— E ai, e ai, como foi amiga??? — Sally pulou em cima de mim quando eu abri a porta. Amiga é a mãe — Disseram que iam ligar na quarta... — eu afrochei a gravata e cai no sofá. — Ah, não acredito! — ela sentou no meu colo. Folgada.- Como puderam? Seu curriculum é perfeito, BrennyBear.... — eu sorri, um pouco conformado. Não adiantou na maioria dos lugares a bagagem de Standford e Eli, as melhores faculdades do país. Ela me deu um selinho e voltou, ao que parece, a passar o pano nos móveis — Mas e aí, encontrou com o DEUS grego que você falou? — Não, mas eu descobri que ele também é gay.Ao menos, a governanta que falou. — O que? — ela arregalou os olhos, brilhantes. — É, isso mesmo. — Aeeeeeeeee! Mas um na família, adoro os gays. — ela deu um pulinho e saiu cantando pela casa — Viva! Viva.... — Ai ai, você não é normal.... — eu deitei no sofá e logo me senti cansado. O grupo Ross foi o quinto do dia, e já perdi a conta de qual do mês. Mas o que mais me intrigou foi como a senhora lá sabia que eu era gay(se toca, você emite uma aura de purpurina rosa). E por que ela me falou que o Ryan Ross também era — E por que mais um na família? Eu só o vi pelas revistas até agora... — Ah, mas não me diga que eles não te aceitaram? Bren! Eles nem são um grupo tão famoso e importante assim...E você só foi lá por causa do gostosinho da revista... — É, em parte sim...Mas a governanta lá sabe que eu sou gay... — O QUE? Como assim? — É, tipo....Quando eu sai, ela falou : \" Ah, o senhor Ross também é gay\". Eu fiquei tipo \"Ahn?\", mas nem deu tempo de saber mais nada. A Sally me olhou como se eu fosse o Id dos irmãos Id&Ota (nota, preciso parar com essas comparações) — Que é? — Para de se preocupar louca, eles vão te chamar. Até porque você é um gato e pode consolar o orfão lá... — ela piscou e sorriu. — Não fala assim, os pais dele morreram, deve ser horrível... — Ah, mas você considera os seus mortos e nem tá depressivo... — É, pode até ser...Mas se me chamarem, eu não vou me jogar em cima dele como cachorro no cio... — eu estava na seca, mas nem era pra tanto, paquerar o chefe/dono da empresa? — Okay, okay...Espera para ver... Ás vezes eu acho que a Sally é vidente. Na quarta de manhã, a senhora me ligou. — Senhor Urie, aqui é Mary... — Eu sei, eu reconheci pela voz...E então, qual a resposta? — A Sally estava agarrada em mim, tentando colar o ouvido no telefone. — Bem vindo ao grupo Ross, Brendon Urie. Você começa amanhã. — Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiií! — ela saiu pulando pela casa. — Pára com isso Ly, vai afundar o chão. — ...Você me chamou de gorda?- ela me fuzilou e veio andando com pose de assassina. Parece que eu atentei urso com um pauzinho. — Muito muito obrigada Mary, você não sabe como me alegrou com essa ligação. Amanhã eu vou estar aí cedinho. — O prazer é nosso,o grupo está animado de contratá-lo, senhor Urie...Antes que eu me esqueça, amanhã terá um coquetel para recepcionar os novos contratados, depois do expediente. Pode chamar sua prima. — eu corri para a parte de trás do sofá , enquanto a Sally procurava a vassoura. De certo, era pra tacar na minha cabeça. — Ah, tudo bem. Ela com certeza vai querer ir — vai a palavra mágica. A Sally adorava uma festa. No mesmo instante, ela correu e voltou a agarrar o meu pescoço. — Eu vou, claro que vou, pootz, amo uma rave....- ela falou quase gritando. Mary deu uma risadinha. — Desculpe Brendon Urie, tenho que desligar. Tem mais 20 novos contratados para ligar. — Certo, valeu mesmo pela ligação. — Até. Pronto. Esse ligação foi motivo para uma noite de bebedeira. A Sally, eu, uma garrafa de vodca e um pacote de jujubas. Não sei como acordei de manha disposto a ir trabalhar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.