Mistérios e Verdades
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Entre no Uber e batia porta com toda força e me sentei no banco de trás colocando o sinto de segurança e olhei bem para o motorista e sorri. Passei as mãos nos cabelos e elevei meu olhar ao seu ele era alto, usava um chapéu americano e tinha um sorriso meramente sexy ao ponto de excita uma bela moça pura.
Olhei para o motorista do Uber e acaricie suas pernas encostando a mão no seu belo dote masculino e apertei seu pênis enquanto ele me olhava.
— Bom, acho que seu carro pode dar adeus pra são Paulo, então...
Ele fez cara de surpresa.
— Por quê?
— Por quê eu vou a recife e se você não for eu digo que você me estuprou pra polícia paulistana...
— A gente não tem escolha.
— Nada disso. Você tem escolha. Eu tenho. – Dei uma olhada na direção da porta fechada atrás dele. Imaginando a Lua tentando me dizer que eu não sou tão forte assim. — Tá a gente vai.
O motorista do Uber me encarou por um instante e depois sorriu.
Enquanto o motorista dirigia eu ficava ali me fazendo de forte, vestindo uma mascara que não se adequava ao meu jeito de ser. Talvez, meu jeito antigamente seria uma garota fútil que adorava rosa e que de tanto apanhar com a vida resolveu crescer.
O motorista dirigiu por volta de duas horas e meia e já era de tarde, eu estava com tanto sono que enxergava o céu de cor de sangue. Ao tentar fechar os olhos vi uma garota se jogando na frente o carro fazendo uma cena que nem eu teria coragem com um garoto.
Quando o Uber parou, e abriu as portas era o Pedro e a Lua. Eles desceram de cima do carro e abriram a porta me olhando.
— Se você vai pra recife atrás do Miguel eu vou também.
Lua falou balançando seus cabelos loiros e franzindo a testa.
— Anahí, nem me olhar assim que eu vou.
Pedro falou com a camisa nas costas segurando na mão da Lua.
Eles entraram no carro por dentro eu estava feliz por quê não iria embarca em uma aventura sozinha, mas sim com os amigos. A viagem durante aproximadamente 2649 km. O tempo de percurso foi quase é de aproximadamente 35 horas...
Lua, Pedro e eu chegamos em recife as 7:00 da manhã. Descemos do Uber e eu agradeci dando um beijo na sua bochecha e me virei até a porta que o motorista estava sentando e coloquei o dinheiro dentro da sua cueca. Mas Lua e eu começamos a caminhar usando o celular pra pesquisar a localização, nesse mesmo dia já era carnaval e passou varias pessoas fantasiadas. Entretanto, eu corri para um bar deixando minha bota cair no chão enquanto Lua segurava firme nos meus braços.
— Cinderela, você sabe mesmo aonde o Miguel tá?
Ela pareceu ponderar seriamente, franzindo o nariz o nariz....
— É, eu sei ...
Falei franzindo os olhares
— Anahí, então tá esperando o que pra nos levar até lá?
Pedro falou sentando no chão amarrando os sapatos.
— Vamos, agora!
Saímos descendo os degraus do bar em busca do manicômio ‘’ Celestina way’’ que ficava localizada no coração de Recife. Chegando lá passamos por um breve identificador biométrico e uma moça se aproximou de nós três.
— Olá, boa tarde. Deseja fazer visita pra algum paciente?
A moça falou toda arrumada, com vestido branco, laço azul e um belo sorriso no rosto. Seu cabelo batia até a sua bunda e ela era bem nova.
— Sim, queremos ver o Miguel Zimmer.
Lua e Pedro falaram na mesma que parecia um coral.
— Peguem o segundo andar, vão direto e em seguida dobre a esquerda e entrem na ala masculina lá vocês encontraram o Miguel.
A recepcionista falou...
Lua, Pedro e eu seguimos no segundo andar e vimos tantas pessoas presas, enjauladas e a base de remédios todos estavam dopadas. Comecei a chorar vendo todas Aquelas cenas, mas dobrei a esquerda e na parede vi a lista dos pacientes e lá tinha o nome do Miguel.
Lua, Pedro e eu entramos e eu comecei a olhar os quartos enquanto estranhos me paravam pra falar.
— Me tira daqui por favor moça, me doparam.
Uma das pacientes encostou em mim e eu fiquei assustada.
Lua segurou nos meus braços e ficou limpando o meu rosto o tempo todo. Cada lágrima era uma frase, que eu mesmo sabia o que queria dizer, mas eu queria ser forte.
— Calma, cinderela tudo vai dar certo.
Lua falou me abraçando enquanto o Pedro observava.
Pedro se virou e bateu nos meus ombros fazendo um sinal.
— Ei, aquele não é o Miguel?
Pedro falou de braços cruzados.
— Claro que é!
Lua falou segurando minhas mãos.
Eu corri como uma louca e que se dane todo meu jeito imaturo, meu coração e minhas emoções falavam muito mais alto do que eu imaginava. Sentei na mesa que Miguel estava e abracei o Miguel.
— Me larga garota.
