— Água cristalina. — Falou o garoto...

A parede de pedra se moveu revelando a, já minha conhecida, sala comunal da Sonserina. Me lembrei de como todo dia de manhã eu me levantava, descia para essa luxuosa sala e encontrava Escórpio me esperando para o café, nós dois saiamos pela porta da sala e nos encontrávamos com Rose, Alvo, Roxanne e Hugo no salão principal, onde comíamos clandestinamente na mesa da Grifinória... Mai agora a sala estava ocupada por inúmeros alunos que eu não conhecia, O garoto sentou-se em uma poltrona para conversar com seu amigo.

— Ei, você. — Falou o amigo. — Se junte a nós.- Eu encarei ele por um tempo.- Calma, a gente não morde.- Os dois deram risada.

Eu me sentei em uma das poltronas.

— Acho que não fomos devidamente apresentados ainda, eu sou Avery e esse é Mulciber. — Falou o mesmo garoto que me chamou para se juntar a eles.

— Sou...

— Luna Parker, é nós sabemos. — Falou Mulciber.

— Não vimos você aqui ontem à noite. — Falou Avery.

— Eu estava ocupada. — Respondi, não estava gostando de conversar com aqueles garotos, eles me davam arrepios.

— Calma, não precisa ser grossa. — Falou Mulciber- Por um acaso você viu o Severo depois que ele saiu correndo do salão principal?

— Acho que ele deve ter vindo para cá. — Falei.

— O Severo é muito covarde, ele não faz nada com aqueles imbecis. Se eu fosse ele já tinha jogado um crucio, nos quatro. — Falou Avery.

— E pelo que parece eles só não massacram mais ele por que aquela amiga dele, aquela da família irlandesa. — “Oportunidade perfeita para mim seguir com o meu plano”.

— Irlandesa? A família da Lilian não é irlandesa. — Falei, “que dó gente, vou ferrar mais o coitado do Sev”.

— Mas, ele disse que é. — Falou Mulciber.

— Mas ela é inglesa. — Falei.

— Nunca ouvi falar da família Evans. — Falou Avery.

— É porque ela é de uma família de trouxas. — Os dois me olharam espantados.

— Ela é uma sangue ruim? — Perguntou Avery.

— Se preferir essas palavras.

— Então piorou, o Severo é defendido por uma sangue ruim imunda. Eu teria vergonha e nojo disso. — Falou Mulciber.

— Isso me dá repulsa, e ele ainda está fim de uma imunda como ela. — Falou Avery.

— Viu, os sangue ruins não são confiáveis, ela mentiu pra ele para fazê-lo acreditar que ela é sangue puro. — Falou Avery.

— Vamos, já deu a hora de irmos pra Hogsmead. — Falou Mulciber. — Você vem, Parker?

— Vou depois. — Falei.

Os três saíram da sala. Sinceramente eu estava com mais repulsa deles do que de outra coisa, como podem ter um preconceito desse tamanho. Não é a toa que eles viraram comensais. Eu esperava que eles tivessem um pouco de preconceito, mas... Não tanto, não é? Agora só tinha que esperar a Lilian com o Severo.