Mirrors
3 Terceiro Conto
Notas iniciais
Espero que gostem deste.
Boa Leitura.!
Eleanor 19/07/1992, 20 anos, ruiva olhos azuis, solteira. Faz faculdade e acaba de se mudar para uma republica junto com suas amigas.
Após um dia inteiro de aulas elas voltam para seu quarto e notam uma coisa diferente nele.
— Meninas, alguma de vocês colocou um espelho novo aqui? – pergunta Eleanor.
— Não, nunca vi essa coisa enorme aqui antes. – respondeu uma delas.
— É tão... Lindo. – falou a outra.
O espelho estava ao lado da cama de Eleanor, tinha um aspecto antigo com vários desenhos esculpidos ao seu redor. Elas chegaram mais perto e admiraram a peça que certamente era antiga e cara.
— Quem deve ter colocado isso aqui? –perguntaram em uníssono.
— Enfim, ficaremos com ele, se o dono aparecer, o devolvemos. – Falou Eleanor e suas amigas concordaram.
Afastaram-se do espelho e começaram a falar sobre a faculdade até que decidiram sair.
— Vão vocês, eu quero adiantar as coisas para amanhã. – falou Eleanor enquanto suas amigas se arrumavam.
— Ok, depois nos vemos. – falou uma delas se olhando no espelho, quando ela virou, captou alguma coisa no espelho, mas quando se voltou para ele, não tinha nada, apenas seu reflexo. – Hey, vocês viram algo no espelho? — Eleanor levantou a cabeça de seus livros e olhou diretamente para o espelho, não viu nada de anormal, negou e voltou sua atenção aos seus livros. – Que estranho, pensei que tinha visto algo. Devo estar vendo coisas. – e então se foram.
Eleanor ouviu batidas e olhou para a porta.
— E agora? Quem será? – levantou e abriu a porta, não tinha ninguém, fechou e deu as costas, mas começaram a bater novamente, abriu a porta, mas não tinha ninguém. – Que palhaçada, não vou mais atender. – voltou para seus livros e novamente ouviu batidas. Olhou em direção a porta, mas as batidas não pareciam vir de lá e sim de dentro do quarto. Olhou em todas as direções até que finalmente achou a fonte do barulho. Vinha do espelho. – Isso está parecendo cena de filme de terror barato. – riu e foi em direção ao espelho. As batidas continuavam aumentando a cada passo que dava. Ao chegar ao espelho, viu uma coisa que nunca imaginou. Sua própria imagem estava se movendo sozinha. – Ok, isso está me assustando. – Levantou seu braço e acenou, tentando sem sucesso fazer com que seu reflexo fizesse o mesmo. Seu reflexo sorriu, e falou.
— Olá, não se assuste.
— Claro, não me assustar com uma coisa que não deveria estar acontecendo, devo estar dormindo ou alucinando, sim, estou dormindo, eram muitos livros e acabei dormindo em cima deles. –falou esfregando os olhos. – agora, eu vou acordar e vou continuar na minha cama em cima dos livros. – fechou os olhos e quando voltou a abrir seu reflexo a olhava com uma mescla de diversão e curiosidade.
— Acaso estás louca?- perguntou o reflexo.
— Acredito que sim, estou falando com um espelho e não estou dormindo. Quer mais loucura que isso?
— Não acredito que isso seja loucura, afinal, estou mesmo falando com você, ou comigo mesma. Não importa.
— Não importa? Não acredito que isso se aplique a mim.
— Vamos, não seja tão dramática. Estamos mesmo nos falando e você continua ai dizendo “que isso não existe”, vira o disco, que eu não quero continuar com isso a vida toda. Tudo bem desculpe, é que eu nunca conversei com ninguém antes, ou comigo mesma. –Deu de ombros e sorriu. – Deve ser tão legal ter uma vida, amigos e poder sair quando quiser, sabe, sempre quis isso.
— Como sempre quis isso? Você pode, quer dizer, nós somos uma, ou pelo menos costumava ser até hoje. – Ela falou.