Miguel falou me empurrando no chão;
Ele estava com uma roupa branca de hospital que me fazia chorar, eu pensava que tudo que estava acontecendo era culpa minha, que droga eu o amava muito.
— Ei, não empurra ela assim não nós andamos 3 dias e muitos quilômetros pra saber se você estava bem Miguel.
Lua falou colocando o Miguel na parede e olhando fixamente.
Pedro entrou no meio e tirou a Lua de cima do Miguel colocando a Lua no banco. O cabelo do Miguel cobria todo seu rosto, o cabelo já estava grande e ele só fazia abaixar a cabeça.
— Por quê você está aqui Miguel?
Eu perguntei segurando sua mão.
— O meu tio me internou aqui por que eu tive convulsões, eu prometi me tratar em são Paulo mais vacilei e estou aqui.
— Nossa esse lugar é tão...
Pedro falou.
— Horrível!
Lua falou.
Lua!
Pedro e eu falamos.
— Gente eu só falei a verdade.
Lua falou enrolando os cabelos loiro.
— A Lua tem razão. Aqui é muito feio, minha mãe estar internada há quatro salas daqui na ala feminina eu a vi toda dopada de remédios e quando eu a vejo eu penso que não quero cuidar de alguém doente a vida toda, isso dói na cabeça.
Miguel falou franzindo a testa.
Mas Miguel sua mãe cuidou de você a vida toda, sabe seria meio injusto da sua parte.
Falei com cara de dúvida.
— Dúvida? Porra Anahí sei que é a mãe dele, mas, ela precisa querer se tratar e não adiantar ela sair melhor e voltar a estaca zero. Eu entendo que ele não quer tipo ficar cuidando dela a vida toda isso é um peso, ele cuida dela desde os 7 anos. Esquizofrenia acaba com qualquer pessoa.
Lua falou se levantando e batendo na mesa.
— Lua vem comigo.
Pedro colocou Lua nos braços e saiu andando ....
Me encostei perto do Miguel e acaricie seu rosto enquanto uma lágrima do meu rosto caia parecia que a direção de toda a minha calma vinha dele.
— Eu Falei pra você não vim aqui Anahí.
Ele falou me beijando na bochecha.
— Eu sei. Miguel eu estava preocupada e nada haver você está aqui nesse lugar.
Falei me encostando nos seus ombros e vi marcas de mordidas.
— Eu sei minha princesa, sabe eu senti tanto sua falta mesmo eu estando dopado de Diazepam eu sinto seu cheiro em mim.
Miguel falou com as bochechas coradas.
— Eu senti sua falta seu idiota! Todos os momentos vieram a minha cabeça como uma lembrança, e tudo me fazia lembrar de você e o meu peito meio que chorava.
Senti um aperto por dentro depois de falar.
Ele se levantou e segurou minhas mãos me beijando e me fazendo acreditar que tudo ia ficar bem quando na verdade a situação estava uma merda.
— Sinto que me esconde algo Miguel ...
Falei apertando seu braço.
— Talvez sim.
Ele falou me encarando.
— Essa história não colou comigo.
Eu falei enquanto me virava.
Lua e Pedro vinham correndo com toda a adrenalina que os elefantes teriam em uma jaula na Amazônia.
— Miguel a gente já sabe de tudo.
Pedro falou do lado da Lua.
— Tudo o que?
Miguel começou a caminhar.
— Você realmente está aqui por que teve um desmaio realmente. Mas alguém te drogou com remédios de grandes potencia pra te deixar nesse estado.
Lua falou cuspindo no chão.
— Quem foi então?
Perguntei nervosa.
— Foi o Fábio mais a ajuda de alguém que isso eu não sei.
Lua falou inclinando as sobrancelhas.
Miguel abriu e fechou uma das mãos, enquanto a outra segurava a lanterna apontada para baixo.
— Eu vou matar o Fabio.
— Antes de matar precisamos te tirar daqui.
Pedro falou.
— Mas como vamos tira ele daqui se os enfermeiros estão na nossa cola?
Pedro falou passando a mão na bochecha.
— Se liguem, Anahí e eu vamos fingir uma briga e na minha mochila tem roupas masculinas. Quando começar a briga você veste a roupa no Miguel e me espera no carro e chama um Uber...
— Vocês vão ficar bem?
Pedro perguntou.
— Claro que sim, agora começou!
Lua falou.
Lua e eu rasgamos as roupas começamos a cantar e dançar a música:’’ outra frequência ‘’ da banda Rebeldes. A cada passo da coreografia tirávamos as roupas e ficamos com os peitos de fora deixando até os vigilantes excitados.
Eu vi Miguel e Pedro saírem e abracei a Lua porque se não fosse a ideia dela nem sei o que aconteceria com o Miguel.
— Conseguimos coisa chata.
Lua falou.
— Eu sei, coisa insuportável.
Falei a abraçando.
Sairmos de mãos dadas enquanto os caras aplaudiam a gente eu me sentia uma carne fazendo Viagra para todos aqueles homens. Vestimos as blusas então Lua e eu passamos pela recepção e ao sair pulamos rindo.
Encontramos Miguel e Pedro no carro e entramos em destino a são Paulo ..
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