Notas iniciais
Mais uma vez só quero agradecer aos comentários de vocês, também quero agradecer a quem favoritou a fic, vocês são realmente mais do que lindos! Agora chega de falar! Boa leitura.

“Eu não posso evitar de reparar

Você reflete neste meu coração

Se um dia você se sentir sozinha e

A luz intensa tornar difícil encontrar

Saiba que eu estou sempre

Do outro lado paralelamente.” Mirros.

Não existem muitas coisas no mundo, que eu não faça a favor das pessoas que amo. Nunca pensei realmente nas conseqüências das escolhas que estou prestes a tomar, posso perder alguém importante, ou deixá-la viver, longe de mim. Mas ter Felicity longe nunca foi uma opção, então eu encontrei um terceiro caminho e o destino me ajudou trazendo mais um herói para a vida dela.

Enquanto coloco meu uniforme, me pego pensando, em como vou sentir falta de ouvir sua voz me guiando em minha missão. Só que dessa vez não vai acontecer. Felicity precisa estar segura e isso é tudo o que importa.

–Vamos Oliver. –Escuto Roy chamando.

Desço as escadas a passos largos, vendo Diglle sentado na cadeira dela. Tudo nessa caverna me lembra ela. E não faço a menor idéia do por que de todo esse sentimentalismo de repente! -É uma missão simples, você só precisa ter foco- Penso tentando me acalmar.

–Diglle. Vou estar em contato. –Digo pegando meu arco e aljava já caminhando em direção a saída.

–Amanda já deu o sinal. –Disse ele. –E o Esquadrão está a postos. Oliver vai dar tudo certo. –Não me virei para discutir minhas inseguranças, apenas segui caminho com Roy em minha retaguarda.

CENTRAL CITY

Corri ao lado do trem durante toda viajem, é muito chato ter que controlar a minha velocidade a padrões tão lentos. Oliver pediu para que eu permanecesse com meus olhos em Felicity, que a protegesse e assim eu o fiz. Claro que seria muito mais fácil se ele aceitasse minha sugestão de buscá-la em Starlling, mas nada é fácil se tratando de Oliver Queen. Assim que o trem parou em Central City fiz o desvio para a plataforma. A melhor vantagem de ser incrivelmente rápido é que você se torna praticamente invisível. Parei ao lado de uma senhora muito velha que parecia mastigar a própria língua enquanto eu ajeitava meu suéter e passava as mãos nos cabelos tentando me arrumar da melhor forma possível.

–Como estou? –Perguntei à senhora em um surto de ansiedade.

Ela se assustou antes de me oferecer um sorriso banguela. –Muito bonito meu jovem! –Elogiou. –Esperando a namorada?

–Não exatamente. –Respondi com um sorriso nervoso.

–Vai dar tudo certo querido. –Disse a senhora boazinha, acho que me afeiçoei a ela...

–Barry? –Chamou uma voz conhecida.

Felicity estava a minha frente, linda de uma forma que só ela é. Olhei para seu sorriso sincero espelhando o meu. Então ao melhor estilo Barry Allen eu fiz o favor de tornar o momento mais constrangedor possível. Abri meus braços para abraçá-la, quando sua mão estava estendida para me cumprimentar. Percebendo a gafe, estendi minha mão quando ela resolveu me dar um abraço. Nos afastamos rindo sem saber o que fazer.

–É bom ver você Barry. –Disse com o mesmo sorriso sincero no rosto.

–É bom ver você também Felicity. –Disse provavelmente com cara de bobo. –Posso te dar um abraço? –Perguntei inseguro.

–Eu gostaria disso. –Respondeu abrindo seus braços delicados para mim.

–Eu estou muito feliz por receber você aqui. –Disse a segurando em meus braços. –Seu cabelo cheira a morangos. –Comentei antes de soltá-la.

–É o meu condicionador. –Respondeu com um leve rubor na face. Nós ficamos apenas nos olhando por alguns minutos, sorrindo um para o outro. –Ham... Vamos? –Disse Felicity.

–Ah, claro. –Respondi sem jeito me lembrando que precisava tirá-la daquele local. –Me deixa levar sua mala. –Não esperei respostas, pegando sua bagagem que estava no chão.

STARLLYNG CITY

Estávamos em frente a um Motel de beira de estrada, escondidos pela escuridão da noite. Roy parecia impaciente ao meu lado, suas mãos iam do arco a aljava em um movimento automático, ele havia desenvolvido esse tique há algum tempo e por mais que eu o aconselhasse, não adiantava em nada, sua ansiedade parecia aumentar dia após dia. É nessas horas que sinto falta de Diglle ao meu lado.

–Então nós apenas entramos lá e batemos neles? –Roy perguntou ansioso.

–Não é assim tão simples... Os irmãos Shepeard são famosos. Steven acabaria com você com as duas mãos amarradas nas costas. –Alertei. –Para piorar desconheço as habilidades do mais novo. -Respirei fundo tentando manter a calma. — E não vamos entrar até Amanda dar o sinal.

Como em um timing perfeito avistei o Pistoleiro e o Tigre de Bronze se esgueirando em nossa direção. Roy parecia bastante contrariado em trabalhar com assassinos profissionais, mas isso não era nenhuma opção no momento. Precisava limpar logo aquela bagunça e trazer Felicity de volta.

–E ai? Como vai ser? –Disse o Pistoleiro assim que nos alcançou.

–Você e Roy entram pelos fundos...

–Não vou deixar você sozinho com ele! –Interrompeu Roy encarando o Tigre.

–Eu e Tigre entraremos pela frente. — Continuei, ignorando seus protestos. –Não sei direito com o que estamos lidando. -Disse a eles buscando alguma informação adicional.

–Waller nos informou que eles estão na lista da ARGUS por anos, e nunca conseguiram pegá-los. –Disse Tigre. –Danny o irmão mais novo faz a triagem do alvo, enquanto o mais velho executa o serviço.

–Mas por que alguém iria querer a Felicity morta? –Perguntou o Roy indignado. –Isso não faz sentido, por que ele deu o nome verdadeiro dele para ela?

Roy estava certo. Se a queriam morta por que dar o nome verdadeiro para ela? Só em pensar em alguém a caçando me fazia estremecer, me enchendo de fúria. Seja quem for que está atrás dela, ou a esteja usando para me atingir, vai pagar um preço alto por isso. Em pensar que eu realmente estava com ciúmes quando mandei Diglle investigar o tal de Danny, meu ciúme controlador fez toda a diferença. Nem em um milhão de anos ela admitiria isso, mas o fato de eu não conseguir parar de intrometer na vida dela é o motivo dela estar respirando agora.

–Vamos acabar logo com isso. –Disse a eles. -Esses caras são apenas peões, eu quero quem deu as ordens! –Por um segundo sentindo uma fúria absurda, enquanto a adrenalina se instalava por todo meu corpo, me lembrei do comentário inapropriado que Felicity fez mais cedo, dizendo que me adora ver sendo violento por sua causa... A verdade é que ela não faz ideia, violência é o menor dos problemas que ela vem me causando, ela não é capaz de imaginar o quanto tem me feito perder o controle ultimamente.

Notas finais
Pois é, o Barry vai ser um dos narradores da fic, como sempre vou tentar ser fiel a personalidade das personagens, mas em relação a estória eu dei uma viajada. Bom galera no mais espero que estejam gostando. Não esqueçam de comentar ok? Bjs