— Não realmente. – Eleanor se sentou na cama e começou a conversar com seu reflexo, ficaram horas conversando e “se conhecendo” até que as amigas de Eleanor voltaram e a encontraram olhando ao espelho e falando sozinha. Ela imediatamente se sentou incomoda e ficou quieta.
— Está tudo bem? – Perguntou uma das amigas.
— Claro que sim, estava só estudando em voz alta, sabem que eu faço isso sempre. –olhou para o espelho e ele estava como antes, seu reflexo inanimado, apenas um sorriso discreto. Eleanor riu disso e voltou para suas amigas que continuavam a olhando como se estivesse louca.
— Tudo bem então, se você diz. –deu de ombros e começaram a conversar sobre a saída. Eleanor sempre olhava para o espelho, esperando que seu reflexo retomasse vida novamente e finalmente pudesse contar isso a suas amigas, mas não acontecia nada. Se deitaram para dormir. No outro dia se arrumaram e foram para a faculdade. Assim que Eleanor voltou, foi direto para seu espelho.
— Se queria falar com outras pessoas, por que não falou nada ontem enquanto minhas amigas estavam aqui? – Perguntou curiosa.
— Não sei, tive vergonha de falar com elas e me rejeitarem.
— Claro, não é todo dia que podemos falar com nossos reflexos. – a imagem assentiu e começaram a conversar.
Passaram-se os dias e elas foram ficando amigas, Eleanor não queria mais sair do quarto, estava estranha com suas amigas, elas sempre perguntavam o que acontecia, mas ela sempre as despistava com uma desculpa diferente. Até que chegou o dia em que seu reflexo estava estranho com ela.
— O que acontece? –perguntou curiosa.
— Nada, acaso nunca esteve triste? – perguntou com sarcasmo.
— Claro que sim. Desculpe se estou preocupada. –rebateu e se afastou do espelho. –Afinal, por que você nunca aparece para minhas amigas? Sabe, seria legal poder compartilhar isso.
— Nunca, está me entendendo? Nunca poderá falar uma palavra só sobre mim.
— Tudo bem, se não quer isso, posso entender, mas não vou mentir para elas. Já chega disso. – e tirou o espelho da parede, se desequilibrou e o deixou cair no chão. Esperava que estivesse quebrado, mas quando o virou estava completamente intacto.
— Sabe, isso não foi uma coisa muito sensata a se fazer. – e então um pedaço do espelho se soltou e ela o pegou na mão e começou a passá-lo no rosto lentamente. Tudo o que acontecia a ela, se refletia em Eleanor. –Não pode contar sobre mim, não entende? Somos amigas, as melhores, por que você insiste que eu tenho que conhecê-las se eu só quero continuar com você? – Eleanor tentou se mover, mas não conseguia, estava ali, parada a mercê do reflexo. Um filete de sangue começou a descer pelo seu rosto enquanto ela olhava incrédula para o espelho. E então o reflexo parou. Para recomeçar a cortar seus pulsos, lentamente, um de cada vez foi sendo aberto à medida que a lamina ia passando. – Eu sempre quis uma amiga, e agora que a tenho ela não quer mais minha amizade? Isso não pode acontecer, então, essa minha amiga não pode mais viver sem mim. Você me entende não é mesmo? Sei que sim, afinal, somos uma só. – Tudo em volta de Eleanor começou a girar e então ela caiu ao lado da cama, apenas vendo a sombra de seu reflexo. – Ainda não acabamos amiga, não durma agora. – Ela sorriu e começou a cortar o pescoço fundo e lentamente até que não sobrou mais nada, nem vida. Eleanor estava morta. – Agora acabamos amiga, bons sonhos.
Horas depois o corpo foi encontrado jazendo no chão, o espelho já não estava mais lá.
Notas finais
O que acharam? Gostaram, amaram, detestaram? T.T kkkk
Como eu disse, esse é o ultimo texto que tenho escrito e quero saber se estão gostando deles, a ponto de eu escrever mais.
Acho que é só isso. E claro, já que é só isso por enquanto, gostaria de pedir humildemente -u.u- que vocês lessem outra historia minha, se chama Darkness e não é tão ruim assim.
Enfim, até a próxima e obrigado por lerem. (:
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