Local: Rua tranquila de Konoha, noite alta. O barulho agora é outro — o de grilos, folhas secas sendo sopradas pelo vento, e uma brisa noturna que alivia o calor do dia.

Akari e Gaara caminham lado a lado, mais próximos do que estavam horas antes, sem perceberem. Ela está sem bandana, cabelo solto ao vento. Ele está sem a capa do Kazekage, apenas a túnica escura simples.

Akari:

— Sabe, eu imaginei que você fosse mais... inacessível.

Gaara:

— E você mais previsível.

Akari, rindo:

— Toque de recolher emocional não funciona comigo.

Gaara:

— E controle absoluto... nunca funcionou comigo.

Eles param em frente ao alojamento temporário dos visitantes de Suna. A luz amarela ilumina os degraus. Por um segundo, só se encaram. O tempo dá aquela esticada estranha de quando algo não dito pesa no ar.

Akari, inclinando-se levemente:

— Boa noite, Kazekage.

Gaara, mais baixo:

— Gaara. Pode me chamar assim.

(pausa)

— Mas só quando for fora do protocolo.

Akari, com um sorrisinho provocador:

— Isso aqui era protocolo?

Gaara:

— Não. Mas não nego nem assino.

Akari, virando de costas:

— Boa estratégia. Te vejo na próxima... reunião?

Gaara, em pensamento:

Reunião. Encontro. Missão. Só quero que tenha próxima.

Gaara:

— Sim. Na próxima.

A porta fecha atrás dele.

Ela fica ali, parada na rua vazia, sentindo o vento.

E pela primeira vez em muito tempo, o coração bateu... fora de ritmo.