Local: Sala do Kazekage, à noite. As velas estão acesas, e há uma serenidade quase monástica no ambiente. Livros e rolos de pergaminho por todo lado. Akari está descalça, com a perna dobrada sobre a cadeira, cercada de documentos. Gaara observa de sua posição habitual: em pé, perto da janela aberta.

O aroma do chá de jasmim preenche o ambiente. Um raro luxo em Suna, reservado apenas para hóspedes especiais.

Akari (cansada, mas ainda cheia de foco):

— A distribuição de medicamentos melhorou, mas a resistência dos pacientes ao uso de técnicas híbridas é cultural. Precisamos de um mediador local para cada posto. Alguém que saiba falar com o povo sem parecer que está enfiando selos goela abaixo.

Gaara (tranquilo):

— Posso sugerir nomes. Mas só um deles confia o suficiente para liderar essa função sem causar medo.

Akari:

— Quem?

Gaara, andando até a mesa com uma xícara extra:

— Você.

Akari (rindo, mas surpresa):

— Eu sou de Konoha. Estrangeira. Com chakra diferente e sem sobrenome local. Isso me torna confiável?

Gaara (sem hesitar):

— Sim. Porque você é íntegra. E porque não tenta ser aceita. Apenas... age.

(ele coloca a xícara diante dela)

— Chá?

Ela o observa com atenção. E dessa vez, o silêncio entre eles não tem o peso de protocolo. É só confortável.

Akari (baixa o olhar para o chá):

— Gaara...

Gaara (sem o "sama", desta vez):

— Sim?

Akari (sorriso pequeno, sincero):

— Você é perigoso quando começa a ser gentil. Mas acho que... eu gosto disso.